sexta-feira, maio 30, 2008
PRESTÍGIO
COMEÇA DOMINGO
JESUALDO GLOBAL
Ainda vai a tempo, as imagens do Globo de Ouro que a SIC deu a Jesualdo no ano em que tornou a TV "oficiosa" do FCP. Vejo ali ao lado do Toni emocionado e até o imagino a pensar: "C'um raio, eu é que era o amigo do Pinto e o Juju é que foi para lá consagrar-se, ainda um homem a criar adjuntos para isto..."
OS PRESCRITORES
Surpreendentemente, ou talvez não, muitos são aqueles que acertam a mira numa eventual falta de adequação da actual lei da UEFA que pode afastar o FCP da Champions. Porque, diz-se, os factos de que resultou a acusação da Liga são relativos à época de 2003/2004, ironicamente a temporada em que o FC Porto foi campeão europeu. Já depois de acrescentada a alínea de que todos falam, o Milão, que justificou a adenda, também levantou o caneco!O que parece estar em discussão é uma mera questão questão jurídica. Isto faz-me lembrar outros tempos, quando dois mortos na China eram, para os nossos jornais, mais importantes que uma pelotão dizimado na savana angolana ou nos mangais da Guiné. A mesma lógica que, sem merecer comentários dos colunitas-vassalos, muitos usaram na defesa dos seus recursos, alegando que os casos já tinham prescrito. Não é um eventual crime que parece estar em causa mas sim a esperteza, saloia ou parola, de conseguir ludibriar a justiça.
Os factos estão aí e podem merecer julgamentos vários. Os tribunais estão a fazer o seu trabalho, a Comissão Disciplinar da Liga fez o seu num tempo recorde, a Federação quer imitiar a sua "afiliada" mas está a tropeçar e os advogados continuam a engordar as suas contas bancárias. Na certeza de que nesta estória da justiça portuguesa uma condenação não assusta ninguém: ou dá pena suspensa ou, caso contrário, o assunto esgotar-se-á sempre de recurso em recurso até ao esquecimento final, sempre com a possibilidade de um qualquer incidente processual poder resolver tudo de uma só penada.
Vivemos tempos difíceis não só porque parece provado que os ricos continuam a enriquecer e que os pobres estão cada vez mais na penúria. No plano moral, está tudo dito quando o principal argumento para a defesa de uma causa é o lapso legal ou o enquadramento jurídico. O que roça a imoralidade sobretudo quando uma sentença não é sequer recorrida.
quinta-feira, maio 29, 2008
ALI BEM PERTO...
TODOS OS CAMINHOS VÃO DAR À PEDREIRA
Espírito guerreiro. Ambição.Conquista. Orgulho bracarense. Espírito de equipa. O Sporting apresentou a sua nova imagem. Capital portuguesa no tempo da romanização, Bracara Augusta troca as habituais sotainas pelos espartilhos bélicos das legiões. Apesar de um toque de metrossexualidade, não deixa de ser uma ideia gira.
