Penálti contra o FC Porto e expulsão de um jogador azul e branco.
O árbitro não marca.
Simulação de Álvaro Pereira na área do Nacional.
O árbitro marca e expulsa um jogador madeirenses.
O resto da história foi sintetizado pelos cronistas do regime como "exibição de luxo do FC Porto".
Concordo plenamente.
domingo, janeiro 31, 2010
sábado, janeiro 30, 2010
JERÓNIMOS COM CARAMELO
quarta-feira, janeiro 27, 2010
MANUEL MACHADO
sábado, janeiro 23, 2010
sexta-feira, janeiro 22, 2010
À ESCUTA
Ora bem, a pedido de várias famílias que pensam que a minha vida se resume ao folclore do futebol, cá vai...
As escutas que caíram no Youtube, carregadas num centro comercial de Lisboa, através da rede de wirless, não surpreendem quem acompanhou o processo Apito Dourado, como penso ter sido o meu caso. O realmente deixou ESTUPEFACTO o país foi a possibilidade de as seguir de viva voz. É um registo impressivo, com uma linguagem codificada que penso ser fácil de descodificar.
A verdade é que Pinto da Costa, e o FC Porto por tabela, só foi penalizado pela justiça desportiva. Os processos "a sério" começaram por morrer no MP do Porto, foram reabertos por Maria José Morgada e depois uns morreram na instrução e um deles numa sala de audiências (o caso do envelope).
Não vou discutir se os tribunais fizeram ou não um bom trabalho. Está feito.
Esta "jogada" cheira realmente a esturro. Não é mais que o aproveitamento de uma situação. O impacto foi violento. O protagonista das cenas mais uma vez atirou os foguetes e apanhou com as canas na cabeça. Do outro lado, está visto, ninguém quer desarmar.
A guerra é total.
Vale tudo.
O aproveitamento, por ambas as partes, dos canais abertos na Comunicação Social.
O atropelamento de qualquer comportamento ético.
É fácil perceber como é que as gravações das transcrições foram para à net. Mas continua a ser muito difícil de provar. Ora aí está: acontece aqui o que aconteceu com os processos em si.
Lamentavelmente, o descrédito do futebol é agora total. E dos seus protagonistas. Os ânimos dos adeptos, esses, estão exarcebados. Ou me engano muito ou quem vai pagar esta factura será apenas alguém que nada tem a ver com este filme.
O mundo está perigoso com tanto graveto a rolar.
As escutas que caíram no Youtube, carregadas num centro comercial de Lisboa, através da rede de wirless, não surpreendem quem acompanhou o processo Apito Dourado, como penso ter sido o meu caso. O realmente deixou ESTUPEFACTO o país foi a possibilidade de as seguir de viva voz. É um registo impressivo, com uma linguagem codificada que penso ser fácil de descodificar.
A verdade é que Pinto da Costa, e o FC Porto por tabela, só foi penalizado pela justiça desportiva. Os processos "a sério" começaram por morrer no MP do Porto, foram reabertos por Maria José Morgada e depois uns morreram na instrução e um deles numa sala de audiências (o caso do envelope).
Não vou discutir se os tribunais fizeram ou não um bom trabalho. Está feito.
Esta "jogada" cheira realmente a esturro. Não é mais que o aproveitamento de uma situação. O impacto foi violento. O protagonista das cenas mais uma vez atirou os foguetes e apanhou com as canas na cabeça. Do outro lado, está visto, ninguém quer desarmar.
A guerra é total.
Vale tudo.
O aproveitamento, por ambas as partes, dos canais abertos na Comunicação Social.
O atropelamento de qualquer comportamento ético.
É fácil perceber como é que as gravações das transcrições foram para à net. Mas continua a ser muito difícil de provar. Ora aí está: acontece aqui o que aconteceu com os processos em si.
Lamentavelmente, o descrédito do futebol é agora total. E dos seus protagonistas. Os ânimos dos adeptos, esses, estão exarcebados. Ou me engano muito ou quem vai pagar esta factura será apenas alguém que nada tem a ver com este filme.
