Um resultado lisonjeiro para o FC Porto numa noite negra do campeão nacional. Um verdadeiro filme de terros classe B no Emirates Stadium. Ou a projecção de uma imagem de um futebol português que se vai esvaziando de valores e cada vez menos competitivo a nível internacional, como o provam também as prestações das nossas equipas na primeira mão da 1.ª eliminatória da Taça UEFA.terça-feira, setembro 30, 2008
ATROPELAMENTO E FUGA
Um resultado lisonjeiro para o FC Porto numa noite negra do campeão nacional. Um verdadeiro filme de terros classe B no Emirates Stadium. Ou a projecção de uma imagem de um futebol português que se vai esvaziando de valores e cada vez menos competitivo a nível internacional, como o provam também as prestações das nossas equipas na primeira mão da 1.ª eliminatória da Taça UEFA.EU "SHOW" CARLOS PEREIRA*

O presidente do Marítimo, Carlos Pereira, que se tem eternizado no poder, entrou como um leão no tribunal de Gondomar e saiu à sendeiro. À segunda resposta ao procurador em tom arrogante e desafiador, a juíza Manuela Sousa pô-lo na linha. Sobre o Marítimo-Nacional da época de 2003/2004, na 31.ª jornada, quando a equipa maritimista lutava mano a mano com o Rio Ave por uma posição (6.º lugar) europeia, Pereira disse displicentemente que foi um "jogo normal, como tantos outros em 25 anos de dirigismo, foi normalíssimo". O procurador Paulo Sérgio Ferreira insistiu: "É verdade que falou a António Henriques e revelou algum mal estar pela nomeação do árbitro Martins dos Santos?"Falo com ele desde os dez anos de didade, falo todos os dias com ele...", respondeu, com um sorriso nos lábios, o presidente do Marítimo. E foi aqui que a juíza saiu do sério. "Se falava com ele todos os dias, como é que não se recorda que falou com ele sobre o árbitro?" Instado a revelar alguma coerência, Carlos Pereira mudou de registo e seguiu-se este delicioso pergunta-resposta:
PROCURADOR – Tem contactos de mais algum árbitro de futebol?
CARLOS PEREIRA - Não.
PCR- Estava apreeensivo quanto a resultado do jogo Marítimo-Nacional?
CP - Estou apreensivo em todos os jogos, são tantos os jogos...
PCR - Não tinha receio de que o desfecho fosse desfavorável à sua equipa?
CP - Não vinha mal ao mundo, o Marítimo já não descia de divisão.
PCR - No final desta época quantas equipas iam às competiçoes europeias?
CP - Seis equipas
PCR - Em que lugar terminou o Marítimo?
CP - 6.º lugar.
PCR - Isso não lhe causava nenhuma apreensãoo?...
CP - Não.
PCR - Em que lugar da tabela estava o Marítimo nesta jornada, faz ideia?
CP - Não.
PCR - Recorda-se do jogo anterior a este?
CP - Não. O meu sonho é chegar à Liga dos Campeões! Há sempre três resultados possíveis...
PCR - Nessa época, o objectivo era colocar o Marítimo nas competiçoes europeias?
CP - Não. O meu sonho é chegar à Liga dos Campeões. Primeiro objectivo é nao descer de divisão, segundo a Taça UEFA, a seguir ir à Liga dos Campeões.
PCR - Tinha conhecimento que o Nacional teria aliciado alguns árbitros com prostitutas?
CP - Aquilo que posso confirmar é o que li na comunicação social, agarrei e mandei para a Liga.
PCR - O sr tinha conhecimento ou não antes da informação na comunicação social de que eventualmente o sr presidente do Nacional utilizaria alguns métodos menos leais para obter favores de certos árbitros?
CP - A esta distância não posso afirmar, o que posso afirmar é que era voz corrente na região.
PCR - E isso não lhe causava um certo receio?
CP - Cada um é responsavel pelos seus actos. É evidente que discordo...
MANUELA SOUSA (a juíza) - Sabendo que da outra equipa utilizavam determinados expedientes para agradecer aos árbitros, não receabava que a sua equipa fosse prejudicada?
CP - Se tivesse presenciado, receava, mas tudo quanto era rumor...
MS- Tanto não receou que remeteu para a Liga...
CP - Por isso é que mandei para a liga
MS - Porque receou?
CP - [encolhe os ombros...]
MS - Deu conta desse receio a António Henriques?
CP - Não.
PROCURADOR- Comentou essa situação ou deu conta dela a António Henriques?
CP - Acho que não.
PCR- Sabe se António Henriques tinha conhecimento desses rumores?
CP - Ele é bom cidadão, conhece a região.
Lourenço Pinto, advogado de Martins dos Santos, face a este cenário obviamente nada quis perguntar a Carlos Pereira.
CARLOS PEREIRA - Não.
PCR- Estava apreeensivo quanto a resultado do jogo Marítimo-Nacional?
CP - Estou apreensivo em todos os jogos, são tantos os jogos...
PCR - Não tinha receio de que o desfecho fosse desfavorável à sua equipa?
CP - Não vinha mal ao mundo, o Marítimo já não descia de divisão.
PCR - No final desta época quantas equipas iam às competiçoes europeias?
CP - Seis equipas
PCR - Em que lugar terminou o Marítimo?
CP - 6.º lugar.
PCR - Isso não lhe causava nenhuma apreensãoo?...
CP - Não.
PCR - Em que lugar da tabela estava o Marítimo nesta jornada, faz ideia?
CP - Não.
PCR - Recorda-se do jogo anterior a este?
CP - Não. O meu sonho é chegar à Liga dos Campeões! Há sempre três resultados possíveis...
PCR - Nessa época, o objectivo era colocar o Marítimo nas competiçoes europeias?
CP - Não. O meu sonho é chegar à Liga dos Campeões. Primeiro objectivo é nao descer de divisão, segundo a Taça UEFA, a seguir ir à Liga dos Campeões.
PCR - Tinha conhecimento que o Nacional teria aliciado alguns árbitros com prostitutas?
CP - Aquilo que posso confirmar é o que li na comunicação social, agarrei e mandei para a Liga.
PCR - O sr tinha conhecimento ou não antes da informação na comunicação social de que eventualmente o sr presidente do Nacional utilizaria alguns métodos menos leais para obter favores de certos árbitros?
CP - A esta distância não posso afirmar, o que posso afirmar é que era voz corrente na região.
PCR - E isso não lhe causava um certo receio?
CP - Cada um é responsavel pelos seus actos. É evidente que discordo...
MANUELA SOUSA (a juíza) - Sabendo que da outra equipa utilizavam determinados expedientes para agradecer aos árbitros, não receabava que a sua equipa fosse prejudicada?
CP - Se tivesse presenciado, receava, mas tudo quanto era rumor...
MS- Tanto não receou que remeteu para a Liga...
CP - Por isso é que mandei para a liga
MS - Porque receou?
CP - [encolhe os ombros...]
MS - Deu conta desse receio a António Henriques?
CP - Não.
PROCURADOR- Comentou essa situação ou deu conta dela a António Henriques?
CP - Acho que não.
PCR- Sabe se António Henriques tinha conhecimento desses rumores?
CP - Ele é bom cidadão, conhece a região.
Lourenço Pinto, advogado de Martins dos Santos, face a este cenário obviamente nada quis perguntar a Carlos Pereira.
* um retrato impressionista do dirigismo desportivo na Tugolândia.
segunda-feira, setembro 29, 2008
O QUE FAZ O TÓI AO LADO DO ERIKSSON?
APITO VOLTA À CARGA

Primeira sessão, em Gondomar, do julgamento de Martins dos Santos e António Henriques. A sessão está a decorrer e...está ao rubro. Foram ouvidos os peritos Vítor Pereira - que acabou por ser repreendido pela juiza devido a um "suponhamos" -, Adelino Antunes e Jorge Coroado - que no final se queixou de ter sido ultrapassado por Vítor Pereira na ordem de chamada, que foi alterada a pedido do primeiro... À tarde, a primeira testemunha de defesa, Carlos Pereira, presidente do Marítimo, se bem que a saca-rolhas acabou por considerar que na Madeira era voz corrente que Rui Alves, presidente do Nacional, oferecia prostitutas aos árbitros que apitavam os jogos da sua equipa. A juíza Manuela Sousa está claramente de faca afiada e pôs Pereira a suar as estopinhas, e até mandou Martins dos Santos sentar-se direitinho no banco dos réus, onde começou a deslizar...
domingo, setembro 28, 2008
É sempre bom deixar a poeira assentar

Há exemplos que sigo na vida. Há atitudes que também servem de exemplo.
Sou um defensor acérrimo do nosso Presidente da Republica professor Aníbal Cavaco Silva. Por ele fiz campanha.
No período dele como primeiro-ministro vi e senti este país desenvolver.
Isto vem a propósito de uma das muitas qualidades do nosso presidente, quando o assunto é controverso e não urgente, deixar passar algum tempo para quando achar o momento oportuno se pronunciar.
É assim que tento fazer...e neste caso deixei passar algum tempo.
Com o Eugénio tenho uma relação de amizade, mas isso não implica que concorde com o seu artigo sobre o desporto para deficientes, antes pelo contrário.
Claro está que, conhecendo-o como conheço, sei que não quis escrever aquilo que muitos pensam que ele escreveu.
Até já reconheceu e admitiu "que alguns dos termos usados não tenham sido os mais felizes mas lendo e relendo o que escrevi continuo a pensar que não ofendi ninguém e muito menos discriminei..." precisamente o que eu esperava.
Ontem, em Rio Maior, Eugénio Queirós, que já participou em outras acções com árbitros, começa a gostar de sentir a arbitragem.
A situação extremou-se, mas nada como conhecer mais profundamente o lado que se critica.
Quem sabe se nos próximos tempos, o Eugénio irá participar num colóquio, num convivio, num congresso de deficientes ou num curso intensivo para linguagem gestual de surdos-mudos.
Iria certamente perceber algumas coisas e iria cada vez gostar mais de sentir esse lado de experiência de vida que seria gratificante, sobretudo as conversas que teria com alguns dos cidadãos que vivem o seu dia a dia na esperança de viver cada dia de cada vez.
As portas devem-se abrir do lado de quem está ofendido, para mostrar a quem não teve a intenção de ofender, de que afinal poderá não estar totalmente esclarecido.
MAIS UMA LIÇÃO DE DEMAGOGIA DE MOURINHO

Começo a ficar um bocado farto da demagogia de José Mourinho mas não deixe de ficar contente quando o vi humilhar os arrogantes jornalistas da "stampa" italiana, uma cambada de pedantes eufeudada a diversos poderes. O "The Special" deu assim grande força a Baresi, passou a escova pelo presidente Moratti (o homem deve ter o seu poder para o Zé fazer isto) e pôs os "giornalistas" na linha a propósito do facto de ter mandado um adjunto falar na sua vez. Fez-me recordar o tempo em que, no FC Porto, mandava o Baltemar Brito falar e ficava na sala ao lado a comentar as frases curtas e duras do central brasileiro que, convenhamos, fez a sua carreira em Portugal mas não pode ser comparado a Baresi...ou se calhar pode pois este Baresi, como muito bem alertou a clientela, é o irmão do grande central que brilhou no Milan e na selecção italiana. Fica a correcção e mais uma vez desculpem a ignorância do macaco. Ainda quanto ao Baltemar, um pouco mais de respeito pois era um central de respeito, com as meias caídas e farta cabeleira de jagunço.
O COLOSSO

Anos sucessivos de seca.
Presidentes loucos. Dirigente vaidosos e incompetentes.
Treinadores fracos. Jogadores medíocres.
Opções estúpidas. Estratégias erradas.
Ok, tudo bem. O Benfica pode ter passado por tudo isto mas a sua força continua a ser avassaladora, emergindo sobretudo quando a equipa ganha. Uma erupção poderosa, uma demonstração de força.
EM RIO MAIOR, COM O FUTURO DO APITO

