segunda-feira, fevereiro 27, 2006

SÓ MAIS UM


Florentino Pérez demitiu-se. À frente do Real Madrid desde 2000, o "mestre de obras" da M-30/40 é apenas mais um presidente que passou pelos merengues. Dois títulos nacionais e um título europeu, para além da inevitável taça Toyota, souberam a pouco.

Pois, para quem está habituado a ter mesa farta um arroz de marisco não cabe na cova de um dente.

ESTE HOMEM É UM MISTER


"No tempo da outra senhora, quem mandava nisto tudo era Lisboa. A partir do momento em que o Pinto da Costa começou a fazer crescer o FCP e a ganhar campeonatos, deu-se o início dessa rivalidade [Porto-Lisboa], que é show off dos jornais"
Avelino Ferreira Torres, no "Destak", onde se confessa sócio do FC Porto, Marco, Amarante, Sport Rio Tinto, Gondomar, Boavista e...Sporting. Também se ficou a saber que o seu filme favorito é "Amor de Perdição"!

domingo, fevereiro 26, 2006

INSÓLITO


Dragão de Ouro salta para o relvado e festeja junto de Koeman a vitória do Benfica.

A PÉROLA DA JORNADA


«O Sporting marcou o seu primeiro golo sem fazer nada por isso»*
Nelo Vingada



*Favor conferir minuto do jogo

O CLÁSSICO


Vitória clara e cristalina do Benfica. O FC Porto continua a ser líder mas não jogou na Luz como tal. Afinal, o 3x3x4 era um 4x2x4, muito bem aproveitado por Koeman. O Benfica teve sempre - com Petit, Manuel Fernandes e principalmente Karagounis - grande superioridade no meio-campo. As bolas divididas foram quase sempre do Benfica e também aí se fez a diferença. O 1-0 acaba por ser pouco mas o que vale são os 3 pontos que o Benfica somou e o FC Porto não. Com Lucho ao relanti e sem alas inspirados (Quaresma e Ivanildo), os dragões fizeram um jogo decepcionante. O Benfica, sem ser brilhante, jogou q.b. para ganhar sem sofrer e, embora tivesse recuado nos últimos 20', surge relançado na luta pelo título, embora eu não acredite que tenha vida para se aguentar em alta performance nas 3 frentes que tem em aberto.
Não se esqueçam que o Boavista de Brito só está a 7 pontos do líder e que recebe na última jornada o rival das Antas...

6.123


Número de adeptos hoje no Mário Duarte, para o Beira Mar-Leixões. Mais de 4000 eram adeptos do Leixões. Assim se vê a força de um grande clube, um clube com legítimas aspirações a figuras na Liga que já foi super e que agora é beta.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

tal como o título indica


Mais uma bofetada de Scolari ao chamar Quaresma e ao deixar de fora Simão. O "Sargentão" continua a agitar a modorra nacional. Só falta mesmo saber quem sucede a Sun Tzu e a Roberto Leal no mundial da gripe das Aves. Por falar nisso, fazendo fé na fanzine dos Super Dragões, perdão, no jornal O JOGO, a infecção já chegou a Portugal mas não consta que possa medrar nos anabolizados corpinhos daqueles meninos de coro. N'A BOLA fiquei a saber que a águia Vitória andou às bicadas na câmara do simulador de voo, ainda pensei que era o Mário Ferreira a tentar ir ao espaço, mas tudo indica que o Douro não vai deixar de ser azul mesmo com tantos camones a vomitarem o respectivo caudal com vinho do Porto martelado. Por incrível que pareça, Xanana Gusmão esteve a assistir, em Yokohama, ao FC Porto-Once Caldas, mas as suas técnicas de camuflagem continuam perfeitas. Isto a propósito da última viagem do nosso PR, ao nosso enclave nas águas que separam o Índico do Pacífico, em tempos sulcadas pelo 'Lusitânia Express' numa excursão bem mais interessante que qualquer viagem ao espaço ou pelo Douro acima. Ouço agora que a assembleia geral do Sporting foi adiada por excesso de afluência, ao nível de qualquer jogo da Taça de Portugal em Alvalade, só faltando mesmo as bolinhas de Berlim do José Eduardo, que à falta de melhor o pessoal atirou-se à roulote das shoarmas que são pitas bem mais picantes que muitas que andam por aí aos saltos. Pois, o José Mourinho continua com mau perder e não sei como se vai desenrascar desta, embora nunca seja pessoa para ser subestimada, tanto mais que conhecer bem os meandros de Montjuic e arredores. Pedro Emanuel na selecção de Angola é sobretudo uma má notícia para Pauleta e Nuno Gomes. E o Helton, não fazia falta à nossa selecção? Já lá temos o Dequinho... Será mesmo verdade que há um jogador do FCP que não sabe escrever? Não quero acreditar, se for verdade o "Público" bem pode fazer mais um dossier sobre a iliteracia em Portugal por comparação com a da Serra Leoa. Como o Inverno nunca mais acaba, a RTP dá-nos "Lost" a horas quase impróprias e os 'Gatos' estão aí a rebentar. São boas notícias para a nação dos deputados voadores, sucedâneos modernos do famoso deputado 'Batman', um tal Coimbra que um dia foi meu colega no centro de formação de jornalistas. Nem tudo vai mal pois podemos ver de novo as entrevistas do Agostinho, o nosso Silva mais genuíno e um verdadeiro imortal. O "Apito" continua a dar notícias mas os "desportivos" na verdadeira acepção da palavra continuam a fazer de conta que não é deste mundo, o que importa são as cartas do Simões à irmã Lúcia e ao padre Américo.

