Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

SUPER BRAGA



Queriam uma prova cabal de que este Sp. Braga é um grande candidato ao título?

Ei-la. Vitória por 3-1 em Belém quase todo o tempo de jogo com menos um homem em campo.

Agora é que vão ser elas.

Enquanto os do costume se matam, o Braguinha caminha para fazer história
.

Sexta-feira, Fevereiro 05, 2010

OS 1.os DIAS DO APITO DOURADO

(aqui se inicia a republicação e a edição de diversos textos relativos ao processo Apito Dourado. Para memória futura)
20 de Abril de 2004
Mais de 60 buscas domiciliárias, de Bragança a Setúbal, são concretizadas através de uma operação que envolveu diversas directorias da Polícia Judiciária e que foi comandada pela Directoria do Porto, sob a orientação do sub-director Teófilo Santiago (hoje à frente da directoria de Aveiro). O processo arranca com um total de 1.784 folhas, aí constando muitas das escutas entretanto validadas pela juíza Ana Cláudia Nogueira. Só o telemóvel de Valentim Loureiro motivou a transcrição de 117 chamadas. O total de escutas rondou este astronómico número: 15.000. A PJ cumpre os 16 mandados de detenção emitidos e Valentim Loureiro, José Luís Oliveira, José António Pinto de Sousa, Francisco Costa, Luís Nunes, Joaquim Castro Neves, Carlos Silva, António Henriques, Paulo Torrão, Jorge Saramago, Fernando Valente, Manuel Mendes, José Manuel Rodrigues, Licínio Santos, António Eustáquio e Pedro Sanhudo dormem nos calabouços da PJ, praticamente estreando estas instalações da portuense Rua Assis Vaz, a dois passos do antigo estádio do Salgueiros.
21 de Abril
Jorge Saramago, árbitro de Aveiro, é o primeiro a ser ouvido no Tribunal de Gondomar, tendo prioridade para poder estar presente no funeral do pai. De tarde, seguem-se as inquirições dos árbitros Licínio Santos, Fernando Valente, Manuel Mendes, António Eustáquio e José Manuel Rodrigues. São também ouvidos e constituídos arguidos Paulo Torrão, funcionário da FPF, Carlos Silva e António Henriques, membros do Conselho de Arbitragem da FPF.
22 de Abril
Pinto de Sousa é ouvido durante todo o dia. Sai em liberdade mas o presidente do Conselho de Arbitragem da FPF fica impedido de, sem ordem do tribunal, abandonar os concelhos de Matosinhos e do Porto, onde reside e trabalha, respectivamente. Francisco Costa, outro dos "conselheiros" começa a ser ouvido já noite avançada e sai já de madrugada.
23 de Abril
Chega a vez de Valentim Loureiro ser ouvido. Ana Cláudia Nogueira interroga-o durante dez horas! Já depois da meia-noite, o major sai em liberdade mediante uma caução de 250 mil euros e é esperado, emotivamente, por um grupo de adeptos do Boavista. Valentim esteve detido durante 86 horas. De madrugada, é ouvido Joaquim Castro Neves, chefe do departamento de futebol do Gondomar.
24 de Abril
Luís Nunes, membro do Conselho de Arbitragem da FPF, Pedro Sanhudo, árbitro, e José Luís Oliveira, presidente do Gondomar, são interrogados por Ana Cláudia Nogueira. O líder do Gondomar e vice-presidente da Câmara de Gondomar fica em prisão preventiva. A primeira fase do processo "Apito Dourado" termina com um total de 164 indícios de crimes e 16 arguidos.
14 de Julho
Juiz Pedro Abreu Costa pede escusa depois de ter sido nomeado titular do processo "Apito Dourado", que continua entregue a Ana Cláudia Nogueira.
28 de Julho
Ana Cláudia Nogueira revalida a prisão preventiva de José Luís Oliveira.
23 de Outubro
José Luís Oliveira deixa o Estabelecimento Prisional da Polícia Judiciária do Porto e passa a estar em situação de prisão domiciliária, com pulseira electrónica.
18 de Junho
Pinto de Sousa troca o advogado Quelhas Lima pelo então bastonário da ordem, José Miguel Júdice.
2 de Dezembro
Buscas na sede da administração da FC Porto, Futebol- SAD, nas Antas, e mandado de detenção para Pinto da Costa, não cumprido devido à ausência do presidente portista. O árbitro Augusto Duarte é ouvido no Tribunal de Gondomar, de onde sai arguido e suspenso da actividade desportiva. Jacinto Paixão e os seus habituais árbitros assistentes, José Chilrito e Manuel Quadrado, dormem nos calabouços da PJ, tal como o empresário António Araújo.
3 de Dezembro
Pinto da Costa apresenta-se no tribunal. No exterior, tem à sua espera o núcleo duro da claque SuperDragões, mas o seu inquérito é adiado pois a juíza queria ouvir primeiro a equipa de árbitros alentejana. Paixão, Chilrito e Quadrado saem como arguidos e suspensos.
7 de Dezembro
Pinto da Costa é ouvido durante dez horas e sai sob caução de 125 mil euros e com a proibição de falar contactar o administrador da SAD António Araújo, Valentim Loureiro e árbitros de futebol. A juíza encontra "indícios consistentes" para o constituir arguido.
17 de Dezembro
Boavista emite comunicado informando que desconhece totalmente o facto de João Loureiro ter sido alvo de escutas telefónicas.
2005
19 de Janeiro de 2005
Isabel Damasceno, presidente da Câmara de Leiria, foi constituída arguida, alegadamente devido a uma conexão com José António Pinto de Sousa, que é concessionário da "Ford" em Leiria. Os árbitros Carlos Amado, Paulo Alves e Ângelo Ferreira também foram ouvidos.
26 de Janeiro
Vários árbitros da região de Lisboa, entre os quais Lucílio Baptista e Bruno Paixão, são ouvidos pela equipa da PJ que conduz a investigação nas instalações da Direcção Central de Investigações e Combate ao Crime Económico e Financeiro, em Lisboa. No dia seguinte, Jorge Coroado, Vítor Pereira e Adelino Antunes fazem a "peritagem" de alguns jogos sob suspeita. Lucílio Baptista é ouvido em Lisboa e é constituído arguido.
27 de Janeiro
A equipa da PJ, liderada pelo inspector Casimiro Simões, muda-se para a directoria de Setúbal, onde interroga o ex-observador Diamantino Pires e os árbitros António Taia, Paulo Rodrigues, Sérgio Cruz e Bruno Paixão. No Porto é ouvido Francisco Costa.
31 de Janeiro
Bruno Paixão é ouvido nas instalações da PJ do Porto na qualidade de testemunha e no final mostra a intenção de se constituir como assistente, contra algumas das pessoas indiciadas.
1 de Fevereiro
Ana Cláudia Nogueira revoga algumas das medidas de coacção impostas a Pinto da Costa. O presidente do FC Porto deixa de estar proibido de falar com árbitros e com o advogado Adelino Caldeira, administrador da SAD portista, e também com Valentim Loureiro.
2 de Fevereiro
Martins dos Santos, ex-árbitro, e Carlos Pinto, funcionário da Liga, são ouvidos na PJ do Porto. Azevedo Duarte, vice-presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, é conduzido ao Tribunal de Gondomar, tal como os árbitros assistentes João Macedo e Ricardo Pinto. São todos suspensos de funções.

Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010

O QUE É ISTO?

http://reisdoave.blogspot.com/2010/01/surpreendente-descoberta.html

SENHOR PROVEDOR

A Liga já tem um provedor para os adeptos. Não se trata de um curioso qualquer que gosta de participar em fóruns desportivos da rádio. Jorge Silvério tem um currículo que dispensa mais apresentações:

"Nasceu em Angola, em 1967. É licenciado em Psicologia pela Universidade do Porto, tem uma Pós-Graduação em Desordens da Ansiedade e do Humor pelas Universidades de Maastricht e Oxford. Foi o primeiro mestre em Portugal em Psicologia do Desporto e é doutorado também em Psicologia do Desporto.É Professor da Universidade do Minho, onde coordena o Mestrado em Psicologia Desportiva.Enquanto formador foi convidado da Federação Portuguesa de Futebol como responsável da disciplina de Ciências do Comportamento nos dois últimos cursos UEFA PRO Nível IV para treinadores. É psicólogo e consultor de vários atletas, alguns dos quais Olímpicos.Participa em vários projectos de investigação nacional e internacional e é colaborador de jornais, revistas e rádios.O seu mais recente livro intitula-se "Como ganhar usando a cabeça".