quarta-feira, maio 28, 2008
terça-feira, maio 27, 2008
CARTA ABERTA
Cara imprensa desportiva:Depois de eu ter engolido o Roberto Leal numa conferência de imprensa da selecção portuguesa sem que um único jornalista na sala questionasse os presentes sobre que raio era aquilo, decidi escrever-te esta carta. Há já bastante tempo que me interrogo porque se te funde o raciocínio sempre que a selecção nacional chega à fase final de uma competição importante. Acaso há alguma alínea na Constituição que obrigue um jornalista a deixar de fazer jornalismo quando confrontado com o bigode de Scolari? Não há. Só que o hino toca, o jornalista desportivo ouve o hino, o hino acaba, e aquela conjugação de acordes d'A Portuguesa provoca no jornalista desportivo uma imensa vontade de recuperar Olivença. Ora, se nenhum estudo científico deu como provado que o contacto com símbolos nacionais destrua a massa encefálica dos indígenas, como explicar este estranho ímpeto nacionalista, que tudo aceita e nada pergunta? É essa - como dizer educadamente? - saloiice, que ataca de modo particularmente agudo em europeus e mundiais, que eu gostava que tu ultrapassasses.Quando a Federação Portuguesa de Futebol patrocina uma conferência de imprensa de louvor a Luiz Felipe Scolari abrilhantada por Roberto Leal e seu filho, o que tu tens a fazer não é pedir para Scolari dedilhar umas notas na guitarra enquanto Roberto canta de improviso uma versão homicida de Uma Casa Portuguesa. O que tu tens de fazer é perguntar se é suposto que a selecção sirva para polir o ego do seu treinador e promover os discos da família Leal. Uma Casa Portuguesa, ainda por cima, é toda ela "conforto pobrezinho do meu lar", grande defensora de um Portugal satisfeito com a sua menoridade. Não é brilhante mensagem para passar a jogadores, e muito menos para animar palestras. Além de que colar a selecção à música sofisticadíssima de Roberto Leal e Tony Carreira é pôr a imagem de Portugal ao nível da rulote das bifanas.Eu aturo tudo. Aturo chusmas de directos. Aturo conferências de imprensa diárias. Aturo peladinhas cobertas à exaustão. Aturo a transformação de Viseu na capital do País. O povo gosta e as empresas que investem rios de dinheiro no futebol precisam de antena. O que já não aturo é que tu, imprensa desportiva, comprometas o teu bom-senso, imoles qualquer réstia de discernimento e deixes de saber distinguir o que está bem do que está mal, o que é falta do que não é falta, quem joga bem e quem não joga só porque à tua frente correm uns tipos vestidos de verde e vermelho. Sei que para ti cada europeu de futebol em que Portugal participe é como levar um alcoólico a uma prova de vinhos - tremendamente difícil manter a sobriedade. Mas, asseguro-te, não tem de ser assim. Há quem consiga apreciar a selecção e continuar com actividade cerebral. Vá lá. Tu também consegues
O FERRARI DE MOURINHO
Há coisas que me irritam solenemente. Todos os jornais de hoje dão destaque ao Ferrari 612 Scaglietti que Abramovich ofereceu a Mourinho mas ninguém me informa sobre quanto custa encher o seu depósito de 108 litros e quanto me custa 100 quilómetros em condução controlada. Pus-me pois ao caminho e verifiquei que encher a mula ao bicho custa 176 euros e uma voltinha de 100 kms até Espinho e volta pode custar 29,9 euros. Posto isto, vou ponderar se o troco pelo meu Alfa...GOLPE NO APITO

Braga: Jesus e os apóstolos

segunda-feira, maio 26, 2008
CARA LAVADA?
domingo, maio 25, 2008
VITÓRIAS NOSSAS, SALÁRIOS DELES

PETIÇÃO POR GABY, OHHHHHHHH!
