domingo, novembro 30, 2008

Bruno Paixão assinalou três grandes penalidades



Aproveitando o intervalo no Estádio de Alvalade, onde Bruno Paixão não assinalou algumas grandes penalidades, no último jogo que arbitrou, hoje no regresso à competição, no jogo da Povoa de Varzim, assinalou 3 grandes penalidades.
Só que, no que diz respeito a assinalar as grandes penalidades, hoje evoluiu, pois assinalou três.
No que concerne à opinião dos dois treinadores, ficou tudo na mesma, pois a exemplo do último jogo, também hoje nem Rui Dias do Varzim, nem Vítor Pereira do Santa Clara gostaram.
“Admiro os árbitros competentes, mas têm de provar a sua competência todos os domingos. Não vi razões para serem marcados três penáltis no jogo e há um problema, se cada toque que se dá no adversário é penálti ou falta.
O protagonismo tem de ser dos jogadores e não faço a mínima ideia porque fui expulso a 5 minutos do fim, pois sou uma pessoa educada e incapaz de faltar ao respeito a alguém” (Vítor Pereira - Santa Clara)
“Foi um jogo extremamente difícil e Bruno Paixão não deu o que pode dar, pois vinha de uma situação de suspensão de 2 jogos” (Rui Dias – Varzim)
Agora, compete ao outro Vítor Pereira (presidente dos árbitros), verificar as imagens do jogo (se houver), o relatório do Observador, a necessária correcção do relatório do Observador e decidir na próxima 3ª feira se o vai nomear ou não para a próxima jornada.

Nota: Hoje, aqui em Alvalade, no segundo minuto, um lance na área de grande penalidade do Vitória, tendo Duarte Gomes deixado prosseguir o jogo.
Foi correctamente ou não a sua decisão?
Estas e outras dúvidas, como habitualmente, poderão ler na edição de amanhã no Jornal de Noticias.

sábado, novembro 29, 2008

NÃO DIGAM QUE NÃO SE PASSA NADA



Vou escrever sobre nada.

Por exemplo, sobre o Benfica que jogou em Atenas.

Ou sobre o Sporting que levou baile do Barcelona.O Estrela da Amadora e o Boavista também podiam ser tema.

Ou a capacidade retórica de Gilberto Madaíl.

A inteligência táctica de Carlos Queiroz é outra possibilidade.

A intuição e a preparação de alguns comentadores e relatadores televisivos outra.

Também podia falar sobre a política de comunicação dos grandes clubes.

Sobre a sintaxe de Luís Filipe Vieira.

A lógica de Soares Franco.

A urbanidade de Pinto da Costa.

A clareza de Octávio Machado.


Mas será que o simples facto de se escrever sobre nada já faz com que se esteja a dizer qualquer coisa?Eureka! É esse mesmo o segredo do nosso futebolzinho: não urge qualquer substância, basta passar a imagem da mesma.Sei que isto soa a filosofia fácil e barata conectada com a velha alegoria da caverna mas acreditem que foi por mero acaso que se faz esta referência a um filósofo grego (Platão).Como pergunta a minha filha, de 8 anos, "se o Universo começou do nada quem foi que fez esse nada?" Costuma responder assim: "Filha, o Universo foi comprado feito no Ikea mas sem livro de instruções". Acho que isto se nota sobretudo no microcosmos do nosso futebol.Onde todos os dias abrimos um jornal e parece que tudo aconteceu.

Vai-se a ver e...nada.

Onde os dirigentes passam a imagem de grande seriedade e voluntarismo social.

Vai-se a ver e...nada.

Onde os jogadores dão beijinhos no emblema da camisola e juram morrer pelo clube.

Vai-se a ver...e vê-se o respectivo empresário a reclamar um aumento salarial sempre que o craque marca um golo.


Talvez um dos únicos momentos em que não se fala de nada.Para quem queria falar sobre nada parece que já consegui dizer alguma coisa. Confesso que não estou nos meus dias. Cheguei a casa às duas manhã depois de terminar o serviço uma hora antes a tremer de frio num estádio construído no meio de uma pedreira, onde não tive, durante quatro horas, possibilidade de tomar uma bebida quente ou sequer de me abrigar por momentos num espaço aquecido. Quando cheguei ao carro este estava coberto por uma película de gelo. Suspeito que eu também.Contei isto tudo a um amigo e sabem o que é que ele me disse?Pois.Isto mesmo:- Não se passa nada.Bem, pelos vistos passa-se qualquer coisa. A paciência de quem conseguiu chegar aqui, por exemplo, com a promessa de que nada lhe seria oferecido, com o mesmo estoicismo de um adepto que avança para um estádio fustigado pela chuva sabendo que terá de pagar 20 euros por um bilhete que lhe dará o direito a ver um jogo de futebol e a apanhar uma pneumonia ao mesmo tempo.Há coisas piores, é verdade.

Imaginem-se amarrados a uma cadeira a ver "O Dia Seguinte" ou o "Trio de Ataque".

quinta-feira, novembro 27, 2008

Negligência e Imprudência

Caro Leitor Muito Atento,
A arbitragem e as Leis são interessantes, porque motiva o estudo, a discussão das decisões e da aplicação das Leis do Jogo.
A participação e discussão no fenómeno futebol, não deve somente centralizar-se nas tácticas, nas transferências e resultados dos jogos.
Discutir a arbitragem e as Leis do Jogo é salutar, porque, se os legisladores abrirem o debate, poderão levar a algumas reformas das 17 Leis do Jogo.
É sempre bom recordar, que nas reuniões anuais da F.I.F.A., concretizam-se umas e adiam-se outras decisões de alterações às Leis.
Um jogo pode ser marcado por muitas atitudes irregulares.
Se os jogadores, não evitarem estas situações, não permitidas pelas Leis do Jogo, proporcionam ao árbitro aquilo que ele não quer; muita intervenção e pouco espectáculo futebolístico.
Para adequar o texto em consonância com as Leis do Jogo, a Lei 12 prevê a existência de faltas cometidas por negligência e imprudência e nesta Lei, em termos disciplinares, incorpora o cartão amarelo e o cartão vermelho.
A negligência produz acontecimentos de culpa e de prejuízo em alguém, é o termo que designa falta de cuidado numa determinada situação do jogo.
É frequentemente utilizada, como sinónimo dos termos descuido, incúria e desleixo.
Imprudência é um comportamento de precipitação, de falta de cuidado.
Consiste na violação das regras de conduta nas leis do jogo.
É o jogar sem precaução, precipitado, imponderado.
Uma característica fundamental da imprudência é que nela, a culpa se desenvolve paralelamente à acção.
Porque considerei, em linguagem "corrente" no lance de Derlei, a brutalidade e a força excessiva ao mesmo nível de negligência e imprudência?
Porque na ultima expulsão de Derlei na Figueira da Foz, considerar um comportamento violento é excessivo.
Ao mesmo tempo, embora mais perto da realidade, incorporar na brutalidade, também não será o mais fiel aos olhos de quem viu o jogo e as imagens, pois o conceito de brutalidade é mais lato.
Derlei abordou o lançe de uma forma negligente e ao fazê-lo, utilizou uma força excessiva para com o adversário, daí a expulsão.
O Jogador abordou o lance de uma forma imprudente e ao fazê-lo utilizou uma força excessiva para com o adversário daí a expulsão.
Vai dar ao mesmo, mas é certamente mais justo e adequado.
O legislador (IB), teve a preocupação em adequar o texto, em consonância com as Leis do Jogo, pois previu com naturalidade a existência de faltas cometidas por negligência e imprudência.
Será que, em outra qualquer actividade profissional, a negligência e a imprudência tem da parte de quem julga apenas uma sanção leve?
Claro que não.
Tal como no futebol, há espaço para as duas acções disciplinares.
A análise terá sempre em consideração como foi imprudente, como foi negligente e como utilizou a força excessiva.

quarta-feira, novembro 26, 2008

DE UM LEITOR MUITO ATENTO


Volto a deixar aqui a minha opinião..de acordo com a resposta dada pelo Sr.José Leirós que tenho em consideração pela sua carreira importante no seio da arbitragem!Apenas gostaria de fazer um reparo á resposta que meu deu:Brutalidade não está bem ao mesmo nível de negligência e imprudência, senão vejamos:Negligência - Punida com FaltaImprudencia - Punida com Falta e Advertencia!Força Excessiva ou Brutalidade - Punida com falta e cartão vermelho!Apenas este reparo!Nada de muito importante!Quando ao lançe do Marinho, volto a exprimir a minha opinião que pelo lançe que foi a EXPULSAO seria a forma mais correcta de o punir!Penso que no global e vendo o jogo no seu todo este lançe foi o lançe fulcral da partida, e porque?Porque a ter sido expulso (Marinho) a reacção de Derlei nunca teria sido a que demonstrou, numa clara intenção de tirar de esforço, de um seu adversário!Louvo a atitude de Soares Dias..não compensou um erro com outro erro, mas acabou contudo por perder o controlo da partida, e inadvertidamente enervar os jogadores do Sporting!Quanto a outro lançe muito discutido nestes comentários..a minha opinião acerca do lançe do Rui Patricio é simples!o árbitro agiu em conformidade com as leis, é pena que nem todos procedam desta forma, pois a lei está do lado do arbitro portuense nesta ocasião!Contudo uma uniformização de critérios neste género de lançes seria importante!Por outro lado pareçe-me que a cruzada do Sporting contra os árbitros não é mais que uma tentativa de encobrir os problemas que agitam o balneário (Vukcevic..Stoijkovic..) levando o foco das atenções para outros intervenientes..neste caso o elo mais fraco!os arbitros!Pelo que tenho visto, apesar de ter algumas queixas, o Sporting não tem sido tão prejudicado quanto os seus responsáveis pretendem fazer pareçer!PS: Quanto ao lançe do Polga dentro da área, deixo apenas uma questão, é um lançe de dificil análise..mas..pergunto eu..e se o dito lançe fosse a meio-campo?Seria falta?às vezes é bom perceber que o arbitro mereçe o beneficio da dúvida..e pela forma que Soares Dias utilizou para arbitrar o encontro, dando um critério largo, por vezes demasiado largo, compreende-se a não marcação da dita falta!