Ontem, sábado, participei numa acção de formação de 65 árbitros com idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos, no centro de estágios de Rio Maior, numa iniciativa da APAF coordenada por Paulo Paraty e Cunha Antunes. Cada vez gosto mais de sentir este lado da arbitragem e a experiência vivida foi gratificante, sobretudo a conversa que tivemos com alguns dos miúdos após o módulo destinado a analisar o relação árbitro-comunicação social, que acabou por ir muito para além deste tema. Preparei um texto que li à plateia e penso que esta gostou, embora o período de perguntas e respostas que se seguiu tivesse sido bem mais interessante...embora polémico. O meu amigo João Pim Pim, de A BOLA, também ajudou à festa.
Começo com uma pergunta:
É o futebol uma guerra?
À primeira vista, pelo menos parece.
Vejamos:
No futebol há antagonistas.
Há estratégia.
Há ofensivas
Há artilheiros. Pontas-de-lança. Aríetes.
E quando um jogador remata, dispara um tiro.
A segunda pergunta que faço é:
As guerras têm árbitros?
Aparentemente, não.
Ou se perdem ou se ganham. Na antiguidade, as guerras eram terríveis, era o tempo em que valia tudo. Até arrancar olhos.
Mas o mundo, diz-se, evoluiu. As guerras modernas muitas vezes acabam empatadas e até têm observadores ditos neutros. Uma espécie de árbitro com um papel cada vez mais importante num tempo em que as guerras são transmitidas em directo e as emissões de televisão patrocinadas pelas grandes marcas. Chegará o dia em que teremos mesmo uma guerra com sponsor. Mas esse é outro assunto...
Também o futebol começou sem árbitros e hoje estes são considerados protagonistas do espectáculo a que também chamam indústria. Pier Luigi Collina, por exemplo, tornou-se mesmo um ícone da publicidade, mesmo quando é obrigado, hoje na qualidade de presidente do Conselho de Arbitragem italiano, a ter a segurança pessoal que raramente requisitou enquanto juiz de campo.
É certo. Os árbitros não têm a importância dos outros protagonistas do futebol – jogadores, técnicos e dirigentes – mas em termos de notoriedade pública atingiram há muito o ponto de não retorno. Quem gosta de futebol começa a conhecer aqueles que apitam e muitas vezes o árbitro acaba por ser a principal figura no lançamento de um grande jogo. Ou não será notícia o árbitro nomeado para a final do Campeonato do Mundo ou para o próximo Benfica-Sporting?
No tempo das grandes batalhas fraticidas, o árbitro provavelmente era o deus que estivesse mais à mão. Confiando cada uma das hostes no seu deus a sorte e o mérito do combate. Convenhamos, era uma arbitragem claramente tendenciosa, embora consagrada pelo divino.
O árbitro é o dono do livro das leis. Das 17 leis do futebol. Mais a 18.ª, a que chamam bom senso ou critério do árbitro. O árbitro sabe as leis do jogo mas os jogadores, os treinadores, os dirigentes e os adeptos nem sempre. Mas todos falam muito daquilo que desconhecem. Até os jornalistas. Ou sobretudo estes.
Num teste que uma vez orientei para candidatos a jornalistas num jornal desportivo, a primeira questão procurava saber quantas leis tem o futebol? Menos de metade dos candidatos, muitos deles com formação superior e todos adeptos do futebol, respondeu errado. Houve até quem dissesse tinha tantos artigos como a Constituição da nação ou tantos cantos como os Lusíadas de Camões, se bem que esta última resposta até teve alguma graça pois o pontapé de canto é uma dessas 17 leis, por acaso a últimas das leis. O que explica muitas vezes o facto de as próprias leis do jogo serem chutadas para canto por quem mais as devia respeitar: TODOS NÓS.
Mas, tal como se diz na abertura de um livro que vos recomendo, a Agenda do Árbitro, editada pelo Núcleo de Árbitros Francisco Guerra, “não basta saber de cor todas as leis do jogo, é preciso compreender o seu espírito para bem aplicá-las”. Aí também se diz que o árbitro caseiro “é o maior perigo e o maior inimigo do bom futebol”.
Ao que eu acrescento: o árbitro caseiro, o dirigente mal intencionado, o jogador maldoso, o treinador mal criado, o adepto estúpido e o jornalista enfeudado.
Ou seja, o perigo espreita sempre.
O perigo de cair na tentação é tremendo sobretudo para aqueles que não fazem uma formação contínua e uma reflexão permanente sobre tudo os que os rodeia.
Porque, que ninguém tenha dúvidas, muito pode ter mudado no futebol mas o desejo de VENCER continua a ser forte. NINGUÉM QUER PERDER. E muitos são os que querem ganhar NÃO IMPORTA COMO. Isto é, violando leis e consciências, quase num regresso aos primórdios da humanidade, ao tempo em que valia tudo até arrancar olhos.
O árbitro é, nesta guerra, sempre o elo mais fraco.
Porque nada tem a ganhar e tudo tem a perder.
Porque é a única equipa que não tem adeptos.
Porque de todos os protagonistas do futebol é o menos compensado.
Porque quando apita bem não é notícia e um simples erro pode fazer dele manchete.
Ser árbitro pode estar ao alcance de qualquer um.
Ser um bom árbitro, não.
O mais forte tem mesmo de ser aquele que é considerado o elo mais fraco.
Querem maior desafio do que este no mundo do futebol? Eu não conheço outro igual.
Abusando da vossa paciência, trago aqui também mais um livro que fala de futebol e dos árbitros. Não é um livro, é mais um tratado sobre o jogo da bola. O seu autor, Vítor Santos, foi o homem que fez de “A Bola” a bíblia do desporto português. Na obra “Futebol – Bancada de Imprensa”, o jornalista que era conhecido simplesmente por O CHEFE diz o seguinte sobre o árbitro:
“Proclame-se, antes de mais nada, que continuamos a pensar que, na grande república do desporto, a lei que confere aos árbitros plenos poderes é a mais saudável das leis – a que pode conduzir à justa apreensão da ideia do desporto e do espírito do jogo. Realmente, entre revistir de autoridade um juiz único (que pode humanamente errar mas erra per si sem influências estranhas) e a solução que limite e condicione esses poderes, não há que escolher. No ambiente de paixão, de sectarismo, de retaliação em que vive o futebol, destruir a autoridade do árbitro, talhá-la segundo a paixão e infalíveis interesses partidários, conduziria ao caos, à desordem, a uma baixa demagogia da bola, ao nível dos “off-sides”. Entenda-se, portanto, que o árbitro, figura única da justiça do jogo, é e será sempre uma eterna necessidade e uma eterna constante do futebol.”
Por tudo isto, nestas breves palavras de introdução, apenas vos quero dizer que admiro a vossa coragem de seguir por este caminho e que estou disponível para vos aplaudir quando, daqui a uns anos, o vosso nome constar do boletim de um jogo da I Divisão. Ou talvez da final do Campeonato do Mundo. Só então poderei dizer se aqui nasceram bons árbitros e não aberrações fenomenais, como aqui bem perto, no Entroncamento.
Acreditem que o futebol está cheio de ervas daninhas e de minas e armadilhas. Por isso, antes do mais confiem nos vossos mestres. Naqueles que amam a arbitragem fechados num bunker que todos querem atacar. À falta de melhor, lembrem-se sempre: os derrotados transformam o árbitro no inimigo que não conseguiram liquidar dentro das quatro linhas.
Muita força, pois, no longo e estupendo caminho que se abre à vossa frente. Não esperem aplausos. Não sintam os assobios. Sigam apenas na direcção de um futebol sério, limpo e justo.
Recordem-se que comecei com uma pergunta para a qual nunca quis encontrar resposta. Esta só pode ser dada por vós. Não resisto, porém, a uma última citação que vos pode dar uma ajuda. É do humorista brasileiro Millor Fernandes e reza assim:
- O dinheiro não é só facilmente dobrável como dobra facilmente qualquer um.
E se um dia tal acontecer, sempre podem dizer em vossa defesa, ainda citando o Millor:
- Roubava sim, mas só em legítima defesa.
É o futebol uma guerra?
À primeira vista, pelo menos parece.
Vejamos:
No futebol há antagonistas.
Há estratégia.
Há ofensivas
Há artilheiros. Pontas-de-lança. Aríetes.
E quando um jogador remata, dispara um tiro.
A segunda pergunta que faço é:
As guerras têm árbitros?
Aparentemente, não.
Ou se perdem ou se ganham. Na antiguidade, as guerras eram terríveis, era o tempo em que valia tudo. Até arrancar olhos.
Mas o mundo, diz-se, evoluiu. As guerras modernas muitas vezes acabam empatadas e até têm observadores ditos neutros. Uma espécie de árbitro com um papel cada vez mais importante num tempo em que as guerras são transmitidas em directo e as emissões de televisão patrocinadas pelas grandes marcas. Chegará o dia em que teremos mesmo uma guerra com sponsor. Mas esse é outro assunto...
Também o futebol começou sem árbitros e hoje estes são considerados protagonistas do espectáculo a que também chamam indústria. Pier Luigi Collina, por exemplo, tornou-se mesmo um ícone da publicidade, mesmo quando é obrigado, hoje na qualidade de presidente do Conselho de Arbitragem italiano, a ter a segurança pessoal que raramente requisitou enquanto juiz de campo.
É certo. Os árbitros não têm a importância dos outros protagonistas do futebol – jogadores, técnicos e dirigentes – mas em termos de notoriedade pública atingiram há muito o ponto de não retorno. Quem gosta de futebol começa a conhecer aqueles que apitam e muitas vezes o árbitro acaba por ser a principal figura no lançamento de um grande jogo. Ou não será notícia o árbitro nomeado para a final do Campeonato do Mundo ou para o próximo Benfica-Sporting?
No tempo das grandes batalhas fraticidas, o árbitro provavelmente era o deus que estivesse mais à mão. Confiando cada uma das hostes no seu deus a sorte e o mérito do combate. Convenhamos, era uma arbitragem claramente tendenciosa, embora consagrada pelo divino.
O árbitro é o dono do livro das leis. Das 17 leis do futebol. Mais a 18.ª, a que chamam bom senso ou critério do árbitro. O árbitro sabe as leis do jogo mas os jogadores, os treinadores, os dirigentes e os adeptos nem sempre. Mas todos falam muito daquilo que desconhecem. Até os jornalistas. Ou sobretudo estes.
Num teste que uma vez orientei para candidatos a jornalistas num jornal desportivo, a primeira questão procurava saber quantas leis tem o futebol? Menos de metade dos candidatos, muitos deles com formação superior e todos adeptos do futebol, respondeu errado. Houve até quem dissesse tinha tantos artigos como a Constituição da nação ou tantos cantos como os Lusíadas de Camões, se bem que esta última resposta até teve alguma graça pois o pontapé de canto é uma dessas 17 leis, por acaso a últimas das leis. O que explica muitas vezes o facto de as próprias leis do jogo serem chutadas para canto por quem mais as devia respeitar: TODOS NÓS.
Mas, tal como se diz na abertura de um livro que vos recomendo, a Agenda do Árbitro, editada pelo Núcleo de Árbitros Francisco Guerra, “não basta saber de cor todas as leis do jogo, é preciso compreender o seu espírito para bem aplicá-las”. Aí também se diz que o árbitro caseiro “é o maior perigo e o maior inimigo do bom futebol”.
Ao que eu acrescento: o árbitro caseiro, o dirigente mal intencionado, o jogador maldoso, o treinador mal criado, o adepto estúpido e o jornalista enfeudado.
Ou seja, o perigo espreita sempre.
O perigo de cair na tentação é tremendo sobretudo para aqueles que não fazem uma formação contínua e uma reflexão permanente sobre tudo os que os rodeia.
Porque, que ninguém tenha dúvidas, muito pode ter mudado no futebol mas o desejo de VENCER continua a ser forte. NINGUÉM QUER PERDER. E muitos são os que querem ganhar NÃO IMPORTA COMO. Isto é, violando leis e consciências, quase num regresso aos primórdios da humanidade, ao tempo em que valia tudo até arrancar olhos.
O árbitro é, nesta guerra, sempre o elo mais fraco.
Porque nada tem a ganhar e tudo tem a perder.
Porque é a única equipa que não tem adeptos.
Porque de todos os protagonistas do futebol é o menos compensado.
Porque quando apita bem não é notícia e um simples erro pode fazer dele manchete.
Ser árbitro pode estar ao alcance de qualquer um.
Ser um bom árbitro, não.
O mais forte tem mesmo de ser aquele que é considerado o elo mais fraco.
Querem maior desafio do que este no mundo do futebol? Eu não conheço outro igual.
Abusando da vossa paciência, trago aqui também mais um livro que fala de futebol e dos árbitros. Não é um livro, é mais um tratado sobre o jogo da bola. O seu autor, Vítor Santos, foi o homem que fez de “A Bola” a bíblia do desporto português. Na obra “Futebol – Bancada de Imprensa”, o jornalista que era conhecido simplesmente por O CHEFE diz o seguinte sobre o árbitro:
“Proclame-se, antes de mais nada, que continuamos a pensar que, na grande república do desporto, a lei que confere aos árbitros plenos poderes é a mais saudável das leis – a que pode conduzir à justa apreensão da ideia do desporto e do espírito do jogo. Realmente, entre revistir de autoridade um juiz único (que pode humanamente errar mas erra per si sem influências estranhas) e a solução que limite e condicione esses poderes, não há que escolher. No ambiente de paixão, de sectarismo, de retaliação em que vive o futebol, destruir a autoridade do árbitro, talhá-la segundo a paixão e infalíveis interesses partidários, conduziria ao caos, à desordem, a uma baixa demagogia da bola, ao nível dos “off-sides”. Entenda-se, portanto, que o árbitro, figura única da justiça do jogo, é e será sempre uma eterna necessidade e uma eterna constante do futebol.”
Por tudo isto, nestas breves palavras de introdução, apenas vos quero dizer que admiro a vossa coragem de seguir por este caminho e que estou disponível para vos aplaudir quando, daqui a uns anos, o vosso nome constar do boletim de um jogo da I Divisão. Ou talvez da final do Campeonato do Mundo. Só então poderei dizer se aqui nasceram bons árbitros e não aberrações fenomenais, como aqui bem perto, no Entroncamento.
Acreditem que o futebol está cheio de ervas daninhas e de minas e armadilhas. Por isso, antes do mais confiem nos vossos mestres. Naqueles que amam a arbitragem fechados num bunker que todos querem atacar. À falta de melhor, lembrem-se sempre: os derrotados transformam o árbitro no inimigo que não conseguiram liquidar dentro das quatro linhas.
Muita força, pois, no longo e estupendo caminho que se abre à vossa frente. Não esperem aplausos. Não sintam os assobios. Sigam apenas na direcção de um futebol sério, limpo e justo.
Recordem-se que comecei com uma pergunta para a qual nunca quis encontrar resposta. Esta só pode ser dada por vós. Não resisto, porém, a uma última citação que vos pode dar uma ajuda. É do humorista brasileiro Millor Fernandes e reza assim:
- O dinheiro não é só facilmente dobrável como dobra facilmente qualquer um.
E se um dia tal acontecer, sempre podem dizer em vossa defesa, ainda citando o Millor:
- Roubava sim, mas só em legítima defesa.
sábado, setembro 27, 2008
Se vocês não compreendem posso fazer-vos um desenho

Aproveitando a frase do Zé Mourinho aos jornalistas italianos, aproveitando o encerramento da 4ª jornada, após a derrota do SCP no clássico lisboeta e dado que na 4ª feira vão jogar a Basileia, devem estar atentos à leis do Jogo.
Isto porque em Barcelona, no jogo da Champions League que o Sporting CP disputou, o árbitro francês Laurent Duhamel cometeu um erro grave.
Uma confusão instalou-se aos 50 minutos quando o árbitro exigiu a bola e correu para o guarda-redes, recomeçando o jogo com bolo ao solo quando deveria ter repetido o pontapé de baliza.
A bola ao solo é uma forma de recomeço de jogo e aplica-se depois de uma interrupção temporária provocada por uma causa não prevista nas Leis do Jogo.
O árbitro tem que deixar cair a bola no solo no local onde ela se encontrava no momento da interrupção.
O pontapé de baliza também é uma das formas de recomeçar o jogo. A bola é pontapeada dum ponto qualquer da área de baliza por um jogador da equipa defensora e os adversários devem ficar fora da área de grande penalidade até que a bola esteja em jogo. E como entra a bola em jogo? Só quando for pontapeada directamente para fora da área de grande penalidade. Se a bola não ultrapassar o risco da área de grande penalidade o pontapé de baliza deve ser repetido.
A bola ao solo de Barcelona que não sirva de exemplo aos árbitros portugueses, pois Duhamel cometendo um erro técnico pois a bola não saiu fora da área de grande penalidade na execução do pontapé de baliza e assim sendo deveria ter repetido o pontapé de baliza e não deveria ter recomeçado o jogo com bola ao solo no local da interrupção. O Sporting poderia ter protestado o jogo, pois há o princípio da aplicação errada das leis do jogo com desconhecimento da Lei por parte do árbitro Francês.
E neste caso, não foi só o francês que desconhecia a Lei…
O DÉRBI
2-0. Segunda vitória consecutiva para Quique numa fase crucial para o encarnados: o início do campeonato, por norma fatal para o voo da águia. Parece que os "flaps" desta vez não são "flops" e que esta pode levantar voo... Começou mal o Benfica, podia ter sofrido logo um golo, mas foi subindo de produção. A saída de Nuno Gomes consolidou a mudança de paradigma. O Sporting foi muito previsível e não arriscou quando tinha mais força e a iniciativa. Continua com um ponto de vantagem sobre a concorrência directa mas subiu a pressão para a recepção ao FC Porto, na próxima jornada. O campeonato está ao rubro na frente da tabela, perdão, atrás do Nacional da Madeira...sexta-feira, setembro 26, 2008
QUER SER CARTOLA?