Não deixa de ser, no mínimo, curioso o facto de se entregar a um psicólogo a provedoria dos adeptos. Teria mais lógica na provedoria dos dirigentes.

Aqui: http://www.lpfp.pt/provedor_do_adepto/Pages/Apresentacao.aspx

Quarta-feira, Fevereiro 03, 2010

NUVENS DE POEIRA


Depois do (requentado) caso Jorge Teixeira, eis que mais uma vez o nome do Sp. Braga é usado, desta vez envolvendo o próprio Carlos Freitas, para sugerir que o líder do campeonato anda a dar prémios de vitória às outras equipas. Neste caso à U. Leiria. Os jogadores envolvidos desmentem o e-mail que chegou às redacções. É apenas mais uma nuvem de poeira que se levanta nesta torpe tentativa para "cegar" a equipa-sensação do campeonato.
É tudo muito baixo.

Terça-feira, Fevereiro 02, 2010

O CASO

Da autoria do jovem, e já promissor, jornalista João Queiroz, o caso dos casos da arbitragem nacional passa a estar documentado e sintetizado. Já disponível nas livrarias. Por pouco mais de 7 euros. Muito abaixo do preço do dito cujo.

PIMENTA MACHADO DESPEJA O SACO


- Em Março há eleições para os órgãos sociais para o Vitória de Guimarães. Vai ser candidato à presidência?
- (risos) Bom, tenho muito prazer de estar aqui depois de uma ausência de 6/7 anos dos meios de comunicação social. Ser baptizado com uma pergunta dessa...gravidade...bom.. Vamos ver. Sou sócio do Vitória, sou sócio honorário também, estive lá 24 anos, ajudei a criar aquele clube. Quando entrei o Vitória nada tinha dele. Tinha uma sede alugada onde tínhamos de fazer reuniões mais junto ou mais afastado da parede consoante a chuva caía na sala. Quando saí, deixei o património que todos conhecem. O clube foi o primeiro a ter um complexo desportivo, deixe o clube com cerca de 70 milhões de euros de activos e com 2,6 milhões de dívidas. Portanto, deixei o clube numa situação superavitária. - A situação do clube degradou-se entretanto?
- Nunca mais acompanhei de perto a gestão financeira quer da primeira direcção quer da segunda. Pelo que me dizem, o Vitória estará muito pior a nível financeiro. No último relatório e contas verifiquei que estava íncito que o Vitória devia à banca cerca de 7/8 milhões de euros. São verbas muito importantes. Quando saí, o Vitória devia zero à banca. Devíamos ao Estado e a fornecedores mas à banca nada devíamos. Ora, estar a dever 8 milhões à banca quer dizer que, no mínimo, entraram no clube 8 milhões que não são do clube, são da banca. O que é preocupante para a realidade do Vitória. No meu tempo, o orçamento máximo que tivemos andava na ordem dos 6 milhões de euros. Hoje a realidade é completamente diferente.
- São esses números que ainda o estão a travar na vontade de voltar?
- Não. Quando entrei para o Vitória, o clube tinha um orçamento de 27 mil contos, cerca de 135 mil euros. Isto no dia 10 de Maio de 1980. Nessa altura, o clube tinha dívidas fiscais na ordem dos 1700 contos. Para nos habilitarmos, então, ao jogo do bingo, que estava na moda, tivemos de fazer um acordo com a Segurança Social a pagar em 20 prestações. Portanto, sempre me habituei a ser uma espécie de um trapezista não a atravessar o Niagara mas a gerir o Vitória Sport Clube. Logo, não é isso que me assusta. Há outras questões que me fazem ponderar. Por exemplo, a minha vida familiar neste momento está em Lisboa. É evidente que já tenho uma filha médica, outra filha farmacêutica, outra quase farmacêutica também, já tenho as minhas filhas mais lançadas. Podem dizer-me “ah, mas você agora vai fazer um hotel em Guimarães”. Também é verdade. Soube que a câmara tinha interesse em que a sociedade civil vimaranense avançasse com um hotel de charme em Guimarães e eu disponibilizei-me. Tinha uns prédios na Praça do Toural, que é o Rossio de Guimarães, e avancei, o projecto já está aprovado e isso vai-me obrigar a estar mais tempo em Guimarães. Vamos analisar com cuidado esta situação.
- Pode dizer-se que é um candidato possível?
- Terei que ser sempre até pelo meu currículo no Vitória.

“Emagreci 15 quilos e aprendi a cozinhar”

- Mas aqui é que está a novidade, toda a gente pensava que não voltaria ao futebol...
- Neste hiato afastei-me completamente do futebol. Dediquei-me a outras áreas. Olhe, dediquei-me à ginástica, ao jogging, emagreci 15 quilos desde que deixei o Vitória, melhorei as minhas tensões arterais (saí de lá com 16/11 e hoje tenho 13/8), dediquei-me à culinária, já sei cozinhar e faço-o com prazer e dedico-me também aos mercados financeiros.
- Por falar em cozinha, almoçou recentemente com Pedro Xavier, que já manifestou também a vontade de se candidatar...
- Jantei com o Pedro Xavier por causa do contencioso que ainda se arrastou entre mim e o Vitória. O Supremo Tribunal decidiu que eu tinha que entregar ao Vitória um determinado valor em virtude de um prejuízo que o clube teve por ter pago às finanças indevidamente um determinado imposto. Então, falei com o Pedro Xavier, na sua qualidade de presidente da assembleia geral e logo representante dos sócios, para lhe dizer: “Ò Pedro, o tribunal disse-me que eu teria de repor 60 e tal mil euros no Vitória e quero saber como é que é, isto é, se vocês vão reclamar esse dinheiro às Finanças ou se querem receber de mim e passam-me um documento para eu depois ir receber das Finanças. Só isto.
- Esta situação no fundo é o sumo que resultou depois de espremido todo o processo que o envolveu?
- É, é o que sobrou depois do tão famoso e badalado processo.

“Fui acusado de roubar através de indícios”

- Foi acusado de peculato...
- Exactamente. Fui acusado de muitos crimes. Para quem não sabe o que é peculato, peculato é roubar. Fui acaso disto e naturalmente fui absolvido. Todo este processo só foi possível por causa do circo mediático e pela investigação folclórica, aligeirada, incompetente, falsa e descuidada.
- Esta investigação teve uma autoria...
- Esta investigação foi desenvolvida pela Polícia Judiciária, os OPC’s, e pelo Ministério Público, por um tal senhor chamado João Ramos. Tudo isto criou o circo mediático que foi conhecido mas os tribunais encarregaram-se de demonstrar que os indícios não correspondiam a provas. Porque é que a justiça está desacreditada? Exactamente por causa deste folclore. Lamento dizê-lo mas uma das grandes responsáveis por esta situação de descrédito da justiça é a doutora Morgado. Por causa do modelo que se escolheu na área da investigação criminal. Segundo a doutora Morgado, o crime económico, o dito crime de colarinho branco, tinha de ser televisionado. Foi ele que o disse em entrevistas que deu em 2002. Isto é extremamente grave: haver julgamentos mediáticos com base em indícios, não em provas. É a mesma coisa que alguém sair de casa às sete horas para estar no emprego às oito e no emprego acontece qualquer coisa, indo a Judiciária a casa dessa pessoa perguntar se saiu de casa às sete horas mas argumentando que o facto de ter saído a essa hora não quer dizer que estivesse às oito no emprego. Havia um indício mas não havia provas absolutamente nenhumas. E desde 23 de Setembro de 2003 que a Judiciária e o Ministério Público sabiam a razão por que estava contabilizada a intermediação do Vitória. Ambos pediram rogatórias à Suíça para saber se era verdade o que eu disse em interrogatório judicial.
- Foi isso que o fez sair do Vitória?
- Foi, foi uma das razões. Estava a ser alvo de um processo judicial, tinha sido detido e havia problemas de coabitação orgânica. Saí para estarem à vontade, para investigarem o que quisessem.

