Para muitos a acidez destilada nos últimos dias por Pinto da Costa pode soar a mau gosto.
Não vejo a coisa assim.
O presidente do FC Porto neste aspecto nunca enganou ninguém e é sabido que o seu ódio de estimação é o Benfica.
Tem sido o Benfica o aditivo da gasolina que o faz andar sempre um passo à frente da concorrência nacional e até internacional.
Pinto da Costa é uma daquelas pessoas com direito a alguma soberba. Porque tem currículo, obra feita e continua com energia para as batalhas desta guerra.
Os novos fariseus do futebol podem não gostar deste tipo de gens mas têm de levar com ele. Porque o futebol não se faz só com tecnocratas, doutores e pseudo-regenedores.
O futebol é sobretudo para quem percebe de futebol. O que não deve ser confundido nunca com losangos, transições rápidas ou basculações.
domingo, maio 31, 2009
sábado, maio 30, 2009
ÀS VEZES A VIDA FAZ SENTIDO
sexta-feira, maio 29, 2009
PINTO DE SOUSA
Em Gondomar, durante o julgamento do processo originário
Há no país a tendência para relativizar o que aconteceu durante a longa noite fascista. As novas gerações começam mesmo a questionar se as coisas foram assim tão más como as pintam,
É que foram mesmo.
Mais que a brutalidade da Polícia Política, a tacanhez moral fez regredir a nação e a sociedade que arrastava.
Lembro só um episódio: foi longo o processo até Salazar permitir que as enfermeiras e as telefonistas tivessem direito ao casamento, porque se entendia que estas são profissões que põem em a estabilidade e a moral das famílias.
Com a quantidade de call-centers que temos hoje, o que não diria o velho Botas?
Algo de parecido, embora noutra dimensão, se passa com a arbitragem portuguesa. É com alguma facilidade que se conclui que nada evoluiu neste capítulo. O que é, no mínimo, um insulto à nossa inteligência.
A arbitragem portuguesa de hoje nada tem a ver com a arbitragem dos anos 70 e 80. Não vamos recuar mais no tempo porque seria apenas procurar as origens de um sistema poroso e sem verdade desportiva. Ou com pouca.
Os anos 90 do século passado representaram um salto evolutivo. Lento de início mas depois bastante pronunciado. Foi nesse período que se afirmaram árbitros como Jorge Coroado, Paulo Costa, Paulo Paraty e Vítor Pereira, juízes de campo na esteira do único nome que foi verdadeiramente uma referência nos anos anteriores: Carlos Valente. Para quem já se esqueceu, o árbitro da Moita esteve em dois Mundiais... E depois deles vieram Duarte Gomes, Pedro Proença, Artur Soares Dias, Jorge Sousa e outros árbitros de valor indiscutível.
Sei que o que vou escrever pode soar a heresia por estar em causa uma das principais figuras do Apito Dourado. Mas foi José António Pinto de Sousa o grande responsável pela regeneração da arbitragem portuguesa. Não apenas conseguiu para os árbitros condições dignas de trabalho - com estes a deixarem de pernoitar em pensões e de fazer viagens de comboio... - mas também foi ele quem apostou na qualidade, não ouvindo as dicas dos seus muitos amigos que pretendiam subir este ou descer aquele.
Os árbitros melhor que ninguém sabem reconhecer que foi Pinto da Sousa quem ousou dar aos árbitros uma carreira, tirando-os devagarinho dos maus caminhos. Por outras palavras, tornando os árbitros menos permeáveis, mais fortes e muito mais difíceis de manipular por aqueles que em público defendem a verdade desportiva mas que em privado apenas querem ganhar custe o que custar. Os hipócritas do costume.
Condenado em Gondomar e com um complexo processo por resolver na Boa-Hora, Pinto de Sousa está hoje também a pagar o idealismo e a independência que trouxe para a arbitragem. Os grandes amigos de ontem deixaram de aparecer (o que, vistas bem as coisas, até nem é mau) mas os árbitros, no activo ou não, continuam com ele.
O Senhor Arbitragem nada lucrou com a sua passagem pelo futebol. Mas muitos lucraram, ou pelo menos deram-no a entender, com a sua bonomia.
Confirma-se: há homens que nascem fora do tempo e há tempos que não merecem os homens que têm.
É o caso.
É que foram mesmo.