O mundo está perigoso com tanto graveto a rolar.
quinta-feira, janeiro 21, 2010
A FRUTEIRA
Para aqueles que dizem que a Taça de Portugal é uma competição cada vez mais sem interesse, a jornada de ontem mostrou precisamente o contrário. Em Alvalade, no Restelo e em Vila do Conde a emoção esteve ao rubro. Quem pagou bilhete não saiu a chorar. Vamos pro partes.
- Em Alvalade, o Sporting não só ganhou o jogo como conseguiu purgar Sá Pinto. Não sei o que foi mais importante.
- No Restelo, Pinto da Costa mostrou os dentes a Jesualdo Ferreira e Beto mais uma vez foi herói nos penáltis. Quando tal acontecia, entravam no Youtube escutas "ao vivo" ao Apito Dourado...
- Em Vila do Conde, Carlos Brito mostrou mais uma vez a excelência do seu trabalho. A sua equipa esteve sempre em vantagem embora em alguns momentos do jogo pudesse ter comprometido. O Vitória não foi capaz de assumir a sua superioridade na totalidade da partida e tal foi-lhe falta. Mais Mora, o intrátavel três M's da baliza rioavista.
Enfim, houve Taça. Houve espectáculo. Houve futebol.
O que é que querem mais?
- Em Alvalade, o Sporting não só ganhou o jogo como conseguiu purgar Sá Pinto. Não sei o que foi mais importante.
- No Restelo, Pinto da Costa mostrou os dentes a Jesualdo Ferreira e Beto mais uma vez foi herói nos penáltis. Quando tal acontecia, entravam no Youtube escutas "ao vivo" ao Apito Dourado...
- Em Vila do Conde, Carlos Brito mostrou mais uma vez a excelência do seu trabalho. A sua equipa esteve sempre em vantagem embora em alguns momentos do jogo pudesse ter comprometido. O Vitória não foi capaz de assumir a sua superioridade na totalidade da partida e tal foi-lhe falta. Mais Mora, o intrátavel três M's da baliza rioavista.
Enfim, houve Taça. Houve espectáculo. Houve futebol.
O que é que querem mais?
segunda-feira, janeiro 18, 2010
MODERNIDADE
domingo, janeiro 17, 2010
VIDA DIFÍCIL
Com o FC Porto a 12 pontos de Sp. Braga e Benfica, restou a Pinto da Costa dar o dito por não dito e contratar Ruben Micael. Desde logo garantiu uma baixa no próximo adversário do FC Porto. O resto logo se verá.
sexta-feira, janeiro 15, 2010
terça-feira, janeiro 12, 2010
MAIS UM TIRO NO PÉ
Mais uma vez Vítor Pereira entornou o caldo.
Há um ano afirmou que não podia recorrer ao mercado de Inverno para melhorar a arbitragem.
Ontem, apareceu a afirmar que não pode garantir a imparcialidade dos seus comandados.
Ora, o presidente da Comissão de Arbitragem da Liga tem um problema que afecta muitos portugueses: usa as palavras de forma avulsa, sem saber o seu significado.
Se Pereira não pode garantir a imparcialidade do sector que dirige, só tem um caminho: demitir-se.
Mas isso ele não vai fazer.
Depois de mais um voto de desconfiança e de um atestado de incompetência aos árbitros e árbitros assistentes que dirige, Vítor Pereira prepara-se para mais um salto para a frente, preparando a sua reeleição. Porque os árbitros não votam e a posição que tomou é politicamente correcta.
Carlos Esteves, presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, e Luís Guilherme, presidente da APAF, já saíram a terreiro lançando aos árbitro um repto para responderem a Vítor Pereira, a quem não poupam, naturais, críticas.
Mas vão ver que mais uma vez depois de semear o caos o líder da CA da Liga vai conseguir escapar entre as gotas da chuva que gerou.
O próprio Hermínio Loureiro saiu da toca para denunciar a quebra de um elo ético a propósito das críticas de Esteves. Não sei é se falou na qualidade de presidente da Liga ou de vice-presidente da FPF. Ou nas duas.
Há um ano afirmou que não podia recorrer ao mercado de Inverno para melhorar a arbitragem.