O autor do "segundo poste" e de outros noelogismos da bola nacional e mundial está afastado há largos meses dos ecrãs. A RTP suspendeu Gabriel Alves, que entretanto já colocara na prateleira, porque este fez o Mundial 2006 para a Televisão Pública de Angola. Estive várias vezes com ele na Alemanha e senti a sua amargura e ao mesmo tempo o prazer que lhe dava estar de novo no activo. Não sou propriamente um fã do Gabriel - acho que até fui algumas vezes impiedoso com ele - mas não posso deixar de admitir que ele é singular. Por isso mesmo é que corre na net uma petição, já com 675 "assinaturas", em que se pede à TVI que o contrate para comentar os jogos do Euro que aí vem. Só um país pequenino maltrata aqueles que, graças sobretudo ao seu estilo, andam na boca de toda a gente.Para quem quiser, fica aqui o nosso abraço a um homem que fez história na televisão portuguesa e que se mais não fez foi porque foi "comido" pelos "jovens turcos"
http://www.petitiononline.com/gab2008/petition.html
QUIQUE
Com pouco sorrisos, este nativo de Aquário que um dia Carlos Secretário substituiu no Real Madrid assume-se como a nova esperança do Benfica. O clube da Luz não podia arriscar num treinador português e mais uma vez Jorge Jesus, vulgo o Mestre da Táctica, perdeu uma oportunidade para se assumir ao mais alto nível. Vem Quique - ou Quiqui, segundo Vieira - e com eles virão alguns jogadores de "La Liga". Quique é um treinador que nada ganhou mas que fez trabalho no Valência, de onde acabou por sair no início do último campeonato depois de uma série de resultados decepcionantes. É jovem, segundo as televisões "veste bem" e pelo que percebi não ri muito. Não terá muitos motivos para isso. Não sei se já lhe contaram tudo mas Quique veio para um clube onde nem tudo são flores. Não estou a falar nos meses do defesa. Estou a falar no tempo que vai de Setembro a Abril...A NOSSA HOMENAGEM AO DIRECTOR
mas creio que isso pouco importa
para recordar Alberto Espinhal
tudo ou nada...pouco importa
Luís Avelãs [Buldozer]
Aqui presto a minha homenagem
ao doutor Alberto Espinhal
que mesmo a beber copo noutro sítio
consegue juntar o pessoal
Mário Pereira [Braguinha]/João Esteves[Apelação]
Lá vem a nau catrineta
que tem sempre que contar
só a malta da Gazeta
para nos poder animar
Na rua Poço do Negros
o mundo avança e pula
se alguém for comprar pregos
foi porque pediu o Dula
Eugénio Queirós
A insistência do Avelãs
tinha glosar Espinhal
vou insistir na penosa intenção
só se ninguém levar a mal
Luís Graça [Graziani]
Perdoem a falta de jeito mas o povo já tinha aviado alguns jarros de verde branco quando rasgámos o papel da mesa para um exercício de poesia à volta do nosso "director". Aconteceu sexta-feira à noite, no Solar de Alcântara, um encontro de gazeteiros a propósito de Alberto Espinhal, o nosso glorioso director recentemente desaparecido. Disse desaparecido mas exagerei. Ele esteve muito presente no jantar que começou às dez e acabou às cinco e meio da matina, volvidos muitos jarros de vinho e duas garrafas de whisky. Lá esteve, para além dos artistas já referidos, também o Tiago Espinhal (ó pá, tens aquele jeitinho do teu pai quando te irritas...), o seu simpático sogro e o José Paulo Canelas. Foi uma noite olímpica que terminou já de manhã numa pastelaria de Alcântara, onde, à volta de uns pastéis de nata, o pessoal tentou ganhar ânimo e equilíbrio para voltar a casa (eu ainda tinha de apanhar o comboio).
Uma noite na qual deu para perceber que o tempo que todos vivemos na Gazeta dos Desportos foi tempo ganho e é irrepetível, tendo ficado para sempre algo a unir-nos. O que é muito obra do homem que nos juntou todos em Alcântara.