Mais que a brutalidade da Polícia Política, a tacanhez moral fez regredir a nação e a sociedade que arrastava.
Lembro só um episódio: foi longo o processo até Salazar permitir que as enfermeiras e as telefonistas tivessem direito ao casamento, porque se entendia que estas são profissões que põem em a estabilidade e a moral das famílias.
Com a quantidade de call-centers que temos hoje, o que não diria o velho Botas?
Algo de parecido, embora noutra dimensão, se passa com a arbitragem portuguesa. É com alguma facilidade que se conclui que nada evoluiu neste capítulo. O que é, no mínimo, um insulto à nossa inteligência.
A arbitragem portuguesa de hoje nada tem a ver com a arbitragem dos anos 70 e 80. Não vamos recuar mais no tempo porque seria apenas procurar as origens de um sistema poroso e sem verdade desportiva. Ou com pouca.
Os anos 90 do século passado representaram um salto evolutivo. Lento de início mas depois bastante pronunciado. Foi nesse período que se afirmaram árbitros como Jorge Coroado, Paulo Costa, Paulo Paraty e Vítor Pereira, juízes de campo na esteira do único nome que foi verdadeiramente uma referência nos anos anteriores: Carlos Valente. Para quem já se esqueceu, o árbitro da Moita esteve em dois Mundiais... E depois deles vieram Duarte Gomes, Pedro Proença, Artur Soares Dias, Jorge Sousa e outros árbitros de valor indiscutível.
Sei que o que vou escrever pode soar a heresia por estar em causa uma das principais figuras do Apito Dourado. Mas foi José António Pinto de Sousa o grande responsável pela regeneração da arbitragem portuguesa. Não apenas conseguiu para os árbitros condições dignas de trabalho - com estes a deixarem de pernoitar em pensões e de fazer viagens de comboio... - mas também foi ele quem apostou na qualidade, não ouvindo as dicas dos seus muitos amigos que pretendiam subir este ou descer aquele.
Os árbitros melhor que ninguém sabem reconhecer que foi Pinto da Sousa quem ousou dar aos árbitros uma carreira, tirando-os devagarinho dos maus caminhos. Por outras palavras, tornando os árbitros menos permeáveis, mais fortes e muito mais difíceis de manipular por aqueles que em público defendem a verdade desportiva mas que em privado apenas querem ganhar custe o que custar. Os hipócritas do costume.
Condenado em Gondomar e com um complexo processo por resolver na Boa-Hora, Pinto de Sousa está hoje também a pagar o idealismo e a independência que trouxe para a arbitragem. Os grandes amigos de ontem deixaram de aparecer (o que, vistas bem as coisas, até nem é mau) mas os árbitros, no activo ou não, continuam com ele.
O Senhor Arbitragem nada lucrou com a sua passagem pelo futebol. Mas muitos lucraram, ou pelo menos deram-no a entender, com a sua bonomia.
Confirma-se: há homens que nascem fora do tempo e há tempos que não merecem os homens que têm.
É o caso.
quarta-feira, maio 27, 2009
A ÁGUIA DO GRAVETO
terça-feira, maio 26, 2009
NOVO JERSEY
segunda-feira, maio 25, 2009
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Número final de espectadores nas duas ligas profissionais. Dá uma média de 6.333 espectadores por jogo. Não se pode dizer que seja um número famoso mas podia ser pior...nos tempos de crise que correm. O FC Porto, segundo as contas da Liga, conseguiu também ser o campeão da bilhética, ultrapassando o Benfica na última ronda e terminando com um total de 611.174 espectadores nos seus jogos em casa, com o Benfica a ficar perto (594.519). O Sporting ficou a alguma distância (457.143). Muito bons os números do Vitória de Guimarães (259.118), a ganhar claramente o seu campeonato, pois o Braga surge quase a 100 mil espectadores de distância (164.335).
FALTA MISSA DO 7.º DIA
Trofense e Belenenses na II Liga.Boavista e Gondomar na II B.
Feitos os funerais destas quatro equipas, resta aguardar pela missa do 7.º dia. Ou de outro dia qualquer lá mais para diante.
Porque há várias questões para resolver.
Falta saber quantas equipas que garantiram a permanência na I e na II Liga conseguem preencher os pressupostos financeiros.
