
A segunda final da Taça de Portugal de Olegário Benquerença é assunto que promete.
Os leões não se queixaram porque ganharam.
Os dragões apontam o dedo ao árbitro de Leiria.
Vamos por partes.
O jogo foi mau. A arbitragem esteve apenas em linha.
Mas terá sido o jogo mau por causa do trabalho do árbitro?
Não creio.
O Sporting criou as melhores oportunidades de golo e dominou.
O FC Porto entrou encolhido e nunca se conseguiu soltar.
Pelo meio, o árbitro assistente Luís Salgado anulou um golo a Romagnoli. Um lance que nem as imagens televisivas cabalmente esclarecem. Para quem vai o benefício da dúvida? Para todos menos para o árbitro assistente que ontem se despediu das funções. O costume apenas.
Queixam-se os portistas de uma grande penalidade não assinalada num lance protagonizado por Lisandro Lopez. Sem bola, com o avançado portista a dar um toque no joelho de Polga e a desequilibrar-se, para logo de seguido, claramente, simular falta para grande penalidade.
Alegam os sportinguistas que ficaram cartões vermelhos para mostrar a Quaresma e a Fucile. Em lances apenas detalhados no slow motion, claro.
Não acho que a final da Taça tenha sido má por causa de qualquer mal querença. Foi má porque as duas equipas não puderam nem souberam mais.
Tudo o resto é a espuma dos dias. Bom para a discussão mas com um valor residual.
* não confundir, p.f., com "fruta para dormir"