Do meu antigo colega dos juvenis do andebol do Leixões, e do coro do Orfeão de Matosinhos, há cinco anos a residir no Brasil, eis o registo de uma iniciativa curiosa e interessante:
A empresa Finincorp anuncia o lançamento do site Donos do Clube - www.donosdoclube.com.br , através do qual pretendem juntar Torcedores e avançar para a compra de um clube de futebol do Nordeste Brasileiro. O projecto é inédito no Brasil, mas não o é na Europa. Baseámo-nos no exemplo recente do Ebbsfleet United Football Club, equipe da 5ª divisão inglesa que foi comprada por um grupo de adeptos, que se juntou através do site My Football Club, embora em moldes financeiros diferentes. Em nosso website adoptamos o sistema de Livres Cotas Sociais, isto é, o Torcedor investe como, quanto e quando quiser. Cada interessado pode fazer o registro no site até dia 22 deste mês. Aí, o registro terá de ser oficializado, com o pagamento de um valor a partir de R$ 3,00 ( Brasil), ou 1 Euro para restantes países, com boleto, transferência bancária ou cartão de crédito. O objectivo é juntar Adeptos como Investidores, para no espaço de um ano, passar à aquisição da percentagem maioritária de um clube. Consumado o processo, os adeptos passam a tomar parte activa na gestão desportiva e financeira do clube. Para tal, formarão uma Sociedade Anónima Desportiva. Tendo em conta as condições financeiras do futebol brasileiro, não será complicado comprar um clube de primeira, que não um dos três grandes do Nordeste. Mas terá sempre de ser analisada a viabilidade da equipe em questão, pretendemos comprar um time "que esteja bem". Se reunirmos número suficiente de Investidores, o Donos do Clube junta o dinheiro para avançar para o negócio. Ainda assim, admitindo não sabermos que sucesso vai ter a iniciativa, assumem a possibilidade de adquirir um clube mais pequeno, a exemplo do Ebbsfleet, caso não se juntem as pessoas pretendidas. Se os membros do Donos do Clube decidirem não avançar com o negócio, receberão o dinheiro de volta. A Finincorp é uma empresa de consultoria empresarial e investimentos corporativos responsável pela iniciativa do projeto, sediada em Recife, Pernambuco. A promoção publicitária do projecto Donos do Clube será feita essencialmente online, nos sites do grupo. Ainda assim, admitem expor a iniciativa em shopping centers e e nas imediações dos estádios dos principais clubes do Nordeste. Sem que a promoção do projecto tivesse ido além dos sites do grupo, o Donos do Clube já tem 800 visitas, dado com que nos congratulamos.
FILIPE FERNANDES/FININCORP
+55-81-3229-0767
JESUALDO E O APITO

Parece que tenho um dedo que adivinha. No início da semana fiz um post sobre as sequelas do Apito Dourado e logo algumas virgens ofendidas me caíram em cima, o que, diga-se de passagem, sempre é melhor que levar com livros de ética ou deontologia ou o cinismo dos puritanos. Pois bem, no lançamento do jogo em casa com o Paços de Ferreira, provavelmente o 27.º jogo mais fácil do FC Porto neste campeonato, Jesualdo Ferreira, completamente desamparado pela sua direcção, fala no "Apito" e apela à competência dos árbitros para que não se deixem influenciar. Perante o silêncio ensurdecedor dos dirigentes portistas - vá lá, Pinto da Costa está impedido de falar da competição da Liga e se o fizer arrisca-se a ganhar o prémio acumulado de castigos... -, o treinador assume as despesas no "Jogo da Pressão". Não é a primeira vez que o faz mas não deixa de ser estranho num clube que à mínima alfinetada lá aparecia a protestar pela voz do seu presidente. Mudam-se os tempos...
quinta-feira, setembro 25, 2008
"PARA QUÊ?" - UMA POSIÇÃO MAIS
De Humberto Santos, presidente da Associação Portuguesa de Deficientes, recebemos este e-mail:"A Associação Portuguesa de Deficientes foi alertada por diversos associados e outras pessoas que, não tendo qualquer tipo de deficiência, se sentiram incomodadas com o conteúdo do artigo de opinião subscrito por V. Exa., colocado no seu blog, em 9 de Setembro, a propósito dos Jogos Paralímpicos. O que ressalta em primeiro lugar deste artigo é o facto de o Senhor reduzir os Jogos Olímpicos e os Jogos Paralímpicos “à caça à medalha”, menorizando, assim, todo o esforço e empenho dos atletas que neles participam. Mas enfim, trata-se da sua opinião e dela não vem mal ao mundo. O que a Associação Portuguesa de Deficientes não pode deixar de notar é o facto de este artigo deixar transparecer laivos de uma mentalidade retrógrada, mesquinha e discriminatória, mentalidade essa que condicionou, e ainda condiciona, a vida das pessoas com deficiência e lhes nega o usufruto dos mais elementares direitos humanos. De facto, o Senhor defende, da mesma forma paternalista que acusa os outros de proceder, que os atletas com deficiência possam praticar desporto, nas modalidades que classifica de uma “espécie de ATL”, mas acha que a prestação destes atletas não deve ser objecto de notícia, porque, em sua opinião, apenas serve “de motivação” para “estes pobres coitadinhos” (aqui aspas são nossas). Segundo o que se pode depreender das suas palavras, a filosofia dos Jogos Olímpicos – mais alto, mais forte, mais rápido – não se aplica a estes atletas. O Senhor acha que, no caso dos atletas com deficiência, o prazer de correr ou jogar, aliado à vontade de se exceder, ir mais além, tudo isto conjugado com o espírito de sacrifício, não é desporto é ATL. Acha que a prestação destes atletas não carece de ser valorizada pelos outros, deveria ficar intramuros, numa espécie de gueto, em que as pessoas se sentiriam recompensadas por os deixarem participar no que classifica como uma “espécie de ATL”. A história está repleta de ensinamentos sobre o enorme sofrimento que este tipo de preconceitos causou à humanidade e que no seu limite levou ao extermínio de milhares de pessoas com deficiência, além de milhões de outras pessoas que também eram “diferentes”. “Desenvolver as habilidades e a condição física específicas das modalidades, apreciar e ser capaz de participar em competições, participar a um nível apropriado à sua habilidade e experiência”, são os princípios transmitidos na Faculdade de Motricidade Humana sobre desporto. Nesta Faculdade, onde são formados os técnicos de desporto, incluindo os que vão treinar pessoas com deficiência, estes princípios valem para todo o tipo de desporto, independentemente de quem o pratica. Felizmente a sociedade evolui, os seus membros vão aprendendo com os erros e incorporando novas formas de olhar o seu semelhante. De igual para igual. Por isso existe uma Declaração Universal dos Direitos do Homem, uma Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres, uma Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial e, mais recentemente, uma Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Claro que nem todos acompanham esta evolução. Há sempre quem resista à mudança. Por medo ou ignorância. Felizmente é uma minoria que mais cedo ou mais tarde deixa de ter qualquer expressão. Não podemos deixar de louvar a cobertura dos Jogos Paralímpicos feita pela Comunicação Social. Sem preconceitos nem paternalismos. Não só foi positivo o facto de reconhecerem o valor destes atletas, como ajudou a desmistificar muitas ideias preconcebidas sobre as capacidades das pessoas com deficiência. Foi significativo o número de cidadãos que acompanhou os Jogos e vibrou com a prestação dos atletas paralímpicos. No futuro os Jogos Paralímpicos, como outras provas de desporto praticado por pessoas com deficiência, serão vistos como mais uma iniciativa no panorama do desporto nacional e internacional. Deixamos ao critério de V. Exa. tornar ou não pública esta nossa posição.
Com os melhores cumprimentos
O Secretariado Executivo daDirecção Nacional"
quarta-feira, setembro 24, 2008
"PARA QUÊ?"
Do presidente do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas recebi esta carta, assinada pelo seu presidente, Orlando César:
Ex,o.Sr/Camarada
O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas recebeu, no passado dia 13 de Setembro, uma queixa relativa ao comentário que assinou no blog Bola na Área, a cujo Conselho de Administração também pertence,
O comentário "Para quê?", datado de 9 de Setembro, alude aos Jogos Paralímpicos num tom discriminatório e insultuoso.
No âmbito da análise à queixa apresentada, o CD pretende obter a sua opinião e solicita-lhe que responda ás seguintes questões:
1- Confirma que é um dos autores e membro do designado Conselho de Administração do blog Bola na Área?
2- É da sua autoria o comentário "Para quê?" editado no blog em 9 de Setembro de 2008?
3- Confirma que o jornal Record, a cuja redacção pertence, tem feito a cobertura noticiosa dos Jogos Paralímpicos e dedicado páginas da sua edição impressa e espaço no site Internet a esse evento desportivo?
4- Está em desacordo com essa opção editorial do Record?
5- O CD do Jornalista estabelece no seu ponto 8 que o jornalista deve respeitar o tratamento discriminatório das pessoas em função da cor, raça, credos, nacionalidade ou sexo. O Estatuto do Jornalista dá á questão uma interpretação mais ampla. Na sua versão consolidade de 2007, estabelece como dever dos jornalistas: "Não tratar discriminatoriamente as pessoas, designadamente em razão da ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual. Está ou não de acordo com o que nesta matéria estipula o Código e a Lei?
6 - Considera-se desobrigado de cumprir os princípios éticos e deontológicos e a letra da lei quando emite opiniões editadas?
Fico a aguardar a sua resposta.
A resposta já seguiu:
A propósito da queixa sobre o post no blog BOLA NA ÁREA (bolanaarea.blogspot.com) a propósito dos Jogos Paralímpicos, tenho a argumentar o seguinte dispensando-me de comentar o facto de, segundo creio, o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas considerar à priori que tinha um tom "discriminatório e insultuoso".1 - Confirmo que sou um dos autores do blog mas membro do Conselho de Administração não pois, como deve calcular, na blogosfera ainda não se chegou a esse nível de excelência administrativa, tratando-se essa referência apenas de uma ironia, como será fácil calcular.2 - Sim, o comentário "Para quê?" é da minha autoria.3 - Sim, o jornal Record, a cuja redacção pertenço, tem feito a cobertura noticiosa dos Jogos Paralímpicos e dedicado páginas da sua edição e espaço na edição imprensa e no site Internet.4 - Não estou em desacordo com essa opção editorial nem tenho que estar pois sou um simples redactor e quando não concordar com as opções editoriais do meu jornal posso sempre tentar trabalhar noutro lado.5 - Quanto ao ponto 8 do Codigo Deontológico, discordo que tenha, de algum modo, usado um tratamento discriminatório dos deficientes. O debate suscitado pelo próprio comentário dividiu opiniões e foi longo e intenso, o que penso só revelar a pertinência do texto, como pode comprovar lendo os mais de 300 comentários editados, a que se acrescentam outros tantos que não foram editados, bem assim como algumas referências na Imprensa (por exemplo, no "Jornal de Negócios)) e na rádio. Reconheço que a liberdade de expressão tem fronteiras que muitas vezes ultrapassamos mas penso que não terá sido o caso, embora admita ter estado nos limites da mesma. Para se suscitar a discussão por vezes é preciso ousar um pouco e a blogosfera é um espaço que permite outras liberdades. Obviamente que aí uso um registo que não uso quando escrevo para o meu jornal mas será desnecessário, porque creio que compreenderá, alongar-me nesta matéria. Tenho pelos deficientes o respeito que tenho pelos ditos eficientes e convivo com alguns no meu dia a dia. No comentário que fiz, apenas quis pôr em equação, e penso que consegui, dois pontos: a amplificação mediática de uma competição sem valor competitivo e a hipocrisia que existe durante mais de 3 anos em relação aos atletas deficientes. Admito que alguns dos termos usados não tenham sido os mais felizes mas lendo e relendo o que escrevi continuo a pensar que não ofendi ninguém e muito menos discriminei...quanto muito, eu é que fui discriminado, tal o nível de intolerância dos comentários que editei, muitos deles, esses sim, verdadeiramente insultosos. Quanto ao Código e à Lei, quem sou eu para discordar dos mesmos? Existem. Portanto, temos de respeitá-los.6 - O que disse anteriormente responde a esta pergunta.
Ex,o.Sr/Camarada
O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas recebeu, no passado dia 13 de Setembro, uma queixa relativa ao comentário que assinou no blog Bola na Área, a cujo Conselho de Administração também pertence,
O comentário "Para quê?", datado de 9 de Setembro, alude aos Jogos Paralímpicos num tom discriminatório e insultuoso.
No âmbito da análise à queixa apresentada, o CD pretende obter a sua opinião e solicita-lhe que responda ás seguintes questões:
1- Confirma que é um dos autores e membro do designado Conselho de Administração do blog Bola na Área?
2- É da sua autoria o comentário "Para quê?" editado no blog em 9 de Setembro de 2008?
3- Confirma que o jornal Record, a cuja redacção pertence, tem feito a cobertura noticiosa dos Jogos Paralímpicos e dedicado páginas da sua edição impressa e espaço no site Internet a esse evento desportivo?
4- Está em desacordo com essa opção editorial do Record?
5- O CD do Jornalista estabelece no seu ponto 8 que o jornalista deve respeitar o tratamento discriminatório das pessoas em função da cor, raça, credos, nacionalidade ou sexo. O Estatuto do Jornalista dá á questão uma interpretação mais ampla. Na sua versão consolidade de 2007, estabelece como dever dos jornalistas: "Não tratar discriminatoriamente as pessoas, designadamente em razão da ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual. Está ou não de acordo com o que nesta matéria estipula o Código e a Lei?
6 - Considera-se desobrigado de cumprir os princípios éticos e deontológicos e a letra da lei quando emite opiniões editadas?
Fico a aguardar a sua resposta.
A resposta já seguiu:
A propósito da queixa sobre o post no blog BOLA NA ÁREA (bolanaarea.blogspot.com) a propósito dos Jogos Paralímpicos, tenho a argumentar o seguinte dispensando-me de comentar o facto de, segundo creio, o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas considerar à priori que tinha um tom "discriminatório e insultuoso".1 - Confirmo que sou um dos autores do blog mas membro do Conselho de Administração não pois, como deve calcular, na blogosfera ainda não se chegou a esse nível de excelência administrativa, tratando-se essa referência apenas de uma ironia, como será fácil calcular.2 - Sim, o comentário "Para quê?" é da minha autoria.3 - Sim, o jornal Record, a cuja redacção pertenço, tem feito a cobertura noticiosa dos Jogos Paralímpicos e dedicado páginas da sua edição e espaço na edição imprensa e no site Internet.4 - Não estou em desacordo com essa opção editorial nem tenho que estar pois sou um simples redactor e quando não concordar com as opções editoriais do meu jornal posso sempre tentar trabalhar noutro lado.5 - Quanto ao ponto 8 do Codigo Deontológico, discordo que tenha, de algum modo, usado um tratamento discriminatório dos deficientes. O debate suscitado pelo próprio comentário dividiu opiniões e foi longo e intenso, o que penso só revelar a pertinência do texto, como pode comprovar lendo os mais de 300 comentários editados, a que se acrescentam outros tantos que não foram editados, bem assim como algumas referências na Imprensa (por exemplo, no "Jornal de Negócios)) e na rádio. Reconheço que a liberdade de expressão tem fronteiras que muitas vezes ultrapassamos mas penso que não terá sido o caso, embora admita ter estado nos limites da mesma. Para se suscitar a discussão por vezes é preciso ousar um pouco e a blogosfera é um espaço que permite outras liberdades. Obviamente que aí uso um registo que não uso quando escrevo para o meu jornal mas será desnecessário, porque creio que compreenderá, alongar-me nesta matéria. Tenho pelos deficientes o respeito que tenho pelos ditos eficientes e convivo com alguns no meu dia a dia. No comentário que fiz, apenas quis pôr em equação, e penso que consegui, dois pontos: a amplificação mediática de uma competição sem valor competitivo e a hipocrisia que existe durante mais de 3 anos em relação aos atletas deficientes. Admito que alguns dos termos usados não tenham sido os mais felizes mas lendo e relendo o que escrevi continuo a pensar que não ofendi ninguém e muito menos discriminei...quanto muito, eu é que fui discriminado, tal o nível de intolerância dos comentários que editei, muitos deles, esses sim, verdadeiramente insultosos. Quanto ao Código e à Lei, quem sou eu para discordar dos mesmos? Existem. Portanto, temos de respeitá-los.6 - O que disse anteriormente responde a esta pergunta.
FRUTINHA
«um contributo de Luigi Vieira
A Taça Carlsberg pode ser uma espécie de Liga Intercalar - o que se torna mais sintomático quando ouvimos a voz de Bernardino Barros, na SIC, a comentar um jogo...- mas, caramba, vale sempre a pena ir ver um joguinho do Torneio de Abertura. E digo isto porque o Outono começou mas o tempo ainda está ameno, os relvados estão verder, os árbitros vestem de amarelo e têm calções se calhar demasiado apertados, e perder aqui não é como perder na Liga a sério. Dizem-me que há outros motivos de interesse mas confesso que estou com a visão um bocadinho desfocada...
A Taça Carlsberg pode ser uma espécie de Liga Intercalar - o que se torna mais sintomático quando ouvimos a voz de Bernardino Barros, na SIC, a comentar um jogo...- mas, caramba, vale sempre a pena ir ver um joguinho do Torneio de Abertura. E digo isto porque o Outono começou mas o tempo ainda está ameno, os relvados estão verder, os árbitros vestem de amarelo e têm calções se calhar demasiado apertados, e perder aqui não é como perder na Liga a sério. Dizem-me que há outros motivos de interesse mas confesso que estou com a visão um bocadinho desfocada...
terça-feira, setembro 23, 2008
HERMÍNIO FOI AO NÚCLEO