E falta conhecer também o desfecho do processo que está a correr na CD da Liga sobre eventuais actos de corrupção desportiva praticados por Gondomar e Vizela. No caso concreto do Gondomar, é assunto que já não aquece nem arrefere. Mas no que toca ao Vizela, aí já é diferente, pois uma eventual condenação deste clube pode salvar o Boavista. A não ser que a CD da Liga considere, como aconteceu em relação ao FCP, que só houve tentativa de corrupção, subtraindo 3 pontos aos vizelenses. Se assim for, a vitória dos vizelenses na Póvoa de Varzim, na última ronda, foi o resultado da jornada 30, pois colocou-os 5 pontos para além da linha de água.
sexta-feira, maio 22, 2009
O "NOVO" BENFICA

Como todos sabem, a nova época do Benfica começou a seguir à vitória na Taça da Liga. O clube de Vieira & Costa já vai em três contratações enquanto tenta verde, em saldo, alguns dos seus melhores activos. Tenho lido alguns comentários elogiosos aos novos craques e tenho visto a publicação dos respectivos currículos. A verdade é que eu não conhecia nenhum antes deste banzé todo. Mas o Benfica é que vende - por ora... - e o produto tem de ser valorizado. Isto enquanto corre imparável a novela Jorge Jesus, perfeitamente degradante para o actual treinador. Mais um que vai sair e que devia ficar. A não ser que tenha sido ele o primeiro a dizer "meus amigos, tudo bem, a minha mamã até era uma cantora popular lá na Andaluzia, mas nunca pensei estar a ser contratado para um circo".
O "NOVO" SPORTING

Os críticos do actual poder sportinguista há muito tempo que o acusam de se contentar com as migalhas que o FC Porto deixa cair. A mais recente afirmação de Bettencourt, o mais que provável sucessor de Franco, como que lhes dá razão. O próximo presidente leonino diz que quer durar pelo menos tanto como Pinto da Costa e que quer copiar o modelo organizacional do clube azul e branco. É a assumpção de uma política de não agressão ao grande clube do Norte, hoje já com muitas metástases a Sul, que se pode criticar mas que também tem a sua lógica, pois carrega ainda mais a rivalidade com o vizinho da segunda circular. A questão não é essa. É que eu pensava que o Sporting tinha uma Organização que até funcionou no início na viragem do século e do milénio, com a conquista de dois campeonatos! Pelos vistos, segundo o homem dos cabelo brancos, famoso desde que entrou em campo para deter a fúria de Fernando Mendes e quando apresentou a camisola de Rui Jorge pretensamente rasgada à dentada por Mourinho, perdeu-a. E perdeu-a, curiosamente, com o treinador que Bettencourt quer perpetuar e depois de "baldar" Carlos Freitas, dirigente que pode ter muitos defeitos (na óptica sportinguista, ou se calhar não, o de ser portista desde pequenino, isto é, desde sempre) mas que não anda a dormir na forma como alguns papagaios de bico amarelo.
quarta-feira, maio 20, 2009
Xporting
terça-feira, maio 19, 2009
PONTO NO "i"
Quando nasce um novo jornal, por norma a tribo dos jornalistas exulta publicamente com o acontecimento mas intimamente deseja "que os gajos se fodam". A diferença entre jornalistas e prostitutas é ínfima, embora nos primeiros os chulos surjam também travestidos de jornalistas. Duas semanas depois do lançamento do "i", o que posso dizer é que se trata de um jornal que foge do "stress" da informação diária e que tenta marcar a diferença. É, sem dúvida, uma pedrada no charco. Vamos lá ver se o charco sabe reagir, do que duvido... Nesse entretanto, vou-me regalando com as prosas do Rui Miguel Tovar, do Bruno Roseiro e do Filipe Santos no espaço dedicado ao desporto. A prova provada de que, aconteça o que acontecer no mundo da informação, há sempre lugar para a excelência.NINGUÉM GRITA MAIS ALTO

Causou espanto a reacção do presidente da mesa da assembleia geral da Liga no FC Porto-Nacional. Quando Bruno Alves marcou o golo que confirmou o tetra dos azuis e brancos, um homem de barbas levantou-se e gritou mais alto que todos os outros, o que não foi propriamente surpreendente. Ao que me contaram, até o próprio PC, que estava a algumas cadeiras de distância, se surpreendeu com o grito de vitória do major, de quem nunca se conheceu qualquer costela portista. Cá para mim foi mais um grito de catarse. O grito dos injustiçados? Bem, já me disseram que foi o canto do cisne...