1.000.000

Num ano e meio desde que foi reformulado, BnA atingiu este número de páginas vistas. Um milhão! Façam as contas...é muita fruta. O que só nos entala ainda mais, "obrigando-nos" a manter esta loja aberta a todo o tipo de freguesia, num registo democrático raro neste país e no mundo. Obrigado por continuarem a vir cá. Aos amigos e aos inimigos. Sobretudo aos segundos.

Resposta aos Leitores

Aproveito, agora o intervalo do jogo aqui no Estádio Alvalade, para responder e lançar um desafio aos leitores do Bna.

Anónimo disse... 26 de Novembro de 2008 12:19
Concordo..apenas dois reparos:
Derlei expulso não por negligência ou imprudência, mas sim por brutalidade ou emprego de força excessiva na disputa da bola.
Minutos antes, expulsão por assinalar do jogador da Naval.."
Anónimo disse... 26 de Novembro de 2008 11:46
Caro José Leirós:
Admiro as suas análises e normalmente concordo com elas.
Porém, desta vez, e relativamente ao jogo Naval-Sporting, estranho que nem o José Leirós nem nenhum árbitro que normalmente faz os comentários às decisões de arbitragem, se tenha referido a um lance que prejudicou ostensivamente o Sporting, clube de que sou adepto e sócio.Estou a referir-me ao lance em que Carlitos como não me parece que o lance que motiva a expulsão do Derlei seja uma agressão. Foi grave, mas não agressão, foi uma entrada fora de tempo, totalmente despropositada e bem punida com cartão vermelho. Mas, parece que em relação ao lance do Carlitos, ninguém quer falar".

Resposta

Relativamente ao primeiro leitor concordo plenamente, a brutalidade e a força excessiva, também tem suporte legal nas leis do jogo, para o árbitro considerar no lance do Derlei e expulsar, mas está ao mesmo nível que a negligência ou imprudência.Relativamente ao segundo leitor tem toda a razão quando diz que não foi um agressão, mas é grave a forma como jogou Derlei e esta atitude incorpora-se no meu esclarecimento ao leitor anterior. Derlei nao foi expulso por agressão.
Quanto ao lance de Carlitos sobre Derlei, que estes dois leitores citam e todos os leitores se referem, no jogo não vi esse lance e não vi ainda nenhuma imagem.
Deixo aqui o desafio, que enviem um video desse lance para o mail deste blogue, para que seja publicado e todos possam analisar essa imagem e em seguida direi aquilo que penso.

5.º ÁRBITRO PARA QUÊ?


"
El trencilla más mediático de la Bundesliga se gustó el pasado domingo en el Stadion am Bruchweg de Mainz. Ni corto ni perezoso, sin consultar a nadie y sin autorización previa, Thomas Metzen saltó al césped con dos tarjetas amarillas en el bolsillo. Cuando la situación lo permitió, mostró una en cada mano a dos jugadores durante el partido entre el Mainz 05 y el Sant Pauli, de la segunda división alemana.La federación alemana llamará a consultas al colegiado protagonista, ya que según Hellmut Krug, delegado arbitral de la DFB, "el árbitro no es el que debe dar espectáculo en los partidos. Metzel ha hecho mucho daño a sí mismo y a toda la clase arbitral", manifestó.

"


MUNDO VIP


Que interesse tem o pretenso romance entre Ana Lourenço e Ricardo Costa, duas das vedetas da SIC? Sinceramente, não vejo qual é o problema. São dois betinhos, cada um no seu género, ao que parece descomprometidos, que tenham muitos meninos... O que me espanta é a reacção dos próprios e a força do desmentindo, tentando impedir a publicação de "notícias" nas revistas do costume. Estamos a falar, presumo, de jornalistas. Profissionais que deviam estar, mais do que ninguém, preparados para estas coisas. Mas bem prega frei Tomás...ou em casa de ferreiro, espeto de pau. É fácil promover o mundo cor-de-rosa, com o seu glamour e a sua falsidade, para depois recusar as consequências de uma investida do mesmo no seu terreno de eleição: a privacidade das figuras públicas. Meus amigos, ser "jornalista de televisão" não é só ter boa estampa, ler bem o teleponto ou mandar uns bitaites com alguma "inside information". Ser jornalista é também ter capacidade para relativizar a realidade e ver o mundo com algum cinismo. Isto sou eu a falar de jornalistas que ainda não sucumbiram à dependência da internet, das agendas dos políticos e das grandes empresas ou à necessidade de competir em protagonismo com os agentes das notícias. Jornalistas a sério, entendem?, tipos mal encarados, mal vestidos, até rudes, com pouca ética, pouco dinheiro mas graças a Deus completamente indiferentes a qualquer mexerico.

DESCUBRA AS DIFERENÇAS




terça-feira, novembro 25, 2008

Soares Dias terceiro classificado


O jovem e promissor árbitro do Porto, Artur Soares Dias, gestor numa empresa portuguesa, terceiro classificado no ranking nacional, foi nomeado para mais um jogo de grau de dificuldade Oliveirense - Feirense.


Pedro Proença, árbitro de Lisboa, que arbitrou o Benfica em Coimbra, também não é árbitro profissional, exerce a profissão de Director Financeiro e foi também nomeado para um jogo interessante da Liga Vitalis, o Boavista - U.Leiria.
Quem também regressa aos jogos é Bruno Paixão, que faz uma viagem até á Póvoa de Varzim onde vai arbitrar o 1º classificado, o Santa Clara dos Açores.
Tal como os seus dois colegas, Paixão não é profissional de arbitragem, tem a profissão de engenheiro.

Voltando a Artur Soares Dias, eis alguns dos lances mais problemáticos, na deslocação do Sporting à Figueira da Foz:

Nas grandes penalidades uma foi bem assinalada e outra deveria ter sido assinalada:

25 Minutos de Jogo – Grande penalidade bem assinalada pela equipa de arbitragem, (pois Soares Dias teve a boa colaboração do Rui Licinio) Caneira deliberadamente jogou a bola com o braço.
79 Minutos de Jogo – Grande penalidade por assinalar Polga apoiou-se e saltou sobre Marcelinho, derrubando-o.

No capítulo disciplinar:

30 Minutos de Jogo – Decidiu bem Soares Dias apenas punir tecnicamente Veloso quando jogou de forma perigosa atingindo o adversário com o pé
37 Minutos de Jogo – Amarelo bem exibido a Rui Patrício pois os árbitros não devem condescenderem com perda de tempo
72 Minutos de Jogo – Cartão amarelo bem exibido a Diego por jogar a bola com a mão reclamando sem razão
85 Minutos de jogo – Bem exibido o cartão amarelo a Baradji que agarrou Moutinho


54 Minutos de Jogo – Derlei bem expulso por imprudência e negligência sobre Alex Hauw atingindo-o na perna
67 Minutos de Jogo – Caneira deliberadamente rasteirou Simplício, sendo bem exibido o cartão amarelo, que sendo o segundo no mesmo jogo, foi-lhe bem exibido o cartão vermelho com consequente expulsão

OBRIGADO LAM

Sugeria-lhes a instituição do GRANDE PRÉMIO BOLA NA ÁREA 2008, com votações por várias categorias a serem feitas pelos leitores aqui. Assim:(mera sugestão)
MELHORES ARTISTAS:1-Selecção Portuguesa2-Equipa Técnica da selecção3-Presidência da Federação4-Presidência da Liga

MELHOR APITO:1-o Dourado2-o do Paixão3-o do Paraty4-o da Carolina

PRÉMIO ESTAVAS TÃO BEM CALADO:1-Joaquim Evangelista2-Paulo Bento3-António Sérgio4-Rui Santos

PRÉMIO ESTAVAS TÃO BEM AO LUME:1-Gilberto Madaíl2-Hermínio Loureiro3-Ricardo Costa4-Carlos Queirós

PRÉMIO AGARREM-ME SENÃO EU MATO-OS:1-Donos da Bola2-Trio de Ataque3-Rui Santos4-Redacção do Mais Futebol (IOL).

Podem (e devem) ser acrescentados mais PRÉMIOS aos sugeridos.

domingo, novembro 23, 2008

Paulo Bento: a estatística não o desmente


Por falar do que acontece em Alcochete recordemos Alvalade.
Na derrota com o Leixões, uma grande penalidade ficou por assinalar e agora na Figueira da Foz, terra de grande sportinguismo, uma foi assinalada e outra ficou por assinalar.
Já antes em Braga, num jogo arbitrado por Bruno Paixão, duas grandes penalidades ficaram por assinalar, quando Tonel jogou a bola com a mão e Postiga derrubou Meyong.
Mas, voltando a Alvalade no jogo com o Leixões, a primeira parte teve três quedas na área; decidiu bem Proença não assinalar grande penalidade na carga de ombro entre Joel e Moutinho, bem como correctamente decidiu quando Postiga cai na área num lance com Elvis e não assinalou grande penalidade.
Mais tarde, mesmo em cima do minuto 45, grande penalidade por assinalar, pois Wesley foi deliberadamente agarrado e derrubado por Abel.
Paulo Bento, referindo-se ao árbitro de ontem (Artur Soares Dias), disse no final do jogo, que cada vez mais é difícil a arbitragem desmenti-lo.
Será que ainda se sente prejudicado ou anda a falar de mais e não consegue incutir disciplina nos seus jogadores?