sábado, maio 24, 2008
PAZ SANTA
Não sei para que é que os jornais e as agências investem em repórteres-fotográficos no estádio de Viseu se apenas o fotógrafo da FPF tem direito a este tipo de imagens, que depois distribui por todos. Ok, não quiseram bagunça no hotel... mas o que é que custava a Ronaldo ter viajado desde Lisboa num carro da FPF, e não no do seu empresário, e entrar no hotel como outra pessoa qualquer embora com a segurança necessária? O povo estava lá à sua espera. Para já não falar nos fotógrafos de plantão. Enfim...O FUTEBOL QUE JÁ NÃO EXISTE
A PROFECIA ALBERTINA
quinta-feira, maio 22, 2008
IMPERDÍVEL, SENHORES
O meu camarada de armas Luís Vieira, lançado às feras no Matosinhos Hoje, sabe perfeitamente que jamais conseguirá viver uma experiência tão forte como foi a de acompanhar os Palancas Negras no Mundial de 2006. Mas como é um repórter-fotográfico de ponta (e mais não digo), continua em todas e vai acompanhar o Euro 2008. O seu excitante Kukas está por isso transformado numa espécie de diário do Luís Vieira. Ali é possível ver o que se passa no outro lado da cortina, sobretudo entre a tribo dos escribas e dos chapeiros, uma raça tão estável como a dinamite.A seguir em
http://kukas.tumblr.com/
A RODA PEDALEIRA SÓ GIRA PARA UM LADO
A morte, há dias, em Amarante, do ciclista Bruno Neves, em plena prova, causou estranheza pela forma como terá acontecido. As suspeitas de uso de doping surgiram de imediato, como surgem sempre que um atleta morre em treino ou em competição. Esta terça-feira, uma operação da PJ descobriu um arsenal de produtos dopantes nas instalações da equipa LA-MSS, precisamente aquela a que pertencia Bruno Neves, o que veio dar maior sustentação às suspeitas. Entretanto, fica-se a saber que as investigações abrangem outras equipas do pelotão nacional.É sabido que o ciclismo tem sido o desporto em que mais casos de doping têm surgido. Por causa disso, o próprio Tour de France tem sido abalado na sua credibilidade, enquanto que grandes figuras do pelotão foram apanhadas na teia de vários escândalos, que tiveram o seu epicentro em Espanha, com a Operação Puerto.
Por causa de tais escândalos, houve troféus que foram retirados, houve equipas que foram punidas e proibidas de participarem nas grandes provas internacionais.
Também sei que, por causa do doping, houve ciclistas que se retiraram muito cedo da modalidade, uma vez que os seus órgãos vitais começavam a ceder.
E também me recordo que, quando era praticante da modalidade, embora dos escalões mais jovens, já as suspeitas sobre alguns eram mais do que muitas, o que foi um dos motivos que me levaram a abandonar o ciclismo. Depois disso, limitei-me a escutar histórias que me iam contando alguns atletas que, por um outro motivo, contactaram comigo profissionalmente, sobretudo quando me pediram para formalizar a constituição da Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais, a cuja Assembleia Geral cheguei a presidir.
Há, por isso, todos os motivos para fazer uma luta sem tréguas contra o doping no ciclismo. E, com efeito, o facto de tantos casos terem surgido nos últimos anos significa que essa guerra tem sido feita.
Mas não acho bem que tais episódios sirvam para que alguns tratem tão mal a modalidade e falem em fraude generalizada. O ciclismo - apesar de mais violento do que qualquer outro desporto - não é nem mais, nem menos dopado do que os outros. É apenas mais vigiado. E isso provar-se-á no dia em que os demais desportos - o futebol, por exemplo - forem tão fiscalizados como o ciclismo. Mas aí parece que ninguém quer entrar... Mesmo quando é sabido que já vários futebolistas morreram em campo. Tão estranhamente como Bruno Neves morreu na estrada.
EU e o BnA*
Sei do que estou a falar e por isso mesmo desculpo e compreendo o afã de alguns jornalistas que procuram ver noutros aquilo que eles por norma não são: ou seja, agentes activos dos órgãos de comunicação que lhes pagam e, também, jornalistas na verdadeira acepção da palavra.
O jornalismo que se faz hoje não é diferente do que se fazia ontem em Portugal.
A única diferença assenta na qualidade dos textos.
Há mais animação, mais diversão, mas falta profundidade, sentido crítico e originalidade.
"Manda quem pode, obedece quem tem juízo" (a máxima celebrizada por António Araújo) é doutrina praticada não só nas empresas jornalísticas. Um problema endémico dos ditos "novos tempos", que de novos nada têm apesar dos fatos justos e das gravatas de seda.
Com quase 30 anos de profissão, não me considero "acabado" e o meu maior estímulo continua a ser "um dia daqueles", ou seja, estar em cima de uma história da actualidade e poder contar com o feed-back dos leitores e dos protagonistas.