segunda-feira, maio 18, 2009
CABE SEMPRE MAIS UM
O HOMEM QUE TRAMOU QUIQUE FLORES
Quique Flores foi expulso por indicação do 4.º árbitro. Carlos Duarte, aqui à conversa com Rui Casa no início do jogo, não perdoou ao treinador do Benfica excessos de linguagem sobretudo após a expulsão de Yebda. Encheu o saco. A verdade é que não é preciso muito para Duarte encher o dito cujo. Árbitro de 2.ª categoria que já passou, como uma cometa, pela 1.ª, Duarte tem uma personalidade muito especial. Os colegas dizem que não sabe calçar as meias mas a verdade é que em termos disciplinares é implacável. Duarte corre o risco de descer em breve à 3.ª categoria, o que é resultado do facto de ser também uma pessoa que não se cala e que não percebeu nunca como não conseguiu fixar-se no quadro principal. A verdade é que Carlos Duarte é uma voz que incomoda na arbitragem portuguesa e quando assim é... Falta dizer que este árbitro do Porto foi também advogado de vários árbitros no processo originário do Apito Dourado e que na semana passada conseguiu a absolvição do ex-árbitro Licínio Santos no tribunal de Fafe. Ele que apertou sempre os peritos de arbitragem nomeados pela PJ quando teve oportunidade para o fazer, culminando este festival com a notícia de avaliações feitas pela TV que deram resultados substancialmente diferentes das classificações oficiais, assim demonstrando que não é através de uma perícia televisiva que se consegue avaliar correctamente o trabalho de um árbitro.EI-LO
O Animal, a sul do Mondego conhecido por Emplastro, Fernando para os amigos, esteve no AXA a apoiar o Sp. de Braga. "Ò xoxe xexus, ò xoxe xexus...é o meu pai", fartou-se de gritar o homem através do megafone. Mas o Mestre da Táctica não lhe passou cartão. Restou ao cromo dos cromos do nosso futebol recitar todas as estações de Metro desde o Dragão ao aeroporto Sá Carneiro, nos intervalos das cigarradas e depois de muitas fotos com a cambada a troca de uma moedinha ou, como pede, "de uma notinha".Não há ninguém como ele.
PIMDREIRA
sábado, maio 16, 2009
TAMOS QUITES

Após uma cura de desintoxicação de bimbos e afins entre a Meda e o Pinhel, regresso a casa e encontro uma carta do Tribunal Criminal de Lisboa. Para me dar conta de que o major Valentim Loureiro me imputou um crime de difamação agravada devido ao livrito que há pouco mais de um ano escrevi para o Record a propósito do Apito Dourado (o livro mais a sério está de momento congelado, pois há prioridades para cumprir). Resumindo, o Ministério Público já não me tinha acusado mas o major pediu a instrução. José Luís Oliveira, Castro Neves e, voilá, Avelino Ferreira Torres constituíram-se como assistentes no processo. Bem, quanto aos vereadores não foi surpresa, agora o Avelino sempre gostava de saber o que está ali a fazer. O douto juiz de instrução do TIC começou por afirmar que não vislumbrou qualquer insulto ou difamação no facto de ter escrito que o processo começou em gabinetes de autarcas. Quanto ao facto de o major ter ameaçada um elemento da Direcção Geral das Pescas com duas galhetas e de ter considerado Pimenta Machado um filho da puta ("um artista do caralho", acrescentou Pinto da Costa), o juiz disse o autor da queixa é uma figura pública com uma postura "desinibida, frontal e pouco complacente ou contida", pelo que, perante estas características, "dificilmente se podem considerar aquelas expressões susceptíveis de bulir com a honra e consideração de que gozava antes das mesmas serem exaradas no livro". Mas não era tudo. Valentim arguiu ainda que a expressão "patrão dos patrões" o conotaria com a maFia italiana na expressão capi di tuti capi. O juiz não foi tão longe e considerou e relevou a importância que VL tinha como presidente da Liga, considerou-o mesmo "patrão dos patrões". O mesmo juiz não vislumbrou qualquer comprometiento difamatório no trecho "Valentim era uma espécie de PBX para quem todos ligavam a pedir favores" pois "nada se diz sobre os favores pedidos. "No entanto", desenvolve, "é o próprio assistente quem, após a