NOTÍCIAS DE ALCOCHETE*

É sabido que há mosquitos por cordas no balneário do Sporting. Paulo Bento tem procurado segurar as pontas mas, conta-me uma emprega de limpeza de Alcochete, não pode contar com a ajuda de Paulo Barbosa. Segundo um dos tratadores da relva, Barbosa nunca mais foi o mesmo desde que, em pleno balneário, levou uma pêra de Stoijkovic, que de imediato recebeu um convite para a secção de boxe do clube, embora também fosse pretendido pelo karaté. Garantiu-me ainda um rouxinol que costuma pousar nos chaparros do centro de treinos que os craques da equipa principal têm por principal entretenimento encher a piscina de beatas e de jornais...

* SEGUNDO FONTES FIDEDIGNAS

sábado, novembro 22, 2008

Juízes afastam-se do desporto


Os juízes, no congresso da Associação Sindical dos Juízes Portugueses que decorreu este sábado, decidiram rejeitar a participação dos magistrados em órgãos desportivos e em cargos de confiança política através da aprovação por unanimidade do compromisso ético.

Ai Lelo...

A CRISE ESTÁ AÍ

Na semana em que fiquei a saber, através da revista "Dragões", que Pinto da Costa é accionista da Cofina e é parcimonioso nas gorjetas que dá aos arrumadores, a crise que também afecta dos clubes portugueses voltou a ser um assunto lateral. Toda a gente continua a assobiar para o ar. O aviso de tsunami foi dado mas a praia continua cheia... Com o Estrela e o Boavista - duas referências dos últimos anos - à beira da falência, outros clubes se alinham em frente ao pelotão de fuzilamento. O Vitória de Setúbal do inchado Lourenço agora até diz que a culpa é da Quercus - ai que saudades, ai, ai, daquele presidente que pelo menos conseguia atravessa o Sado a nada. O Estoril está também prestes a passar do Lagos para o charco, o Belenenses está há muito tempo em números negativos, o Rio Ave está a ver se se salva com o empreiteiro que saltou para a sua presidência e até a Naval do chapelão Aprígia começa a sentir dificuldades pois os negócios do presidente também estão a ser afectados pela "conjuntura mundial". Quem se vai salvar? Os grandes, embora Dias da Cunha já tenha vindo dizer que até o Sporting vai morrer. Pois bem, e medidas? Onde estão elas? Quem faz pressão junto do Governo para que sejam tomadas medidas excepcionais para a chamada "indústria do futebol?" Bem, a Liga chamou esta semana o presidente do Estrela mas não lhe resolveu o problema. Como já lá vão os tempos em que Manuel Damásio fechou o "totonegócio" ou em que Pinto da Costa conseguiu finalmente tirar a organização dos campeoantos da FPF ou mesmo o tempo em que Valentim Loureiro tomava medidas excepcionais para salvar este ou aquele clube. A Liga segue em linha recta, não se quer meter em caminhos tortos e percebe-se que seja assim. O que não se percebe é este silêncio de quem está na cabeça do touro face à estalada que vem aí e que até pode pôr em causa a homologação do campeonato em curso, caso as falências se sucedam. Não se espantem. Quando vemos Rui Costa, director desportivo do Benfica, a defender medidas extremas...tudo é possível. E será que alguém já se importou em apurar qual é de facto a dívida dos clubes profissionais ao Fisco e à Segurança Social. Pelas minhas contas, 150 milhões de euros. Reparem que disse milhões e não mil milhões. O que é isto comparado com as verbas astronómicas que o Estado está a injectar em bancos manhosos?

sexta-feira, novembro 21, 2008

O GRANDE TI MANEL SEM PAPAS NA LÍNGUA

Disse que estava "tudo montado" para ser Carlos Queiroz o escolhido. Referiu-se a "rabos de palha", a pressões feitas por "sebastianistas", mas nunca concretiza. Que rabos de palha conhece, quem são os sebastianistas?
Para que vou eu falar em nomes se os nomes são conhecidos? O poder todos sabemos quem é e onde tem estado sempre, e o poder nunca gostou de mim. Tenho pago uma factura elevadíssima por me ter batido pela transparência. Basta ver aquilo em que se transformou o futebol português nos últimos 30 anos para perceber quem venceu.
Trabalhou durante vários anos no clube de uma das figuras mais poderosas do futebol português - o Boavista, de Valentim Loureiro -, o que leva a crer que o problema não é só o poder?Quais são as verdadeiras razões da inimizade com Pinto da Costa?
São muito fortes e não tenho de as contar.
Uma frase que ele tenha dito ou uma atitude que tenha tomado que tenha sido decisiva na ruptura com Pinto da Costa?
Já estou velho e falha-me a memória.
Mas as razões estão para além dessa incompatibilidade entre si e o poder. O que se passou realmente entre si e Pinto da Costa?
As razões são fortes e não vale a pena contá-las. Não tenho receio, mas não vejo qualquer interesse. Sei que não tenho hipótese nenhuma, nomeadamente na selecção.
E tem legitimidade para reivindicar o cargo?
Sou quem mais legitimidade tem para o reivindicar. Eu e mais ninguém. O próprio Queiroz não tem o currículo que eu tenho. Os que em Portugal ganharam alguma coisa, ganharam no FC Porto. Depois, zero. Fartei-me de gozar com isso. Quem deve mandar não manda.
Nunca se arrependeu de, como diz, ter "desagradado" a Pinto da Costa?
Nunca. Quando abro a boca sei o que estou a dizer. Sou pela verticalidade e houve alturas em que tive vergonha de pertencer ao futebol. Mas quero esclarecer que nada tenho contra o FC Porto. Antes pelo contrário. O FC Porto e a selecção têm sido os maiores representantes do futebol português a nível internacional. Só não concordo é que um clube tão grande seja usado como defesa pessoal ou escudo de alguns.
Mas como é que lidou sempre bem com Valentim Loureiro, um dos outros envolvidos no processo "Apito Dourado"?
Valentim Loureiro era o presidente do Boavista e eu era o presidente da equipa de futebol. Foi sempre assim em todos os lugares por onde passei e disse ao major o que disse a todos os outros presidentes: "Se quiserem ser presidentes e treinadores nem vale a pena começar a negociar." Valentim Loureiro sempre respeitou esta regra, sou amigo dele.

ler versão completa em http://dn.sapo.pt/2008/11/21/dnsport/sou_quem_mais_legitimidade_para_sele.html

quinta-feira, novembro 20, 2008

MAIS UMA ANEDOTA SOBRE PORTUGUESES

Temos um seleccionador que não fala quando deve falar e que quando fala o melhor era estar calado.
Temos um treinador derrotado pelo seu pé frio. A sua imagem, hoje, de madrugada, de mãos na cabeça, é o bastante para despedimento com justa causa.

quarta-feira, novembro 19, 2008

Rabinho à mostra...

Grande controvérsia na Itália: Gianvito Plasmati, jogador do Catania, baixou os calções em pleno jogo com a intenção de distrair o guarda-redes do Torino, Sereni, num livre directo. E o facto é que a estratégia foi coroada de êxito, pois abriu caminho para o 3-2 com que o Catania venceu o Torino.
Quem não ficou nada Sereni com o gesto foi mesmo o guardião, que depois de sofrer o golo queixou-se da atitude antidesportiva de Plasmati. Baixar as calças em futebol? Dá pontos e vitórias...

Ver o FILME NO
YOUTUBE

EXEMPLAR




Nos últimos dias tenho andado pelo mar. Pelo mar virtual no jogo da Volvo Ocean Race que junta mais de 60000 barcos e pelo Mar estádio. Não é por nada mas "o meu" clube também é exemplar na forma como trata o "produto-futebol". Ao contrário do que acontece nos grandes grémios, onde a informação é controlada ao pormenor pelos controleiros vários, no LSC toda a gente está disponível para os jornalistas, do roupeiro ao presidente e passando, obviamente, pelos protagonistas - os jogadores e os treinadores. E os treinos são quase todos de porta aberta, assim se proporcionando também bons momentos aos adeptos que já estão na reforma. Assim se potencia a imagem de um clube e assim se aproveita a boa onda. É pena que os "inteligentes" que dominam os grandes clubes continuem sem perceber que controlar a informação pode ser muito bonito mas não alegra ninguém nem promove o produto. Mas já sei que não lhes interessa seguir outro caminho. Só assim poderão continuar a justificar a importância que julgam ter, enquanto atropelam uma das maiores conquistas de Abril: a liberdade de expressão e de informação.

terça-feira, novembro 18, 2008

segunda-feira, novembro 17, 2008

DICK HARD SEMPRE AO ATAQUE


Do meu genial amigo Luís Graça:

Dados por um sportinguista que vai equipar todo de vermelho no jogo ( que vai ser transmitido em diferido) que foi disputado na tarde de 31 de Outubro, no Estádio 4 do Salão Internacional Erótico de Lisboa.O Dick Hard vai participar no sketch no Nuno Costa Santos, na SIC Radical, no "Boa Noite, Alvim", uma destas terças, pelas 23h15m. Fora as repetições.Contrariamente ao previsto, já não vou dar o curso de Escrita Criativa na Livraria Trama. Roeram-me a corda. Fui lá na sexta-feira para acertar os dias entre Janeiro e Fevereiro e começaram a dar tangas."As coisas mudam" (versão diferente do "O que hoje é verdade, amanhã é mentira", do Pimenta Machado), disse a Catarina, mãe de uma criança que passa os dias na livraria a brincar com o dinheiro da caixa registadora e a destruir a fita-cola, enquanto a gerente tenta discutir questões profissionais com as pessoas que querem falar com ela.Ela é a primeira a confessar que enquanto o filho está na livrartia não há condições para fazer nada. Mas parece que o puto não rasga os livros, o que já não é mau. Por outro lado, o puto está sempre bastante entretido a foder a cabeça à mãe, aos clientes e a quem lhe aparecer pela frente.Eu é que fui estúpido em aceitar fazer um curso numa livraria que se chama TRAMA. Olha, foderam-me. Não marquei o curso noutro sítio, agora agarro-me ao Totas.As acções ficam com quem as pratica, mas por acaso eu sei que eles devem dinheiro a muita gente, concretamente à minha editora e distribuidora do "Fado, futebol e farpas", a Prefácio. E se quiserem ir a tribunal comigo, certamente a Prefácio agradece confirmar o que eu soube e não foi por eles.Mas o Ricardo (o outro gerente) foi um gajo porreiro. No final da sessão, atirou-me os livros para cima do balcão do bar e disse que não queria ficar com eles.Agradeci, rasguei as páginas com os autógrafos e acabei por os dar (um "De boas erecções está o Inferno cheio, king kong size, edição especial para masturbadores" e "A mulher que fazia recados às putas e mais contos perversos") ao Francisco Naia, que esteve lá a cantar na apresentação do livro do Eduardo Raposo, sobre o Canto de Intervenção. E palestra inicial do Nuno Pacheco, do PÚBLICO.E a situação ainda podia ter sido mais grave. O Nuno, gerente da Koisas Dadultos (sex-shop da Conde Redondo) tem 20 livros meus há um ano. Não mos paga, não mos vende, não os devolve. Até acho estranho como o homem consegue lembrar-se do caminho para o trabalho. Nunca sabe onde meteu nada. No outro dia, no Salão Erótico, o gajo confundiu os stands e em vez de estar no stand da Koisas Dadultos estava no stand das caipirinhas. Passada uma meia-hora começou a achar estranho as pessoas só lhe pedirem bebidas e saiu do stand. Mesmo assim, tiveram de ir buscá-lo ao stand da Casa D'Eros, que é uma sex-shop do Porto(na rua da Firmeza), com um bocadinho mais de estilo.Só um bocadinho de nada...O Nuno disse para as pessoas de lá: "Desculpe, eu sabia que os conhecia de qualquer lado, afinal era de outros salões eróticos portugueses, em Viana do Castelo e Lagos".Bem, por acaso foram em Gondomar e Potimão, mas o gajo é mesmo despistado.Depois conto mais coisas no blogue do BD Voyeur. É só entrar pelo blogue Kuentro e depois eles avisam quando começam as minhas reportagens sobre o Salão Erótico de Lisboa. A primeira já está escrita.E também vai regressar em força "O prazer da mesa", com o meu heterónimo novo, o Dick Von Grazen, mistura de Dick Hard e Ludwig Von Grazen. Baptismo de um amigo da equipa da Marconi, com quem o Queijas (eu, o Jorge Roxo e o Fernando Ferreira) vamos jogar na segunda-feira. Para já estou com 1 vitória e 1 derrota. O jogo com o meu amigo Jorge Roxo foi fabuloso. Vitória do Jorge, a acabar num grande abraço: 11/2, 16/14, 6/11, 11/9.E outro grande abraço para ti e para todos os leixonenses. Para ganhar o campeonato,um sportinguista como eu tem sempre a equipa de ténis de mesa, eternamente candidata.

NOTAS SOLTAS

O Leixões lá continua imparável. A todo o pano. E a jogar à bolinha de pé para pé. À portuguesa. Com 8 portugueses na equipa principal, um treinador tuga (mais tuga não há!), muitos adeptos atrás da equipa (muitos mesmo). A pergunta agora é: quem o vai parar?
Portugal é um país fantástico. Leio nos jornais que Sá Pinto é embaixador do desporto escolar. Provavelmente por ser um dos poucos ex-jogadores com o 12.º ano. Não estou a ver outra razão. A não ser que ande ainda a pagar com serviço cívico o murro que deu ao Artur Jorge. Ou será que não estamos a falar do exemplar desportista que a FIFA suspendeu durante um ano?
O ex-jornalista Luís Lourenço é considerado o biógrafo de José Mourinho. Nas horas vagas parece que se dedica à presidência do Vitória de Setúbal. Para provar que, de facto, os piores inimigos dos jornalistas são os ex-jornalistas convertidos ao poder, proibiu jogadores e treinadores de falar, não vão eles queixarem-se de salários em atraso. O homem parece mesmo a caricatura que querem inventar para o clube: um choco. Sem tinta.
O DIAP de Lisboa e a PSP pôs a mão a duas dezenas de No Name Boys. Estou a imaginar a cena na esquadra: Polícia - O seu nome, rapaz? NN - Sem Nome. E por aí fora...
Será que estou enganado ou Alberto João Jardim vai ter de reforçar a dose de poncha para engolir o Lori Sandri?
O inefável Rui Alves veio fazer um apelo aos adeptos do Nacional para que pressionem sobretudo os jornalistas da Madeira. Não é a primeira vez que o presidente nacionalista se queixa do proteccionismo jornalístico proporcionado ao Marítimo. O problema é que se calhar tem razão, embora perca uma parte dela ao dizer estas alarvidades...
Paulo Bento não retirou uma palavra ao que disse após o jogo com o FC Porto. O Leixões, porém, retirou-lhe 3 pontos.
Quando Deus criou o Mundo fez dois tipos de estrelas: as profissionais e as amadoras. Nas segundas, para ajudar, instalou um bingo. Pelos vistos não foi suficiente.
Com quatro letrinhas apenas se escreve o nome do melhor guarda-redes português: Beto!
O Bicho ataca no Sotavento algarvio. Em terra de cegos quem tem olhão é rei ou temos aí um mister à altura do craque que ficou na história do futebol luso?
Vítor Pereira vai poder ir ao mercado! Os árbitros esperam que fique por lá...
Manuel José é, como diz o meu amigo Mirinho, o meu jornalista preferido do JN, o soba do futebol africano. Mais uma "Champions" para o tio Manel, o novo faraó. Parabéns.

sábado, novembro 15, 2008

Leixões mais uma Vitória



Agora foi em Alvalade e se Paulo Bento queria assobios já os teve.

Beto avisou que o Leixões não ia ser subserviente em Alvalade e que o Clube de Matosinhos vai longe neste campeonato.

Por este andar ainda vamos ser Campeões...

E o Sporting foi beneficiado pela arbitragem?

Aconteceram quatro lances discutiveis na area de grande penalidade, que podem ler amanhã, no Jornal de Noticias, se foram bem ou mal decididos por Pedro Proença.

sexta-feira, novembro 14, 2008

EXTREMISMOS



Perspectivas diferentes da mesma realidade. De um lado, a paróquia. Do outro, a panóplia.
Venha o diabo e escolha.

quinta-feira, novembro 13, 2008

À NOSSA

Hoje, na sede da Liga, brindei com Calrsberg com o Manuel Luís Mendes - meu ex-editor no JN e grande amigo - e com o Germano Almeida de "A Bola", um dos fundadores deste blog e o responsável pelo assalto terrorista que eu protagonizei, provocando a debandada dos fundadores. Num cantinho está o Melo Rosa, de "O Jogo", meu ex-companheiro da "Gazeta" e o único jornalista que esteve em todas as sessões do julgamento do processo originário do Apito Dourado, com o seu sorriso escarninho. Quem disse que o FC Porto não se fez representar no sorteio da Liga?

ps - ok, tudo bem, podem chamar-me anafado à vontade... Uma mais...à vossa!

quarta-feira, novembro 12, 2008

FINALMENTE!


O vereador do Desporto da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva, vai reunir amanhã, quinta-feira, pelas 14h30, na sede da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, com o presidente da Comissão de Arbitragem, Vítor Pereira, para apresentar o projecto do Centro Olímpico de Alto Rendimento de Arbitragem Desportiva. Numa altura em que a arbitragem é assunto na ordem do dia, o presidente da Comissão de Arbitragem da Liga terá assim oportunidade de conhecer com pormenor todas as valências deste Centro, vocacionado para a formação profissional e investigação sobre arbitragem, podendo vir a ser, no futuro, um instrumento importante com vista à eventual profissionalização dos árbitros de futebol. O projecto, pioneiro a nível nacional e internacional, está a ser desenvolvido pela autarquia de Celorico de Basto, tendo como parceiros o Comité Olímpico Português (COP) e a Universidade do Porto. A sede será em Celorico de Basto mas os quadros do Centro darão formação em qualquer parte do país, para qualquer federação desportiva.

BINO DAS TRIVELAS


Já aqui falámos nele. No inventor da trivela. O Bino. Fica a foto do artista, "sacada" do http://farricoco.blogspot.com/.