Assim vai o Mundo.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

GLORIOOOOOOOOOSO


Uma vitória magra mas preciosa. Este Liverpool revela bem o que é o potencial da muito elogiada Liga inglesa... Uma equipa que chegou à Luz a jogar atrás da linha da bola, sem meter toda a lenha no forno. Nem o Penafiel já joga assim na Luz, ninguém disse isto a Benítez...o tal treinador que vale mais de 100 milhões de euros. De facto, a profissão de treinador pode ser muito precária mas quando um homem cai em graça é, sem dúvida, muito lucrativa: basta um bom sobretudo, um papelinho, uma caneta e o faz-de-conta que estou a mudar o jogo com a minha inteligência.
Quem pagou o pato foi mesmo o Liverpool. A eliminatória ainda não acabou.
Mas o Benfica leva para Anfield Road uma vantagem preciosa, graças a mais um golo de Luisão.

Sempre Luisão nos grandes momentos.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

O MAIOR



Maradona foi a Brasília jogar à bola e marcar dois golos a uma "selecção" do Brasil. Pelo meio, recebeu convites de Lula e de Bono Vox para uma tete-a-tete mas mandou-os para canto. "Vim aqui para jogar futebol", argumentou.

Só faltou perguntar: "Mas quem são essas caras?"

O NOME DO PATO


Defrontar o FC Porto na semana em que tem de jogar com o Liverpool com 8 pontos de diferença, embora com a vantagem residual de ter vencido no Dragão e por 2-0, não é propriamente algo que estivesse nos projectos dos 147 mil benfiquistas que, segundo Luís Filipe Vieira, o clube da Luz já tem. A derrota em Guimarães esteve em linha com o moral do treinador Pato Ronald, que no fim do jogo deu por certo a diferença de 8 pontos para o FC Porto, embora o rival só jogasse no dia seguinte. Koeman, vá que não vá, aí acertou. Espera-se agora que acerte também no “onze” e na estratégia que vai montar para o jogo do nada ou talvez tudo. Sim, porque mesmo vencendo o FC Porto o Benfica não ficará em bons lençóis, com 5 pontos de diferença para os dragões e a restarem apenas dez jornadas (30 pontos) para o fim do campeonato. Mais a mais, com o Sporting embalado e pronto para aproveitar de qualquer forma o resultado do duelo da Luz, na certeza de que o que mais interessa, nesta caso, até é a…vitória do Benfica. O futebol tem destas coisas, transformando, pontualmente, rivalidades em amizades precárias. No fundo, nada melhor que uma relação de amor-ódio para dar “pica” às nossas santas vidinhas, apoquentadas que elas andam pelos devaneios do ministro da Saúde e dos Problemas Mentais, pelas novelas da TVI e pelos protestos dos professores que não querem ser monitores dos tempos livres dos seus alunos. No país em que todos protestam e pouco fazem pela vida, é natural que também o futebol por vezes entre na neblina dos sentimentos e da razão, deixando confuso qualquer ser civilizado que aqui aterrasse e fosse capaz de compreender a língua. Posto isto, vamos ao clássico, que já se faz tarde, e na certeza de que até lá muito se dirá sobre as tácticas possíveis e sobre o que a história escreveu. Depois, em 90 minutos apenas outra história será escrita. Para os 147 mil sócios do Benfica e mais uns tantos milhões de adeptos espalhados pelos cinco continentes, pelas ilhas e pelos atóis deste Mundo será tempo para provar se Walt Disney se enganou quando deu o nome ao pato mais famoso dos cartoons. Atenção, estou a falar apenas de desenhos animados.

domingo, fevereiro 19, 2006

LEÃO DE RAÇA


O que mais me impressiona no Sporting de Paulo Bento não é tanto o futebol que joga.
O que mais me impressiona é a raça da equipa.
Reparem nesta magnífica imagem de Sá Pinto com a cara salpicada de lama.

Jogadores assim já não nascem nas maternidades.

E não precisam de dar beijinhos ao emblema.

DORMINHOCO


Mais incrível que a derrota do Benfica em Guimarães foi o comentário final do Pato Ronald: "Oito pontos de diferença para o líder é muito". O treinador do Benfica deu por adquirida a vitória do FC Porto sobre o Marítimo, ele que ficou a dormir no banco, como os seus jogadores no treino da semana que antecedeu o jogo e que determinou portas fechadas para o futuro. Já não via uma equipa em 4x2x4 há muito tempo, com um futebol directo, à procura de um ressalto feliz. Que me lembre, só nos meus tempos em que via jogos do Ramaldense com o meu amigo Carlos P. Santos, ali ao lado da redacção do Esférico no Porto.
O que faziam no banco Manduca e Karagounis?

Bem, mas o que nesta altura parece importante é o facto de o Benfica já ter 147 mil sócios.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

HISTÓRICO


Estive «off-line» e perdi esta capa histórico do único tablóide português que se assume como tal.

Está de parabéns a equipa do "24".


Isto é jornalismo puro e duro.