extinção das medidas de coacção, afirma, como se escreve no mesmo livro sem que tenha sido desmentido pelo assistente, "poderei ter recebido uma ou outra chamada e que possa haver algum problema ético numa dessas conversas com dirigentes ou árbitros". O juiz considera manifesto "o interesse público no conhecimento do modo de actuação dos dirigentes máximos da actividade desportiva". Há mais, meus amigos. Ainda segundo VL, contestam-se os pormenores relatados no dia em que foi detido bem como o resultado da busca, entre os quais um telefonema ao então ministro José Luís Arnaut e outro para Joaquim Oliveira, para ser visto em pleno tribunal a afirmar "não há dinheiro, não há crime". Mais uma vez o douto juiz considerou que não detectou qualquer vestígio ou expressão ofensivos, concluindo que o jornalista não pode ser responsabilizado pelo relato de opinião alheia. Continua VL acusando-me de o ter considerado "cabeça de cartaz", referência que entende "como equivalente a cabecilha de um grupo de criminosos". Não foi esse o entendimento do juiz. VL considerou ainda que o seu nome foi enlameado ao ser referido em jantares que soturnos no seu restaurante ao Foco com Pinto da Costa. O juiz considerou que o termo usado por mim - soturnos - se explica pelo facto de Pinto da Costa ser então um solitário. Quanto ao facto de se ter referido no livro a alguns lanches que VL teria pago a árbitros, o juiz considera que mesmo podendo não ser um facto verídico não é difamante, considerando-o que o podia ter feito na qualidade de bom anfitrião. Por fim, VL alega que eu o conotei "a ligações com determinadas zonas do mundo criminoso" mas, segundo o juiz, esqueceu-se de indicar onde. Pelo que não fui pronunciado.
É uma grande peça jurídica esta produzida pelo 4.º Juízo do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa. O "escritor", afinal, sabia o que estava a fazer, senhor major, e nem precisou de aceitar a sua sugestão para passar na CMG para uma conversinha que ia acabar de vez com o processo. Como deu para ver, ele caiu de podre.
PS - Amigo Vila Pouca, como bem sabe não bebo bebidas alcoólicas com frequência, não sou cliente do Sapo, como fruta (da real) todos os dias, não frequento tertúlias nem dependo de padrinhos, pago os meus impostos, contribuições e propinas, não tenho contas em off-shores nem no Luxemburgo, apenas sou sócio do Leixões e pago os cigarros que fumo. Ou seja, corro poucos riscos de ter azia, embora por vezes possa ser aziago. E, já agora, parabéns pelo tetra. Vamos lá ver se é desta que vai prò penta. É o mais provável...
quinta-feira, maio 14, 2009
Expulsões

Lucilio Batista foi novamente nomeado para arbitrar um jogo da liga principal. Apesar de ser um jogo sem grau de dificuldade, o mais antigo árbitro do escalão principal, voltou uma vez mais a não conseguir realizar um bom trabalho, cometendo diversos erros, como um golo mal anulado ao Vitória.
O árbitro norueguês Tom Henning Ovrebo, que gerou grande polémica no Chelsea – Barcelona, teve a proeza de mostrar como se deve expulsar um jogador que destrói uma clara oportunidade de golo.
Em Guimarães, o árbitro de Setúbal, ao contrário do seu colega da Noruega, cometeu dois erros disciplinares consecutivos. Primeiro, não exibiu o cartão amarelo a Flávio que rasteirou Coentrão, cortando uma jogada de perigo para a baliza de Nilson e em seguida, quando assinalou a grande penalidade, Yazalde corria isolado em clara oportunidade de golo e foi derrubado por Andrezinho, que viu o cartão amarelo. Cortez Batista, como é conhecido na UEFA, com gestos lá foi explicando porque trocou o cartão vermelho pelo amarelo, fazendo um desenho do inexplicável. Mas, se julga que estava a enganar alguém, só pode ser a ele próprio, aguardando-se agora para saber, se o observador não foi na conversa.
Porque, na conversa, foram ao longo de muitas épocas, alguma comunicação social e alguns dirigentes da arbitragem portuguesa. Entretanto o incidente no aquecimento em Alvalade, aconteceu aquilo que parece nunca tinha acontecido.
