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domingo, maio 25, 2008

A NOSSA HOMENAGEM AO DIRECTOR

Não tenho jeito para rimar
mas creio que isso pouco importa
para recordar Alberto Espinhal
tudo ou nada...pouco importa
Luís Avelãs [Buldozer]

Aqui presto a minha homenagem
ao doutor Alberto Espinhal
que mesmo a beber copo noutro sítio
consegue juntar o pessoal
Mário Pereira [Braguinha]/João Esteves[Apelação]

Lá vem a nau catrineta
que tem sempre que contar
só a malta da Gazeta
para nos poder animar

Na rua Poço do Negros
o mundo avança e pula
se alguém for comprar pregos
foi porque pediu o Dula
Eugénio Queirós

A insistência do Avelãs
tinha glosar Espinhal
vou insistir na penosa intenção
só se ninguém levar a mal
Luís Graça [Graziani]

Perdoem a falta de jeito mas o povo já tinha aviado alguns jarros de verde branco quando rasgámos o papel da mesa para um exercício de poesia à volta do nosso "director". Aconteceu sexta-feira à noite, no Solar de Alcântara, um encontro de gazeteiros a propósito de Alberto Espinhal, o nosso glorioso director recentemente desaparecido. Disse desaparecido mas exagerei. Ele esteve muito presente no jantar que começou às dez e acabou às cinco e meio da matina, volvidos muitos jarros de vinho e duas garrafas de whisky. Lá esteve, para além dos artistas já referidos, também o Tiago Espinhal (ó pá, tens aquele jeitinho do teu pai quando te irritas...), o seu simpático sogro e o José Paulo Canelas. Foi uma noite olímpica que terminou já de manhã numa pastelaria de Alcântara, onde, à volta de uns pastéis de nata, o pessoal tentou ganhar ânimo e equilíbrio para voltar a casa (eu ainda tinha de apanhar o comboio).
Uma noite na qual deu para perceber que o tempo que todos vivemos na Gazeta dos Desportos foi tempo ganho e é irrepetível, tendo ficado para sempre algo a unir-nos. O que é muito obra do homem que nos juntou todos em Alcântara.

3 comentários:

Anónimo disse...

Foi um momento singular a oportunidade de confirmar as qualidades humanas de Alberto Espinhal.Não há outra explicação, isto é, juntar à mesa, dez anos depois e após o seu desaparecimento,os jornalistas da Gazeta é obra só ao alcance de alguns.Foi também,para mim, uma lição de vida o aperceber-me, da dureza e ao mesmo tempo o supremo prazer,da actividade do jornalista desportivo. Caros amigos, permitam-me o tratamento, foi um enorme prazer e um privilégio ter desfrutado da vossa companhia.Até um dia destes e um abraço,Serafim Leitão, sogro do Tiago

MP disse...

Sinceramente, não pensei que aquilo corresse tão bem. Quando o Avelãs lançou a ideia do jantar, pensei cá para os meus botões: é bom rever o pessoal, vamo-nos rir um bocado, mas jamais será uma reunião como as outras que fazíamos nas noites de terças e quintas. Ou melhor, nas madrugadas das quartas e sextas. Mas afinal esteve lá tudo. A verdadeira camaradagem; as revelações (tal como antes, a refinarem-se ao ritmo dos copos a esvaziar); os excessos; os disparates; as boas ideias, algumas a resvalar para autopia; os elogios e as críticas; a má-língua. Por volta das quatro da manhã (seriam já cinco? não faço ideia), apareceu o Doutor Espinhal. Brindámos com ele, de pé, como sempre devem ser feitos os brindes. Depois foi-se embora, sem darmos por isso. Ele nem prometera que aparecia, mas para honrar a palavra nunca precisou de fazer promessas.
Não, não houve saudade, do estilo ‘ó tempo volta para trás’. Porque aquele foi um tempo irrepetível. Ficou apenas uma a sensação de que a próxima reunião não deve demorar outros 15 anos. Ah, e gostei muito de o rever, Doutor. O tempo não lhe passou por cima.

MP

Anónimo disse...
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