E um golpe profundo nos "tomates" dos pseudo-investigadores.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

JOÃO, the rock


João Rocha deu uma entrevista ao "Record" que incendiou a nação leonina. Compreende-se. Rocha marcou uma época e um estilo. Com ele na liderança, os leões dobraram o cabo dos 100 mil sócios e conquistaram 8 títulos, contra 10 do Benfica, 6 do FC Porto e 3 do Boavista (campeonatos, taças e supertaças). O Sporting tinha, com ele, 22 modalidades e ganhou 1.210 títulos e 52 taças de Portugal. Mais, quando Rocha abandonou o Sporting deixou dívidas zero e 300 mil metros quadrados de terrenos. Portanto, este é um homem que tem alguma legitimidade para falar do Sporting, não é um "paineleiro" qualquer. Conheci-o mal, só com ele falei num sorteio da UEFA, em Zurique, e nunca mais esqueci a forma calorosa como falou com o "puto" atrevido que bateu à porta do seu quarto para lhe sacar umas palavrinhas. Vem tudo isto a propósito do que João Rocha disse sobre o famoso "projecto Roquette" para o Sporting. Em duas penadas, o antigo presidente revelou a sua perplexidade face ao aumento do passivo de 4 milhões de contos para 60 milhões de contos, situação que actualmente faz com que o Sporting nem dinheiro tenha para pagar os juros da dívida à banca... Mas grave, grave foi esta afirmação de Rocha: "Havia um projecto com o FC Porto que era muito prejudicial para o Sporting. Roquette dizia que era um projecto válido porque era a única maneira de Sporting e FC Porto estarem sempre representados na Liga dos Campeões".
A PJ e o MP (ahahahahaha) que investiguem, em vez de andarem a promover tablóides!

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

As minhas histórias (7)


Como está quase a fazer 20 anos sobre o acontecimento, eis mais uma sobre o famoso 'Mundial de Saltillo'.
Era um dia de folga e a tribo jornalística foi convidada para assistir a um rodeo, nos arredores da cidade de Saltillo, em pleno planalto mexicano, com a sierra maestra pelas costas e os states a duas horas de viagem. Lá fomos. O assédio começou bem cedo nas bancadas, com trocas de moradas, sorrisos e encostões. Ambiente tipicamente mexicano, com sombreros, animação, tacos, tequilla e muitos touros. Espectáculo dentro do esperado, mas com o salero local, sem o plástico dos filmes. Até aí, tudo bem. Eis senão quando os jornalistas portugueses são convidados a dar uma perninha. Todos os olhares focados em nós, ninguém se descosia, a alma lusa ia ficando de rastos. E foi aí que eu e o António Carneiro nos oferecemos. Pensávamos que íamos apenas defrontar uns tantos vitelos. Já na arena, deparamos com meia dúzia de ajudantes entre o maltrapilho e o vagabundo. Um momento de tensão e eis que se abre a porta. Por onde sai uma manada tresmalhada de possantes bois. Pânico na parelha portuguesa. Todos nos meio, os bois a correrem à volta. Situação empatada. Subitamente, a manada tresmalha. É a confusão. Só volto a "despertar", depois de 5 ataques de pura adrenalina, quando vejo o Carneiro a placar um boi. Coube-me a função de rabejador (função que às vezes continuo a praticar fora das arenas). O boi não foi ao pó da arena mas andou perto. Saímos quase em ombros, com o estatuto de heróis. Diz que viu que estivemos várias vezes perto do desastre.

Mas lá que foi um momento, sem dúvida...mas que momento!

Saltillo, em tudo inesquecível.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