“Hipotecaram o património e
estouraram 6 milhões de euros...”

- Como reagiu quando viu o Vitória a constituir-se assistente neste processo?
- Lamentei. Mas isso fez parte de uma estratégia das pessoas que me sucederam, que eram incompetentes e incapazes e queriam dar uma má imagem do Pimenta Machado. Como não eram capazes de fazer o que realmente eu fiz, então havia que dar uma má imagem e criaram a imagem negativa de que o Pimenta Machado criou um passivo brutal, de que o Pimenta Machado deu cabo do Vitória, quando a realidade não era nada disto. O Pimenta Machado deixou o Vitória com um activo de 70 milhões de euros.
- E na I Divisão...
- Sim, na I Divisão, com um património intocável e um plantel valiosíssimo. Estes indíviduos, como realmente precisavam de dinheiro, cavalgaram essa onda contra o Pimenta Machado e enganaram os sócios convencendo os sócios a hipotecarem o património. Bom, hipotecaram o património e realizaram 6 milhões de euros que estouraram completamente. Depois, foram-se embora e deixaram o Vitória na II Divisão. Mas mais grave foi terem hipotecado o património.
- Está a falar de Vítor Magalhães?
- Estou a falar dele e não só. De todos os que estiveram com ele. Havia pessoas muito mais responsáveis que o Vítor Magalhães. Por exemplo, o presidente da assembleia geral na altura, também outro indíviduo que perdeu para mim umas eleições, um tal Arantes, e mais algumas pessoas. A própria comunicação social local, sobretudo uma rádio, foi muito responsável por toda a encenação que se criou. Essas pessoas foram responsáveis e a história vai julgá-las. Deram cabo do património do Vitória, levaram o Vitória para a II Divisão... Reparem, o Vitória era o quarto clube a nível de presenças contínuas na I Divisão, o Vitória era o 1.º clube do Minho, hoje é o Braga. Nos 24 anos que eu lá estive, o Braga só por três vezes ficou à frente do Vitória!
- Conforma-se com essa situação?
- Lamento muito. Evidentemente, tenho que felicitar a direcção do Braga mas como sócio do Vitória fico muito triste. A massa associativa do Vitória não merece isto. Neste momento há um erro de casting brutal no Vitória. Temos uma massa associativa de nível de Liga dos Campeões, de bairrismo e fervor clubístico, e temos dirigentes que não estão a esse nível.
- Podemos interpretar das suas palavras que está com vontade de voltar ao activo no futebol e na liderança do seu Vitória...
- O Vitória é um filho. Tenho quatro filhas e o Vitória é um filho meu. Eu é que criei aquilo tudo e, portanto, naturalmente tenho que olhar sempre para esse filho.
- O que lhe dizem os vitorianos quando vai a Guimarães?
- Sabem, a minha base de apoio sempre foi o povo, as pessoas que são bairristas, que nada têm para além do amor ao clube. Essas pessoas identificam-se comigo. Os adeptos do Vitória são adeptos especiais e merecem o melhor. Criou-se uma mística no clube, criou-se um sentimento guerreiro, de amor ao clube.
- Nota-se em si alguma nostalgia...
- Tenho pena, tenho pena daqueles sócios não terem outra contrapartida. Antigamente eu era uma voz solitária mas hoje sabe-se porque é que o Vitória não ganhava campeonatos algumas vezes. Hoje, as condições estão melhores e os adeptos do Vitória mereciam uma prenda dessas.
- Vai oferecer-lhes essa prenda em breve anunciando a sua candidatura?
- Vou pensar. Tenho saber como é que é aquele situação financeira. Vamos ver.

“Nas escutas percebe-se como
o Boavista foi campeão...

- Gostava de ver o Braga campeão?
- (rindo) Essa é uma grande pergunta! Como vitoriano não lhe posso responder. Como vitoriano, jamais! Sou muito amigo do Mesquita Machado e pela amizade que tenho por ele gostava que ele tivesse essa alegria mas como vitoriano naturalmente que não gostava. Como não gostei quando o Boavista foi campeão, sobretudo pela forma como foi campeão.
- Pela forma como foi campeão?!
- Já nessa altura dizia em entrevistas que o Boavista era campeão porque aquilo era autoestrada via verde, valia tudo. Era a...verdade desportiva (risos). Hoje, nas escutas, vê-se o porquê do Boavista ter sido campeão. Confirma o que eu dizia há muito tempo. O Boavista era uma invenção do Valentim Loureiro. O Boavista não tinha condições. Não tinha sócios.
- Mas o Boavista foi campeão com o João Loureiro na presidência...
- Exactamente. Devido a outros factores.
- Que factores?
- Factores ligados à arbitragem. As escutas, mais de tudo o que eu estou para aqui a dizer, demonstram como era possível arranjar bons árbitros.
- Podemos deduzir que na sua opinião o Boavista foi bem condenado pela Comissão Disciplinar da Liga com a descida de divisão?
- Não conheço o processo. Sei que o Boavista ganhou um campeonato muito à custa dos árbitros. Disso não tenho a mínima dúvida. Mas não foi só o Boavista! Isto era o sistema que estava implantado. O que vem agora nas escutas é esse sistema.
- Também foi o paladino do sorteio dos árbitros...
- Sim e da divulgação dos relatórios dos observadores dos árbitros. E dos castigos aos árbitros. Hoje, ninguém fala dos castigos aos árbitros. Hoje, a actividade de ser árbitro é bem remunerada e se realmente se castigassem os árbitros encostando-os este seria sempre o melhor dos castigos. Aí, não errariam mais. Ora, eles prevaricam e no domingo seguinte já estão a apitar. Se quisessem realmente, as coisas resolviam-se, assim como essa história dos meios tecnológicos. Não é a ir para a Assembleia da República, isso é show-off. Isso resolvia-se se todos os clubes reunissem na Liga, comunicassem a decisão ao presidente da FPF para este sensibilizar as outras Ligas e Federações europeias.

“Vitória deixou três vezes de
ser campeão por causa dos árbitros”

- Disse que o Boavista, e outros, foi campeão com a ajuda dos árbitros. O Vitória deixou de ser campeão alguma vez com a “ajuda” dos árbitros?
- O Vitória deixou por três vezes de ser campeão por causa dos árbitros.
- Tem a certeza?
- Absoluta. A situação mais clara foi em 1986/87. Dobrámos a 1.ª volta em 1.º lugar, fomos às Antas e fomos escandalosamente roubados. Anularam-nos um golo limpo marcado pelo Paulinho Cascavel, que nos dava o 3-2 e ficariamos com uma margem de 2/3 pontos a virar para a 2.ª volta. Mas não só. Em Elvas também fomos altamente prejudicados por um árbitro, coitado, que já morreu... Em 90/91, com o João Alves, dobrámos em 2.º lugar, com o Autuori em 1.º lugar.
- E depois?
- Depois, começámos a levar com as contrárias. Era isto. Mesmo há pouco tempo, com o Inácio, na épcoa de 2002/2003, tínhamos o futebol mais bonito e fomos escandalosamente roubado sobretudo contra o FC Porto e o Benfica. Não havia nada a fazer. As pessoas dizem-me às vezes: ‘Ò Pimenta Machado, você esteve lá 24 anos e nunca ganhou nada, ganhou uma supertaça e uns campeonatos nacionais de juniores...’ Como é que eram possível? Tínhamos bons jogadores, boas equipas mas na Hora H os árbitros arrumavam-nos.
- E hoje, é mais possível o Vitória ser campeão?
- Hoje é mais possível. Hoje, as coisas estão melhores. A Imprensa está muito mais em cima e as televisões mostram todos os lances. Há maior atenção.