O brilhantismo desta prosa do meu colega e amigo António Poças merece ser aqui reproduzido:
"Quando o meu amigo Evandro, me pediu que fizesse este texto de apresentação do Sr. Albino Aguiar e Sousa neste primeiro jantar de comemoração dos 40 anos da gloriosa vitória no Jamor, fiquei receoso e envergonhado.Receoso por não ter conhecimento directo dos feitos de tão ilustre figura da história do Sp. Braga, que fez furor por esse país fora no tempo em que eu ainda mal me apercebia da vertente artística do fenómeno da bola. E envergonhado por ter de reconhecer que, mesmo agora, depois de levar meia vida a viver daquilo que escrevo sobre o futebol, pouco saber sobre o determinante contributo que o “Bino das Trivelas” deu para a melhor equipa da história do S.C. Braga, só comparável à actual.E a verdade é que, até ambição do presidente Salvador nos trazer o milagre do título, a Taça de 1966 continuará a ser o símbolo nº 1 da mística bracarense. Se o seu colega Perrichon pousou por cá um par de anos e marcou o golo mágico que se perpetuou na história, Bino personifica a arte e a raça bracarense que durante toda a década de sessenta fez magia pelo lado esquerdo, nas fintas em velocidade e nos cruzamentos enviezados com a parte de fora do pé, quando não eram mesmo feitos com a parte de dentro. Os famosos passes de rosca, que trocavam os olhos aos defesas e levavam efeitos que atrapalhavam o corte e, não raras vezes, resultavam em autogolos. Ao que me contam, porque eu não vi, era uma espécie de Drulovic, com clones do Quaresma e do Simão. Mas ao contrário de Perrichon, nunca foi dado a excentricidades e preferiu sempre driblar as parangonas, pelo aborrecimento que é para o Bino expôr-se fora da intimidade.É um bracarense de gema, que percorreu todos os escalões da formação no saudoso 28 de Maio. Tinha eu pouco mais de um mês de vida, quando o jovem Bino ajudou a tirar o Braga do buraco, na gloriosa subida de 64 à I Divisão, com a imparável ultrapassagem do Covilhã da última jornada, que encheu o 28 de Maio e rendeu um prémio de 200 euros (em dinheiro actual) para distribuir por toda a equipa. E foi Bino quem apontou o golo decisivo na conquista do título de Campeão Nacional da II divisão, tendo sido, já nessa altura, considerado o melhor jogador em campo.Mas foi dois anos depois, no auge da carreira, que teve um papel determinante em toda a campanha de Taça, desde a eliminação do Benfica e do já campeão Sporting até à vitória na final sobre o detentor do troféu, o V. Setúbal.Mas Bino é também um homem simples como nós e com apurado sentido de justiça. No primeiro dos três jogos da meia final, foi dele o golo que deu o empate a 1-1, a passe de Perrichon. Na segunda mão, em Alvalade, foi Bino que assistiu Perrichon na nova igualdade a um golo. “É justo. Em Braga deu-me ele o golo mim... Agora ficamos pagos”, como lembrava Bino à Bola na hora de festejar o empate que obrigou a desempate em campo neutro, marcado para o Restelo. Os lagartos só precisaram de atravessar a cidade para verem os amigos do Bino, mesmo roubadinhos, ganhar por 1-0. Resultado conseguido já depois de outro golo que, segundo rezam as crónicas, foi tirado de dentro da baliza com a mão mas o lance acabou por dar lugar a um penalti que o Perrichon desperdiçou, por deixar espirrar o pontapé.Foi por essa altura que Bino ganhou direito à sua primeira entrevista nos jornais. E logo n “A Bola”, que era uma espécie de Record daquela altura. Agradecido pela oportunidade de aparecer e se promover no jornal, Bino fez questão de, em pleno Jamor e na euforia da conquista da Taça, ir entregar ao repórter da Bola destacado para o serviço, a camisola que todo o povo lhe pedia. Álvaro Braga, o pai do júnior, registou o gesto numa referência a um rapaz com “cara de menino, franzino mas valente, modesto, mas feliz”. Foi com esse “corpo miúdo de homem feito, coração generoso e agradecido”, que foi dar a camisola a quem antes o colocou em destaque. Como explicou na altura, “se tinha de oferecer a camisola a alguém era ao jornal que me ouviu pela primeira vez. A Bola contribuiu e eu retribuí”.Numa edição que deveria servir de exemplo à imprensa provinciana de Lisboa e do Porto, a manchete desse dia da Bola, a rasgar toda a 1ª pag., falava numa “final provinciana no Jamor” em que houve “Vira do Minho com toque de tango argentino”. E destacava o espírito de proeza que permitiu vencer a armada invencível de Setúbal. Nessa proeza participou Bino em grande nível, depois de ter falhado o jogo traumático do campeonato, em Setúbal, que os nossos heróis perderam por 8-1. Se dúvidas houvesse sobre o papel e a influência de Bino, a diferença viu-se no Jamor: com Bino de novo a titular limpámos os gajos sem espinhas ali mesmo à beirinha da terra deles.Quatro meses depois, o nosso homem volta a emprestar a sua arte a uma nova epopeia da história do Sp. Braga, na estreia da equipa em competições europeias na já defunta Taça dos vencedores da Taça. Eu ainda era miúdo mas desta lembro-me bem: fomos a Atenas ganhar ao AEK (foi outra vez limpinho: perderam lá e cá e foram à vida deles) e no jogo da volta, na Ponte de S. João, estiveram 40 mil bracarenses. Só a receita de bilheteira deu mais de mil contos (fora os cachets das televisões, os contratos publicitários, o maketing e o merchandizing) e cada jogador levou para casa dois contos de rei. Assim é que é falar... No caso de Bino, e segundo o cronista Cruz dos Santos da Bola, foi a compensação para o “atrevimento e a combatividade” que denotou tanto a rasgar no flanco esquerdo como a participar na muralha defensiva, o que o levou a ser cotado como o melhor em campo.E esta eu não vi nem li descrito em lado nenhum, mas aposto que, como com bracarense que é, o Bino também deu uns casquetes na confusão que se gerou na vinda dos gregos a Braga. Depois de sofrer uma entrada de Perrichon, Vassilion pontapeou Luciano no baixo ventre e, ainda segundo a Bola, “houve três minutos de porrada, empurrões e sopapos, ameaças e piropos” que só a intervenção da polícia conseguiu serenar. Hoje sei que o sr. Albino Sousa nem é homem de se meter em confusões, mas também não duvido que lhe deve ter sabido bem molhar a sopa no mau perder dos gregos. Desta vez houve dois arraiais: um de bola e outro de porrada, porque os limites da hospitalidade, para um homem minhoto de gema, acabam no baixo ventre.Ainda nesse ano, Bino fez o jogo mais glorioso da carreira precisamente na visita do Glorioso a Braga, entre as duas mãos da eliminatória seguinte da taça das taças, com o Gyor. Pois dizia eu que os então campeões da Europa vieram a Braga ser humilhados, com ecos que soaram por todo o mundo. O Benfica e o Eusébio tinham sido aviados com quatro secos e, mesmo sem ter marcado, Bino foi considerado pelos especialistas do Record o homem do jogo. Não admira que, depois de ter dado tudo o que tinha para dar ao Sp. Braga, fosse recrutado em fim de carreira para passear a sua classe na milionária Liga do Canadá.É por tudo isto e por muito mais que os Bravos da Boa Luz decidiram, muito justamente, juntar esta noite admiradores e amigos do Bino para a merecida festa de homenagem no ano em que se comemoram quatro décadas de um feito que fica para a eternidade. Porque foram estes rapazes que, no tempo em que os presos na cadeia de Braga construiam o Estádio 28 de Maio, já trocavam os olhos com as roscas do Bino, nas futeboladas que faziam no largo da Boa Luz. A prova de que ainda não esqueceram os nós cegos que o Bino lhes pregava é esta confraternização.Parabéns ao Sr. Albino Sousa!Vivam os Bravos da Boa Luz!!"

terça-feira, novembro 11, 2008

Era o maior clube do Mundo!



Sepsi, o Maldini da Roménia que o Benfica despachou para o Racing Santander, deu uma entrevista interessante ao Prosport, jornal desportivo do seu País, anunciando que não quer nunca mais voltar ao emblema encarnado. Eis algumas pérolas, com fotografia do craque a condizer (sou franco, pensava que o Pepsi, i.e, o Sepsi era benfiquista desde pequeno):

«Para ser sincero, vou lutar para ficar no Racing. Não quero voltar ao Benfica, porque as pessoas portaram-se mal. Tiveram atitudes que não dignificam um clube com aquela grandeza.»

«Na reunião antes do início da temporada, eu não fui autorizado a treinar com a primeira equipa. Parecia que era algum vagabundo ou drogado. Treinei com os outros renegados. Quique Flores, o novo treinador, disse-me: 'Você é um bom jogador, mas eu não preciso de você e o melhor é ir em frente e encontrar outro clube'. Lá não volto de certeza.»

De certeza...