Sinto que sou conotado com A ou com B e, ao contrário do que possam pensar, é algo que não me incomoda. Ficaria aborrecido apenas se fosse mais um a puxar o saco.
Pelos jornais e publicações por onde passei (O Comércio do Porto, Norte Desportivo, Gazeta dos Desportos, Correio da Manhã, Jornal de Notícias, A Bola, Record, 24 Horas, Doze e Mundial) dei sempre o meu melhor e raramente o meu trabalho foi desvalorizado. Enquanto continuar a sentir "isto"...cá continuarei.
O meu IRS pode ser consultado, o meu património está hipotecado, o carro paguei-o eu e não tenho casa de férias, contas no estrangeiros, acções e planos de poupança reforma. Vivo do salário que recebo todos os meses.
Aqui, no Bola na Área, tenho o meu refúgio. A minha catarse. Com um retorno extraordinário, acima de qualquer expectativa.
É com a promessa de que continuará a ser assim e sem ressentimentos que aqui continuarei. Com uma certeza: os piores críticos do BnA são os seus melhores leitores.
E desculpem esta reflexão, aconteceu simplesmente por estava em casa sem tabaco, sem nada de jeito para ler ou ver e este Maio molhado também ajudou ao devaneio.
* quando este blog, após a refundação, caminha para o MEIO MILHÃO de visitas em menos de um ano e meio.
SÓ FALTA UMA TAÇA A RONALDO

MAS QUE GRANDE CHOURIÇO!
Finalmente uma resposta a sério.
Sobre futebol e deporto todos os dias.
Tendo estado afastado desde segunda feira, das noticias do nosso país, hoje voltei e fui lendo na net e em alguns jornais que, amavelmente alguns amigos vão guardando e colocando no local habitual, quando me ausento.
Antes de qualquer considerando, não conheço pessoalmente qualquer dos intervenientes.
E li agradavavelmente a resposta de Rui Santos a Cunha Leal.
E finalmente li algo com substrato e bem estruturado e que deve ser lido por um maior numero de pessoas que gostam de futebol.
Permitam-me que publique aqui e agora a resposta de Rui Santos no Jornal Record.
Cunhal Leal está indignado. Tem toda a razão para estar. Ele foi mandado para a Liga pelo presidente do Benfica para contrariar o poder do major. Convenhamos que é um grande azar, sobretudo quando quem o mandou para a Liga confessou, perante a estupefacção geral, que seria porventura mais importante ter alguém naquele organismo do que contratar bons jogadores.
O estigma não fui eu quem lho pus. Aceitou-o, porque sabe muito bem ao que foi e não se pode confessar enganado. Se não soubesse ao que ia e se cumprisse o seu dever de isenção, não teria autorizado a farsa que constituiu a marcação do Estoril-Benfica para o Algarve, na jornada 30 do campeonato de 2004-05, cujo desfecho foi decisivo para a atribuição do título nessa temporada.
A sua credibilidade morreu nesse momento. Quem consente um escândalo dessa natureza (embrulhado noutros escândalos da época), quem se cala perante uma situação potencialmente subversiva, inquinando a verdade desportiva, não tem um pingo de moral para vir falar agora, como especialista de coisa nenhuma, a não ser o de defender interesses de um só clube e de uma só cor, de qualquer tipo de regulamentos, numa clara manobra de visar o FC Porto.
As “criadas de servir” dos clubes são, também, na Liga ou na FPF, grandes responsáveis para o estado lamentável a que o futebol chegou. Em causa está apenas a “clubitização da justiça” – e percebo o incómodo que a temática causa para quem aplica os regulamentos apenas em certas condições de pressão e temperatura.
Outro grande azar foi Luís Filipe Vieira ter afirmado – já depois de Leal ter cumprido a missão para a qual tinha sido incumbido – que o Benfica porventura não deveria ter conquistado aquele título de campeão nacional. Realmente, é demasiado azar para quem tanto se esforçou para justificar o “investimento” num director e não em jogadores.