“Eu é que recuperei o Jesus”

- Também já não se fala ao telemóvel...
- (gargalhada) Já não se fala ao telemóvel, é verdade. Hoje as coisas estão melhores. Não estão bem, ainda vejo alguns erros e estamos a assistir a uma transferência de poderes.
- Do Norte para o Sul?
- Sim, do Norte para o Sul. Mas também acho, por amor à verdade, que os clubes que melhor jogam futebol são o Benfica e o Braga. Fico contente pela parte do Benfica pois é o Jesus que está lá a treinar.
- É verdade, também foi seu treinador...
- Eu é que recuperei o Jesus! O Jesus estava ostracizado quando o contratei. Já não falo com ele há mais de um ano mas tive um período em que falei muito com ele. Inclusivamente, depois de sair do Vitória tentei que outros clubes lhe abrissem as portas.
- Foi um dos melhores treinadores que passou pelo Vitória?
- Foi. É um bom treinador, um grande profissional, em termos de tácticas muito sabedor. Como sabem, tive grandes treinadores no Vitória, desde o Pedroto, que na área da psicologia era ímpar. Tive o Marinho Peres, o Paulo Autuori, o Quinito, o João Alves, o Jaime Pacheco (que saiu por razões que nada tinham a ver com o futebol).
- E o actual treinador do Vitória, como vê o seu percurso no clube?
- É..é..é um rapaz que estava no Paços de Ferreira, não é? Tem feito um bom trabalho. Não o conheço mas conseguiu recuperar o Vitória. Foi afastado das taças mas essas são as vicissitudes.
- Conhece bem Pinto da Costa. Olhando para os últimos anos do seu percurso, não sente que o seu ciclo está a chegar ao fim? - Não. A idade às vezes é uma fonte de sabedoria. No FC Porto sempre houve uma boa estrutura. Lembro-me que o FC Porto no tempo em que as associações de futebol tinham grande importância teve um grande ponta-de-lança, que era o Adriano Pinto.
- Mas Adriano Pinto não marcava golos...
- Mas dava a marcar, punha-os ali mesmo na linha de golo, era só encostar. Fez um grande trabalho.
- Quem é que está a tomar o poder a Sul hoje?
- O Benfica por toda a dimensão que está a mostrar, por todo este envolvimento, está a ressurgir. E deve-o muito ao Jesus pois no ano passado eram os mesmos e o Benfica estava moribundo. O Jesus é uma peça fulcral neste ressurgimento do Benfica.
- Com base na sua longa experiência, como analisa o trabalho de Pinto da Costa, Luís Filipe Vieira e José Eduardo Bettencourt?
- Não posso responder a essa pergunta porque não estou muito dentro da gestão. Não vou muito pelo folclore tipo é o presidente do FC Porto, do Benfica ou do Sporting, logo, são grandes dirigentes. Isso nada me diz. O que me diz é o trabalho e os resultados. E aí, é indiscutível, o FC Porto apresentou resultados. Agora as pessoas em si, a mim nada me dizem. Passe a imodéstia, a nível do Vitória fiz um bom trabalho. O Vitória era zero e sai de lá com um património que todos conhecem e a deixar uma boa imagem a nível social. Os dirigentes do Vitória eram respeitados a nível nacional e a nível internacional.

«Não gosto de comissários políticos...»

- Hermínio Loureiro está a ter uma passagem positiva pela presidência da Liga?
- Não sou nada favorável aos comissários políticos. Nada. Foi um dos grandes males do Valentim Loureiro, quando se meteu na política. Futebol é futebol. Política é política. Fui convidado, quando fui presidente do Vitória, por todos os partidos, excepto o Partido Comunista, para a câmara de Guimarães e para a Assembleia da República e um dos convites foi feito, inclusivamente, pelo actual presidente da câmara de Guimarães, que foi a minha casa, a S. Torcato, convidar-me. Sempre rejeitei porque nunca quis misturar política com futebol. Porque depois há promiscuidade. Nesse aspecto, a Maria José Morgado tinha razão. Não tem razão quando diz, porém, que o futebol é um mundo de branqueamento de dinheiro sujo. Ela hoje deve corar de vergonha ao reler o que disse com base em indícios, o que foi de uma grande leviandade. E fê-lo na condição de directora adjunta nacional da Polícia Judiciária. Por isso digo que ela foi muito responsável pelo descrédito em que a justiça hoje se encontra pois criou expectativas muito altas e depois a nível de tribunais, a nível de provas, zero!
- Bem, sempre foi possível escutar o que se passa nos bastidores do futebol...
- Sim, naturalmente, e ainda bem. Ok, há aspectos negativos. Essas escutas foram muitíssimo importantes pois toda a opinião pública ficou a saber o que existia, o millieu do futebol português, como é que se construíam campeões, como é que se formatavam as coisas. Aí, ela foi importante.
- Quem é que gostava de ver na presidência da Liga?
- Alguém que conhecesse de futebol e que estivesse lá de forma desinteressada e sem conotações políticas. Já não têm idade mas o Fernando Martins e um João Rocha, por exemplo. Esses, sim, foram grandes dirigentes e fizeram obra. De resto, não estou a ver ninguém.
- Os clubes ainda se vão arrepender de terem criado a Liga?
- Sempre fui contra a Liga. A associação de Braga foi a última a apoiar e subscrever o documento que permitiu que a Liga começasse a operar e só o fez porque estava sufocada financeiramente. Fizeram um ultimato, uma chantagem a nível do Governo e da FPF. Só haveria dinheiro para as associações se o documento fosse subscrito. Com a Liga conseguiu-se o quê? Autonomizar a comissão disciplinar e a comissão de arbitragem e os clubes começaram a organizar os campeonatos. Em vez de termos problemas no conselho de disciplina da FPF passamos a ter problemas na comissão disciplinar da Liga, foi o que aconteceu. O modelo está errado. Devia haver um tribunal desportivo com magistrados judiciais em comissão de serviço para não ser o fulano A do clube A e fulano C do clube C a indicarem os elementos dessa comissão. Vimos o Filipe Vieira a dar mais importância às pessoas que indica para a Liga do que aos campeonatos, não foi? Para evitar estas coisas era melhor haver um tribunal desportivo, com duas instâncias, mas com prazos definidos e decisões rápidas. Esta história que está a acontecer com os jogadores do FC Porto é completamente caricata. A nível de arbitragem, sempre defendi a autonomia técnica e financeira do sector mas os árbitros não podem ser só premiados mas também têm de ser castigados e pecuniariamente e com a hipótese de serem afastados.
- Gilberto Madaíl deve continuar a FPF, embora continue a dizer que vai sair?
- Se ele disse isso, deve ir. Os cemitérios estão cheios de indispensáveis. Se quer ir embora, que vá embora. A nível desportivo a FPF tem conseguido bons resultados. Está cansado? Bem, tem direito a descansar...

Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010

BATER NO FUNDO

Hoje, O Jogo desmente A BOLA.
Hoje, A BOLA confirma A BOLA.

A propósito das imagens do túnel, que Rui Santos divulgou com pinças no seu Tempo Extra, fazendo muita questão de salvaguardar a posição da Prosegur..., confesso que ou é o meu televisor que é muito mau ou então os outros é que são muitos bons. Eu não vi nada! As imagens são péssimas.
Porém, tanto os putativos editores de O JOGO e de A BOLA não tiveram dúvidas. Mas, pelos vistos, viram coisas completamente diferentes.

Domingo, Janeiro 31, 2010

XISTREMA

Penálti contra o FC Porto e expulsão de um jogador azul e branco.
O árbitro não marca.
Simulação de Álvaro Pereira na área do Nacional.
O árbitro marca e expulsa um jogador madeirenses.
O resto da história foi sintetizado pelos cronistas do regime como "exibição de luxo do FC Porto".

Concordo plenamente.

Sábado, Janeiro 30, 2010

JERÓNIMOS COM CARAMELO

Passei nos Jerónimos mas não comi um pastel de Belém. Preferi um caramel machiatto no Starbucks, mais o indispensável cheesecake. O mundo está diferente.

Quarta-feira, Janeiro 27, 2010

MANUEL MACHADO


BnA saúda o regresso ao activo de Manuel Machado. Não apenas o autor do "machadês" mas também um treinador carismático que soube esperar muitos anos até surgir sob as luzes da ribalta.

Sábado, Janeiro 23, 2010

E POR FALAR EM YOUTUBE

Sexta-feira, Janeiro 22, 2010

À ESCUTA

Ora bem, a pedido de várias famílias que pensam que a minha vida se resume ao folclore do futebol, cá vai...