Quando o árbitro Duarte Gomes fazia o aquecimento, começou uma discussão com um treinador de guarda-redes do Sporting, Ricardo Peres, que resultou em grave discussão face a face de ambas as parte. Tudo presenciado pelas forças policiais e pelo delegado da Liga. Ninguém pode ficar impune e espero que a comissão disciplinar tome mesmo medidas abrangentes a todos e não só a alguns.
segunda-feira, maio 11, 2009
O PROFESSOR
Repare-se desde já uma injustiça.Não é qualquer um treinador que é campeão no FC Porto.
Muito menos tricampeão.
Nunca tinha acontecido na história do clube nem na história dos treinadores portugueses.
Jesualdo Ferreira mereceu o champanhe que abriu. No fim de uma longa carreira, muitas vezes na sombra de outros treinadores, o professor mostrou no FC Porto aquilo que já tinha evidenciado no Sp. Braga e no Benfica de Toni. Ou seja, que é um treinador arguto, um cientista da bola e um homem sensato. A que acrescenta a indispensável têmpera transmontana.
Jesualdo não tem o charme e a mística de Mourinho, não tem a imagem de Quique e não possui a truculência de Paulo Bento. No entanto, sintetiza as qualidades do treinador "à antiga portuguesa" com o treinador da nova escola. E é nesta síntese que está a sua grande qualidade. Porque, está visto, a história não se faz com rupturas nem com transições. A história é um contínuo sem antigo e sem moderno. Sobretudo quando está em causa um desporto com menos de 200 anos de existência.
Parabéns, professor.
IV
Mais um tetra para o FC Porto, o 2.º da única equipa portuguesa que conseguiu vencer quatro campeoantos seguidos, que nem os próprios adversários podem contestar.O FC Porto foi a melhor equipa do campeonato embora esta época sem conseguir marcar a diferença que marcou na última, embora a qualidade do seu jogo tivesse melhorado.
Não foi o FC Porto que esteve menos bem, foram os seus adversários directos que estiveram melhores.
Mas não chegou.
Para o Sporting começa a ser tradição morrer alegremente na praia.
Para o Benfica, aí vão quatro anos de jejum, depois daquele inesperado título arrancado pela tripla Trapattoni-Álvaro Magalhães-José Veiga.
Faltam agora sete títulos para o FC Porto alcançar o Benfica e o Sporting já está a 6 dos azuis e brancos. É este o grande desafio para PC, isto é, viver tempo suficiente para ver o dragão dobrar a águia. Com 72 anos, podem faltar apenas oito para tal ser conseguido...o que seria uma grande prenda para o seu 80.º aniversário.
Um registo final para o numeral romano escolhido para assinalar este tetra. Nada como um símbolo imperial para marcar bem o feito merecido e justificado.
A vida continua e, tal como disse Jesualdo, a festa dura um só dia. O Benfica, aliás, nem esperou por ela e há algum tempo que iniciou a nova época...
sábado, maio 09, 2009
AGOSTINHO DA SILVA NA TROFA
Num dos tranquilos dias da semana que passou, já com cheirinho a Verão, sentei-me numa esplanada na Trofa e quando reparei na outra mesa estava Agostinho da Silva, o grande humanista que nasceu no Porto e que espalhou a sua forma de ver a vida por todo o Mundo. Obviamente não era ele mas alguém mesmo muito parecido. Deu para recordar o homem que levava uma vida ascética e que nunca se deixou absorver por esta pressa de morrer que nos contamina.quinta-feira, maio 07, 2009
A conspiração do Palito
Na semana passada, o antigo presidente da A F Lisboa, disparou em várias frentes, atingindo os árbitros de Lisboa e o treinador nortenho Jaime Pacheco.
Tudo, pela derrota do Belenenses, por um golo duvidoso, que foi mal validado.
Duarte Gomes, o árbitro internacional lisboeta, foi acusado de ser portador de uma encomenda do presidente dos árbitros, para bater de tabela em Jorge Coroado.
Conheço perfeitamente, Vítor Pereira e Jorge Coroado, porque fiz uma carreira na arbitragem ao mesmo tempo que eles.
Com ambos, tive o prazer de fazer diversos jogos nos países europeus. Foram dois dos melhores árbitros da FIFA, tão bons e eficientes como Garrido e Valente.
Já o escrevi aqui, por causa da troca de um árbitro, que sei que Vítor não é pressionável. Como sei, que Coroado, também o não é.