A pedido do nosso leitor que está na Ásia, cá vai o que sei sobre a ida de Hermínio Loureiro ao Núcleo de Árbitros Francisco Guerra no Porto. Correu muito bem, o presidente da Liga, bem no seu estilo, abriu o jogo, foi cordial, apresentou ideias e mostrou interesse na causa. Quem ainda não tinha percebido ficou a saber que Hermínio Loureiro não anda a vender a banha da cobra, que é um desportista, que gosta de desporto e que quer mais e melhor para o nosso futebol. Apesar de uma tentativa falhada de boicote a esta iniciativa, com a marcação da correcção de testes para o fim da tarde desse dia, a casa esteve cheia, pese embora estar a decorrer também o Paços de Ferreira-Benfica. Assunto muito comentado foi também a guerra que aí vai para a indicação de um árbitro assistente para a vaga que vai abrir, o Conselho de Arbitragem da FPF parece que não aprendeu com os erros do passado e quer interpretar a lei à sua maneira para lançar alguns amigos. É o que me dizem e não é difícil acreditar. Mas cuidado, rapazes, pois Maria José Morgado fez questão de estar presente no debate instrutório do caso da viciação das classificações dos árbitros em 2003/2004, que envolve quase todo o Conselho de Arbitragem da altura, de que faziam parte alguns actuais membros do CA...
LÁ NO VIETNAME...
Cong Vinh é a grande estrela da selecção do Vietname, comandada por Henrique Calisto. A imagem vale por mais palavras que pudessem ser ditas... O primeiro treinador estrangeiro daquele país da antiga Indochina, onde foi campeão nacional no comando do Dong Tam Long Am, prepara o Campeonato do Sudoeste asiático, que começa em Dezembro. Indonésia, Singapura e Tailândias são as selecções favoritas mas Calisto acredita que também pode fazer um brilharete. Força, professor! E cuidado com...elas. O brasileiro Fábio Santos, único nacionalizado da equipa, é bom guarda-redes mas convém ter o ponta-de-lança na sua melhor forma!
JOVENS LEÕES

Ou me engano muito ou nesta equipa de iniciados, que ontem goleou o Ginásio de Corroios por 9-0, estão futuros craques da equipa principal do Sporting. Comece a fixar os nomes: 1 - Pedro Fialho; 2 - Rui Bento, 3 - Tobias Figueiredo, 4 - Miguel Rodrigues (17 - Alexandre Guedes 56') e 5 - Nuno Malheiro; 6 - Rúben Marques (13 - Eric Dier 35'), 8 - Antoninho Silva (15 - Filipe Chaby 47') e 10 - Bruno Mendonça; 7 - Edgar Ié, (16 - Armindo "Bruma" Bangna 35'), 9 - Carlos Mané (C) e 11 - Frederic Maciel (18 - Iuri Medeiros 35').
« um contributo de Pedro Coelho
BOMBÁSTICO
A "bomba" de Jorge Ribeiro acabou por ser decisiva na vitória do Benfica na Mata Real. Um golaço que está longe de ter sido um chouriço. Ninguém percebia muito bem como é que JR andava na sombra do veterano Léo. Com este golaço, o irmão de Maniche afirmou-se definitivamente no onze do Benfica, para mim num jogo intensíssimo, onde aconteceu um pouco de tudo. É bem verdade que tudo podia ter sido mais difícil para o Benfica se Bruno Paixão expulsa Maxi Pereira - 3 minutos antes do golo que...marcou - e se faz o mesmo com Nuno Gomes, em lances mais para o vermelho que para o amarelo, ainda assim com alguma margem para a discussão. O Benfica esteve a ganhar 3-1 e 4-2 e, curiosamente, nunca teve o jogo controlado! Contas feitas, 53% de posse de bola no Paços, 47% para o Benfica e não foi por estratégia que o Benfica teve menos bola, foi mesmo porque não conseguiu ter mais. Não seria estranho o Benfica não ter vencido marcando 4 golos - mas Quim finalmente apareceu na derradeira carga da brigada comandada por Paulo Sérgio. Com isto, os encarnados colam-se ao FC Porto e têm pela frente uma boa oportunidade para não deixar o Sporting fugir e para conseguir arrancar o campeonato sem os atrasos do costume, que normalmente são fatais.segunda-feira, setembro 22, 2008
SEQUELAS DO APITO

Gondomar SC, 15.º da II Liga, 1 empate, 2 derrotas, 0 golos marcados e quatro sofridos.
Boavista FC, 2.º da II Liga, 2 vitórias e uma derrota, 3-3.
FC Porto, 5.º da I Liga, 1 vitória e dois empates, 3-1
Dragões Sandinenses, 19.º Divisão de Honra da AF Porto, 3 derrotas, 2-6
Bougadense, 20.º Divisão de Honra da AF Porto, 3 derrota, 2-10
RONDA 3

A jornada ainda não acabou e falta saber se o Benfica aproveira a balda que o FC Porto deu em Vila do Conde, onde só não ganhou por acaso, como percebi pelas imagens do resumo alargado de um "Domingo Desportivo" definitivamente à procura da fórmula certa, sem dúvida melhor que i intragável programa da TVI mas ainda longe da optimização, enquanto Rui Santos debita os seus comentários na SIC Notícias e continua a fazer contas à "concorrência". Pode queixar-se o FC Porto de um erro de Pedro Proença naquele braço do louro Gaspar já na segunda parte, que daria direito à marcação de um pontapé da marca de 11 metros...se seria golo ou não é coisa que nunca saberemos. O Rio Ave de João Eusébio fez pela vida, jogou fechadinho e duro e quando assim é não fica fácil. Há algumas debilidades no FC Porto - subrendimento de Rodriguez e um Mariano cinzento - mas não será caso para as campainhas de alarme soarem, embora o Sporting de Paulo Bento possa ganhar um balanço significativo se na próxima ronda vencer o Benfica - tem tudo para isso mas toda a gente sabe que neste clássico normalmente ganha a equipa menos favorita... Da jornada ainda, destaco como frase da mesma o que disse João Eusébio: "A haver um vencedor, seria sempre o FC Porto". O treinador do Rio Ave não terá sido hipócrita mas foi mais uma vez ingénuo, são coisas que não se dizem e que revelam um certo complexo de inferioridade. Constrangedor foi também ver João Pinto, no Domingo Desportivo, a comentar as imagens do Naval-Trofense, com uma sucessão de imagens dos falhanços do seu filho Tiago, que se estreou a defesa esquerda na equipa que já não é de Toni - e reparem como foi curta a paciência dos dirigentes de um desconhecido clube que António Conceição guindou ao palco principal do nosso futebol. Entretanto, Belenenses e Marítimo continuam a pisar terrenos do purgatório com os seus treinadores brasileiros...
O LEIXÕES

Como devem ter reparado, neste porto de águas profundas e areias movediças tem-se falado pouco do Leixões SC versão 2008/2009. Apenas por acaso porque, no fundo, e se calhar também à superfície, o futebol vale o que vale e há coisas mais importantes e interessantes à sua frente. Mas desta vez tem mesmo que ser porque o LSC de José Mota/Vítor Oliveira soma 6 pontos à 3.ª jornada e assim excede até as expectativas dos mais optimistas. Está a ficar demonstrado que a aposta de Vítor Oliveira - o leixonense que nos trouxe de regresso ao primeiro escalão - tinha a sua razão de ser. Mota é um treinador de fibra, comunicativo, trabalhador e ambicioso. "Fez-se" no Paços de Ferreira, um clube que é um exemplo de gestão e também por isso a sua contratação pode resultar agora num clube que nos últimos anos cometeu alguns erros grosseiros de gestão, quiçá passíveis de investigação criminal... Desde que Carlos Oliveira chegou ao Leixões que o barco começou a encontrar um bom rumo, embora sempre contra alguns ventos dominantes e correntes traiçoeiras. Mas sabemos todo o que levamos no porão e que os ratos continuam a mandar-se para o oceano à força toda. É o que importa. O clube está entregue a gente séria e capaz, a bons profissionais e a grandes leixonenses. E podem estar descansados pois prometo não levar o meu pé frio até ao Estádio do Mar, a não ser que o meu jornal cometa essa maldade...
QUEM FALA ASSIM...

"Seria injusto não admirar a obra do general De Gaulle em França e o mesmo digo no caso de Jorge Nuno Pinto da Costa. Só um ditador liberal pode fazer o que ele fez naquele clube e ninguém me impede de o reconhecer como um estratega supercompetente. Quero também dizer que nunca me faltou a nenhum acordo, incluindo os que não estavam escritos."
Manuel Barbosa, o primeira grande empresário português, em entrevista ao DN
para ler aqui: http://dn.sapo.pt/2008/09/19/dnsport/jose_veiga_tentou_roubar_costa_benfi.html
Manuel Barbosa, o primeira grande empresário português, em entrevista ao DN
para ler aqui: http://dn.sapo.pt/2008/09/19/dnsport/jose_veiga_tentou_roubar_costa_benfi.html
domingo, setembro 21, 2008
CLONE
sábado, setembro 20, 2008
Dois leitores colocaram questões.