segunda-feira, novembro 10, 2008

UM "BODE" CHAMADO PAIXÃO

Nunca considerei Bruno Paixão um árbitro de grande qualidade, embora saiba que vários responsáveis do sector têm uma opinião bem diferente, razão pela qual, por exemplo, elegem-no para embates como o de domingo em Alvalade. Não aprecio a forma pouco convicta como dirige as partidas ou a forte tendência para ser o centro das atenções. Umas vezes é exageradamente permissivo com as acções dos jogadores, enquanto noutras parece estar no meio de uma batalha campal, distribuíndo cartões a torto e a direito. Por outras palavras: não o aconselharia - caso isso seja possível um dia e o senhor esteja interessado - a enveredar pelo profissionalismo. Deve ter mais jeito noutra área qualquer.Posto isto, há que acrescentar que o desempenho de Paixão no Sporting-FC Porto não foi, de facto, famoso. Bem pelo contrário. Como de costume, utilizou critérios diferentes em lances similares; nunca soube distinguir agressividade de violência; perdeu muito cedo o controlo das operações e cometeu um ror de falhas técnicas, ignorando, por exemplo, algumas grandes penalidades, das mais óbvias às dúbias. Mas, depois de assistir ao coro de críticas a que foi sujeito no final da partida, sinto necessidade de dizer que, muitas delas, são injustas e infundadas. Estamos a falar de um árbitro sofrível e de uma exibição fraquinha, mas convém realçar que nem o FC Porto ganhou ou o Sporting perdeu por sua culpa. E caso a lotaria dos penáltis tivesse sido favorável aos leões... diria exactamente o mesmo. Se Paixão teve algum mérito foi não ter prejudicado o clube A ou B. Limitou-se a ser mau para ambos, para o futebol, para si próprio.Técnicos e jogadores, no final do duelo, falaram a uma só voz, atacando Paixão como se fossem do mesmo emblema. Mas se concordo que todos tinham razão em apontar-lhe erros, alguns deviam pensar bem antes de abrir a boca. É que assim evitavam, também eles, fazer tristes figuras, pois parece claro que muitos dos intervenientes não fazem a mínima ideia dos lances que protagonizaram em campo. Ou então têm a memória curta e/ou selectiva...Hulk não foi bem expulso depois de, tendo um amarelo, simular (mal) um penálti? Pedro Emanuel não foi correctamente admoestado com o segundo cartão após "varrer" João Moutinho? Caneira não bateu com a bota em Hulk após uma queda e de seguida não teve comportamento incorrecto (sujeito a sanção disciplinar) ao alinhar num "encosto de cabeça" com o brasileiro?Se jogadores e técnicos se derem ao trabalho de rever o jogo vão perceber que, caso Paixão fosse um bom árbitro, talvez a partida tivesse mais que 3 vermelhos. Para além das expulsões por acumulação, pelo meio ainda se arranjavam alguns lances que podiam ter valido saídas de cena directas.Entre todas as críticas, a mais feroz e desmedida foi a de Paulo Bento que, visivelmente nervoso, generalizou sem razão. O técnico leonino considera que todos os árbitros portugueses são incompetentes. É a sua opinião e respeito-a. Mas será que não se salva nenhum? Os bons só existem no estrangeiro, nas competições internacionais? Será que lhe agradam o que recentemente impediu o Atlético de Madrid de vencer em Liverpool, o que sonegou a participação do Vitória de Guimarães na "Champions" ou aquele que, no último Europeu, não viu Ballack a empurrar Paulo Ferreira?Portugal tem, efectivamente, alguns maus árbitros. Mas eles existem em todo o lado. O problema é que aqui todos os clubes gostam de justificar os desaires com os erros alheios. Nesta nossa terra, os juízes vestem regularmente a pele de "bodes". O de domingo chamava-se Paixão!PS - Só por curiosidade, gostava de saber quantos penáltis Paulo Bento considera terem existido em Alvalade...
LUÍS AVELÃS
também em www.record.pt

Bruno Paixão no fim da linha...

Bruno Paixão, teve uma arbitragem complicadíssima, não conseguindo aplicar as leis do jogo.
A determinada altura, já não exibia cartões amarelos, com receio de que fosse o segundo e aconteceu para ambas as equipas.
Não vale a pena insistir mais neste jovem árbitro, porque no seio dos árbitros, na ultima década, Bruno Paixão não era considerado como um árbitro de grande qualidade, embora todos sabiam que vários responsáveis do sector, desde o tempo de José Guilherme Aguiar e Luís Tavares, tinham uma opinião bem diferente.
Aliás, Pinto de Sousa e Carlos Esteves consideram-no capaz, razão pela qual, continuam, quer no presente, quer no passado, a nomeá-lo para jogos clássicos como o de domingo em Alvalade.
Nunca gostei, da maneira pouco convicta como arbitra os jogos, a forte tendência para ser o centro das atenções, com risinhos para disfarçar nervosismo, procurando ser o menino do jogo.
O seu mau hábito, é de inicio contemporizar com os jogadores, e de um momento para o outro, parece estar no meio de uma batalha campal, distribuindo cartões como se de publicidade se tratasse.
Houve sempre a desculpa e a compreensão, de que era muito jovem, sem maturidade, sem experiência, condições que iria ganhar ao longo do tempo e dos jogos.
Nada disso aconteceu, apenas se manteve superprotegido em toda a sua carreira.
Bruno Paixão, foi um "produto" chique e moderno, de um sistema (método) que geria a arbitragem, que julgavam que ter um árbitro internacional jovem, seria a solução, para o melhoramento da imagem da arbitragem portuguesa, nas cúpulas internacionais.
É necessário finalmente perceber agora, qur Bruno Paixão pode estar a "tapar" o lugar a outro árbitro mais capaz e por isso quem faz a actual gestão do futebol profissional e da arbitragem não pode ter contemplações.
Até porque, arbitragens como a de ontem desprestigiam o futebol, afastam publico do estádio e não são tentadoras para novos investimentos publicitários na modalidade.
Bruno, não tem condições para ser árbitro da primeira liga profissional e muito menos para ostentar as insígnias da FIFA, orgulhosamente ao peito, pois nunca conseguirá ter uma carreira nacional nem internacional com sucesso.
Assim sendo, a arbitragem de Bruno Paixão no Sporting-FC Porto, tal como o costume,não agradou a ninguém, nem a um lado, nem ao outro, nem a quem gosta de futebol.

P.S. como de costume mais lá para o fim da semana publicarei a análise aos casos do jogo de ontem (publicados hoje no Jornal de Noticias).

MUITO ANTES DA PONTE DA ARRÁBIDA...


Época de 39/40. Enquadramento - o F. C. Porto tinha ficado em terceiro lugar no regional, mas participou no campeonato por causa de uma manobra administrativa. A Federação Portuguesa de Futebol fez o alargamento à pressa, as portas abriram-se. Os portistas foram campeões e estiveram quase a consegui-lo sem derrotas, mas, a 21 de Abril de 1940, perderam no Lumiar. O Sporting venceu por 4-3 com o golo da vitória a ser marcado a 20 segundos do fim. Ângelo César, o presidente da altura, já reclamava os privilégios dos clubes de Lisboa. Na equipa distinguiam-se os croatas Petrak e Kordrnya

Depois de ter conquistado os campeonatos de 38/39 e 39/40, o FC Porto sonhava, pela primeira vez, com o seu terceiro título consecutivo. Mas já na época do "bi" a prova teve que ser alargada de forma a repor a "justiça", após uma decisão da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) contrária à da Associação de Futebol do Porto, que colocava o Leixões no "Nacional", em detrimento dos (campeões) portistas. A ilógica da determinação federativa era tal que a formação de Matosinhos recusou o lugar, alegando que a equipa que deveria estar por direito na fase final era o FC Porto. E o FC Porto, com Mihaly Siska no comando técnico, provou então, que era a melhor equipa nacional Na temporada de 40/41, a FPF radicalizou as suas acções de forma serem mais eficazes. Angelo César, presidente do FC Porto, utilizava, naquela altura um discurso (idêntico àquele que viria a ser retomado por Pinto da Costa) contra os poderes instituídos em Lisboa, contra as arbitragens que prejudicavam constantemente as equipas do Norte favorecendo, por outro lado, as do Sul. E quando se levantou a grande polémica que marcou a época de 39/40, Angelo César clamava por justiça, mais do que nunca. Para não voltarem a ser incomodados e ainda, por cima, obrigados conceder-lhe razão, os senhores da FPF irradiaram o presidente portista. Os portistas elegiam simbmente Angelo César para presidente da Assembleia Geral, mas o grito de revolta ecoava por toda a cidade. Por coincidência (?), desde que a voz incómoda de César foi amordaçada, começaram então as arbitragens que de forma descarada prejudicavam sucessivamente o FC Porto, como se pode constatar na consulta de qualquer jornal da época. Logo no primeiro jogo entre os "grandes", o Sporting recebeu os portistas e ganhou por concludente 5-1. Como se não bastasse o resultado ser tão desequilibrado, o sportinguista João Cruz lesionou gravemente o guarda-redes portista, Bela Andrasik, que foi evacuado para o Hospital de São José. Henrique Rosa, o homem que de negro vestido, pintou a sua actuação de verde e branco, encarregou-se de consentir o terceiro golo na sequência de um fora de jogo claríssimo e validou o quarto tento, quando o guardião Andrasik se contorcia com dores no chão, graças a duas fracturas nos ossos da face, depois da agressão de João Cruz.
A guerra Norte-Sul adensou-se ainda mais quando Carlos Pereira, a meio da época, optava por jogar no Unidos FC, um clube de Lisboa que lhe ofereceu o dobro do vencimento que auferia no FC Porto e ainda 30 contos de "luvas". A equipa portista, sempre comandada por Siska, ainda conseguiria fechar o campeonato com uma vitória de 5-2 sobre o Benfica, mas a derrota consentida no Lima, ante o Sporting tinha-a já atirado irremediavelmente para fora da rota do "tri", naquele em que seria mais tarde recordado como o ano em que os árbitros viraram "anjos negros".

QUANDO O ASSUNTO É PAIXÃO...

Ok, todos sabemos que quando o assunto é paixão rapidamente se perde a razão. Por isso é sem espanto que reparo que portistas e sportinguistas têm...razões de queixa da arbitragem de Bruno Paixão no clássico de ontem. Um jogo muito intenso, classicamente "com duas partes distintas" e ainda uma terceira (o prolongamento) e uma quarta (o desempate através de pontapés da marca dos 11 metros). Querem mais? Nos tempos que correm, é muito... Não sei o que os especialistas de arbitragem dizem, sei apenas aquilo que vi: o árbitro a deixar por marcar uma grande penalidade para cada lado e dúvidas noutros lances na grande área. Estava-se mesmo a ver que Bruno Paixão ia hesitar. Desde o primeiro minuto que fez uma "arbitragem defensiva", o que é meio caminho andado para que as coisas mais cedo ou mais tarde descambem. O jogo não foi fácil pois os níveis de testosterona, ou de naflatina, como diria Mário Jardel, estiveram sempre muito altos, mas a abordagem disciplinar do árbitro de Setúbal também não foi a melhor. Feitas as contas, a equipa mais prejudicada foi o FC Porto, pois perdeu Pedro Emanuel e Hulk para o difícil jogo com o V. Guimarães (já com Nuno Assis e Luís Filipe) que aí vem. Em termos de futebol jogado, foi uma partida de Taça, brava, emocionante, daquelas de que "o meu povo gosta". É o mais importante. O FC Porto mais uma vez teve estrelinha mas esta também se procura e foi isso que a equipa de Jesualdo Ferreira fez. O losango do Sporting teve momentos de grande plenitude. Posto isto, custa um bocadinho reduzirmos o clássico aos erros, factuais e reais, de Bruno Paixão, decididamente um árbitro que não tem andamento para estas vidas e que não tem condições para apitar jogos grandes. O que fazer com Bruno Paixão, que esteve longe (depuradas as paixonites) de fazer uma arbitragem miserável, é o grande desafio para os homens que mandam na arbitragem portuguesa.
PS - Os portugueses tiveram também um bom exemplo em Pinto da Costa, no final do jogo, do fenómeno conhecido por "rir por dentro".