Ontem, apareceu a afirmar que não pode garantir a imparcialidade dos seus comandados.
Ora, o presidente da Comissão de Arbitragem da Liga tem um problema que afecta muitos portugueses: usa as palavras de forma avulsa, sem saber o seu significado.
Se Pereira não pode garantir a imparcialidade do sector que dirige, só tem um caminho: demitir-se.
Mas isso ele não vai fazer.
Depois de mais um voto de desconfiança e de um atestado de incompetência aos árbitros e árbitros assistentes que dirige, Vítor Pereira prepara-se para mais um salto para a frente, preparando a sua reeleição. Porque os árbitros não votam e a posição que tomou é politicamente correcta.
Carlos Esteves, presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, e Luís Guilherme, presidente da APAF, já saíram a terreiro lançando aos árbitro um repto para responderem a Vítor Pereira, a quem não poupam, naturais, críticas.
Mas vão ver que mais uma vez depois de semear o caos o líder da CA da Liga vai conseguir escapar entre as gotas da chuva que gerou.
O próprio Hermínio Loureiro saiu da toca para denunciar a quebra de um elo ético a propósito das críticas de Esteves. Não sei é se falou na qualidade de presidente da Liga ou de vice-presidente da FPF. Ou nas duas.
domingo, janeiro 10, 2010
PEDROTO TAMBÉM TREINOU O TIRSENSE?

Um nosso leitor garante que sim:
"Creio que toda a gente desconhece que Pedroto treinou pela primeira vez o F.C.Tirsense. Dai saiu para o Leixoes. No seu curriculum isso nao aparece, mas foi uma realidade. Vi-o treinar no velhinho Abel Alves Figueiredo e mais tarde fui seu amigo. Nunca se falou nisto o que me deixa triste, pois esta é a realidade."
"Creio que toda a gente desconhece que Pedroto treinou pela primeira vez o F.C.Tirsense. Dai saiu para o Leixoes. No seu curriculum isso nao aparece, mas foi uma realidade. Vi-o treinar no velhinho Abel Alves Figueiredo e mais tarde fui seu amigo. Nunca se falou nisto o que me deixa triste, pois esta é a realidade."
PELA VERDADE DESPORTIVA
Fui talvez um dos primeiros a ser convidado para assinar a petição do Rui Santos mas desde logo me pus de fora. Não posso subscrever uma ideia de que discordo. Acompanhei depois o processo que passou agora uma por audiência na Assembleia da república. "Pela Verdade Desportiva" é um grande projecto e uma grande ideia de um homem só. O que desde logo se assume como algo de notável. Outros a podiam ter empreendido mas a verdade é que ninguém conseguiu vencer a (habitual) inércia. O Rui conseguiu. Contra muitos e contra bastantes.
sexta-feira, janeiro 08, 2010
PEDROTO AINDA
As memórias do meu pai, Joaquim Queirós, sobre JM Pedroto:
Vários jornais, no dia de hoje, publicaram extensas prosas sobre a vida do treinador José Maria Pedroto, quando da passagem do 25º ano da sua morte. Associamo-nos à efeméride e lamentamos a perda de um nome grande do futebol português e de um amigo. Mas algo ficou por contar, talvez pela juventude de alguns dos que falaram sobre o "Zé do Boné", que não tiveram oportunidade de privar com o mesmo, mas já é de lamentar que a história da sua carreira não tenha sido bem contada. Também já nos falta o Manuel Dias para saber falar de tudo.
Ora o Pedroto que começou a sua carreira nos juniores do Leixões, quando ainda residia em Pedras Rubras e frequentava a relojoaria do saudoso Albano Basto, dirigente, anos a fio, do Leixões, cedo começou a dar nas vistas e quando do serviço militar foi para Tavira e jogou em Vilas Real de Santo António. Naturalmente, deu nas vistas. E o Belenenses arregalou os olhos, servindo-se do meio em que se movimentava da alta política e do sócio Américo Tomaz, Pedroto foi transferido ao abrigo duma Lei Militar (nesse tempo ainda não se falava em apito dourado). E Leixões nada conseguiu dizer. Caladinho porque o respeito e o Estado Novo mandavam assim.