As escutas que caíram no Youtube, carregadas num centro comercial de Lisboa, através da rede de wirless, não surpreendem quem acompanhou o processo Apito Dourado, como penso ter sido o meu caso. O realmente deixou ESTUPEFACTO o país foi a possibilidade de as seguir de viva voz. É um registo impressivo, com uma linguagem codificada que penso ser fácil de descodificar.
A verdade é que Pinto da Costa, e o FC Porto por tabela, só foi penalizado pela justiça desportiva. Os processos "a sério" começaram por morrer no MP do Porto, foram reabertos por Maria José Morgada e depois uns morreram na instrução e um deles numa sala de audiências (o caso do envelope).
Não vou discutir se os tribunais fizeram ou não um bom trabalho. Está feito.
Esta "jogada" cheira realmente a esturro. Não é mais que o aproveitamento de uma situação. O impacto foi violento. O protagonista das cenas mais uma vez atirou os foguetes e apanhou com as canas na cabeça. Do outro lado, está visto, ninguém quer desarmar.

A guerra é total.

Vale tudo.

O aproveitamento, por ambas as partes, dos canais abertos na Comunicação Social.

O atropelamento de qualquer comportamento ético.

É fácil perceber como é que as gravações das transcrições foram para à net. Mas continua a ser muito difícil de provar. Ora aí está: acontece aqui o que aconteceu com os processos em si.

Lamentavelmente, o descrédito do futebol é agora total. E dos seus protagonistas. Os ânimos dos adeptos, esses, estão exarcebados. Ou me engano muito ou quem vai pagar esta factura será apenas alguém que nada tem a ver com este filme.

O mundo está perigoso com tanto graveto a rolar.

Quinta-feira, Janeiro 21, 2010

A FRUTEIRA

Para aqueles que dizem que a Taça de Portugal é uma competição cada vez mais sem interesse, a jornada de ontem mostrou precisamente o contrário. Em Alvalade, no Restelo e em Vila do Conde a emoção esteve ao rubro. Quem pagou bilhete não saiu a chorar. Vamos pro partes.
- Em Alvalade, o Sporting não só ganhou o jogo como conseguiu purgar Sá Pinto. Não sei o que foi mais importante.
- No Restelo, Pinto da Costa mostrou os dentes a Jesualdo Ferreira e Beto mais uma vez foi herói nos penáltis. Quando tal acontecia, entravam no Youtube escutas "ao vivo" ao Apito Dourado...
- Em Vila do Conde, Carlos Brito mostrou mais uma vez a excelência do seu trabalho. A sua equipa esteve sempre em vantagem embora em alguns momentos do jogo pudesse ter comprometido. O Vitória não foi capaz de assumir a sua superioridade na totalidade da partida e tal foi-lhe falta. Mais Mora, o intrátavel três M's da baliza rioavista.

Enfim, houve Taça. Houve espectáculo. Houve futebol.

O que é que querem mais?

Segunda-feira, Janeiro 18, 2010

MODERNIDADE

A malta do site do Vitória continua a dar cartas na promoção dos jogos equipa da cidade do rei fundador.

NÃO HÁ RESPEITO, MAITÊ


CLIQUE PARA AUMENTAR E PARA VER A PERSPECTIVA DOS BRASILEIROS SOBRE A FASE FINAL DO MUNDIAL.

Domingo, Janeiro 17, 2010

VIDA DIFÍCIL

Com o FC Porto a 12 pontos de Sp. Braga e Benfica, restou a Pinto da Costa dar o dito por não dito e contratar Ruben Micael. Desde logo garantiu uma baixa no próximo adversário do FC Porto. O resto logo se verá.

Sexta-feira, Janeiro 15, 2010

FUTEBOL DE MESA


Podem ouvir o pontapé de saída, aqui:
http://radio.nfm.pt/

Terça-feira, Janeiro 12, 2010

MAIS UM TIRO NO PÉ

Mais uma vez Vítor Pereira entornou o caldo.
Há um ano afirmou que não podia recorrer ao mercado de Inverno para melhorar a arbitragem.
Ontem, apareceu a afirmar que não pode garantir a imparcialidade dos seus comandados.
Ora, o presidente da Comissão de Arbitragem da Liga tem um problema que afecta muitos portugueses: usa as palavras de forma avulsa, sem saber o seu significado.
Se Pereira não pode garantir a imparcialidade do sector que dirige, só tem um caminho: demitir-se.
Mas isso ele não vai fazer.
Depois de mais um voto de desconfiança e de um atestado de incompetência aos árbitros e árbitros assistentes que dirige, Vítor Pereira prepara-se para mais um salto para a frente, preparando a sua reeleição. Porque os árbitros não votam e a posição que tomou é politicamente correcta.
Carlos Esteves, presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, e Luís Guilherme, presidente da APAF, já saíram a terreiro lançando aos árbitro um repto para responderem a Vítor Pereira, a quem não poupam, naturais, críticas.
Mas vão ver que mais uma vez depois de semear o caos o líder da CA da Liga vai conseguir escapar entre as gotas da chuva que gerou.
O próprio Hermínio Loureiro saiu da toca para denunciar a quebra de um elo ético a propósito das críticas de Esteves. Não sei é se falou na qualidade de presidente da Liga ou de vice-presidente da FPF. Ou nas duas.

PC, A BOLA E VÍTOR SERPA

Domingo, Janeiro 10, 2010

PEDROTO TAMBÉM TREINOU O TIRSENSE?


Um nosso leitor garante que sim:
"Creio que toda a gente desconhece que Pedroto treinou pela primeira vez o F.C.Tirsense. Dai saiu para o Leixoes. No seu curriculum isso nao aparece, mas foi uma realidade. Vi-o treinar no velhinho Abel Alves Figueiredo e mais tarde fui seu amigo. Nunca se falou nisto o que me deixa triste, pois esta é a realidade."

PELA VERDADE DESPORTIVA



Fui talvez um dos primeiros a ser convidado para assinar a petição do Rui Santos mas desde logo me pus de fora. Não posso subscrever uma ideia de que discordo. Acompanhei depois o processo que passou agora uma por audiência na Assembleia da república. "Pela Verdade Desportiva" é um grande projecto e uma grande ideia de um homem só. O que desde logo se assume como algo de notável. Outros a podiam ter empreendido mas a verdade é que ninguém conseguiu vencer a (habitual) inércia. O Rui conseguiu. Contra muitos e contra bastantes.

Sexta-feira, Janeiro 08, 2010

PEDROTO AINDA

As memórias do meu pai, Joaquim Queirós, sobre JM Pedroto:

Vários jornais, no dia de hoje, publicaram extensas prosas sobre a vida do treinador José Maria Pedroto, quando da passagem do 25º ano da sua morte. Associamo-nos à efeméride e lamentamos a perda de um nome grande do futebol português e de um amigo. Mas algo ficou por contar, talvez pela juventude de alguns dos que falaram sobre o "Zé do Boné", que não tiveram oportunidade de privar com o mesmo, mas já é de lamentar que a história da sua carreira não tenha sido bem contada. Também já nos falta o Manuel Dias para saber falar de tudo.
Ora o Pedroto que começou a sua carreira nos juniores do Leixões, quando ainda residia em Pedras Rubras e frequentava a relojoaria do saudoso Albano Basto, dirigente, anos a fio, do Leixões, cedo começou a dar nas vistas e quando do serviço militar foi para Tavira e jogou em Vilas Real de Santo António. Naturalmente, deu nas vistas. E o Belenenses arregalou os olhos, servindo-se do meio em que se movimentava da alta política e do sócio Américo Tomaz, Pedroto foi transferido ao abrigo duma Lei Militar (nesse tempo ainda não se falava em apito dourado). E Leixões nada conseguiu dizer. Caladinho porque o respeito e o Estado Novo mandavam assim.
Passado algum tempo, para espanto de todos, Pedroto é transferido para o FC Porto, salvo erro por 300 contos (então a maior transferência no futebol Português) e o Leixões nem sequer teve direito a...30o escudos!
E começa então a ascensão do futebolista até vir a ser treinador, também se a memória não me atraiçoa estreando-se na Académica. Depois seguiu-se o Leixões e acontecer-lhe-ia a única "chicotada psicológica" da sua grande e gloriosa carreira.
O Leixões tinha perdido em Torres Vedras por 4-0 e ficou com os pés mergulhados na descida de divisão. A Direcção presidida por Francisco Mil Homens decidiu despedir Pedroto. E fomos nós que tivemos de o fazer, na qualidade de secretário geral do clube. Não esqueceremos, jamais, as escadas da sede em Roberto Ivens, por cima da garagem S. Salvador, quando lhe demos conhecimento. Custou-lhe, naturalmente, a a aceitar. Até chorou, dizendo-nos: "não me façam isso" . E o Leixões tinha de o indemnizar, mas não tinha dinheiro, o que motivaria, mais tarde, uma acção judicial, em que até as chuteiras dos jogadores foram penhoradas.
Tivemos, então, de contratar um novo treinador, sendo incumbidos da dificil missão nós e o outro dirigente que era o saudoso Mário Maia. Este sabia muito de andebol, portanto, como ós já andávamos pelos jornais, responsabilizou-me pela tarefa. Conheciamos um nosso amigo jornalista, já falecido, casado com uma senhora espanhola, das Canárias, que tinha relações de amizade com uma família canarinha em que havia um treinador. Chamava-se Ruperto Garcia e havia treinado a selecção da Venenzuela.
O senhor veio a Matosinhos e tudo foi tratado a alta velocidade. Um homem sério que até prescindia dos prémios para os distribuir pelos jogadores. De treinador percebia pouco e os seus métodos eram até discutidos pelos jogadores. Mas a verdade é que logo na primeira saída o Leixões foi ao Seixal e venceu por 3-0. E daí para a frente os resultados foram aparecendo e o Leixões não desceu de divisão.
Ruperto Garcia foi-se embora no final da época, mas decidiu escrever uma autobigrafia, na qual escreveu: "em tantos de tal, fui treinar o Leixões, substituindo José Maria Pedroto e salvei o clube de descer de divisão". E foi verdade.
Mais tarde, já quando Pedroto era o treinador glorioso e nós havíamos feito as pazes com ele, já jornalista, nas madrugadas debaixo da pala do Café Orfeu, na Julio Diniz, quando a discussão era grande com o Nuno Brás, PInto de Sousa, Manuel Dias, Serafim Ferreira, Frederico Mendes, ós quando queriamos ver o Pedroto "saír dos carris", atirávamos: "olhe que eu vou buscar o livro do Ruperto Garcia". E entornava o caldo.
Recordamos a sua passagem pelo Leixões internacional (jogos com o Celtic) e quando Pedroto decidiu ir buscar o seu colega de equipa Carlos Duarte para jogar no Leixões. Nas zangas dele com Auricélio Matos por causa da preparação. Na exigência que ele fez ao clube na contratação do espanhol Cambre, que jogava no Arosa, dizendo que era dos melhores jogadores que vira. Fez o Leixõe sum esforço danado e foi quase "raptar" o "El Cordobez" a Espanha. O rapaz veio, mal teve tempo de conhecer Matosinhos, embarcou para Escócia, apanhou pancadaria dos escoceses (perdemos por 3-0), regressamos a Matosinhos e o Cambre nunca mais jogou...


Fizemos depois um percurso de amizade e de admiração. Seguimos a sua terrivel doença e não esquecemos o abraço que lhe demos numa tarde de sábado, nas Antes, depois de um dos seus regressos de Londres, onde se tratava.


Ficam aqui estes apontamos para ajudar à história. Para ficar mais completa.

Também aqui:
http://essadequeiroz.blogspot.com/

"Não é com palhaçadas que se defende a verdade desportiva" - JN

"Não é com palhaçadas que se defende a verdade desportiva" - JN

Quinta-feira, Janeiro 07, 2010

O MESTRE


Continua por escrever toda a história de José Maria Pedroto - uma história que também tem a sua face oculta.. - 25 anos depois da sua morte. Pela primeira vez, o FC Porto honra a memória do Mestre, o verdadeiro mestre da táctica, juntando os seus amigos no Estádio do Dragão. Foi bonito. Pedroto era único. Ainda o conheci e dele tive sempre disponibilidade e simpatia. Deu para perceber o seu carisma. Dá para perceber também a saudade que deixou em todos aqueles com quem trabalhou. E foram muitos, numa longa carreira como treinador e jogador mas numa curta passagem pela vida, interrompida aos 57 anos. Pedroto não era um santo mas tornou-se um deus num panteão onde muitos a ele sobem para ainda mais depressa serem apeados. Pedroto lá ficará muito tempo. Foi ele, no fundo, o homem que ajudou o FC Porto a transformar-se numa máquina ganhadora. O 25 de Abril azul e branco teve só um capitão. Chamava-se José Maria de Carvalho Pedroto, nascido numa freguesia de Lamego cujo nome de origem árabe quer dizer "cemitério de mouros".

PS - Lamentável o aproveitamento "imediático" feito por Pinto da Costa durante o seu discurso pretensamente de homenagem ao Mestre. Não havia necessidade. O FC Porto há muito tempo que está para além desse complexo de inferioridade. Alguém tem de dizer isto ao presidente.

Segunda-feira, Janeiro 04, 2010

GRANDE ARTISTA

O primo do Quim Barreiros, ao que se sabe o árbitro português mais quotado na UEFA e na FIFA, conseguiu transformar a transmissão de um jogo de futebol num programa humorístico, tendo os comentadores da Sport-TV ajudado também à festa. Um golo mal anulado ao Nacional, uma grande penalidade perdoada ao Benfica e o respectivo cartão vermelho para David Luís, um cartão vermelho perdoado a Luisão... Eu sei que estes jogos da Taça da Liga são folclore mas Olegário não precisa de puxar do acordeão quando os vai apitar. O árbitro de Leiria teve uma das noites mais desastradas da sua carreira. Não estava bem e não devia ter saído da cabina.

POIS É...

O que aconteceu no túnel da Luz não foi mais nem menos do que o que acontece noutros túneis de estádios portugueses. Por exemplo, no Dragão, no Bessa, em Guimarães, em Braga... Não acredito que Hulk, Sapunaru, Helton, Fucile e Rodriguez tenham agredido os chamados "stewards" só porque lhes deu na real gana. Todos sabemos que estes senhores de coletes não são mais que capangas com ar oficial. E quando digo isto não falo só do que se passa no Benfica. No Porto é igual. Muitos desses ditos "stewards" vivem sobretudo no mundo da noite e aparecem nos jogos chamados pelos amigos. Sei que generalizar é complicado mas a verdade é que não há qualquer tipo de controlo neste tipo de segurança ou, se quiserem, de insegurança. É a lei da selva. No fundo, interessa quando não somos nós a sofrer. Quando acontece o contrário...cai o Carmo e a Trindade.
PS - Gostei do timing da notícia de A BOLA sobre mais três possíveis castigos, um dia depois da grande entrevista de Luís Filipe Vieira àquele jornal, na qual surge na primeira página com uma águia de ouro que por momentos me pareceu uma coruja...