domingo, novembro 09, 2008

Benfica em Guimarães


Aproveitando o intervalo do jogo em Alvalade para a Taça de Portugal, recordo aqui algumas decisões correctas e erradas de Carlos Xistra, num jogo muito complicado e dificil em Guimarães, com uma análise exaustiva:

03 Minutos de Jogo – Grande penalidade clássica por assinalar Danilo entra de carrinho atingiu Aimar e se Xistra julgou como simulação teria que exibir o cartão amarelo
05 Minutos de Jogo – Protestos injustificados Xistra assinalou bem pontapé de baliza pois a bola tocou em Roberto
11 Minutos de Jogo – Bem exibido o cartão amarelo a Danilo que deliberadamente derrubou Reyes
18 Minutos de Jogo – Golo legal de Sidnei pois na falta anterior bem assinalada sobre Aimar a bola não saiu pela linha lateral
19 Minutos de Jogo - Falta de critério e coerência pois agora Flávio jogou a bola e em seguida atingiu Aimar assinalando uma falta que não era Xistra provou que é mais fácil assinalar os livres do que as penalidades
23 Minutos de Jogo - Mal assinalado por Celso Pereira o fora de jogo a Suazo que se isolou em posição legal
32 Minutos de Jogo – Flávio atinge Aimar no rosto com o braço na disputa da bola e sem intencionalidade, Xistra bem não o puniu disciplnarmente
33 Minutos de Jogo - Bem exibido o cartão amarelo a Flávio por simulação, mas Xistra voltou a demonstrar que é mais fácil exibir longe da área de grande penalidade
41 Minutos de Jogo – Golo legal e bem analisada posição legal de Douglas quando se isolou
42 Minutos de Jogo - Bem exibido o cartão amarelo a Reyes que derrubou João Alves
45 Minutos de Jogo – 2º cartão amarelo a Reys que atingiu as costas de Andrezinho um pouco exagerado até tendo em consideração outros lances antes e depois deste.
2ª Parte
57 Minutos de Jogo – Atraso deliberado ao guarda-redes Quim não punido com livre indirecto
63 Minutos de Jogo – Bem exibido o cartão amarelo a Wénio
65 Minutos de Jogo – Roberto sente o encosto de Maxi e deixa-se cair bem Xistra não assinalou grande penalidade
69 Minutos de Jogo – Expulsão perdoada a Andrezinho por conduta violenta sobre Suazo pontapeando-o no rosto
76 Minutos de Jogo – Falta bem assinalada Roberto agarrou e e derrubou Maxi Pereira
79 Minutos de Jogo – Bem advertido o treinador adjunto do Benfica que entrou em terreno do jogo sem autorização
81 Minutos de jogo – Douglas joga a bola com a mão deliberadamente sendo perdoado o cartão amarelo
86 Minutos de Jogo – Bem exibido o cartão amarelo a Yebda que pontapeou a bola para longe com o jogo interrompido

sábado, novembro 08, 2008

UMA CARTA PARA O DIRECTOR DE A BOLA


A “TERTÚLIA LEIXONENSE” na sua última reunião do Secretariado realizada em 9/10/2008, decidiu manifestar junto de V.Exª o nosso desagrado, repúdio e indignação, pelo título de 1ª página do Jornal “A BOLA”, do dia 7 do corrente mês, em que faz referência ao jogo do dia anterior entre o LEIXÕES S.C. e o BENFICA, ao dizer “HORROR DAS ESTRELAS AOS PEQUENOS PALCOS”.
Considerar o Estádio do Mar um pequeno palco é ofensivo para os LEIXONENSES e revela um desconhecimento, estranho, incompreensível e grave da história do LEIXÕES S C. e do Futebol Português.
O que diriam grandes Jornalistas como; CÂNDIDO DE OLIVEIRA, VITOR SANTOS, HOMERO SERPA e outros, a uma frase como esta, que subestima e diminui um Clube com a importância que o LEIXÕES S. C. tem no panorama Desportivo Português??!! SIM O QUE DIRIAM…?
E o que diriam também sobre a crónica do jogo?! Que é, isso sim, um autêntico lamento pelo resultado do jogo, que não foi do agrado do Benfica e que por acaso também não foi do agrado do LEIXÕES.
EXMº SENHOR DIRECTOR VITOR SERPA.
Este tipo de frases não fica bem ao jornalismo isento, e para bem do Desporto, sugerimos a V.Exª um maior cuidado nas apreciações e comparações PERANTE OS CLUBES QUE NÃO SÃO DA VOSSA PREFERÊNCIA …
Assim a “TERTÚLIA LEIXONENSE” julga que é de toda a justiça, que o Jornal que V.EXª dirige, dê a conhecer este nosso protesto a todos os leitores do Jornal “A BOLA” e que esclareça os LEIXONENSES desta vossa atitude, que mais uma vez repudiamos e lamentamos.
Ficamos aguardar o vosso esclarecimento aos leitores.
EM TEMPO;
A “TERTÚLIA LEIXONENSE” reserva-se no direito de tornar público esta sua missiva.
Estádio do Mar, -Sede Provisória, 10 de Outubro de 2008.
O SECRETARIADO DA “TERTÚLIA LEIXONENSE”

LOIRAS E BÓINAS DE VITORINO AO ATAQUE

As loiras platinadas e os profes de bóina voltaram ao Terreiro do Paço. Dizem que eram mais de 120 mil.
Não estamos a falar de profissionais com salários em atraso, de trabalhadores da pá e pica, de operários que para ganhar o pão se arriscam a morrer nas autovias espanholas ou de empregados que recebem o miserável salário mínimo nacional.
São os profes deste país zangados com o modelo de avaliação.
Eles não querem, pura e simplesmente, ser avaliados porque ou não reconhecem este como um bom modelo ou não confiam nos...professores que os vão avaliar.
Esta gente envergonha os professores que o são por vocação e que dão tudo o que têm à escola.
Na hora do país cerrar fileiras, pois a crise vem ai a toda a brida, os profes saíram à rua em campanha pelo decrépito PCP.
Uma vergonha.
Os nossos filhos estão entregues a esta bicharada...

quinta-feira, novembro 06, 2008

CAIR NA REAL

Uma equipa que não consegue vencer o Galatasaray em casa e que perde por 2-0 não merece ir longe na prova europeia da loja do chinês.

ESTAVAS TÃO BEM SENTADINHO NO BANCO

Uma palavra para a exibição do Sp. Braga em S. Siro: fantástico! O mesmo se pode dizer do remate oportunista de Ronaldinho.

É PRECISO EXTERMINAR O FCP

Há uma teoria corrente em Portugal que tem por axioma que é necessária a eliminação do FC Porto para se salvar o futebol em Portugal. Sobretudo por estas razões:- Porque ganha muito e pouco deixa para os outros.- Porque mesmo a ganhar não potencia o negócio-futebol.- Porque, apesar de tantas conquistas, continua a ser um clube regionalista e regional.- Porque não olha a meios para conseguir triunfar.- Porque o seu presidente convida árbitros para tomar café lá em casa.A inveja, sabe-se, é um pecado mortal. A perseverança uma qualidade humana que nos fez divergir dos outros primatas. Ou mesmo de animais predadores e de rapina.Durante muitos anos, repare-se também, o FC Porto não teve um símbolo. Antes de Pinto da Costa reparar no dragão que está no emblema do clube e da cidade que deu nome a Portugal, o símbolo portista era mesmo uma anedota - o "Andrade", figura antiga da história portista do tempo em que o futebol se jogava em pelados. resultado de uma disenção de irmãos a propósito de um recinto utilizado pelo clube.O Sporting tinha o leão, o rei da selva.O Benfica a águia, a rainha dos céus.O FC Porto tinha uma caricatura.Os últimos vinte anos do século XX e os primeiros do século presente perturbaram o normal curso da história. Assistiu-se a uma espécie de invasão dos bárbaros que urge combater com todas as armas. Esquece-se o povo, porém, que os bárbaros somos nós. Como nos diz a história de Portugal, quase tudo o que somos devemo-lo aos romanos e aos ditos mouros. Curiosamente, estes últimos regressaram ao nosso imaginário na figura de adversários dos portistas mais fundamentalistas. Em tempo de guerra não se respeita ninguém...esquecendo-se, por exemplo, que aos árabes devemos quatro séculos de progresso que nem o poder da reconquista conseguiu arrasar. E que Lisboa, por exemplo, a cidade que muitos portistas querem ver a arder, teve no século X um governador mestiço, ou seja, muito antes de Barack Obama ser eleito presidente do Quénia, perdão, dos Estados Unidos.Como se pegou na história como exemplo - e outro melhor não há -, continuo a acreditar que precisaremos de tempo e de distância para perceber a grandeza da obra realizada no FC Porto nos últimos 20/30 anos. Do FC Porto e do seu pontífice máximo, Jorge Nuno Pinto da Costa I e último. Não me estou a referir aos campeonatos conquistados, às conquistas internacionais, ao carisma do líder e à afirmação de uma identidade emocional. Estou apenas a afirmar uma realidade que muitos já quiseram contornar mas que nunca conseguiram. Porque a história não se apaga - quando muito, adormece durante algum tempo.O que ficou e o que está lá é a força de um clube que corre a galope do homem que nasceu para o que faz. E que mais uma vez irá provar que trata das crises como D. Afonso Henriques tratava dos mouros ou mesmo da mãe. Não me venham dizer que o primeiro rei de Portugal não devia ter usado todos os meios para atingir os fins que todos conhecemos. Ou devia ter tido visão de longa distância na perspectiva de que Portugal seria um mau país e uma boa província espanhola.É isso. Convém lembrar de vez em quando que o futebol é uma guerra e que o ódio dos inimigos é proporcional à força das nossas hostes. E, caramba, essa história do regionalismo se calhar não é um defeito mas apenas uma qualidade. Ninguém troca um queijo da serra por uma embalagem de "La vache qui ri".