Há uns tempos atrás, encontramo-nos os três no Tribunal em Fafe. Verifiquei, como se cumprimentaram sorridentes e como dialogaram quando foi necessário dialogar. Ambos têm concepções diferentes para a gestão da arbitragem. Normal e saudável.
Aliás, existe em Portugal, no mínimo 3 ou 4 correntes diferentes para a gestão da arbitragem. Todas juntas, teríamos os melhores árbitros do Mundo. Vítor Pereira tem cometido erros, é criticado por isso. Mas sei, tal como Coroado, que jamais diria a um árbitro para prejudicar alguém.
Mendes Palito viveu sempre no sistema. No sistema dos votos dos clubes.
Duarte Gomes nasceu na Madeira, mas viveu quase sempre em Lisboa.
Os meus amigos madeirenses, conhecem-no, como conhecem o Paraty do Porto, o Isidoro de Viseu e o Proença de Lisboa, porque não foi na ilha que ele cresceu na arbitragem.
O problema é que alguns, ainda não percebem, que na vida pessoal e desportiva, temos os comportamentos éticos reforçados.
Todo o Homem tem um preço. Os Honestos são de borla...
Tudo, pela derrota do Belenenses, por um golo duvidoso, que foi mal validado.
Duarte Gomes, o árbitro internacional lisboeta, foi acusado de ser portador de uma encomenda do presidente dos árbitros, para bater de tabela em Jorge Coroado.
Conheço perfeitamente, Vítor Pereira e Jorge Coroado, porque fiz uma carreira na arbitragem ao mesmo tempo que eles.
Com ambos, tive o prazer de fazer diversos jogos nos países europeus. Foram dois dos melhores árbitros da FIFA, tão bons e eficientes como Garrido e Valente.
Já o escrevi aqui, por causa da troca de um árbitro, que sei que Vítor não é pressionável. Como sei, que Coroado, também o não é.
Há uns tempos atrás, encontramo-nos os três no Tribunal em Fafe. Verifiquei, como se cumprimentaram sorridentes e como dialogaram quando foi necessário dialogar. Ambos têm concepções diferentes para a gestão da arbitragem. Normal e saudável.
Aliás, existe em Portugal, no mínimo 3 ou 4 correntes diferentes para a gestão da arbitragem. Todas juntas, teríamos os melhores árbitros do Mundo. Vítor Pereira tem cometido erros, é criticado por isso. Mas sei, tal como Coroado, que jamais diria a um árbitro para prejudicar alguém.
Mendes Palito viveu sempre no sistema. No sistema dos votos dos clubes.
Duarte Gomes nasceu na Madeira, mas viveu quase sempre em Lisboa.
Os meus amigos madeirenses, conhecem-no, como conhecem o Paraty do Porto, o Isidoro de Viseu e o Proença de Lisboa, porque não foi na ilha que ele cresceu na arbitragem.
O problema é que alguns, ainda não percebem, que na vida pessoal e desportiva, temos os comportamentos éticos reforçados.
Todo o Homem tem um preço. Os Honestos são de borla...
quarta-feira, maio 06, 2009
segunda-feira, maio 04, 2009
O PARADOXO LEONINO
Soares Franco continua a derivar. Disse não, disse nim, agora diz não outra vez... Está mesmo a pedir para ser cooptado, como aconteceu a Dias da Cunha. Nesse entretanto, o impasse continua no Sporting, o passivo a crescer, a planificação da nova época em banho Maria... O mais curioso é que há muitos interessados em "pegar" no Sporting mas os que estão no poder não estão dispostos a abrir mão dos direitos que adquiriram. Isto devia ser muito simples. Quer, quer; não quer, larga. Neste caso, quem não quer não quer largar. E é neste paradoxo que o Sporting se está a afundar.PS - Nesta altura seria bom recordar a passagem de Soares Franco pelo Estoril Praia...
domingo, maio 03, 2009
Na Madeira

Enquanto o bailinho da Madeira está no intervalo, este é um fim de semana que mostrou a todos a diferença entre os dois maiores clubes portugueses.
Comprova que o FC Porto ganha campeonatos porque joga para ganhar, procura em todos os jogos ter uma atitude ganhadora no terreno, seja com este ou aquele treinador.
Aliás, o meu amigo madeirense Bruno, maritimista há mais de 40 anos, e que tenho o imenso gosto de o ter como amigo há quase 20, dizia-me que antigamente o Benfica onde entrava era para ganhar e indiscutivelmente é o Porto que o faz nestes últimos 30 anos.