Quinta-feira, Dezembro 31, 2009

TIAGO CRAVEIRO


A fechar o ano, os jornais da especialidade elegeram figuras e promoveram balanços. O Record destacou Luís Figo, A Bola elevou Jorge Mendes ao panteão dos imortais e O Jogo aparentemente deu relevo a uma figura de menor importância: o actual secretário-geral da Liga, o jovem Tiago Craveiro. Aqui no BnA há muito tempo foi dito que o sucessor de Hermínio Loureiro estava dentro da Liga e esta semana pelo menos dois jornais falaram no nome de Craveiro como possível sucessor de Hermínio. Pois bem, TC vem desmentir que assim seja e reafirma a sua lealdade a Hermínio Loureiro, numa entrevista sem complexos, bem conduzida e bem ripostada. No fundo, estavam frente a frente dois belos jornalistas e digo belos mas não comecem já a duvidar das minhas preferências sexuais pois não era por aí que queria ir.
Depois de considerar "absurdo" - mas não impossível, digo eu... - ser apontado como sucessor de Hermínio Loureiro, TC diz isto que considero ser o mais importante da sua entrevista:
A Liga terá sempre duas componentes. Vai ter uma componente política, definir caminhos, estratégias, chamar os clubes ao processo, se calhar até repensar o peso eleitoral que os clubes têm - se é democrático dar mais votos à I Liga do que à II Liga, nessa questão específica da escolha de quem vai dirigir os destinos do organismo - e vai ter a outra, a equipa profissional, o departamento de tecnologia, o novo departamento de gestão documental e arquivo central, que há-de transformar-se numa unidade de negócio, o departamento de planeamento e operações, com toda a sua melhoria interna, um departamento comercial a sério e instalado no mercado, etc. Esta segunda componente é a minha praia. É o lado de que gosto.
Chegou a hora de os clubes perceberem que a Liga não é um interface mas sim uma estrutura profissional. Com pessoas com a qualidade e a capacidade de trabalho de TC, este será um caminho possível. A não ser que os patrões deste futebol falido entendam que é mais importante continuar a contar espingardas mas creio que até eles já perceberam que dá um certo jeito abrigarem-se numa superestrutura credível.
Penso eu de que.
ps - para os habituais comentadores, antecipo-me desde já a prováveis especulações: o Tiago é portista. E depois?

Terça-feira, Dezembro 29, 2009

PETRÓLEO E MARFIM



Muitos se têm espantado com o facto de Benfica e Sporting estarem a reforçar as suas equipas, usando uma espécie de saco sem fundo. No caso dos encarnados, a capacidade para contratar mais jogadores sem vender é resultado do valor da marca Benfica e também da credibilidade que a instituição tem junto da banca, em especial o seu presidente. No caso do Sporting, mais uma vez o clube está a antecipar receitas, numa espécie de fuga para a frente que se não resultar pode ser calamitosa para quem vier a seguir a Bettencourt (alguns já saíram do barco). E o FC Porto? Pois bem, enquanto os outros usam um poço de petróleo aparentemente sem fundo (mas com fundos), o clube azul e branco continua a trabalhar para o marfim. Pinto da Costa já disse que a equipa não precisa de reforços mas também já disse isso noutros natais e depois foi o que se viu. Acho que o presidente do FC Porto não vai ficar mais uma vez de mãos atadas. Pode ter muitos fétiches mas este não é certamente um deles.




Segunda-feira, Dezembro 28, 2009

LARGOS DIAS TÊM 72 ANOS...


Hoje, dia dos Santos Inocentes * , Pinto da Costa completa 72 anos. Portuense de gema - nascida na vetusta rua de Cedofeita -, Jorge Nuno, filho de Alexandrino e de Maria Elise, membro de uma vasta prole, na qual também se destaca o médico-legal José Pinto da Costa, continua a ter a expressão de menino rabino. Há muitos anos que se vem dizendo que o presidente portista já ultrapassou o seu prazo de validade e muitos têm sido os exercícios futuristas. A verdade é que o líder e criador dos dragões continua firme e hirto. O processo que todos conhecem fez-lhe alguma mossa mas não foi suficiente para o derrubar do panteão desportivo, onde reina no posto mais alto, uma espécie de Amon a quem todos gostam de dizer amén. Podem dizer que está xexé e que é hoje apenas o rosto da SAD do FC Porto. Não acreditem. Pelo pouco que conheço de JNPC, aquele computador que ele tem na cabeça continua a trabalhar bem. O que o diferencia dos outros não é, porém, o hardware. O que o notabiliza como ser singular, na condição de dirigente desportivo, é a capacidade para trabalhar com qualquer software. JNPC não se deixa programar - ele é sempre o programador. E 2010 trará certamente mais algumas surpresas. PC já disse que o país vai ficar estupefacto com as suas revelações. Quase adivinho porquê. Um passarinho disse-me que alguém vai virar o bico ao prego, contando finalmente quem é que lhe patrocinou toda uma saga. Penso eu de que.
* Como sabem, em Espanha é o equivalente ao nosso 1 de Abril, dia das mentiras

Quarta-feira, Dezembro 23, 2009

BOAS FESTAS


Domingo, Dezembro 20, 2009

CATEGÓRICO

Benfica melhor em todos os campos.
Na escolha do onze.
Nas exibições individuais.
Na gestão do esforço e do jogo.
Nas segundas bolas.
No comprimento e na largura do jogo.
Nas mudanças efectuadas.
Na disciplina táctica.
Na capacidade técnica.
No controlo nervoso.

Enfim, uma vitória categórica.
Só o árbitro empatou, deixando um penálti por marcar para cada equipa em momentos cruciais do jogo.


ESCÂNDALO

O caso dos telefonemas e dos SMS para os árbitros que apitaram esta época jogos do Benfica, contendo ameaças à respectiva integridade física, vai dar ainda muito que falar. Se estiverem atentos ao jornal do clube encarnado, irão reparar que a arbitragem é um tema recorrente, com diversas chamadas de 1.ª página com críticas aos apitadores dos jogos encarnados. Não estou a dizer que 1+1 são 2, estou apenas sublinhar dois factos. Há que ter em conta que esta chuva de ameaças pode ter origem em alguém ou num grupo que actua por conta própria. Compete à policia averiguar o que está por trás desta campanha intimidatória e que já tem condicionado as nomeações dos árbitros. Por muitos menos - coacção sobre equipas de arbitragem - já foi o Boavista penalizado com a descida aos infernos. Chegou a hora, portanto, de pôr tudo em pratos limpos. Ainda não somos a Sicília!

Sexta-feira, Dezembro 18, 2009

CENAS DE UM JULGAMENTO


Carolina Salgado e Leonor Pinhão à porta da "5.ª vara" do Tribunal de S. João Novo, ou seja, do café do sr. Avelino. Pinto da Costa acabara de partir a bordo do seu carro em grande galhofa, depois de ter inventado um neologismo começado por "f" quando Carolina passava a mão pelo cabelo de Pinhão à porta do tribunal de S. João Novo, onde, um pouco antes, a antiga jornalista e hoje cronista de A BOLA disse que apenas dactilografou parte do polémico livro "Eu, Carolina", uma das peças do megaprocesso que senta Pinto da Costa no mesmo banco dos réus da ex-companheira de estrada (e não só). Mais cenas no próximo dia 8 de Janeiro.

Ah, o senhor com barrete russo, ao lado das meninas, é Armando Paraty, antigo árbitro de futebol e habitué na plateia do julgamento. Quanto aos meus colegas da fotografia, parece que continuam a arriscar bastante ao plantarem-se no meio da velha calçada da ladeira de S. João Novo...

Quinta-feira, Dezembro 17, 2009

OS AMIGOS DE HERMÍNIO

Hermínio Loureiro tem 1.557 amigos no Facebook. Cá está a prova de que nunca devemos desanimar. Quando foi para a Liga, Hermínio perdeu centenas de amigos e ganhou milhares de inimigos. Chegou a hora da merecida retoma.
Os gunas que fiquem com o futebol que querem!