Azar e... falta de nível! É o mais vulgar quando não se tem poder de argumentação.
PS – O extraordinário desempenho como figurante no filme ‘Corrupção’ diz tudo sobre a pobre figura
quarta-feira, maio 21, 2008
Benquerença corrigiu bem erro de ter acabado jogo mais cedo
O leiriense cometeu vários erros ao longo dos 120 minutos e protagonizou um acontecimento insólito aos seis minutos do prolongamento deu por concluída a primeira parte quando faltavam jogar nove minutos. De imediato constatou o erro e recomeçou o jogo com um lançamento de bola ao solo no local onde esta se encontrava quando concluiu a primeira parte.
A Lei 5 (O árbitro) dá-lhe toda a autoridade para velar pela aplicação das Leis do Jogo. Pode parar o jogo temporariamente, suspendê-lo e interrompê-lo definitivamente, à sua descrição, após cada infracção, ou após agressão à equipa de arbitragem ou outros intervenientes.
Não pode o árbitro compensar um erro na contagem de tempo da primeira parte adicionando ou subtraindo tempo na segunda. Se terminar o jogo antes do tempo regulamentar pode revogar a decisão, sendo que os árbitros assistentes ou o quarto árbitro podem avisá-lo do erro cometido. Caso as equipas já tenham recolhido ao balneário e não estejam em condições de voltar, restará ao árbitro comunicar o erro no relatório.
Se o árbitro terminar o jogo e verificar imediatamente o erro de contagem do tempo, deve proceder como Olegário Benquerença: explicar aos capitães de equipa o lapso e recomeçar rapidamente o jogo.
DIEGO, O MAIOR
terça-feira, maio 20, 2008
RUI MOREIRA e o MACACO
A CAMINHO DE TÓQUIO

segunda-feira, maio 19, 2008
UMA GRANDE CAPA
Exclusivos da Selecção
O segredo de 18 de Maio
ESTÁ TUDO EXPLICADO

«A minha primeira nacionalidade foi belga. Aos 2 ou 3 anos, vim com a minha mãe e estive cá até aos 9 ou 10 anos. Fiz cá a escola primária, mas voltei lá [Congo] e fiz a primária belga. Quando regressei a Portugal, com 19 ou 20 anos, falava melhor francês do que português»
Gilberto Madaíl, no "24 Horas"
Mais:
- O que fez na tropa?
- Tirei a especialização em Lamego. Não era bem ranger, era parecido.
- Jogou futebol?
- Joguei na Universidade do Porto e cheguei a ir treinar ao Boavista. Fiz um treino e não foi suficiente para ficar... Gosto muito de futebol mas o meu desporto favorito é o ténis.
- Tem algum passatempo preferido?
- Quando estou com os meus amigos é jogar à sueca. Aqui em Lisboa é dormir.
- Tem colecções?
- De relógios de mesa pequeninos, alguns 100.
- Adormece a ler?
- Para dormir, tenho outra paixãozinha: livros do Astérix. Tenho toda a colecção.