Dois leitores colocaram uma questão sobre outra questão, aqui está a minha resposta
Os castigos nas equipas de arbitragem terão que ser uma medida aberta e transparente. Ou seja, ao longo dos anos houve árbitros que sofreram consequências e outros não. Claro que não concordo que seja tão radical com a descida de divisão, mas que a "forma" do árbitro e os seus erros e virtudes deveriam ser mais controlados isso deveriam.
Ninguém gosta de ser castigado na sua profissão. Ninguém pode ser penalizado na sua actividade profissional. Ninguém aprecia ter um processo disciplinar no seu local de trabalho.
Ora, as regras laborais, os objectivos e as funções estão bem definidas e qualquer profissional por conta de outrém, exerce a sua profissão em função de não cometer erros que o possam prejudicar e penalizar.
Assim sendo, esse passo só é possivel, quando os árbitros forem profissionais e tiverem uma gestão do departamento da arbitragem também profissional, com objectivos claramente definidos e responsabilizados pelas decisões que tomam em relação aos seus árbitros e pelos seus árbitros.
--------------------------------------------------------- post um
Anónimo disse... 20 de Setembro de 2008 9:12
Pergunta-se no texto o que vai acontecer ao árbitro assistente e ao chefe da equipa.
O chefe arbitrou mais um jogo da Uefa o assistente parece que foi encontado.
Pergunto eu, se um jogador é castigado por infrigir as leis do futebol por que é que os árbitros não o são ao interpretarem incorrectamente essas mesmas leis com graves prejuizos para uma das equipas?
Qualquer equipa de arbitragem que cometesse erros grosseiros que influissem no resultado final de um jogo deveria ser imediatamente despromovida.
Porque não se faz isto ? Não convém ?
Aplicassem esta regra tão simpples e estou em crer que deixariamos de ter casos.
--------------------------------------------------------- post dois
Anónimo disse... 20 de Setembro de 2008 13:02
Sr. José Leirós se me permite, que me diz ao sugerido pelo anónimo das 9,12.
Cumprimentos.
SÓ UMA PERGUNTINHA...
O JN prossegue hoje a novela "TAS/UEFA/FIFA", anunciando que a UEFA só tomará uma decisão sobre os processos do FC Porto depois de tudo arrumado na justiça civil, citando uma fonte da própria UEFA. Parece-me uma notícia um bocadinho exagerado. Não terá a tal fonte da UEFA querido dizer apenas que só será tomada uma decisão quando as acções administrativas que estão a correr terminarem, acções que contestam a legalidade das decisões do CJ e da CD da Liga?
sexta-feira, setembro 19, 2008
ESTÁDIO DO 5.º ESQUERDO

Ora aí está uma forma original de atacar a subida dos juros da habitação. Em dia de jogos é só cobrar uma taxa - que facilmente é inferior ao preço dos bilhetes praticados em Portugal -, abrir uma conta poupança habitação nas ilhas Cayman e depois transferir os juros mensais para liquidar directamente a mensalidade. Eu iria mais longe: punha publicidade estática na varanda.
E SE HOUVESSE APOIO TECNOLÓGICO?
Em Basileia o jogo do Vitoria Sport Club de Guimarães, foi arbitrado pelo Holandês Pieter Vink
Este árbitro, que era polícia de profissão, trocou a sua actividade por árbitro profissional ou seja juntamente com os seus assistentes dedica-se inteiramente ao futebol e à arbitragem.
Exactamente o que Victor Pereira presidente dos árbitros que aplicar em Portugal.
O futebol na Europa e em Portugal tem progredido para os clubes empresas.
O Guimarães foi afastado de uma competição, por decisões erradas de duas equipas de arbitragem.
Em Portugal, não foram assinaladas duas grandes penalidades e na Suiça nos últimos minutos foi anulado um golo que permitia arrecadar receitas equivalentes ao seu orçamento anual.
O que vai acontecer a este árbitro assistente e ao seu chefe de equipa nos próximos tempos e nas provas mais importantes da UEFA?
Tendo em consideração o assumir do erro por parte de Platini e dos graves prejuízos financeiros de um clube, que também ele precisa de receitas para gerir a sua actividade, não seria preferível o futebol permitir o apoio tecnológico sempre que as equipas de arbitragem necessitarem, tal como acontece em outras modalidades, também elas muito rentáveis quer em termos de publicidade, ordenados e investimentos e que não hesitam em os utilizar com sucesso há já diversos anos.
Terminar com as desculpas sistemáticas, dos defensores do futebol tal como está, será certamente o primeiro passo, pois não é fácil convencer alterações quando algumas federações e clubes Europeus dizem; que será tempo em demasia que o jogo vai parar; que o futebol vive do erro e que os campeonatos de divisões inferiores não tem possibilidade nem condições de verem uma universalidade das Leis do Jogo serem aplicadas.
Este árbitro, que era polícia de profissão, trocou a sua actividade por árbitro profissional ou seja juntamente com os seus assistentes dedica-se inteiramente ao futebol e à arbitragem.
Exactamente o que Victor Pereira presidente dos árbitros que aplicar em Portugal.
O futebol na Europa e em Portugal tem progredido para os clubes empresas.
O Guimarães foi afastado de uma competição, por decisões erradas de duas equipas de arbitragem.
Em Portugal, não foram assinaladas duas grandes penalidades e na Suiça nos últimos minutos foi anulado um golo que permitia arrecadar receitas equivalentes ao seu orçamento anual.
O que vai acontecer a este árbitro assistente e ao seu chefe de equipa nos próximos tempos e nas provas mais importantes da UEFA?
Tendo em consideração o assumir do erro por parte de Platini e dos graves prejuízos financeiros de um clube, que também ele precisa de receitas para gerir a sua actividade, não seria preferível o futebol permitir o apoio tecnológico sempre que as equipas de arbitragem necessitarem, tal como acontece em outras modalidades, também elas muito rentáveis quer em termos de publicidade, ordenados e investimentos e que não hesitam em os utilizar com sucesso há já diversos anos.
Terminar com as desculpas sistemáticas, dos defensores do futebol tal como está, será certamente o primeiro passo, pois não é fácil convencer alterações quando algumas federações e clubes Europeus dizem; que será tempo em demasia que o jogo vai parar; que o futebol vive do erro e que os campeonatos de divisões inferiores não tem possibilidade nem condições de verem uma universalidade das Leis do Jogo serem aplicadas.
HERMÍNIO NO NÚCLEO

Na próxima segunda feira o Núcleo de Árbitros de Futebol Francisco Guerra, vai realizar mais uma Tertúlia denominada "O Árbitro na Liga" com a presença do presidente da Liga de Clubes.
A sede deste prestigiado Núcleo é na Rua do Paraíso - Porto, no Edificio onde está localizado o Seiva Trupe.
Estão convidados..
ANA IMITA CAROLINA

Nas páginas de "O Gaiense", semanário dirigido por Filipe Bastos, um dos melhores repórteres que conheci, estreou-se uma cronista. Dá pelo nome de Ana Salgado e fala sobre as piruetas aéreas de Luís Filipe Menezes. A coisa promete. Tá tudo no site do popular jornal de Gaia...
http://www.ogaiense.pt/
DEBAIXO DO VULCÃO

Numa recente viagem, li algures na parede de um aeroporto, no habitual frenesim do embarque/desembarque: "Nada há de tão certo como a mudança". Não deu para reparar se era publicidade ou apenas uma estranha mensagem de carácter bíblico mas a verdade é que a frase seguiu caminho comigo e chegou aqui.Políticos e dirigentes desportivos gostam muito de falar na palavra "mudança". Sobretudo quando são candidatos a um cargo ou se esgotou tudo aquilo que prometeram. Nessa hora, pode ouvir coisas assim:- Para o ano vamos ser campeões!Ou:- O país precisa de mudança!Tenho como máxima uma outra frase que um amigo brasileiro, também jornalista, me passou, a propósito do que acontecia no jornal onde trabalha:- Nada é tão ruim que não possa piorar!Acho que dirigentes desportivos e políticos seriam absolutamente honestos se em vez de nos venderam estas estórias de mudanças parafraseassem simplesmente o meu irmão brasileiro. Não só falariam verdade como nos dariam algum consolo. De facto, pensando bem, podemos estar mal mas ainda não atingimos a miséria social e intelectual extrema. Os engravatados estão certamente a preparar algo de muito mais grave mas esse nirvana ainda está longe.Sei que é uma visão uma bocado catastrofista da "coisa" mas aceitem-na como minha ou então como simples caso de cegueira, capaz perfeitamente de ser validada em termos médicos. A verdade é que os nossos dirigentes não merecem a nossa confiança. Podia citar Bush e o seu argumento das armas de destruição massiva para justificar uma invasão de um país estrangeiro. Podia citar Al Gore e o seu anúncio de apocalipse sob o patrocínio de eólicas ou de poderosos lobbis de ambientalistas. Também podia citar José Sócrates e o seu sonho de uma justiça eficaz e de uma educação digna. Se calhar já o fiz...Mas também podia chamar a esta praça pública os nossos dirigentes desportivos. Os que garantem vendas por nem menos um cêntimo que X e que vendem por menos 22 milhões de euros. Os que se escondem atrás de directores desportivos porque temem que venha aí chumbo grosso. Os que fazem alianças com A e depois vão tentar pedir desculpa a B Os que são acusados, pronunciados e condenados por acções no futebol e permanecem nos cargos. Os que dizem pretender ver a sua inocência provada nos tribunais mas que tudo fazem para que os processos prescrevam ou acabem devido a incidentes vários, mobilizando batalhões de advogados. Os que hoje desejam a morte do inimigo e depois dormem com ele (ou com elas). Os que usam a palavra liberdade mas depois castigam os jornalistas que a exercem. Os que sorriem para as câmaras, dão rebuçados a criancinhas e depois mandam bater pela calada da noite. Os que dizem nada ganhar no futebol e que enriquecem sem necessidade de ganhar o euromilhões.Enfim, toda uma casta, todo um escol, todo um refinamento. Mas atenção: ainda não podemos comparar a nação à Sicília. Não nos queiram já classificar como habitantes da capital da província italiana onde aconteceu a erupção mais marcante do século XX depois do devaneio de Hitler: a Mafia. Que sem sequer pode ser comparada, em termos de grandeza de de fúria destruidora, com qualquer actividade do Etna ou do Stromboli. Esses, os vulcões, pelo menos não enganam: quando mudam de humor, todos percebemos o que vai acontecer.
também in http://www.record.pt/noticia.asp?id=805016&idCanal=1089
também in http://www.record.pt/noticia.asp?id=805016&idCanal=1089
BNA EM DESTAQUE

Bola na Área é um dos blogues do momento e não só pela polémica criada à volta de um texto sobre os Jogos Paralímpicos de 2008. Não é todos os dias que alguém escreve que os paralímpicos não merecem ser considerados "um acontecimento, com páginas de jornal". Ou que "o desporto de alta competição nada tem a ver com com esta espécie de ATL com cães-guias, próteses da Puma e jogos de salão...". O texto – ou "post" – é assinado pelo jornalista desportivo Eugénio Queirós e recebeu numa só semana mais de 300 comentários. Certo: estamos perante uma opinião altamente controversa. Mas tem o mérito de relançar um debate (aceso): o que é desporto nos dias de hoje?
in JORNAL DE NEGÓCIOS
ps - Depois de termos sido considerado um dos 25 blogs mais interessantes pela FHM e do 8.º lugar no ranking nacional de um concurso realizado no início deste ano, mais uma distinção. As ofertas públicas e privadas de aquisição começaram a chover.
7-7
As equipas presentes na 1.ª eliminatória da Taça UEFA marcaram sete golos e sofreram sete. Vistas as coisas assim, não parece mau de todo. Mas na realidade foi uma jornada que roçou o desastre. Tirando o excepcional 4-0 do Sporting que Braga - que "falseou" estas contas, no fundo... -, todos os outros foram maus resultados. É verdade que o do Benfica em Nápoles tem sido bem branqueado com frases do tipo "basta um golo para o Benfica seguir para fase de grupos". Acrescento eu: sim, basta um golo e se o Nápoles marcar outro? V. Guimarães, V. Setúbal e Marítimo estão com um pé no abismo. Tudo ainda é possível mas não nos agridam a inteligência tentando vender a ideia de que o futebol português não ficou mal nesta fotografia. Haja decência!
BITAITES
Hernâni Gonçalves na companhia de Oliveira, Pedroto e Morais: este, sim, um quarteto de ataque!