JOÃO LOUREIRO - 9 anos de presidência*


- Segunda-feira cumpriram-se oito anos desde que tomou posse como presidente do Boavista. Neste entretanto, foi um vez campeão, a equipa esteve duas vezes na Liga dos Campeões, ganhou uma Taça de Portugal, atingiu as meias-finais da Taça UEFA, fez dois segundos lugares. É muito mais do que esperava?
JOÃO LOUREIRO - Há oitos não imaginava que ficasse tanto tempo como presidente do Boavista e não tinha a ideia de que podia ter tido todo este sucesso que talvez por felicidade acabei por ter. Em termos patrimoniais, tinha a ideia que era importante construir uma novo estádio mas também não me passava pela cabeça que o estádio tivesse esta dimensão que nos orgulha a todos. Resumindo, o que se passou excedeu as expectativas que eu tinha muito embora também seja verdade que sou ambicioso. Estivemos duas vezes na Liga dos Campeões e conseguimos diversos títulos de campeão em todos os escalões.
- Alguma coisa ficou pelo caminho? Por exemplo, alguma modalidade amadora?
JL - Nenhuma! Aliás, o meu pai também nunca extinguiu qualquer modalidade. E temos mais uma: o karaté. Sendo certo que hoje temos bastantes dificuldades em suportar as modalidades devido ao processo de construção do Estádio do Bessa século XXI. Temos esperança de podermos construir o nosso pavilhão.
- O Boavista quebrou o "status quo" do futebol português ao ganhar um título mas não sentiu que especialmente a partir desse momento passou a ser uma espécie de pedra no sapato de muita gente?
JL - (sorrindo) Bom, se o diz... Em primeiro lugar, é um facto indesmentível. Terá um pouco a ver com uma herança do salazarismo, que habituou os portugueses a uma certa imobilidade social. Havia oligarquias. E no âmbito desportivo havia os chamados três grandes, sendo que os dois de Lisboa era 'mais grandes'. Essa mentalidade, essa "grandite", o FC Porto conseguiu de certa forma ultrapassá-la mas não deixa de ser um clube grande na mesma. Fomos campeões 25/26 anos depois do 25 de Abril e não havia uma ideia totalmente democrática do fenómeno desportivo em Portugal. Basta ler os jornais. Basta ver os programas de televisão com comentadores dos três grandes e nem sequer há um que defesa todos os outros!
- Há uma ideia que se difundiu: só os grandes é que vendem...
- Sem dúvida também. Mas o Boavista não é apenas um "outsider" é também uma instituição que contradiz a normalidade. Quando fomos campeões pensei que alguma coisa ia mudar no sentido de o exemplo do Boavista ser acarinhado. E o que mudou foi rigorosamente no sentido contrário: todas as forças, mediáticas, sociais e políticas (pois o Boavista foi descriminado no Euro 2004 e não me calarei), massacraram o Boavista porque fugia à regra. Era a tal herança do salazarismo. Fizemos qual o milagre da multiplicação dos pães mas consideraram-nos inconvenientes pois estariamos a demonstrar falhas alheias. Pensei que os clubes da nossa dimensão iriam acarinhar este nosso sucesso no sentido de sentirem que também o podiam cosneguir. Mas pelo menos os dirigentes de então dos clubes desse nível escolheram outra via: porventura por alguma inveja, atacaram o Boavista. Passaram-se quatro anos e felizmente o dirigismo português está a mudar. Há gente que veio para o futebol que não poderei dizer que são meus seguidores, pois têm personalidade própria, mas que estão a perceber que é possível...
- Está a falar de quem?
JL - Estou a falar, por exemplo, do presidente do Sporting de Braga e do actual presidente do Vitória de Guimarães. Mas há mais. São pessoas que percebem que o Boavista ao invés de ser um inimigo pode ser um bom exemplo. E esta época está a comprovar isso.
- Curiosamente, o Boavista foi campeão quando fez a transição para SAD. Esta mudança terá tido alguma influência nos resultados conseguidos?
JL - Houve uma estratégia e um substrato económico de suporte mas o nosso objectivo não era sermos campeões mas andar junto dos grandes. Só a um pouco mais do meio da época começámos a interiorizar que podíamos lutar pelo título. Não houve "bluff".
- E quer ir até onde?
JL - Sei que nos querem empurrar para o tal desiderato do título mas com toda a sinceridade digo - e se calhar este último jogo desmente-me um pouco - que temos uma base de trabalho muito boa para com mais algum tempo em cima podermos, dentro de uma/duas épocas, ter outro tipo de ambições. Mas não podemos pôr o carro à frente dos bóis pois corremos o risco de matar esta equipa. E eu quero que esta equipa continue a ganhar músculo! Penso que esta época já vamos ter alegrias... Recordo o que está acontecer agora com o que aconteceu quando contratámos pela primeira vez o Jaime Pacheco. Portanto, esta época vamos tentar recolocar o Boavista nas competições europeias.
- Este ano há três lugares na Liga dos Campeões...
JL - Bom, é uma possibilidade mas não é um objectivo. Queremos que os jogos europeus regressem ao nosso estádio.
- Como projecta o Boavista do futuro?
JL - Sei que às vezes sou criticado por não estar muito presente mas a verdade é que tenho feito milhares de quilómetros por avião tentando encontrar - e é um trabalho que está a dar os seus frutos - parceiros estratégicos internacionais para consolidar todo o nosso projecto. Há um projecto de aumento de capital da SAD já aprovado e esse será um primeiro passo. Paralelamente, estou a desenvolver contactos no sentido de podermos ter as tais parcerias no sentido de podermos beneficiar de bases e de investimentos que possam potenciar desportivamente a instituição Boavista. Somos hoje um clube com um excelente estádio, com uma escola de formação que se não for a melhor em Portugal estará ao nível das melhores, vai estar equilibradíssimo depois do aumento de capital, portanto, temos como sociedade anónima com grande potencial para servirmos como local de formação mas a alto nível para podermos transferir jogadores ou sucesso ou para podermos aceder a jogadores que normalmente não teríamos possibilidades de ter, ficando com parte dos seus direitos desportivos.
- Não está a falar de russos?
JL - Não. As minhas viagens vão mais no sentido de Londres ou de Paris. Penso que estamos a alguns meses de conseguir colocar o Boavista no patamar que sempre desejei. Sabemos que a nossa realidade social não tem comparação com os grandes muito embora sejamos de longe o clube português que mais cresceu nos últimos anos. Temos hoje cerca de 23 mil sócios efectivos. Há oito anos tínhamos 8000 sócios. Mesmo assim, tenho a noção de que estamos ainda muito longe dos chamados grandes embora tenhamos solidificado, de forma sustentada, o estatuto de quarto clube nacional. Para além disso, para além dos grandes e a par do Vitória de Guimarães e do Belenenses somos donos do nosso património. Este estádio é nosso, não é municipal! E a grandeza das instituições também tem a ver com o património de cada um.
- Quando é que tudo poderá ficar concretizado?
JL - Em cada 15 dias passo 3/4 dias fora de Portugal só para trabalhar para o Boavista. Haverá passos até ao início da próxima época mas até ao fim deste ano teremos as coisas já bastante mais avançadas. Mas que ninguém espera alguma coisa de espectacular como às vezes se anuncia nos jornais e que depois são balões que rebentam.
- E em quanto está avaliado o património do Boavista?
JL - Cerca de 100 milhões de euros, incluindo a nossa participação na SAD, é quanto vale a nossa instituição. Tendo um passivo que resulta do empréstimo a três bancos para a construção do estádio, passivo que oscila entre os 15 e os 20 milhões de euros. Portanto, a nossa situação líquida é fabulosa.
- Mas pontualmente o clube tem dificuldades de tesouraria, ou não?
JL - É verdade. Não há salários em atraso, poderá haver, sim, subsídios em atraso na área não profissional. E às vezes há atrasos nos salários mas nada do que tentam fazer parecer. Mas tudo resulta do tal processo de necessidade de acabar o Estádio do Bessa, pois fomos nós que o pagámos enquanto outros nada pagaram.
- Então o Boavista fez um mau negócio no Euro 2004...
JL - Não foi um mau negócio, fomos apenas vítimas da tal descriminação resultante do nosso negócio. Ou se calhar porque as pessoas também têm a percepção que conseguimos com os nossos meios resolver os nossos problemas. O que não é justo.
- Mais uma vez o seu nome surge como uma das possíveis pessoas a arrolar no processo "Apito Dourado"...
JL - É um processo judicial e não quero fazer muitos comentários. Em Novembro disponibilizei-me para prestar declarações nesse processo junto dos vários agentes da justiça e por escrito. Até ao momento não fui notificado e fico surpreendido com o que tenho lido. Em termos genéricos e até porque sou advogado e tenho alguma noção do que deve ser a justiça só digo uma coisa: todos estão adstritos à lei, ninguém está acima da lei, mas isto também é válido para os agentes da justiça. E não digo mais nada.
- A Liga está nivelada por cima ou por baixo?
JL - Vistas as coisas pelo lado dos grandes, um pouco por baixo. Na perspectiva que considero mais saudável, por cima. Há várias boas equipas: Braga, Marítimo, Setúbal, Belenenses, Leiria pontualmente, Gil Vicente, Guimarães ultimamente... Ao nível das equipas médias isto está nivelado claramente por cima.
- Como analisa a aliança Sporting-Benfica?
JL - Não quero comentar. A nossa estratégia passa por um bom relacionamento com todos, inclusivé com Sporting e Benfica e como o que ia dizer se calhar não era muito positivo, prefiro abster-me de responder a essa pergunta.
- Como estão as relações com o FC Porto?
JL - São muitos boas. Houve um conflito aberto mas sempre disse que gostaria de ter boas relações com o FC Porto. A forma como nos aproximámos foi correcta, com passos seguros.