E porque o campeonato está praticamente decidido, gostaria que alguém me explicasse porque que o Hermínio Loureiro, presidente da Liga de Clubes, demorou tanto tempo a entregar os dois troféus ao campeão das duas ultimas épocas.?
Será que tinha receio de ir ao Dragão??
Se foi por isso, não servia para árbitro, pois é daqueles que gosta de passar entre os pingos da chuva.
E por falar em árbitro, como já se começa a pensar na Final da Taça de Portugal, um dos árbitros que bem merece arbitrar esse jogo é Paulo Costa, que tem a oportunidade de o fazer, pois vão jogar duas equipas do distrito do Porto.
Há três jornadas atrás, quem não foi enganado pelo guarda-redes foi precisamente o árbitro Paulo Costa. No lance em que teve que decidir se era golo do Belenenses decidiu correctamente, porque Kieszek não foi carregado por Saulo.
As Leis do futebol protegem os guarda-redes contra as cargas, no momento em que toda a atenção esta colocada na bola. O guarda-redes não pode ser carregado na sua área de baliza, mas fora da área de baliza é equiparado aos outros jogadores, no que respeita a cargas, pois encontra-se fora da sua zona de protecção.
Quanto às cargas legais, elas são permitidas, mesmo com um certo vigor, pois não é um acto rude nem violento, mesmo que casualmente provoque a queda de quem a recebe. A carga legal, em todas as circunstâncias, é inoportuna, se for efectuada sem a bola a uma distância jogável. Esta distância de jogo, é uma questão de apreciação por parte do árbitro, cerca de 2 a 3 metros, significando que um jogador pode ser carregado mesmo não estando da posse da bola, desde que o esforço cometido para a sua conquista seja decisivo por parte dos jogadores interessados.
Em Belém, Saulo, jogador do Belenenses, concentrou toda a sua atenção na bola que vinha pelo ar, estando de costas para Kieszek. O guarda-redes do Vitoria de Setúbal saiu da baliza procurando a bola e indo ao encontro e ao contacto com Saulo. Contacto este no limite da área de baliza ou já no seu exterior. Nesta circunstância, não houve qualquer carga do avançado sobre o guarda-redes, validando o árbitro da A.F. Porto, correctamente, o primeiro golo do encontro. Sujeitando-se, a seguir, à opinião, correcta ou não, do observador que o pontuou, em função deste lance, no minucioso relatório do jogo.
ÀS VEZES O MUNDO É PREVISÍVEL
No dia em que o super Barça deu um banho ao Real e confirmou o título espanhol, por cá o FC Porto não precisou de jogar para ficar mais próximo do tetra. Mais uma derrota humilhante do Benfica, empate do Sporting e agora ao FC Porto basta vencer o Marítimo para poder festejar o título na próxima jornada. Mais palavras para quê?ps - Confesso que hoje é um daqueles dias em que não invejo os fazedores de manchetes...
sábado, maio 02, 2009
O FUTEBOL QUE TEMOS E MERECEMOS

Vem aí uma assembleia da Liga importante. Mas já deu para perceber que mais uma vez não vão ser tomadas medidas.
Os patrões do futebol não vão penalizar as próprias falências. Os que não estão nesta situação precisam dos outros clubes para jogar (e para lá colocar jogadores ou para os comprar a preço de saldo) e os que fazem das tripas coração para terem os salários em dias são, no fundo, uma minoria. Sobram os refractários e, claro, estes não querem medidas que os impeçam de inscrever jogadores ou que os façam perder pontos.
Portanto, Hermínio Loureiro vai bater com o nariz na parede.
Quando muito, no final da assembleia apresentará um projecto vago sobre as medidas a aplicar. Mas é uma batalha perdida. Os grandes clubes não estão interessados num campeonato equilibrado, os dois clubes da Madeira passam por cima deste assunto como cão por vinha vindimada e os outros dividem-se entre os que estão asfixiados por dívidas e os que para lá caminham.
É impossível a Liga, sendo uma associação de clubes, fazer aprovar medidas duras. Compete claramente ao Governo tomar este tipo de medidas mas este tem uma política desportiva absolutamente autista e tem mais sarna para se coçar.
Portanto, siga a rusga.
Evangelista bem pode "ladrar". A pindérica caravana vai passar alegremente a caminho do abismo.
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