Passado algum tempo, para espanto de todos, Pedroto é transferido para o FC Porto, salvo erro por 300 contos (então a maior transferência no futebol Português) e o Leixões nem sequer teve direito a...30o escudos!
E começa então a ascensão do futebolista até vir a ser treinador, também se a memória não me atraiçoa estreando-se na Académica. Depois seguiu-se o Leixões e acontecer-lhe-ia a única "chicotada psicológica" da sua grande e gloriosa carreira.
O Leixões tinha perdido em Torres Vedras por 4-0 e ficou com os pés mergulhados na descida de divisão. A Direcção presidida por Francisco Mil Homens decidiu despedir Pedroto. E fomos nós que tivemos de o fazer, na qualidade de secretário geral do clube. Não esqueceremos, jamais, as escadas da sede em Roberto Ivens, por cima da garagem S. Salvador, quando lhe demos conhecimento. Custou-lhe, naturalmente, a a aceitar. Até chorou, dizendo-nos: "não me façam isso" . E o Leixões tinha de o indemnizar, mas não tinha dinheiro, o que motivaria, mais tarde, uma acção judicial, em que até as chuteiras dos jogadores foram penhoradas.
Tivemos, então, de contratar um novo treinador, sendo incumbidos da dificil missão nós e o outro dirigente que era o saudoso Mário Maia. Este sabia muito de andebol, portanto, como ós já andávamos pelos jornais, responsabilizou-me pela tarefa. Conheciamos um nosso amigo jornalista, já falecido, casado com uma senhora espanhola, das Canárias, que tinha relações de amizade com uma família canarinha em que havia um treinador. Chamava-se Ruperto Garcia e havia treinado a selecção da Venenzuela.
O senhor veio a Matosinhos e tudo foi tratado a alta velocidade. Um homem sério que até prescindia dos prémios para os distribuir pelos jogadores. De treinador percebia pouco e os seus métodos eram até discutidos pelos jogadores. Mas a verdade é que logo na primeira saída o Leixões foi ao Seixal e venceu por 3-0. E daí para a frente os resultados foram aparecendo e o Leixões não desceu de divisão.
Ruperto Garcia foi-se embora no final da época, mas decidiu escrever uma autobigrafia, na qual escreveu: "em tantos de tal, fui treinar o Leixões, substituindo José Maria Pedroto e salvei o clube de descer de divisão". E foi verdade.
Mais tarde, já quando Pedroto era o treinador glorioso e nós havíamos feito as pazes com ele, já jornalista, nas madrugadas debaixo da pala do Café Orfeu, na Julio Diniz, quando a discussão era grande com o Nuno Brás, PInto de Sousa, Manuel Dias, Serafim Ferreira, Frederico Mendes, ós quando queriamos ver o Pedroto "saír dos carris", atirávamos: "olhe que eu vou buscar o livro do Ruperto Garcia". E entornava o caldo.
Recordamos a sua passagem pelo Leixões internacional (jogos com o Celtic) e quando Pedroto decidiu ir buscar o seu colega de equipa Carlos Duarte para jogar no Leixões. Nas zangas dele com Auricélio Matos por causa da preparação. Na exigência que ele fez ao clube na contratação do espanhol Cambre, que jogava no Arosa, dizendo que era dos melhores jogadores que vira. Fez o Leixõe sum esforço danado e foi quase "raptar" o "El Cordobez" a Espanha. O rapaz veio, mal teve tempo de conhecer Matosinhos, embarcou para Escócia, apanhou pancadaria dos escoceses (perdemos por 3-0), regressamos a Matosinhos e o Cambre nunca mais jogou...
Fizemos depois um percurso de amizade e de admiração. Seguimos a sua terrivel doença e não esquecemos o abraço que lhe demos numa tarde de sábado, nas Antes, depois de um dos seus regressos de Londres, onde se tratava.
Ficam aqui estes apontamos para ajudar à história. Para ficar mais completa.