* esta foi uma entrevista que me deu João Loureiro há um ano. Está actual. Os problemas levantados mantêm-se, a ambição também, a coerência idem e o aumento de capital está por acontecer. Amanhã, completam-se 9 anos de presidência João 'Ban' Loureiro. Quase uma década na qual se confirmou a velha máxima 'tal pai, tal filho'.

pastelada

ESTIVE A PÔR A ESCRITA EM DIA E DEPAREI COM UMA NOTÍCIA NO MÍNIMO RIDÍCULA. O BELENENSES VAI ENVIAR UM FAX AO SALAMANCA PORQUE SOUBE QUE ALGUNS DOS TROFÉUS QUE OFERECEU A ESTE CLUBE ESTÃO GUARDADOS E MAL CONSERVADOS NUMA ARRECADAÇÃO, AO LADO DE OUTROS TROFÉUS DO CLUBE DA TERRA DO BOM PRESUNTO. PERGUNTO: O QUE É QUE TEM O BELENENSES A VER COM OS TROFÉUS QUE OFERECE AOS OUTROS E A FORMA COMO ESTÃO SÃO CONSERVADOS? O QUE É TEM A VER O DONO DA FÁBRICA DOS PASTÉIS DE BELÉM COM A FORMA COMO COMEMOS AQUELAS DELÍCIAS?

FUMAROLA


São imagens como esta que justificam o aumento do imposto do tabaco.
São imagens como esta que desmascaram os impostores que andam aí na tribo do jornalismo desportivo.
São imagens como esta que tornam este blog um sítio mal frequentado.
São imagens como esta que nos fazem temer uma qualquer erupção vesuviana.
Quem será este boi?