Há uns meses atrás quando me solicitaram opinião sobre o que se designou chamar-se 'Apito Dourado' respondia eu metaforicamente que era uma espécie de ópera rock que daí a uns tempos seria encenada pelo talentoso La Féria no Teatro Rivoli.
Depois à medida que a poeira assentava diluía-se o empolgamento do rock para se transformar no 'nonsense' da opereta bufa.
Para os que culparam o FC Porto e o seu presidente, caiu-lhes em cima a tragédia da incompetência e do ridículo expondo-se inutilmente ao julgamento sábio da opinião pública.
Tudo isto por causa de uma deliberação de um "tal" TAS que é uma espécie de um Supremo Tribunal do Desporto europeu.
Diga-se, que esta gente não brinca em serviço.
O acórdão publicado ridiculariza, esmaga e desintegra toda a estrutura disciplinar e jurisdicional do futebol português: Federação e Liga. A própria UEFA de monsieur Platini não sai ilesa.
"Os 15 minutos de fama" do jovem docente Ricardo Costa, da Universidade de Coimbra, quando do alto da sua serena 'sabedoria' se pronunciou devem agora provocar-lhe insónias e pesadelos.
Por outro lado, não compreendi como o Vitória de Guimarães se meteu nesta alhada, até porque o presidente, Emílio Macedo, é um homem sensato. Influência de maus conselhos ou perversas companhias?
O Benfica, grande instituição e com prestígio mundial, o que é verdade, não atina, não elege ou não consegue um presidente de grande envergadura. Sacraliza ultimamente uns 'pataqueiros' com ou sem fortuna, que até causam pena quando falam. Saudades de Fernando Martins!
No referente aos media de enaltecer os exclusivos publicados pelo 'porta-aviões' "Jornal de Notícias" e pelo "O Jogo". Autêntica notícia global.
O "Correio da Manhã", dirigido pelo meu amigo Dr. Octávio Ribeiro, é infelizmente anti-portista. Em relação ao Professor Freitas do Amaral, mencionado por este jornal, apenas se pode concluir que deu um parecer sobre a validade das deliberações do Conselho de Justiça, mais nada. Pareceres, pede quem quer e quem paga.
Primeira conclusão: a verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima.
Segunda e última conclusão: o presidente Pinto da Costa, do FC Porto, é e vai continuar a ser o mais qualificado gestor do mundo de clubes de futebol. Aqui é que está o cerne da inveja e da azia.
Depois à medida que a poeira assentava diluía-se o empolgamento do rock para se transformar no 'nonsense' da opereta bufa.
Para os que culparam o FC Porto e o seu presidente, caiu-lhes em cima a tragédia da incompetência e do ridículo expondo-se inutilmente ao julgamento sábio da opinião pública.
Tudo isto por causa de uma deliberação de um "tal" TAS que é uma espécie de um Supremo Tribunal do Desporto europeu.
Diga-se, que esta gente não brinca em serviço.
O acórdão publicado ridiculariza, esmaga e desintegra toda a estrutura disciplinar e jurisdicional do futebol português: Federação e Liga. A própria UEFA de monsieur Platini não sai ilesa.
"Os 15 minutos de fama" do jovem docente Ricardo Costa, da Universidade de Coimbra, quando do alto da sua serena 'sabedoria' se pronunciou devem agora provocar-lhe insónias e pesadelos.
Por outro lado, não compreendi como o Vitória de Guimarães se meteu nesta alhada, até porque o presidente, Emílio Macedo, é um homem sensato. Influência de maus conselhos ou perversas companhias?
O Benfica, grande instituição e com prestígio mundial, o que é verdade, não atina, não elege ou não consegue um presidente de grande envergadura. Sacraliza ultimamente uns 'pataqueiros' com ou sem fortuna, que até causam pena quando falam. Saudades de Fernando Martins!
No referente aos media de enaltecer os exclusivos publicados pelo 'porta-aviões' "Jornal de Notícias" e pelo "O Jogo". Autêntica notícia global.
O "Correio da Manhã", dirigido pelo meu amigo Dr. Octávio Ribeiro, é infelizmente anti-portista. Em relação ao Professor Freitas do Amaral, mencionado por este jornal, apenas se pode concluir que deu um parecer sobre a validade das deliberações do Conselho de Justiça, mais nada. Pareceres, pede quem quer e quem paga.
Primeira conclusão: a verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima.
Segunda e última conclusão: o presidente Pinto da Costa, do FC Porto, é e vai continuar a ser o mais qualificado gestor do mundo de clubes de futebol. Aqui é que está o cerne da inveja e da azia.
HERNÂNI GONÇALVES, no EXPRESSO
quinta-feira, setembro 18, 2008
SEMPRE A BOMBAR
"Football for Kids by José Mourinho", que conta também com a participação de estrelas do futebol internacional como Didier Drogba, Deco e Ricardo Carvalho, foi totalmente filmado em HD e é a mais completa e inspiradora ferramenta ao dispor de crianças e jovens do mundo inteiro que aspiram ser as novas estrelas da modalidade. Além de ilustrar com exercícios práticos a sua filosofia de treino, José Mourinho, que tem aqui a sua primeira participação e experiência neste campo, deixa ainda conselhos fundamentais para a formação do atleta.Um documentário de 70 minutos que, como o próprio José Mourinho gosta de dizer, é um guia, uma experiência única e divertida que levará os mais jovens, mas também pais e treinadores dos escalões de formação, a compreenderem melhor o jogo e tudo que o envolve. "Football for Kids by José Mourinho” destina-se a televisões de todo o mundo, plataformas, Telemóveis 3G e será ainda comercializado mundialmente em DVD. O DVD, de resto, inclui o “Making Of” e muitos outros extras.O treinador do Inter de Milão referiu que na altura aceitou participar no projecto “não por dinheiro, até porque a minha vida não se rege neste momento por dinheiro, mas sim pela oportunidade de treinar miúdos. Foi dessa forma que comecei e penso que é importante para todos os treinadores trabalhar com as camadas jovens”. Mourinho acrescentou que “as excelentes condições técnicas e de meios colocados ao seu dispor pela Yeti foram fundamentais para aceitar o desafio”.“Os dois dias de filmagens foram dois dias muito divertidos, de grande interacção entre mim e os miúdos e penso que essa é exactamente a forma de trabalhar com os mais jovens. Não quero dizer que esta seja a única forma, mas é a que eu prefiro”.Dando o exemplo do filho, que inscreveu numa escola de futebol e onde, disse, “raramente tinha contacto com a bola”, José Mourinho sublinhou a importância de os jovens jogadores “terem prazer a jogar futebol”, e essa é de resto a principal mensagem do documentário. “Nas escolas de futebol ou nas camadas jovens dos clubes temos de lhes proporcionar o que a rua já não permite. Há uns anos atrás todos jogávamos na rua, agora é impossível. Mas tudo o que aprendíamos na rua tem de ser agora ensinado nos campos de futebol”.José Mourinho fez ainda questão de deixar um apelo aos pais dos jovens jogadores, no sentido de não pressionarem os filhos a serem grandes estrelas. “Nem todos eles serão jogadores de topo, mas todos serão homens. Muitos pais querem viver uma segunda vida na pele dos filhos. Muitos quiseram ou sonharam ser estrelas de futebol e não o conseguiram, e agora pressionam os filhos para que o sejam. Mas não podemos contribuir para, com essa pressão, criar futuros adultos frustrados”.A propósito da experiência em Milão, José Mourinho afirma que “não é fácil mudar mentalidades”. “É um processo que leva tempo, mas que a equipa que tenho hoje é melhor do que a que recebi em mãos e no futuro vai ser ainda melhor”. O SUMARÍSSIMO

A CD da Liga não recuou no sumaríssimo que aplicou a Luisão. Nem podia. A defesa do Benfica roçou o patético e pelo menos conseguiu fazer-me sorrir. Para explicar a cotovelada de Luisão a Sapunaru (que também não é flor que se cheire), o clube da Luz alega que se tratou de "uma reacção instintiva" e que Luisão apenas quis disputar a bola, sendo que "a compleição física do jogador impõe um esforço adicional". As imagens do lance apenas foram destacados pela SIC e por O JOGO "com fins inconfessáveis". Pelo que o arguido "pede o arquivamento do auto ou então apenas um jogo de castigo" (em que ficamos?). Mas engraçada, engraçada foi a explicação dada por Bruno Mendes. O fisiologista do Benfica especula sobre a compleição física de que aqui já se fala e refere um movimento de Sapunaru no sentido de contrariar o movimento do defesa do Benfica, classificando a acção do mesmo como "um movimento inconsciente", abrindo aqui todo um novo campo na área da psicanálise. Por falar nisso, o psicólogo Pedro Almeida foi também à Liga deixar esta pérola: "O foco atencional do atleta era a bola e a ocupação do espaço necessário para a disputar". O instrutor concorda mas não deixa de referir que neste tipo de lances por norma os jogadores também se concentram nos adversários. Pelo que, obviamente, o jogador saiu castigado com os tais dois jogos, mil euros de multa mas 350 euros para pagar as custas da instrução.
quarta-feira, setembro 17, 2008
SEM ESPINHAS
terça-feira, setembro 16, 2008
FALTA DE ESTALECA
Desculpem lá o recurso ao jargão mas...ajusta-se que nem uma luva. Em Camp Nou, o Sporting foi uma equipa dos distritais a jogar na casa de uma equipa da I Divisão. Há muito tempo que não via uma equipa a defender à entrada da sua área... O 3-1 final é lisongeiro, apesar daquele penálti inventado que deu o 2-0. Fica provado que Rui Patrício é um jogador sem classe, que por muito músculo que inventem a Romagnoli jamais farão dele um bom jogador e que João Moutinho está a perder tempo de leão ao peito.TAS FORCE

Hoje acordamos com as manchetes do JN e de O JOGO gritando que o TAS tinha arrasado o Apito Final da Liga, dando ao FC Porto argumentos definitivos para não ser excluído das competições europeias. Aguardamos algumas horas até o acórdão ser publicado no site do TAS. E o que é que se lê ali? Que os "árbitros" não conseguiram validar a tese defendida por Benfica e V. Guimarães porque, na altura da análise, não era clara ainda a decisão do CJ da FPF e também porque não tiveram acesso à tradução dos acórdãos da CD da Liga e do CJ da FPF. Mais, o TAS tira ao FCP um dos seus grandes argumentos em sua defesa na instância disciplinar da UEFA, onde invocou a impossibilidade de haver retroactividade na aplicação do artigo que pune a corrupção. Ora, o TAS considera que a retroactividade se aplica e por aqui é que a porca pode torcer o rabo. Vistas bem as coisas, o Comité de Disciplina da UEFA pode agora voltar a apreciar o caso, esclarecer as questões levantadas pelo TAS (que levantou também o facto de haver processos administrativos a correr, processos que não implicam, porém, a suspensão das decisões) e punir ou não o FC Porto. No acórdão do TAS quem sai mais causticada é a UEFA pela forma precipitada como tratou o caso, o resto da história em relação ao CJ da FPF é conhecido. Quanto a críticas à CD da Liga, como foi ventilado nos órgãos oficiais, nicles de pickles. Ou seja, assistimos todos mais uma vez a um golpe de desinformação com direito a editorial do pau-mandado do costume... Vamos agora esperar para ver no que isto dá e do que mais são capazes os recoveiros da nossa praça.
ÍCONE
Lá estava ele no "Sá Carneiro" com as cores de Portugal e flores vermelhas. Para oferecer à comitiva do Fernerbache. Álvaro Ramos, de Aveiro, sportinguista, é um dos participantes no primeiro reality show virtual do Hi5. Pontua sempre que aparece, no jeito de "emplastro", junto de gente famosa. Quantos pontos valerá esta flor que entregou ao treinador campeão da Europa de selecções?Para o apoio, visitehttp://alvaro-21.hi5.com/
RUI SANTOS "A ABRIR"