Também em http://www.record.pt/noticia.asp?id=811038&idCanal=1089

POBREZITOS

O "Record" de hoje revela uma tabela com os maiores salários dos craques da bola portugueses. O "nosso" Ronaldo é líder, com 620 mil euros por mês, com a vantagem de receber à semana. Deco vem logo a seguir com 500 mil euros e Ricardo Carvalho é surpreendentemente o terceiro, com 395 mil euros. Paulo Ferreira (4.º) consegue ganhar mais 10 mil euros (300 mil) que Luís Figo. Estão todos muito à frente dos melhores salários pagos a craques estrangeiros que jogam em Portugal. Suazo, com 150 mil euros/mês, nesse campeonato ganha a Lucho e a Rodriguez (135 mil), enquanto Lisandro, o abono de família portista, com 85 mil euros surge atrás de Luisão, Rochemback, Liedson, Aimar e Reyes. Não nos falem mais, pois, do aumento do salário mínimo nacional...

PORQUE A BOLA É...REDONDA

Desde 1964 que o FC Porto não soma quatro derrotas consecutivas. Há 44 anos, portanto. O tempo vai continuar a correr sobre esta performance horrível. Em Kiev, o FC Porto esteve a um passo de repetir o "feito" mas o golo de Rolando deu a esperança que faltava para a reviravolta. Que se consumou mesmo no fim do jogo. No mesmo lance, o Dínamo falhou o 2-1 e Lucho não falhou na outra baliza. O futebol é bonito porque é assim. O mesmo curto passo separa o desastre da glória.

quarta-feira, novembro 05, 2008

MÃO PESADA


A juíza Manuela Sousa acaba de condenar António Henriques a 28 meses de prisão e Martins dos Santos a 20 meses. São penas pesadas tendo em conta o limite máximo (4 anos) e o facto de os réus serem primários. No seu acórdão, a juíza foi duríssima a considerou mais uma vez as escutas esclarecedoras e o silêncio dos arguidos uma espécie de sinal de comprometimento. Muito crítica também em relação ao sistema de classificação dos árbitros, que considerou viciado, no que ajuda o grande processo que está para julgamento em Lisboa. Carlos Pereira e Rui Alves levaram repreensões pela forma discipliscente como apresentaram a sua versão dos factos e a juíza passou pelas perícias aos jogos como cão sobre vinha vindimada, considerando que não é necessário haver manipulação da verdade desportiva para se provar um crime de corrupção desportiva, bastando a aceitação do acordo. Pode parecer um pormenor mas é um caminho que a ser seguido nos outros processos que estão para julgamento - Boavista-Estrela e Beira-Mar-FC Porto - pode ser decisivo em mais condenações. No final da sessão, Martins dos Santos desabafou e anunciou o seu fim na arbitragem a que estava ligado como técnico. "Infelizmente eram coisas normais nesse tempo", foi como classificou, a minha insistência, o contacto inicial de António Henriques. Martins dos Santos parecia concluir, embora no final do jogo, que devia ter apitado dentro do tribunal.

No saco!



Há quem diga que Derlei é um puxa-saco, daqueles que gosta mesmo de dar graxa ao mister. Acusações infames! Lembrem-se que um remate do brazuca fez injectar milhões de euros na conta-corrente do Sporting, que merecidamente escreve história e passa aos oitavos de final da Champions. Paulo Bento ainda terá hesitado entre castigar Derlei pela expulsão escusada em Vila do Conde ou dar-lhe uma oportunidade de se redimir frente ao Shakhtar. Há detalhes que decidem jogos e Derlei cantou a música do golo ao som do «perdoa-me»...

terça-feira, novembro 04, 2008

REBATE FALSO

Atendendo a pedidos de várias famílias, a bola vai continuar a rolar. Mas aviso: bem mais devagarinho pois o meu dia não tem 48 horas e os ossos precisam de algum repouso...

Árbitro assume funções em Clube



Quase a começar o jogo em Alvalade, recordo, que aqui escrevi em 23 de Outubro o fim de carreira de Lubos Michel.
Pois, Lubos não podia conciliar a carreira profissional (bem remunerada,)com uma carreira em part-time na arbitragem (bastante menos remunerada).
E hoje, ele está aqui em Alvalade, nas suas novas funções de Director - Gestor - Responsável pela Relações Internacionais do Shakhtar Donetsk.
Tudo às claras, ou seja, na maior transparência, com contrato assinado por três anos com o clube.
Recordo-me, que há uns anos atrás, num jogo que participei na Champions League na Alemanha, o delegado ao jogo da equipa italiana era um ex-árbitro.
Em Portugal, já há situações de ex-árbitros a trabalhar nos clubes, mas sempre um pouco escondidos.
Em 2004 / 2005, quando assumi oficialmente o cargo de Chefe de Departamento de Futebol Juvenil no Leixões SC, houve algum espanto, mas tudo correu na perfeita normalidade.
Lamento, que a porta não ficasse aberta em outro clubes, para outros ex-árbitros, pois também podem ter lugar quer na formação, quer no sector profissional dos nossos clubes.
Que o exemplo de Lubos Michel permita que em Portugal outros árbitros assumam funções similares.

domingo, novembro 02, 2008

PORTA-AVIÕES ABANA

Os talibãs do costume já reservaram a Jesualdo Ferreira um lugar na câmara de gás. O treinador parece ser o culpado das três derrotas consecutivas. Se calhar é o menos culpado... Depois de lhe terem "roubado" Bosingwa, Paulo Assunção e Quaresma e "oferecido" Hulk's, Benitez e Sapunarus , o treinador tentou encontrou um novo ponto de equilíbrio mas foi prejudicado também pelo "berro" que Lucho anda a dar. Somado o argentino, temos quatro baixas de vulto em relação ao "onze" que foi tricampeão. Para agravar, alguém convenceu Jesualdo que Helton estava a ser o culpado da fase menos boa e o "homem" lá deu mais uma oportunidade a Nuno, que todos sabermos ser neste momento apenas um bom animador de balneário. Com o presidente estranhamente amorfo, sem conseguir cavalgar mesmo a onda de algumas pequenas vitórias no Apito Dourado, o FC Porto vive numa zona cinzenta propícia à reprodução de ratos de esgoto. Acredito que mais uma vez Pinto da Costa vai conseguir dar a volta por cima e que não vai deixar cair Jesualdo Ferreira. O presidente caminha para os 71 anos mas ainda não está senil e saberá identificar os focos de instabilidade. Aliás, estes estarão mesmo identificados, falta apenas encontrar as melhores medidas para os superar. O corte de cabeças pode começar por onde menos todos estamos a esperar...

sábado, novembro 01, 2008

Felizmente erros sem espinhas...


No intervalo do jogo da Figueira da Foz e porque está frio é melhor dar ao dedo, aproveitei para recordar o jogo de Pualo Batista na semana passada.
O Leixões SC, clube centenário de Matosinhos, venceu no Estádio do Dragão o FC Porto, precisamente 36 anos depois da última vitória alcançada no Estádio das Antas.
De Portalegre, veio o árbitro e errou como quase todos os intervenientes, mas sem que tenha chegado ao fim do jogo com influência directa e negativa no resultado.
Conclui-se, que um dos seus árbitros assistentes errou ao invalidar um golo limpo a Zé Manel, por fora de jogo que não deveria ter sido assinalado, dois defesas e Nuno colocavam o leixonense em jogo.
Discutiu-se no momento e nos dias seguintes, a grande penalidade assinalada a favor do FC Porto.
No futebol não há penalty grande ou pequeno, isso só acontece na tradicional bebida, que se pode escolher o tamanho.
Nas leis do jogo, a grande penalidade não é medida pela intensidade ou pelo tamanho. Não é assim, que é aplicada a formação inicial, nas escolas de árbitros espalhadas pelos vários distritos do país.
Dentro da área de penalidade, sempre que um jogador atacante seja impedido de prosseguir, agarrado, empurrado, rasteirado ou derrubado deve o árbitro punir a equipa defensora com o pontapé da marca de grande penalidade.
No estádio do Dragão, Hulk em corrida travou, quando chegou o momento de parar, dominando a bola e fez a rotação que deveria ter feito.
Junto a si Joel acompanhava o avançado do FC Porto e no momento em que Hulk dominou a bola e fez a rotação o leixonense não parou, levantando a perna do relvado e impedindo com o seu joelho e coxa que Hulk prosseguisse, atingindo-o na sua perna. Aliás, em outra jogada mais tarde dentro da área, o mesmo Joel, no lance do golo de Lisandro, evitou o contacto, permitindo que o avançado portista rematasse e marcasse golo.
Discutir, se Paulo Batista assinalaria a mesma grande penalidade se fosse favorável ao Leixões, é discussão que não se deve colocar, até porque não seria a primeira vez, que ele o faria, em casa do FC Porto.

BOLA NA ÁREA JÁ É SITE

Depois de muitos anos como blogue e de uma migração para o site do Record, BOLA NA ÁREA agora é um site. Já está no https://bolanaarea.pt/ .