Jornada 22


Já só faltam 12 jornadas para o fim da Liga Beta, ou seja, estão em disputa 36 pontos. Pode parecer muito mas até nem é. Com 5 pontos de vantagem para Benfica e Sporting e embora com a obrigação de ter de jogar na Luz e em Alvalade, o FC Porto tem algum conforto, tanto mais que o agressivo 3x3x4 de Adriaanse ameaça ser uma pedrada no charco táctico do futebol português, nos últimos anos demasiado subordinado à "periodização táctica" que tanto rendeu no FC Porto de José Mourinho. O FC Porto venceu facilmente no Restelo - onde Couceiro franqueou as portas à 'máquina de ataque' portista -, o Sporting não teve problemas de maior em Setúbal - onde o declínio é um facto e onde sem ser encontrado resposta para o 'vírus Norton' - e o Benfica resolveu - depois de algumas dificuldades iniciais - o que era uma obrigação. Adriano marcou finalmente, e a dobrar, promentendo mais, Carlos Martins dispensou Liedson com dois pesadões pontapés, e Simão reconciliou-se com os adeptos e com metade da equipa, fechando a conta no jogo com o Penafiel. O Boavista de Carlos Brito soma e segue, ganhou 3 pontos ao Nacional e 2 ao Sporting de Braga, aproximando-se dos lugares europeus e prometendo até lutar por um lugar na Liga dos Campeões, aproveitando uma eventual desmoralização dos actuais segundos classificados. Em grande está a União de Leiria de Jorge Jesus, proclamado mestre da táctica e sem dúvida um treinador com "T", como já o demonstrou noutras ocasiões. Não terá sido por acaso que um dia lhe chamaram o "Cruyff de Marvila"... Muito bem também o Estrela de Toni, que ainda não se livrou de sarilhos mas continua a somar os seus pontinhos. A Naval de Álvaro, com a vitória em Vila do Conde, ressuscitou o "élan" mas ainda está a 4 pontos da salvação. Pior vai o Vitória, que tem de ganhar hoje na Madeira se quiser continuar entre os grandes. É que depois do Marítimo vêm Benfica (casa) e Nacional (fora)... Enfim, temos campeonatos em todas as frentes. "Emocionante", como disse Mourinho. Talvez um pouco exagerado...

Tudo isto para justificar a imagem acima. E abaixo. E acima. E abaixo.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

PRÉ-HISTÓRIA


A polémica aí está. Nós, os ocidentais, continuamos sem conseguir engolir 4 ou 5 séculos de domínio árabe no Sul do nosso território. Os "gajos" até se aguentaram muito tempo numa cidade chamada Granada... A cultura árabe deu-nos tanto ou mais que a romana. Temos outros sangues nas veias: visigodos, suevos e outros bárbaros. A nossa melhor praia ainda é o Al-Garve. Até aqui, tudo bem. Não metam é o Maomé ao barulho. O profeta, muito parecido com o senhor Osama, é intocável. O medo é um facto. O Ocidente está rendido ao fundamentalismo do Islão.

Tristes trópicos, disse alguém um dia.

Tristes ocidentais, digo eu.

Ainda estamos na pré-história da modernidade, é o que é.

GRANDE TIFOSI


Se alguém me puder dizer o nome deste "tio" que estou farto de ver nos nossos estádios, apoiando o Belenenses, agradeço a deferência.
Sempre lhe gostava de perguntar se os pastéis de Belém aquecem não apenas o estômago (proeminente, note-se).

HIPOCRISIA

Na semana em que "rebentou", finalmente, a acusação do "Apito Dourado", só um jornal desportivo, por acaso aquele onde trabalho (o "Record"), se esforçou para "estar em cima". Os outros assobiaram para o lado, presumo que preocupados com a defesa daquilo a que chamam pomposamente a "indústria do futebol". Eu prefiro chamar-lhe chiqueiro. É grave o que aconteceu e duplamente grave quando hoje nos deparamos com um editorial de Vítor Serpa, in "A Bola", a falar da celeridade da justiça e da democracia, a propósito do "Apito" que passou completamente ao lado do único jornal do Bairro Alto. Se bem me lembro, Vítor Serpa sentou-se à direita Luís Filipe Vieira no almoço que esta semana antecedeu a apresentação das contas da SAD do Benfica. Do lado esquerdo estava Valentim Loureiro. Estou apenas a falar daquilo que me lembro. E não de um passado no qual "A Bola" se destacava na reportagem de investigação, como aconteceu quando João Freitas trouxe à luz do dia o caso que ficou conhecido por "Penafielgate".
Ai que saudades, ai, ai...

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

14.000.000

Um estudo da empresa "VoxPop" reclama para o Benfica 14 milhões de adeptos. Todos juntos na ilha da Madeira e Jardim ia ter, finalmente, um carnaval a sério.

PAREDES e APITACHOS


Um hiato de vez em quando só faz bem. Purga. Mas o que ficou por dizer, é dito agora. Antes de tudo o mais, quero falar do Paredes que foi eliminado em Alvalade no último minuto do tempo regulamentar. Uma equipa exemplar. Apenas com 5 meses, o projecto liderado por Pedro Silva é tudo o que o futebol português não é: sóbrio, simples, objectivo. O clube tem meio milhar de miúdos nos escalões de formação, os seniores treinam os petizes, o clube tem um ATL para os seus craquinhos e até uma escola de dança. Tudo nas instalações do clube. Sem luxos mas funcionar. O director-geral, Fernando Valente, é a alma do projecto. O treinador, Rui Quinta, a sua força activa. Quinta, note-se, perdeu em Alvalade com um penalti mas no fim disse, com todas as letras, que foi bem marcado, e podia nem ter falado no assunto... Com mais de metade do plantel nado e criado em Paredes, este é um clube que excepciona a regra. Orçamento controlado (250 mil euros), ambição também controlada, juventude e inteligência, experiência e capacidade. O Paredes esbarrou no muro de Alvalade mas merece o meu aplauso.
Agora, Apito Dourado. Está aí a acusação. São cerca de 400 páginas num processo com mais 17 mil. A acusação saiu em linha com a investigação feita pela Polícia Judiciária, iniciada no Verão de 2003. Uma investigação que põe a descoberto a "rua escura" de que falava Carlos Carvalhal quando treinava o Leixões. É por ali que também passam os árbitros a caminho da 1ª categoria. Bem-aventurados o que escapam...ao poder dos dirigentes dos clubes e das comissões várias. A morte do futebol "associativo" já estava anunciada. Depois deste processo, se não acontecer será mesmo caso para todos desistirmos deste futebol ferodento. O Governo só tem um caminho: tirar as associações de futebol do caminho, entregar o futebol a profissionais que não dependam de favores e de esquemas para se perpetuarem no poder. Pode parecer difícil. Mas é o único caminho possível.