Quando o leitor tiver este jornal nas mãos, já se iniciou o campeonato. Pensa que o FC Porto parte melhor posicionado para conquistar o quarto título consecutivo? Que análise faz aos plantéis dos «grandes»?
O FC Porto apresenta-se sempre mais bem posicionado desde que alguns presidentes do Benfica, acolitados por outros dirigentes sem visão nem opinião, deram cabo de um capital imenso de credibilidade de uma das maiores marcas e referências de Portugal. Vale e Azevedo é o bode expiatório útil. Mas é, no mínimo, intrigante que, no presente, outros presidentes do passado sejam poupados pela “entourage” actual. O Benfica já estava em plano inclinado quando Vale chegou. O Benfica partiu sempre com a vantagem de ter uma massa adepta ímpar no contexto nacional (e até internacional), chegou a ter o maior estádio do País (um erro resultante da típica megalomania portuguesa) e os melhores jogadores portugueses. O que não teve? Alguém que, ao longo dos tempos, percebesse que os resultados, no futebol, não dependem apenas de magistérios de influências mas também de profissionalismo. O Benfica desgastou-se muito a combater magistérios de influência que foram seus, nunca encontrou forma de combater Pinto da Costa (porque quis copiá-lo) e perdeu-se na voragem de fazer e desfazer plantéis a qualquer preço. O FC Porto soube criar condições para “dominar” a conjuntura mas teve a ciência de, no futebol, impor um regime de profissionalismo que, nos últimos anos, conheceu hiatos, mas nunca fracturas comprometedoras.
O FC Porto apresenta-se sempre mais bem posicionado desde que alguns presidentes do Benfica, acolitados por outros dirigentes sem visão nem opinião, deram cabo de um capital imenso de credibilidade de uma das maiores marcas e referências de Portugal. Vale e Azevedo é o bode expiatório útil. Mas é, no mínimo, intrigante que, no presente, outros presidentes do passado sejam poupados pela “entourage” actual. O Benfica já estava em plano inclinado quando Vale chegou. O Benfica partiu sempre com a vantagem de ter uma massa adepta ímpar no contexto nacional (e até internacional), chegou a ter o maior estádio do País (um erro resultante da típica megalomania portuguesa) e os melhores jogadores portugueses. O que não teve? Alguém que, ao longo dos tempos, percebesse que os resultados, no futebol, não dependem apenas de magistérios de influências mas também de profissionalismo. O Benfica desgastou-se muito a combater magistérios de influência que foram seus, nunca encontrou forma de combater Pinto da Costa (porque quis copiá-lo) e perdeu-se na voragem de fazer e desfazer plantéis a qualquer preço. O FC Porto soube criar condições para “dominar” a conjuntura mas teve a ciência de, no futebol, impor um regime de profissionalismo que, nos últimos anos, conheceu hiatos, mas nunca fracturas comprometedoras.
O Sporting de Paulo Bento poderá ser um conjunto mais equilibrado?
O Sporting não se assume, gere. Num campeonato macrocéfalo como o nosso, isso às vezes chega para criar uma ideia de força. O Sporting tem o conceito exacto do ponto de vista da detecção dos talentos. Mas falha a seguir, na pós-formação, não apenas por razões financeiras. Tal como no Benfica, há um paradigma de falta de exigência impressionante. Quanto aos plantéis: Benfica melhorou, mas tem uma factura pesada do passado a pagar (uma equipa nova não se constrói com três cantigas); Sporting melhorou, porque soube alterar a sua concepção de jogo, eliminando um conjunto de jogadores que não eram solução para nada; o FC Porto manteve o molde, roubou o melhor jogador ao Benfica (inacreditável!), mas tem algumas questões em aberto. O plantel é bom. Disse na apresentação do seu livro «Estádio de Choque» que «há muitas ilusões, enganos e mentiras à volta da indústria do futebol.
O Sporting não se assume, gere. Num campeonato macrocéfalo como o nosso, isso às vezes chega para criar uma ideia de força. O Sporting tem o conceito exacto do ponto de vista da detecção dos talentos. Mas falha a seguir, na pós-formação, não apenas por razões financeiras. Tal como no Benfica, há um paradigma de falta de exigência impressionante. Quanto aos plantéis: Benfica melhorou, mas tem uma factura pesada do passado a pagar (uma equipa nova não se constrói com três cantigas); Sporting melhorou, porque soube alterar a sua concepção de jogo, eliminando um conjunto de jogadores que não eram solução para nada; o FC Porto manteve o molde, roubou o melhor jogador ao Benfica (inacreditável!), mas tem algumas questões em aberto. O plantel é bom. Disse na apresentação do seu livro «Estádio de Choque» que «há muitas ilusões, enganos e mentiras à volta da indústria do futebol.
Há que trabalhar para erradicar a batotice». Este «nosso» futebol precisa de um tratamento de choque?
Já não acredito em tratamentos de choque, simplesmente porque não vejo pessoas capazes de os protagonizar. A fraca credibilidade do futebol em Portugal começa na fraca credibilidade do poder político. Essa osmose é catastrófica para o País. O ex-presidente do Sporting, Dias da Cunha, apontou o dedo a Pinto da Costa e a Valentim Loureiro, nomeando-os os «rostos do sistema».
Já não acredito em tratamentos de choque, simplesmente porque não vejo pessoas capazes de os protagonizar. A fraca credibilidade do futebol em Portugal começa na fraca credibilidade do poder político. Essa osmose é catastrófica para o País. O ex-presidente do Sporting, Dias da Cunha, apontou o dedo a Pinto da Costa e a Valentim Loureiro, nomeando-os os «rostos do sistema».
Os processos “Apito Dourado” e “Apito Final” deitam por terra esta teoria ou tudo vai continuar como dantes?
Todos aqueles que se insurgiram contra os “donos da bola” ou estão na prateleira, na reforma ou foram pura e simplesmente exterminados. Há, também, os enganadores. Os falsos reformistas. Apregoam que são a favor da mudança quando apenas defendem o seu torrão. Os deuses-diabos da vida. É certo: avançou-se alguma coisa, mas não o suficiente. Ainda estamos entre o D. João VI e o D. Sebastião. E não nos livramos da herança fascista. Há para aí uns “grandes democratas” que são piores que os bastiões da ditadura. Portugal precisa de uma grande referência no aparelho de Estado. Sócrates tem alguma sede reformista, mas, na sua aparente firmeza, precisaria de não nos fazer lembrar Alves dos Reis. Na minha juventude, porque vivi o 25 de Abril numa fase crucial do meu crescimento, acreditava no socialismo moderado. Continuo a acreditar na defesa de causas, mas acho que o modelo partidário cavou a sua própria sepultura. Estou muito decepcionado com o PS e com o próprio Bloco Central. A esquerda e a direita barafustam, dizem algumas verdades, nesse sentido têm um papel útil, mas os portugueses não gostam de correr riscos. O País está bloqueado.
Todos aqueles que se insurgiram contra os “donos da bola” ou estão na prateleira, na reforma ou foram pura e simplesmente exterminados. Há, também, os enganadores. Os falsos reformistas. Apregoam que são a favor da mudança quando apenas defendem o seu torrão. Os deuses-diabos da vida. É certo: avançou-se alguma coisa, mas não o suficiente. Ainda estamos entre o D. João VI e o D. Sebastião. E não nos livramos da herança fascista. Há para aí uns “grandes democratas” que são piores que os bastiões da ditadura. Portugal precisa de uma grande referência no aparelho de Estado. Sócrates tem alguma sede reformista, mas, na sua aparente firmeza, precisaria de não nos fazer lembrar Alves dos Reis. Na minha juventude, porque vivi o 25 de Abril numa fase crucial do meu crescimento, acreditava no socialismo moderado. Continuo a acreditar na defesa de causas, mas acho que o modelo partidário cavou a sua própria sepultura. Estou muito decepcionado com o PS e com o próprio Bloco Central. A esquerda e a direita barafustam, dizem algumas verdades, nesse sentido têm um papel útil, mas os portugueses não gostam de correr riscos. O País está bloqueado.
Escreveu num artigo no «CM» que existe um «Corrupção Futebol Clube». É essa convicção generalizada, que afasta os adeptos das bancadas ou há outros factores, como o preço dos bilhetes e a falta de qualidade dos espectáculos, que tira espectadores dos recintos?
O tráfico de influências é o maior problema do futebol português e, porventura, do País. A falta de clareza e de verdade nos discursos. A clubite assustadora. A falta de cultura desportiva e democrática. E, claro, o fraco nível da nossa Liga, os bilhetes caríssimos e a sensação de insegurança.
O tráfico de influências é o maior problema do futebol português e, porventura, do País. A falta de clareza e de verdade nos discursos. A clubite assustadora. A falta de cultura desportiva e democrática. E, claro, o fraco nível da nossa Liga, os bilhetes caríssimos e a sensação de insegurança.
Foi jornalista de «A Bola» durante 26 anos. Hoje, critica fortemente a subserviência do jornalismo desportivo aos «três» grandes, ignorando o lado «negro» do futebol. De que interesses está «refém» a imprensa especializada?
A imprensa desportiva é um prolongamento do “aparelho clubístico”. Ao partir do princípio que não sobrevive sem ele, acumulou erros sobre erros e deitou-se por baixo dele, prostituindo-se. Há ainda uns assomos de independência e ainda há quem pense que é a crítica independente que afasta os leitores. Não é. É a falta de trabalho, a investigação, a aposta em jornalistas sem tempo suficiente para adquirirem experiência no terreno. É, também, a precariedade do emprego e, sobretudo, as chefias que são preenchidas por comissionistas da ideologia clubística. O problema de alguns jornalistas desportivos nem é sequer a questão muito badalada de nunca terem dado um pontapé na bola (o argumento, nem sempre verdadeiro, dos ignorantes); é a falta de cultura geral.
A imprensa desportiva é um prolongamento do “aparelho clubístico”. Ao partir do princípio que não sobrevive sem ele, acumulou erros sobre erros e deitou-se por baixo dele, prostituindo-se. Há ainda uns assomos de independência e ainda há quem pense que é a crítica independente que afasta os leitores. Não é. É a falta de trabalho, a investigação, a aposta em jornalistas sem tempo suficiente para adquirirem experiência no terreno. É, também, a precariedade do emprego e, sobretudo, as chefias que são preenchidas por comissionistas da ideologia clubística. O problema de alguns jornalistas desportivos nem é sequer a questão muito badalada de nunca terem dado um pontapé na bola (o argumento, nem sempre verdadeiro, dos ignorantes); é a falta de cultura geral.
Segundo consta abandonou, por vontade própria, o seu jornal de sempre, «A Bola», alegadamente por os seus artigos terem sido «censurados» por dirigentes de um grande clube. É verdade?
Os meus detractores puseram a correr a infâmia segundo a qual teria sido “expulso” de «A Bola». Como se isso fosse possível! Era accionista, estava há 26 anos no jornal que me formou e ao qual dei toda a minha disponibilidade e afectividade, mas confirmo que já não me identificava com a “política de favores” que a Direcção do jornal começou a pôr em prática, ao contrário do desígnio dos fundadores e dos jornalistas de referência. «A Bola» deixou de ser a «Bíblia» quando o sucessor de Carlos Miranda passou a fazer todo o tipo de favores aos clubes e a pôr em causa a liberdade de expressão. Saí porque amo a liberdade, mas saí quando quis e como quis. «A Bola» continua viva na minha memória e não confundo dois ou três comissionistas com a história e os verdadeiros heróis do jornal. Lamento muito que o Arga e Lima tenha consentido o que consentiu. E a saída de Maria Margarida Ribeiro dos Reis diz tudo sobre a degradação que tomou conta do jornal. «A Bola» está hoje como o Benfica – conservou o nome (marca) e sobrevive à conta dele. Artificialmente.
Os meus detractores puseram a correr a infâmia segundo a qual teria sido “expulso” de «A Bola». Como se isso fosse possível! Era accionista, estava há 26 anos no jornal que me formou e ao qual dei toda a minha disponibilidade e afectividade, mas confirmo que já não me identificava com a “política de favores” que a Direcção do jornal começou a pôr em prática, ao contrário do desígnio dos fundadores e dos jornalistas de referência. «A Bola» deixou de ser a «Bíblia» quando o sucessor de Carlos Miranda passou a fazer todo o tipo de favores aos clubes e a pôr em causa a liberdade de expressão. Saí porque amo a liberdade, mas saí quando quis e como quis. «A Bola» continua viva na minha memória e não confundo dois ou três comissionistas com a história e os verdadeiros heróis do jornal. Lamento muito que o Arga e Lima tenha consentido o que consentiu. E a saída de Maria Margarida Ribeiro dos Reis diz tudo sobre a degradação que tomou conta do jornal. «A Bola» está hoje como o Benfica – conservou o nome (marca) e sobrevive à conta dele. Artificialmente.
Citando o prof. Moniz Pereira, existe uma «monocultura futebolística», desenvolvida pelos mass media, que abafa todos os outros desportos e até acontecimentos de relevo. Concorda?
Em absoluto. Teria propostas para contrariar essa situação, mas, hoje, longe das redacções, não tenho nada a ver com isso. Porque não vejo pessoas interessadas na mudança. Só quero escrever em liberdade. E escrever em liberdade pressupõe ter de suportar as pressões não apenas dos “homens do futebol” e da política mas também dos tais comissionistas (de serviço) da imprensa. Não é nada fácil.
Em absoluto. Teria propostas para contrariar essa situação, mas, hoje, longe das redacções, não tenho nada a ver com isso. Porque não vejo pessoas interessadas na mudança. Só quero escrever em liberdade. E escrever em liberdade pressupõe ter de suportar as pressões não apenas dos “homens do futebol” e da política mas também dos tais comissionistas (de serviço) da imprensa. Não é nada fácil.
Foi alvo de uma tentativa de agressão à saída da SIC, depois da sua participação no «Tempo Extra». Utilizando uma imagem da política, celebrizada por Jorge Coelho, pode-se dizer que quem se mete com os “donos da bola”, leva?
Vivemos num País cada vez mais perigoso. E de pessoas muito mal formadas. Quando fui agredido até puseram a correr o boato de que aquilo tinha sido uma encenação. Só eu sei o que passei e o que tive de fazer para garantir, de algum modo, a minha segurança e daqueles que me rodeiam. Choca-me que a mediocridade pessoal e profissional chegue a este ponto. O seu programa é dos mais vistos do canal por cabo de Carnaxide.
Vivemos num País cada vez mais perigoso. E de pessoas muito mal formadas. Quando fui agredido até puseram a correr o boato de que aquilo tinha sido uma encenação. Só eu sei o que passei e o que tive de fazer para garantir, de algum modo, a minha segurança e daqueles que me rodeiam. Choca-me que a mediocridade pessoal e profissional chegue a este ponto. O seu programa é dos mais vistos do canal por cabo de Carnaxide.
Analisando os moldes do «Tempo Extra» e de «As Escolhas de Marcelo», encontramos algumas semelhanças. Considera-se o prof. Marcelo Rebelo de Sousa do futebol?
Tenho alta consideração por Marcelo Rebelo de Sousa e acho-o de uma competência inquestionável. Infelizmente não o consigo ver nem ouvir como gostaria, por causa do meu trabalho. Penso que a admiração é mútua. Assumiu-se como um dos maiores críticos da gestão Madaíl/Scolari. Contudo, a selecção fica para a história, como vice-campeã de Europa e 4ª classificada no mundial.
Tenho alta consideração por Marcelo Rebelo de Sousa e acho-o de uma competência inquestionável. Infelizmente não o consigo ver nem ouvir como gostaria, por causa do meu trabalho. Penso que a admiração é mútua. Assumiu-se como um dos maiores críticos da gestão Madaíl/Scolari. Contudo, a selecção fica para a história, como vice-campeã de Europa e 4ª classificada no mundial.
Perante os factos, o novo seleccionador, Carlos Queiroz, recebe uma herança demasiado pesada?
Não concordei com o regresso de Carlos Queiroz à Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Penso que ele será o maior prejudicado. Calculo que os problemas com os quais se confrontou há quase 20 anos sejam praticamente os mesmos. Os tempos são outros, Queiroz está mais maduro, mas acabará por se sentir saturado de uma mentalidade que não muda. A porcaria é mais ou menos a mesma. Mas compreendo que, depois de tantos anos de emigração (forçada) sentisse vontade de regressar e fazer uma coisa que tanto gosta: treinar, escolher jogadores e apurar tácticas, ao mesmo tempo que olha para os problemas do futebol nacional. Irá perceber que o País não mudou e que mais valeria ter aguentado as nuvens negras e o frio de Manchester. E não terá o apoio que Scolari teve. Acompanhou durante muito tempo as camadas jovens do nosso futebol, nomeadamente na era Queiroz/Vingada.
Não concordei com o regresso de Carlos Queiroz à Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Penso que ele será o maior prejudicado. Calculo que os problemas com os quais se confrontou há quase 20 anos sejam praticamente os mesmos. Os tempos são outros, Queiroz está mais maduro, mas acabará por se sentir saturado de uma mentalidade que não muda. A porcaria é mais ou menos a mesma. Mas compreendo que, depois de tantos anos de emigração (forçada) sentisse vontade de regressar e fazer uma coisa que tanto gosta: treinar, escolher jogadores e apurar tácticas, ao mesmo tempo que olha para os problemas do futebol nacional. Irá perceber que o País não mudou e que mais valeria ter aguentado as nuvens negras e o frio de Manchester. E não terá o apoio que Scolari teve. Acompanhou durante muito tempo as camadas jovens do nosso futebol, nomeadamente na era Queiroz/Vingada.
A actual crise de títulos pode indiciar que o «viveiro» de grandes talentos, como Cristiano Ronaldo, Quaresma, Moutinho e Nani, entre outros, está em risco de se esgotar?
Sim. Porque ninguém se preocupou com a continuidade de um “programa de desenvolvimento” que assegurou durante cerca de 15 anos alguma credibilidade à Selecção Nacional. Queiroz criou a “geração de ouro” e os que lhe seguiram não tiveram capacidade para manter as rotinas e os métodos. Podemos cair, a prazo, no vazio. Scolari foi um dos maiores inimigos do desenvolvimento sustentado. Ajudou a demolir o “edifício das Selecções”, ao não evidenciar qualquer tipo de preocupação com as selecções mais jovens. Segundo várias organizações internacionais, o sistema de ensino português continua altamente deficitário em termos de resultados. A Educação está ao nível do futebol indígena, paupérrima e sem futuro?
Acredito na Escola como um complemento da Educação. Sem Educação a Escola é praticamente inútil. Ministério da Educação, professores, alunos e encarregados de educação, são os principais agentes de um sistema burocrático e, não raro, envolto em convulsões, como se viu recentemente com a contestação da classe docente.
Sim. Porque ninguém se preocupou com a continuidade de um “programa de desenvolvimento” que assegurou durante cerca de 15 anos alguma credibilidade à Selecção Nacional. Queiroz criou a “geração de ouro” e os que lhe seguiram não tiveram capacidade para manter as rotinas e os métodos. Podemos cair, a prazo, no vazio. Scolari foi um dos maiores inimigos do desenvolvimento sustentado. Ajudou a demolir o “edifício das Selecções”, ao não evidenciar qualquer tipo de preocupação com as selecções mais jovens. Segundo várias organizações internacionais, o sistema de ensino português continua altamente deficitário em termos de resultados. A Educação está ao nível do futebol indígena, paupérrima e sem futuro?
Acredito na Escola como um complemento da Educação. Sem Educação a Escola é praticamente inútil. Ministério da Educação, professores, alunos e encarregados de educação, são os principais agentes de um sistema burocrático e, não raro, envolto em convulsões, como se viu recentemente com a contestação da classe docente.
Qual a receita para pôr estes protagonistas a remar para o mesmo lado?
Uma revolução cultural e de mentalidades. O foco deve ser colocado sobre os alunos na melhoria dos resultados daqueles que representam o futuro do País. Na coluna «Semiópticas» no «CM», efectua, frequentemente, incursões na análise política. Recentemente escreveu que «o sistema político protege os políticos e não as pessoas».
Uma revolução cultural e de mentalidades. O foco deve ser colocado sobre os alunos na melhoria dos resultados daqueles que representam o futuro do País. Na coluna «Semiópticas» no «CM», efectua, frequentemente, incursões na análise política. Recentemente escreveu que «o sistema político protege os políticos e não as pessoas».
Para mudar este sistema é preciso mudar a cultura partidária instalada?
Já respondi: os partidos esgotaram-se na convicção de que o povo pode ser permanentemente manipulado. Não é assim. Há cada vez mais universitários nas caixas dos supermercados.
Já respondi: os partidos esgotaram-se na convicção de que o povo pode ser permanentemente manipulado. Não é assim. Há cada vez mais universitários nas caixas dos supermercados.
* entrevista na http://www.ensino.eu/home.html
PEDRO PIREZA