Grande Sérgio Krithinas!AINDA A 'FRUTEIRA'*

domingo, maio 18, 2008
FESTA
Uma excelente tranmissão da SIC, um relvado difícil (a tornar a bola lenta e a provocar alguns erros) e...a 15.ª Taça de Portugal para o Sporting, ainda longe das 24 do Benfica mas a ganhar distância às 13 do FC Porto. Entrou bem o Sporting, com a iniciativa, e comandou o jogo até ao fim. Os golos só chegaram no prolongamento e para a equipa que mais fez por isso. O FC Porto acusou fadiga e falta de motivação. Não ajudou também o facto de João Paulo ter sido opção inicial de Jesualdo Ferreira. Arbitragem nervosa de Olegário Benquerença, na sua segunda final da Taça de Portugal. O assistente Luís Salgado, no seu último jogo, anulou mal um golo ao Sporting, ainda na 1.ª parte, e não assinalou falta sobre Lisandro, embora fora da área, no lance que deu origem ao primeiro golo leonino, marcado por Tiuí. Pinto da Costa colocado para canto da tribuna de honra e sem dizer um pio. Não vi por ali Hermínio Loureiro... Muita festa nas bancadas e no final lá saiu o Madureira algemado mas com uma revista para mostrar, pois a FPF fez capa dele e de Fernando Mendes!sexta-feira, maio 16, 2008
3.157.066

HERMÍNIO FOI À JUDITE...E GANHOU
Uma média de 959 mil espectadores viram a "Grande Entrevista" de Judite com Hermínio. Foi "só" o programa da RTP mais visto quinta-feira, com mais 600 mil espectadores que os Prós e Contras que abriu a semana e que debateu o Apito Final. Mais palavras para quê?NÃO ERA PARA OS APANHADOS
O ADMIRÁVEL MARINHO DAS NEVES
Marinho Neves teve azar no país onde nasceu. Tivesse nascido nos Estados Unidos e estava rico. Se tivesse nascido na Rússia já não estava vivo - mas essa é outra história... O autor do primeiro best-seller do futebol luso, o famoso "Golpe de Estádio", sempre foi um repórter de mão cheia. Fui seu colega de banca muitos anos e conheço a seiva que lhe corre nas veias e o gosto pela reportagem que tem. Desde que a "Gazeta dos Desportos" acabou, depois de comprada pelo senhor Berardo (já dono do concorrente "Record"), Marinho Neves teve muitas dificuldades em encontrar um lugar num jornal. Porque é uma pessoa incómoda e as redacções estão cheias de comissários políticos. Eu próprio fui na conversa de alguns e não o levei para o "24 Horas" quando o projecto estava a arrancar - e não estive bem. A verdade é que o Marinho Neves é um repórter anacrónico. Não cabe nos jornais demasiado formatados de hoje e fica desfocado na fotografia de família que junta presidentes, jornalistas e restantes primos do futebol. Emendo: não é o Marinho que é um jornalista anacrónico, o jornalismo que hoje se faz é que é... Pois bem, tudo isto vem a propósito da última passagem do MN pela televisão, nos Prós e Contras. Não foi propriamente brilhante, sobretudo quando considerou o único dirigente que lhe pagou alguma coisa "o melhor de todos". Não havia necessidade. De resto, o desassombro do costume. Como já aqui disse, o MN não é perfeito, tem os seus defeitos - mas de falta de coragem ninguém o pode acusar, muito menos os cobardolas que se acolitam nas redacções e que reproduzem fielmente a voz do dono. Lá virá o dia em que o MN assumirá finalmente a autoria do trepidante Blog da Bola. Ou será que esse vai ser mais um segredo tão bem guardado que todos os conhecem, tal como o "Golpe de Estádio"?SINERGIAS GALP
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O autocarro do PSD, perdão, da Galp esteve ontem estacionado em frente à Câmara Municipal do Porto. Rio mandou o vereador do desporto pôr lá a sua assinatura. Entre os notáveis convidados, João Malheiro saiu mais uma vez na frente. Apesar de alguns populares terem sussurrado frases menos agradáveis entre dentes, o comentador criminal da SIC foi apaparicado pelo povo, que lhe deu as condolências pela morte da namorada. Ao seu lado, o Tozé. O do Big Brother! Mas interessante, interessante...era a repórter do Porto Canal (imagem abaixo). As meninas da Galp também não estavam mal embora tivesse sido melhor se aqueles t-shirts fossem molhadas...