Também aqui:
http://essadequeiroz.blogspot.com/
Vários jornais, no dia de hoje, publicaram extensas prosas sobre a vida do treinador José Maria Pedroto, quando da passagem do 25º ano da sua morte. Associamo-nos à efeméride e lamentamos a perda de um nome grande do futebol português e de um amigo. Mas algo ficou por contar, talvez pela juventude de alguns dos que falaram sobre o "Zé do Boné", que não tiveram oportunidade de privar com o mesmo, mas já é de lamentar que a história da sua carreira não tenha sido bem contada. Também já nos falta o Manuel Dias para saber falar de tudo.
Ora o Pedroto que começou a sua carreira nos juniores do Leixões, quando ainda residia em Pedras Rubras e frequentava a relojoaria do saudoso Albano Basto, dirigente, anos a fio, do Leixões, cedo começou a dar nas vistas e quando do serviço militar foi para Tavira e jogou em Vilas Real de Santo António. Naturalmente, deu nas vistas. E o Belenenses arregalou os olhos, servindo-se do meio em que se movimentava da alta política e do sócio Américo Tomaz, Pedroto foi transferido ao abrigo duma Lei Militar (nesse tempo ainda não se falava em apito dourado). E Leixões nada conseguiu dizer. Caladinho porque o respeito e o Estado Novo mandavam assim.
Passado algum tempo, para espanto de todos, Pedroto é transferido para o FC Porto, salvo erro por 300 contos (então a maior transferência no futebol Português) e o Leixões nem sequer teve direito a...30o escudos!
E começa então a ascensão do futebolista até vir a ser treinador, também se a memória não me atraiçoa estreando-se na Académica. Depois seguiu-se o Leixões e acontecer-lhe-ia a única "chicotada psicológica" da sua grande e gloriosa carreira.
O Leixões tinha perdido em Torres Vedras por 4-0 e ficou com os pés mergulhados na descida de divisão. A Direcção presidida por Francisco Mil Homens decidiu despedir Pedroto. E fomos nós que tivemos de o fazer, na qualidade de secretário geral do clube. Não esqueceremos, jamais, as escadas da sede em Roberto Ivens, por cima da garagem S. Salvador, quando lhe demos conhecimento. Custou-lhe, naturalmente, a a aceitar. Até chorou, dizendo-nos: "não me façam isso" . E o Leixões tinha de o indemnizar, mas não tinha dinheiro, o que motivaria, mais tarde, uma acção judicial, em que até as chuteiras dos jogadores foram penhoradas.
Tivemos, então, de contratar um novo treinador, sendo incumbidos da dificil missão nós e o outro dirigente que era o saudoso Mário Maia. Este sabia muito de andebol, portanto, como ós já andávamos pelos jornais, responsabilizou-me pela tarefa. Conheciamos um nosso amigo jornalista, já falecido, casado com uma senhora espanhola, das Canárias, que tinha relações de amizade com uma família canarinha em que havia um treinador. Chamava-se Ruperto Garcia e havia treinado a selecção da Venenzuela.
O senhor veio a Matosinhos e tudo foi tratado a alta velocidade. Um homem sério que até prescindia dos prémios para os distribuir pelos jogadores. De treinador percebia pouco e os seus métodos eram até discutidos pelos jogadores. Mas a verdade é que logo na primeira saída o Leixões foi ao Seixal e venceu por 3-0. E daí para a frente os resultados foram aparecendo e o Leixões não desceu de divisão.
Ruperto Garcia foi-se embora no final da época, mas decidiu escrever uma autobigrafia, na qual escreveu: "em tantos de tal, fui treinar o Leixões, substituindo José Maria Pedroto e salvei o clube de descer de divisão". E foi verdade.
Mais tarde, já quando Pedroto era o treinador glorioso e nós havíamos feito as pazes com ele, já jornalista, nas madrugadas debaixo da pala do Café Orfeu, na Julio Diniz, quando a discussão era grande com o Nuno Brás, PInto de Sousa, Manuel Dias, Serafim Ferreira, Frederico Mendes, ós quando queriamos ver o Pedroto "saír dos carris", atirávamos: "olhe que eu vou buscar o livro do Ruperto Garcia". E entornava o caldo.