domingo, fevereiro 05, 2006

OS ACUSADOS


Valentim Loureiro - 26 crimes de corrupção desportiva activa sob a forma de cumplicidade; 2 crimes dolosos de prevaricação; José Luís Oliveira (presidente do Gondomar), 26 crimes dolosos de corrupção activa sob a forma de autoria, 21 crimes dolosos de corrupção desportiva activa; Pinto de Sousa (ex-presidente do Conselho de Arbitragem da FPF), 26 crimes dolosos de corrupção passiva para acto ilícito; Castro Neves (ex-chefe do dep. de futebol do Gondomar), 19 crimes dolosos de corrupção desportiva activa; Francisco Costa (CA da FPF), 26 crimes dolosos de corrupção passiva para acto ilícito sob a forma de cumplicidade; Luís Nunes (CA da FPF), 1 crime doloso de corrupção activa sob a forma de autoria, 1 crime doloso de corrupção activa sob a forma de cumplicidade, 4 crimes dolosos de corrupção desportiva activa; Carlos Carvalho (presidente do CA da AF Porto), 2 crimes dolosos de corrupção desportiva activa sob a forma de cumplicidade; Rui Mendes (árbitro, ponto zero do processo), 1 crime doloso de corrupção desportiva passiva; Sérgio Pereira (árbitro), 1 crime dolosos de corrupção desportiva passiva; Licínio Santos (árbitro), 2 crimes dolosos de corrupção desportiva passiva; Pedro Sanhudo (árbitro), 3 crimes dolosos de corrupção desportiva passiva, 2 crimes dolosos de corrupção desportiva activa; Hugo Silva (árbitro), 2 crimes dolosos de corrupção desportiva passiva; João Macedo (árbitro), 4 crimes dolosos de corrupção desportiva passiva sob a forma de autoria; Ricardo Pinto (árbitro), 3 crimes dolosos de corrupção desportiva passiva sob a forma de autoria; Manuel Mendes (árbitro), 3 crimes dolosos de corrupção desportiva passiva sob a forma de autoria); António Eustáquio (árbitro), 2 crimes dolosos de corrupção desportiva passiva sob a forma de autoria; Jorge Saramago (árbitro), 1 crime dolosos de corrupção desportiva passiva sob a forma de autoria; José Manuel Rodrigues (árbitro), 2 crimes dolosos de corrupção desportiva passiva sob a forma de autoria); Aníbal Gonçalves (árbitro), 1 crime dolosos de corrupção desportiva passiva sob a forma de autoria); Sérgio Cunha (observador), 1 crime doloso de corrupção desportiva passiva sob a forma de autoria; Manuel Barbosa da Cunha (observador), 1 crime dolosos de corrupção passiva para acto ilícito sob a forma de autoria; João Mesquita (ex-árbitro e assesor do CA da FPF)), 1 crime dolosos de corrupção desportiva activa sob a forma de cumplicidade; Américo Nunes (dirigente do Sousense), 1 crime doloso de corrupção desportiva activa sob a forma de co-autoria); Agostinho Silva (dirigente do Sousense), 1 crime doloso de corrupção desportiva activa sob a forma de co-autoria; Leonel Silva (ex-autarca de Gondomar), 1 crime doloso de prevaricação sob a forma de co-autoria; António Ferreira (observador de árbitros), 1 crime doloso de prevaricação sob a forma de instigação); José Horta Ferreira (observador), 1 crime doloso de prevaricação sob a forma de cumplicidade).

Pode parecer muito. Mas não é.

VISTAS EUROPEIAS


No Bessa, a estratégia é..."jogo a jogo". Mas toda a gente sabe que o Boavista persegue o objectivo...Europa. Após 4 vitórias consecutivas, temos mais um candidato. Bem-vindo seja! O Boavista pode não ter muito adeptos mas ganhou o direito a ser um histórico do nosso futebol. Gerido como poucos, com todos os tostões a serem contados, o clube do Bessa colocou-se a 5 pontos de Benfica e Sporting e a 4 do Nacional. Vai também ganhar pontos a Sp. Braga (a 4 pontos) e a FC Porto (a 9 pontos). Carlos Brito deixou-se de ousadias, passou a contar com uma defesa bem mais segura e um meio-campo que até dispensa a "generosidade" de Tiago. Lucas e João Pinto estão em grande forma, Zé Manel é um torpedo na direita e até "Pepe" Figueredo começa a facturar moendo a paciência ao Espalha-Brasas. O Boavista tem a sua equipa armada, confiante e embalada, saindo de trás para a frente. Cuidado com eles!

CRÍTICO


De derrota em derrota, o Benfica campeão das contratações de Inverno arrisca a revalidação do título. Em Leiria, a equipa de Koeman criou oportunidades mas mais uma jogou "partida". Manuel Fernandes andou numa montanha russa, Petit de cabeça perdida, Simão teve momentos e Nuno Gomes foi uma nulidade completa. Mais uma vez o vemos a atravessar o deserto sem muitas referências na imprensa... Demasiadas mudanças fizeram mal ao campeão perante um Leiria que usa o "pressing" como arma principal. Jorge Jesus mais uma vez está a mostrar que é um treinador que sabe da poda, embora use cábula quando fala da periodização táctica. A crise do Benfica é um facto. O objectivo agora é chegar pelo menos ao jogo com o FC Porto com 7 pontos de desvantagem...