Nasceu na zona histórica do Barreiro - N.ª Sr.ª do Rosário - em 1911. Aos 14 anos iniciou a sua actividade profissional nos caminhos-de-ferro como serralheiro e no Luso Futebol Clube como futebolista. Passou depois para o Futebol Clube Barreirense, ao serviço do qual, em 1930, ajudou a conquistar a Taça da Caridade. Ainda ao serviço do Barreirense fez parte da selecção B, num jogo disputado contra a selecção de Marrocos. Ingressou no Sporting Clube de Portugal aos 22 anos, onde disputou 258 jogos, entre Campeonatos de Lisboa, Campeonatos da Liga, Campeonatos Nacionais, Reservas e Particulares. Tal como Adolfo Mourão - com quem fez uma das melhores linhas avançadas do Sporting CP, ao lado de Manuel Soeiro, Fernando Peyroteo e João Cruz - não era um avançado-centro, mas sim, um atleta utilizado mais recuado, sobretudo no lado direito, lugar que ocupou durante vários anos, até o ceder a Jesus Correia. Pireza foi mais um jogador da tal geração fantástica que antecedeu a lendária dos 5 violinos, actuava na direita e tinha na sua velocidade de finta e execução as suas maiores habilidades, servindo muitas e muitas vezes os avançados Peyroteo e Soeiro na perfeição. O avançado Pedro Pireza marcou pelo Sporting 119 vezes. Ainda nos «leões» foi convocado para a selecção A. Em 1947 regressou ao Barreirense. Posteriormente, foi treinador em diversos clubes: em Beja, na Marinha Grande, na Guarda, em Sacavém e na Covilhã.Em 1987, a Câmara Municipal do Barreiro atribuiu-lhe o galardão «Barreiro Reconhecido» na área do Desporto. É uma das velhas glórias do desporto rei do Barreiro. Depois de passar pelo clube da terra, Pedro Pireza mudou-se para o Sporting onde efectuou um percurso brilhante.
ps - Em Londres, onde voltei a estar com o meu amigo Ricardo, um grande adepto do Barreirense, veio à conversa o nome de Pedro Pireza, considerado pelos barreirenses o melhor jogador de sempre do clube. Nem de propósito, no site do clube lá estava uma pequena biografia. Que aqui deixo.
ps - Em Londres, onde voltei a estar com o meu amigo Ricardo, um grande adepto do Barreirense, veio à conversa o nome de Pedro Pireza, considerado pelos barreirenses o melhor jogador de sempre do clube. Nem de propósito, no site do clube lá estava uma pequena biografia. Que aqui deixo.
segunda-feira, setembro 15, 2008
PONTAS-DE-LANÇA
O Rui Santos acaba de, no Tempo Extra, lançar um tema que penso ser interessante e capaz de suscitar uma larga discussão (embora sem o gigantismo da gerada pelo tema "paralímpicos"...): Fernando Gomes, Jordão e Nené eram pontas-de-lança? Eu cá acho que sim, de outra forma não teriam facturado como facturaram. Não eram claramente "Mecos" que viviam apenas na grande área mas tinham todas as características do chamado homem-golo. E faltará mesmo à nossa selecção, ao nosso futebol, o ponta-de-lança clássico, vulgo Mamão? Fico à espera de opiniões...domingo, setembro 14, 2008
CARLOS TEIXEIRA, O PESADELO DOS FUTEBOLEIROS
«Durante anos foi quem fez tremer os homens que mandam no futebol. Pôs sob escuta e mandou deter Valentim Loureiro e Pinto da Costa no âmbito do Apito Dourado, o processo que permitiu desvendas vários dos segredos dos bastidores da bola. E chegou a pedir à juíza de instrução criminal que aqueles dois dirigentes ficassem em prisão preventiva.
Não o conseguiu, mas logrou ser odiado pelos visados no processo, que o acusaram de perseguição e de, cirurgicamente, não ter direccionado a investigação contra os clubes do Sul, o Benfica e Luís Filipe Vieira mais concretamente.
De 43 anos, Carlos José Nascimento Teixeira está agora de saída do Ministério Público de Gondomar, após 16 anos de trabalho como procurador-adjunto. Foi promovido a procurador da República e começa a trabalhar amanhã na Madeira.
Cerca de 70 colegas e amigos ligados ao Tribunal de Gondomar promoveram-lhe uma festa de homenagem na passada quinta-feira. Um jantar e uma prenda seguiram-lhe a um "sprint" final de acusações em processos pendentes do Apito Dourado contra Valentim e pessoas próximas.
O caso "Quinta do Ambrósio" - em que o major e mais 10 ou 11 arguidos deverão ser acusados na próxima semana - é o mais sonante, envolvendo interesses e lucros de milhões em terrenos e circulação de dinheiros em "off-shores".
Licenciado em Direito em Coimbra, Carlos Teixeira andou três anos a estudar para padre num seminário e chegou a pensar em ir para médico. Desde miúdo que os amigos da aldeia de Rebordelo, Vinhais (Trás-os-Montes), lhe conheciam o gosto pelos estudos e... a falta de habilidade para o futebol. Também não tinha jeito para a agricultura, mas - revelou o pai numa entrevista - aos 12 anos já sabia conduzir o táxi Mercedes que era o ganha pão da família. Pai de dois filhos, Teixeira está separado.
Após deixar marcas em Gondomar e contribuído para o abalo no futebol nacional, tem agora outro desafio. Nos bastidores, há inclusive quem diga que a sua ida para a Madeira não acontece por acaso e que Alberto João Jardim não terá descanso...»
Não o conseguiu, mas logrou ser odiado pelos visados no processo, que o acusaram de perseguição e de, cirurgicamente, não ter direccionado a investigação contra os clubes do Sul, o Benfica e Luís Filipe Vieira mais concretamente.
De 43 anos, Carlos José Nascimento Teixeira está agora de saída do Ministério Público de Gondomar, após 16 anos de trabalho como procurador-adjunto. Foi promovido a procurador da República e começa a trabalhar amanhã na Madeira.
Cerca de 70 colegas e amigos ligados ao Tribunal de Gondomar promoveram-lhe uma festa de homenagem na passada quinta-feira. Um jantar e uma prenda seguiram-lhe a um "sprint" final de acusações em processos pendentes do Apito Dourado contra Valentim e pessoas próximas.
O caso "Quinta do Ambrósio" - em que o major e mais 10 ou 11 arguidos deverão ser acusados na próxima semana - é o mais sonante, envolvendo interesses e lucros de milhões em terrenos e circulação de dinheiros em "off-shores".
Licenciado em Direito em Coimbra, Carlos Teixeira andou três anos a estudar para padre num seminário e chegou a pensar em ir para médico. Desde miúdo que os amigos da aldeia de Rebordelo, Vinhais (Trás-os-Montes), lhe conheciam o gosto pelos estudos e... a falta de habilidade para o futebol. Também não tinha jeito para a agricultura, mas - revelou o pai numa entrevista - aos 12 anos já sabia conduzir o táxi Mercedes que era o ganha pão da família. Pai de dois filhos, Teixeira está separado.
Após deixar marcas em Gondomar e contribuído para o abalo no futebol nacional, tem agora outro desafio. Nos bastidores, há inclusive quem diga que a sua ida para a Madeira não acontece por acaso e que Alberto João Jardim não terá descanso...»
NUNO MAIA, no JN
sábado, setembro 13, 2008
O NOVO PRESIDENTE DO CJ
in PÚBLICO
Sousa Dinis chegou a estar indigitado para presidente à Alta Autoridade para a Comunicação Social, sucedendo a...Gonçalves Pereira (juiz de Arganil). Mas não tomou posse. O seu perfil foi assim apresentado no site da AACS, que é uma espécie de ASAE da Comunicação Social:
O juiz conselheiro Joaquim José de Sousa Dinis, oriundo da Benfeita, foi indicado pelo Conselho Superior de Magistratura para ocupar o cargo de presidente da Alta Autoridade para a Comunicação Social.Filho de Mário Dias Dinis, o Dr.Joaquim José de Sousa Dinis iniciou os estudos liceais em Leiria, concluindo-os em Aveiro, cidade onde se encontrava colocado como médico seu tio Urbano Dias Dinis.Concluída em Coimbra a licenciatura em Direito, o Dr.Joaquim José de Sousa Dinis iniciou a carreira como delegado do Ministério Público na Madeira e, em 1973, ingressou na magistratura judicial, tendo sido, posteriormente, presidente de Círculo em Leiria e Coimbra, e desembargador na Relação de Lisboa até 1998, ano em que ascendeu ao Supremo Tribunal de Justiça. O Dr.Joaquim José de Sousa Dinis vai suceder no cargo de presidente da Alta Autoridade para a Comunicação Social ao Dr.Gonçalves Pereira, pessoa também muito ligada a Arganil, vila onde construiu sólidas amizades aquando da sua estada como delegado do Ministério Público e que, recentemente, reforçou na sua deslocação para participar nas cerimónias do centenário do nosso jornal.Atingido pelo limite de idade, o Dr.Gonçalves Pereira vai assim ser rendido pelo Dr.Joaquim José de Sousa Dinis que, para além de trabalhos de cariz forense, tem também editadas publicações de feição literária como os "Contos do Aquém, do Além e do Mar" e o romance "Varandas do Atlântico", obra inserta no âmbito das comemorações dos 500 anos do achamento do Brasil.Presentemente o Dr.Joaquim José de Sousa Dinis prepara um romance histórico, baseado em aspectos obscuros da vida de D.Sancho II e que tem Coimbra como cenário.
PONTO DE ORDEM
A clientela do BnA já percebeu que este é um espaço plural e livre. Por minha vontade nem haveria moderação de comentários mas como os comentadores raramente são moderados...tem mesmo que ser. A propósito da "posta" sobre os paralímpicos, gerou-se uma onda de indignação que, confesso, me deixou surpreendido. Pensei por momentos que estava a regressar aos tempos da Idade Média ou da Santa Inquisição. Ainda assim, permiti que me fossem dirigidos os insultos mais soezes e até ameaças. Vamos ficar por aqui e serve isto como aviso. Daqui para a frente, a moderação de comentários será mais rigorosa e selectiva. Não encarem isto como um tipo de censura mas apenas como uma medida higiénica. Para o bem de todos.
sexta-feira, setembro 12, 2008
PINTO DE SOUSA
Conheço José António Pinto de Sousa há muitos anos mas, curiosamente, só passei a saber quem é durante o julgamento do processo originário do Apito Dourado. Há pessoas e personalidades que não enganam. O antigo presidente do Conselho de Arbitragem da FPF - que foi condenado em Gondomar e terá de responder por mais de 100 crimes num processo que está às portas do julgamento relacionado com as classificações dos árbitros - nunca precisou do futebol para viver e ao futebol chegou quase sempre por muita insistência dos amigos. As escutas telefónicas provam que nem sempre agradou a todos e quem o conhece sabe que a sua política foi sempre a de ter todos em harmonia. O que de certo modo explica as "cedências" que são conhecidas, ao permitir, por exemplo, que alguns dirigentes indicassem determinados árbitros. Esta semana, numa curta entrevista à Rádio Renascença, PS disse que de nada está arrependido, ou melhor, só está arrependido de ter sido dirigente desportivo. Não deve haver em Portugal um dirigente que tenha perdido tanto dinheiro como ele com o futebol! O prémio: banco dos réus e a solidariedade de poucos. Nestes últimos meses aprendi a respeitar e a admirar O Homem Pinto de Sousa e por ele ponho as mãos no fogo pois se praticou qualquer crime foi simplesmente porque O SISTEMA foi muito mais forte. A vida é assim. Em todas as curvas corremos o risco de ter um acidente.
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