Recordamos a sua passagem pelo Leixões internacional (jogos com o Celtic) e quando Pedroto decidiu ir buscar o seu colega de equipa Carlos Duarte para jogar no Leixões. Nas zangas dele com Auricélio Matos por causa da preparação. Na exigência que ele fez ao clube na contratação do espanhol Cambre, que jogava no Arosa, dizendo que era dos melhores jogadores que vira. Fez o Leixõe sum esforço danado e foi quase "raptar" o "El Cordobez" a Espanha. O rapaz veio, mal teve tempo de conhecer Matosinhos, embarcou para Escócia, apanhou pancadaria dos escoceses (perdemos por 3-0), regressamos a Matosinhos e o Cambre nunca mais jogou...
Fizemos depois um percurso de amizade e de admiração. Seguimos a sua terrivel doença e não esquecemos o abraço que lhe demos numa tarde de sábado, nas Antes, depois de um dos seus regressos de Londres, onde se tratava.
Ficam aqui estes apontamos para ajudar à história. Para ficar mais completa.
Também aqui:
http://essadequeiroz.blogspot.com/
quinta-feira, janeiro 07, 2010
O MESTRE

Continua por escrever toda a história de José Maria Pedroto - uma história que também tem a sua face oculta.. - 25 anos depois da sua morte. Pela primeira vez, o FC Porto honra a memória do Mestre, o verdadeiro mestre da táctica, juntando os seus amigos no Estádio do Dragão. Foi bonito. Pedroto era único. Ainda o conheci e dele tive sempre disponibilidade e simpatia. Deu para perceber o seu carisma. Dá para perceber também a saudade que deixou em todos aqueles com quem trabalhou. E foram muitos, numa longa carreira como treinador e jogador mas numa curta passagem pela vida, interrompida aos 57 anos. Pedroto não era um santo mas tornou-se um deus num panteão onde muitos a ele sobem para ainda mais depressa serem apeados. Pedroto lá ficará muito tempo. Foi ele, no fundo, o homem que ajudou o FC Porto a transformar-se numa máquina ganhadora. O 25 de Abril azul e branco teve só um capitão. Chamava-se José Maria de Carvalho Pedroto, nascido numa freguesia de Lamego cujo nome de origem árabe quer dizer "cemitério de mouros".
PS - Lamentável o aproveitamento "imediático" feito por Pinto da Costa durante o seu discurso pretensamente de homenagem ao Mestre. Não havia necessidade. O FC Porto há muito tempo que está para além desse complexo de inferioridade. Alguém tem de dizer isto ao presidente.
segunda-feira, janeiro 04, 2010
GRANDE ARTISTA
POIS É...
O que aconteceu no túnel da Luz não foi mais nem menos do que o que acontece noutros túneis de estádios portugueses. Por exemplo, no Dragão, no Bessa, em Guimarães, em Braga... Não acredito que Hulk, Sapunaru, Helton, Fucile e Rodriguez tenham agredido os chamados "stewards" só porque lhes deu na real gana. Todos sabemos que estes senhores de coletes não são mais que capangas com ar oficial. E quando digo isto não falo só do que se passa no Benfica. No Porto é igual. Muitos desses ditos "stewards" vivem sobretudo no mundo da noite e aparecem nos jogos chamados pelos amigos. Sei que generalizar é complicado mas a verdade é que não há qualquer tipo de controlo neste tipo de segurança ou, se quiserem, de insegurança. É a lei da selva. No fundo, interessa quando não somos nós a sofrer. Quando acontece o contrário...cai o Carmo e a Trindade.
PS - Gostei do timing da notícia de A BOLA sobre mais três possíveis castigos, um dia depois da grande entrevista de Luís Filipe Vieira àquele jornal, na qual surge na primeira página com uma águia de ouro que por momentos me pareceu uma coruja...
PS - Gostei do timing da notícia de A BOLA sobre mais três possíveis castigos, um dia depois da grande entrevista de Luís Filipe Vieira àquele jornal, na qual surge na primeira página com uma águia de ouro que por momentos me pareceu uma coruja...
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