PAULO PARATY
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Paulo Paraty despediu-se sábado passado, no Estádio Axa, da arbitragem competitiva. Não da arbitragem. Não tarda nada e vamos vê-lo à frente do Conselho de Arbitragem da FPF, ele que já é o presidente do Núcleo de Árbitros Fernando Guerra. Paraty nasceu para a arbitragem e vai morrer nisto. Até onde irá...só ele saberá. Eu, que sou amigo dele, acompanhei com emoção o seu último apito e até o registei no telemóvel. Prémio merecido também a ida à entrevista rápida. Terá agora o Paulo mais tempo para a BTT na Peneda e em Castro Laboreiro ou para melhorar o seu handicap no golfe? Não creio. A arbitragem vai continuar a ser tema principal. Claro, para além da Sara e do André, os seus filhos.quinta-feira, maio 15, 2008
quarta-feira, maio 14, 2008
Apito Final

Será que a Comissão de Disciplina da Liga poderá dar um passo importante para quem gere ou vai gerir no futuro o sector de arbitragem?
Isto porque irá propor que as falhas no Regulamento Disciplinar sejam corrigidas.
O Apito Final decretou castigos severos para árbitros e ex- árbitros, por corrupção desportiva, mas, durante a investigação, verificou-se que vários árbitros, alguns observadores e árbitros assistentes tiveram actuações que merecem a mais viva reprovação e censura.
As práticas de tráfico de influência não correspondem a ilícitos nos regulamentos, sendo a razão por que não forampunidas.
E não é possível ficar impune, quando existe prática abusiva.
Este regulamento, que deve ser alterado, também é muito severo em relação aos árbitros, já que lhes aplica penas de corrupção desportiva sem que seja necessário provar que houve adulteração da verdade desportiva, enquanto que, para os dirigentes e, por consequência, para os clubes, obriga a que tal seja demonstrado, o que, como se sabe, é muito difícil.
Também não há paralelismo entre quem corrompe e quem é corrompido, o que é manifestamente injusto.
Houve clubes e dirigentes que foram punidos por corrupção tentada não consumada e os árbitros punidos por corrupção consumada pelos mesmos factos.
É mais uma das situações que estes regulamentos desvirtuam e vamos agora esperar que a Comissão Disciplinar da Liga proponha a alteração do Regulamento Disciplinar da Liga, propondo aos clubes a previsão de novos ilícitos disciplinares, a fim de que estas práticas não fiquem impunes e que todos sejam punidos de igual forma.
Será mais justo....
A ACAREAÇÃO
Um pandemónio, hoje, na 36.ª sessão do processo originário do Apito Dourado.Separados pela curva do corrimão do banco dos réus, Carolina Salgado e Pinto da Costa.
À frente deles, a bonomia do juiz António Carneiro da Silva.
A tudo o que já tinha dito, ali, Carolina disse "reitero".
A tudo o que ali dissera, Pinto da Costa disse "ela mente". Pediu desculpa ao juiz e desenvolveu. Disse que nunca escolheu árbitros para o FC Porto, quanto mais para o Gondomar.
Seis minutos depois, a acareação terminou. Pouco tempo. Segundo PC, mais tarde recebido pelos deputados portista na AR que pagamos. As duas testemunhas levantaram-se. Temendo um choque, o juiz apontou para a Carolina: "A senhora..." Pinto da Costa percebeu: "A senhora primeiro".
Carol saiu pela porta principal, rápida, acompanhada pelos seus seguranças.
Pinto da Costa saiu pela porta da magistratura, aclamado por uma pequena multidão.
Correu o pano sem que os Super Dragões fossem pressentidos no Bairro dos Macacos.
BOLA NA ÁREA JÁ É SITE
Depois de muitos anos como blogue e de uma migração para o site do Record, BOLA NA ÁREA agora é um site. Já está no https://bolanaarea.pt/ .
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Confesso que fiquei confuso quando, há alguns dias, verifiquei que a revista do jornal "Sol" dedicou oito páginas à história de v...
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Fazer obstrução é quando um jogador impede um adversário de se colocar, de correr ou de alcançar a bola. A Lei determina que, não jogando a...
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Caro Eugénio Como estou longe de ser um adepto bloguista só ontem fui confrontado com esta lamentável situação - a qual pelo visto também ...

