Quarta-feira, Dezembro 16, 2009

E POR FALAR EM ANTOLOGIA

ANTOLÓGICO

Segunda-feira, Dezembro 14, 2009

CARLOS DANIEL NA TERTÚLIA


Sábado, Dezembro 12, 2009

APITO FINAL

A ignorância o sectarismo são, de factos, dois problemas sérios. Uma patologia crónica em algumas redacções. Compreendo essa malta: também eu tenho de comprar leite para a minha criancinha!
O JOGO de hoje, sobretudo na sua edição Norte, que curiosamente nem é a que surge na Internet, faz um estardalhaço com o que considera o FIM do Apito Dourado no que concerne ao FC Porto e a Pinto da Costa.
Há aqui claramente um erro de perspectiva.
Já se sabia o que ia acontecer ao processo do envelope e também o que tinha acontecido com o processo da fruta (este só chegou à instrução). Esta decisão da Relação está longe de ser uma surpresa.
Sem querer assumir o papel de juiz, penso que ficou claro o que aconteceu. JP era mesmo Joaquim Pinheiro. A fruta era um sonorífero. E Augusto Duarte foi a casa do presidente para desviar o pai dos maus caminhos.
O que é preciso não esquecer é que o Apito Dourado esteve longe de ser um processo de consequências pífias.
No caso particular do presidente do FC Porto, valeu-lhe uma pesada multa e uma suspensão que está no seu cadastro.
No caso concreto do FC Porto, a perda de 6 pontos por tentativa de corrupção e um processo complicadíssimo na UEFA, onde esteve em sérios riscos de ser excluído da Champions.
Vá lá, Platini já percebeu que o FC Porto não é batoteiro. Não sei quem lhe meteu esta ideia na cabeça. Ou será que também ele foi influenciado por essa seita de jornalistas "comprados" pelo tal clube de Lisboa? Essa ralé infecta que tem sonhos eróticos com a Carolina e que só descansará quando o FC Porto estiver nos distritais...
Como eu percebo esta indignação!
Sobretudo quando vem do homem da fruta... E de outros, ditos colegas. Os mesmos que durante a fase quente do processo começaram a assobiar para o ar ou tiveram consultas no dentista na hora de pegar no caso. Ou que só o amplificaram quando, de facto, este começou a dar cambalhotas nos meandros da justiça.
Sei perfeitamente como custa estar bem com quem está lá em cima. Os benefícios são, porém, muito superiores aos custos.
O mais difícil é sempre mantermo-nos à margem do sistema. É o assumir de uma marginalidade perigosa mas que, porém, nos consola.
Na parte que me toca, o que deixei de ganhar e o que perdi não é mais nem menos que o saldo da minha conta bancária e o eventual peso da minha consciência.

PS - Não queria deixar afirmar também que a Imprensa do regime de certa forma compensou a Imprensa que aproveitou o caso para agradar DESCARADAMENTE ao clube (Benfica) que vende mais papel. Porque se uns foram grosseiros no seu sectarismo, outros foram delgados na sua independência. Mas, lá está, "manda quem pode, obedece quem tem juízo..."

ÀS VEZES SOU NOTÍCIA

http://www.arbifute.com/2009/12/pontape-de-canto-7-eugenio-queiros.html

Sexta-feira, Dezembro 11, 2009

ONLY QUANTAS?

Com aquele carinha de santo, o Obama do golfe revela-se agora um playboy refinado. É no que dá andar sempre com o taco na mão. Um verdadeiro tiger também fora dos greens.

Quarta-feira, Dezembro 09, 2009

PAULO COSTA


Paulo Costa despediu-se sábado da arbitragem internacional apitando o jogo mais importante da 12.ª jornada do campeonato da Tunísia, entre o Esperánce e o Club African, que terminou empatado a uma bola.
O árbitro do Porto irá continuar a apitar nos nossos estádios e só pousará o apito no final da época mas começa já a perceber que chegou a hora do adeus.
Para quem é também freguês fiel deste blogue, o paradigma vai mudar.
Mas a arbitragem continuará certamente a ser o seu grande "vicío" e a sua grande paixão.
O futebol português só terá a ganhar se assim for.


PORQUE SERÁ QUE NINGUÉM FALA NISTO AQUI NA SANTA TERRINHA?



O imbróglio jurídico envolvendo a Portuguesa e o Guarani na Série B pode acabar custando a vaga do Brasil na Copa do Mundo de 2010 - pelo menos, é o que se cogita em Portugal. De acordo com o jornalista Rui Santos, da rede de TV portuguesa SIC, a Fifa poderia excluir a seleção de Dunga da competição caso não sejam atendidas suas determinações no caso do atacante Bruno Cazarine.

Cazarine atuou pelo Guarani na Série B, após ter disputado o Campeonato Catarinense pela Chapecoense e ter atuado pelo Gyengnam, da Coreia do Sul, entre junho e agosto. No entanto, segundo lembraram os portugueses, o Estatuto de Transferência de Jogadores da Fifa prega que "os jogadores podem estar inscritos no máximo em três clubes na mesma temporada, mas durante esse período, o jogador somente poderá atuar em jogos oficiais por dois clubes".

Defensores uma punição ao clube campineiro, os portugueses apontaram o caso como "uma bomba nas mãos" da CBF. Se a entidade não cumprir a exigência de uma sanção possivelmente exigida pela Fifa ao Guarani, poderia ser punida - neste caso, com a "exclusão de uma competição" futura, segundo o Código Disciplinar da Fifa. "Algo tem de acontecer nos próximos dias", pediu o jornalista português.

A CBF já admitiu sua falha no caso, mas não se pronunciou oficialmente a respeito de uma punição ao Guarani. Na Copa do Mundo de 2010, o Brasil está no mesmo grupo de Coreia do Norte, Costa do Marfim e Portugal.

COISAS QUE ACONTECEM

Ups, a Marca também se esqueceu do FC Porto!

Segunda-feira, Novembro 30, 2009

SE O RIDÍCULO MATASSE...


Parece que ainda ninguém percebeu a lógica dos processos sumaríssimos. As decisões do árbitro e as observações validadas pelo mesmo são soberanas. Ora, como as imagens que surpreendentemente caíram no domínio público, relativas ao que aconteceu no fole do Axa no intervalo do Sp. Braga-Benfica, apenas reforçam a ideia de que o jogador bracarense Ney agrediu Cardozo e não foi punido nem pelo árbitro nem por ninguém, sento-me na minha perplexidade perante as vozes que insinuam que Jorge Sousa falsificou o relatório do árbitro. Vindo de quem vem, ou seja: daquele que foi advogado de Jacinto Paixão no processo Apito Dourado, o benfiquista Pragal Colaço, só dá mesmo vontade de rir.

Domingo, Novembro 29, 2009

O DÉRBI

O resultado final espelha a ambição das equipas e sobretudo o respeito mútuo.
É um mau resultado para as duas equipas.
Para o Sporting porque o mantém a onze pontos do velho rival e porque pode ficar a 13 do Sp. Braga e 8 do FC Porto. Somem-se as diferenças e aí temos um número enorme: 32.
É certo. As duas equipas podiam ter marcado e quem marcasse ganhava o jogo.
Deu para sentir mais uma vez que aquele fulgor do Benfica está mais pálido.
Deu para perceber também que o Sporting está a mudar, no que é paradigmática a aposta em Adrien.
Mas para os leões o tempo e a desvantagem são um peso extraordinário que terá de carregar na segunda piscina do campeonato.
Para o Benfica ficam, como disse atrás, os sinais de esmorecimento. Nos últimos 4 jogos, a equipa de Jorge Jesus marcou apenas um golo. É pouco.
Falta apenas referir que Pedro Proença fez um trabalho impecável sobretudo no capítulo disciplinar, mostrando que é um árbitro de top.

Sábado, Novembro 28, 2009

PENSO EU DE QUE



«O FC Porto está a mais no país que temos», disse hoje Pinto da Costa em Amarante. Não sei se fez esta declaração sobre a célebre ponte onde há 200 anos os franceses esbarraram. O que sei é que, afinal, Vítor Serpa tinha razão. O Benfica é mesmo a única portuguesa com estatuto europeu...

A PRIMEIRA CARTILHA


Com textos de Pedro Vasco e desenhos de Ricardo Galvão, aí está nas bancas a primeira cartilha do benfiquista. Neste caso até se pode dizer primário.

Quinta-feira, Novembro 26, 2009

O DIA EM QUE FIQUEI A SALIVAR

UM MELRO NUNCA DEIXA DE CANTAR

Foto LUÍS VIEIRA
Rodeado pelo "Dream Team" da RDP/Porto, Carlos Júlio Lopes está a viver os seus últimos dias como cabouqueiro a tempo inteiro de corpo inteiro na melhor equipa desportiva da nossa rádio. O "Melro" reforma-se esta semana e deixará de estar no ar. Mas irá continuar a cantar entre nós, embora a partir de agora seja mais difícil ter a sua (boa) companhia na ordem do dia. Uma voz peculiar, um estilo quase poético, uma simpatia transbordante e um saber de experiência feito - com estas cores se pode pintar este Melro "new age". Provavelmente irá reformar-se o mais jovem de todos nós.
Curte a vida, Cajó. Mas em onda média. Apesar de ainda vestires de cabedal, sabes bem que não podes continuar a acelerar nas curvas...