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

REVENDO A SEMANA


Facto: Vítor Magalhães ainda acredita que o Vitória pode terminar o campeonato num lugar europeu? Atenção: não é um qualquer badameco que está a afirmá-lo, mas sim o presidente do maior clube do Minho. Ou será que estou errado nas duas premissas? Não sei...o que sei é que Magalhães parece querer imitar Vale e Azevedo: o futebol pode ser miserável, que se lixe, viva a Volta a Portugal em bicicleta! Termina a semana com a notícia de mais um caso de 'doping' - Nuno Assis. O departamento médico do Benfica já veio afirmar que pode ter sido o organismo do jogador a produzir a "lona" qualquer coisa. Ok, já sabíamos, a culpa é sempre dos homens do laboratório, esses grandes chatos. Obviamente, o conflito Super Dragões com chumbo- SAD do FC Porto dominou as conversas da semana. Consta que não era em Adriaanse que os super com chumbo que armaram a emboscada de domingo à noite, no Olival, queriam acertar... A conversa do treinador com os jogadores terá sido comovente e o primeiro a sair com uma palavra de conforto terá sido Vítor Baía, o que muito sensibilizou o homem. Pois, ainda ninguém ouviu Pinto da Costa a falar mas o 'Macaco' já falou, e em directo, na SIC, para pouco dizer, pois 'O Líder' treme demasiado quando lhe apontam uma câmara de televisão. 'O Clone' já aí está, para mais um golpe de estádio. Os renegados do Sporting continuam a zurzir em José Peseiro (hoje é a vez de Rui Jorge, n'O Jogo) e já não há paciência para tal - o muro das lamentações continua lá e qualquer agência de viagens pode tratar rapidamente do assunto. Surpreendente, no mínimo, a presença de Arga e Lima, accionista de A Bola, na sociedade que vai lançar o semanarário de José António Saraiva - será que o jornal da Travessa da Queimada vai, finalmente, mudar de mãos? O 'Apito Dourado' deu 82 processos e, embora com um elevado número de arquivamentos (127), promete fazer correr muita tinta, sobretudo se algumas escutas com gente do alto vierem a lume, assim se ficando a saber que não eram só os árbitros que gostavam de conviver com brasileiras... Consta que o Bill Gates andou por cá à boleia de Sócrates, até deu uma entrevista à Judite, a de Sousa obviamente, mas ela não descruzou as pernas e algumas horas depois estava, na RTP memória, a entrevistar o João Garcia na sua versão com nariz e dedos. Por fim, uma noite para o despedimento de Gigi. O Palerma de Palermo.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

CHARADA

Sei que gostais de charadas. Cá vai: quem é, no Benfica, o 'Alicate' e o 'Mandioca'. Dois bons nomes, aliás, para uma parelha de palhaços.

25.000

Pela segunda vez desde que foi reeditado, BnA ultrapassa a fasquia das 20.000 visitas mensais, batendo no tecto das 25.000. É fantástico. Acho que não merecia tanto. Afinal não passo de um simples escriba assalariado e mal informado. Provavelmente ainda me acham piada. Penso eu de que.
* obrigado

UM CU É UM CU E PELO CONTRÁRIO


Fechado o mercado sem grandes surpresas, nem os comunicados dos Super Dragões nos conseguem entusiasmar. Já se sabe o que a casa gasta e quem não sabia ficou a saber. Os meninos rabinos estão zangados. Vão ter que aturá-los...a não ser que lhes fechem as portas do Dragão no próximo jogo. Quanto ao mais, as patetices do costume de quem não dá uma para a cacha no "Apito Dourado" - para além, e mal, de mais do mesmo - e a certeza de que a carne da perna processual fica para as calendas (leia-se: DIAP). Os lugares de camarote no Dragão são excelentes, a propósito. Koeman foi a Barcelona falar com o Frank e beijar a mão do pai, Adriaanse parece que já não quer ir embora e Paulo Bento volta a ser herói, embora Sá Pinto, mesmo na versão infantário, o suplante na primeira página do Esférico, um espaço, esse sim, sempre surpreendente, mesmo quando se repetem as manchetes cinéfilas. O Simões continua a escrever cartas a toda a gente e o Saraiva despediu-se de Balsemão. Não sei o que é mais importante, sinceramente. Mourinho recebeu a grã-cruz da Ordem do Infante pelos serviços prestados a Portugal e eu não acho mal. Muito tem feito ele pela nossa extensa comunidade em Londres e arredores e pelo imitador que ocupa o top discográfico da Irlanda. Há quem não se excite com o homem mas a verdade é que o Mundo é ele, o Bill Gates e o Sócrates a experimentar automóveis da VW. Como já não neva em Lisboa nem treme a terra no Alentejo, talvez esteja a chegar a altura de começar a pensar no Carnaval, embora nesta santa terrinha Carnaval seja todos os dias.

Por favor, não pisem os malmequeres!

  Ia escrever qualquer coisa sobre isto mas o João Freitas - um dos melhores jornalistas que conhece - tirou-me todas as palavras da boca. ...