sexta-feira, outubro 31, 2008

PC PÕE A MÃO NO OMBRO DE JESUALDO*


"Também o treinador Jesualdo Ferreira repetiu triunfos, redesenhou estratégias e reconquistou títulos, concretamente o segundo de campeão nacional ao serviço dos Dragões, mantendo uma rigorosa e competente filosofia de trabalho, que alia experiência e modernidade, trilhando dessa forma o ambicionado caminho para um futuro sustentado"

Uma significativa palavra de Pinto da Costa no preâmbulo do relatório e contas do FC Porto, em contra-corrente com os seus lugares-tenentes...

* enquanto os outros tentam empurrá-lo pelas costas...
Ainda a propósito do relatório e contas, numa primeira leitura verifico que o resultado líquido dos dois últimos exercícios (8,4 milhões de euros) continua a ser bastante inferior ao resultado líquido negativo do exercício de 2005/2006 (30,5 milhões de euros) e os capitais próprios continuam muito abaixo de metade do capital social. Apesar do optimismo revelado no relatório, verifica-se também que o clube precisa de continuar a contrair empréstimos, como aconteceu com 13,4 milhões de euros cedidos pelo BCP à conta da transferência de Quaresma para o Inter de Milão. Do que não restam dúvidas é da confiança de Pinto da Costa na sociedade pois no último ano comprou mais 9.847 acções, tendo agora 159.847. Acções que...
"No período em análise não se verificaram oscilações relevantes nos momentos de divulgação de resultados, e/ou de informação privilegiada, Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD
Relatório e Contas 2007/2008 86 - como vem sendo habitual do comportamento das acções da F.C. Porto – Futebol, SAD. Nem mesmo a conquista do tricampeonato afectou a cotação das acções que durante este exercício económico, apesar do sucesso desportivo do clube, desvalorizou 35%, tendo fechado a 30 de Junho de 2008 a cotar nos 1,5 Euros e com uma capitalização bolsista de 22,5 milhões de euros. No entanto, mesmo com uma queda de 35%, a F.C. Porto – Futebol, SAD apresenta um desempenho no mercado accionista em linha com o índice de referência do mercado nacional de acções, PSI-20, que desvalorizou 34% no mesmo período. Comparando com o principal índice internacional do sector do futebol, verifica-se que a performance da F.C. Porto – Futebol, SAD é bastante mais negativa que a do futebol europeu, dado que o Dow Jones EuroStoxx Football, do qual a F.C. Porto – Futebol, SAD é parte integrante, sofreu uma queda de apenas 3% durante o período económico 2007/2008."

FENÓMENO LEIXÕES

O milagre da multiplicação dos cachecóis do Leixões está registado pela objectiva do meu colega Luís Vieira, um repórter de imagem de mão cheia. No mercado de Matosinhos...foi assim! O clube de Matosinhos continua a mostrar que é um dos poucos em Portugal com "massa crítica" e que não está na I Liga apenas para vender o seu peixe...

DANOS COLATERAIS

O presidente do Conselho Deontológico (CD) do Sindicato dos Jornalistas (SJ), Orlando César, considerou "incompreensível e desproporcionada" a demissão de dois sócios do SJ, responsáveis de A Bola, devido a uma recomendação sobre linguagem do noticiário desportivo.
Face a uma carta do pai de um jovem praticante de hóquei em patins que citava e criticava a utilização de expressões como "em busca de vingar", "humilhar o adversário na sua própria casa", vingança saborosa", o Conselho apelou ao respeito pelo Código Deontológico. Recordou a recomendação da UNESCO (organismo das Nações Unidas) sobre o "compromisso ético para com os valores universais do humanismo, que obriga o jornalista a abster-se de toda a forma de apologia ou de incitamento" à "violência e ódio".
O director do jornal A Bola, Vítor Serpa, demitiu-se do SJ e afirmou ao Diário de Notícias que o comunicado "desrespeita todos os jornalistas que fazem desporto" e "comete uma injustiça gratuita", defendendo que o CD "não tem condições para continuar". Também o chefe de Redacção, Alexandre Pereira, se demitiu do SJ por se sentir "atingido pelo teor do comunicado" e considerar que "o tom como é escrito demonstra um enorme preconceito para com os jornalistas de desporto".
in JN

quarta-feira, outubro 29, 2008

NOTÍCIAS DA CASERNA

Afinal, não foram motivos fisiológicos que provocaram a fuga de Madaíl da tribuna VIP da Pedreira.
Consta que foi o receio de ser "atacado" pelos jornalistas, ali tão perto, no final do jogo.
Será verdade?

segunda-feira, outubro 27, 2008

MAIS UMA PÉROLA DEONTOLÓGICA


Recomendação do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas, esta sobre a linguagem violenta utilizada no noticiário desportivo:
«Transformar todos os desportos em competições de gladiadores, de luta livre ou de
boxe ou futebol é redutor para o desporto, desaconselhável para os jornalistas e fastidioso
para os leitores, ouvintes ou espectadores. O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas foi, a este propósito, alertado por um pai que descobriu no filho de 11 anos potencialidades para o hóquei em patins e decidiu incentivá-lo na prática dessa modalidade. Tudo bem, não fosse a tendência quase avassaladora do jornalismo desportivo para tratar qualquer evento como se fosse único, terrível e grandioso. O pai deste pré-adolescente enviou ao Conselho Deontológico alguns excertos dos jornais que fizeram a cobertura noticiosa do torneio que juntou participantes entre os oito e 11 anos e que dão a ideia geral do estilo adoptado pelo jornalista: «Em busca de vingar», «humilhar o adversário em sua própria casa», «revelando que o Alfena era mais um alvo a abater», «Vingança saborosa» e «decidiram partir para a humilhação do adversário». São
alguns dos exemplos desta prosa que só pelo seu mau gosto já seria de bom-tom eliminar.
Infelizmente, frisa este pai, tal tipo de jornalismo tem efeitos negativos nos jovens ainda crianças, que, fazem do hóquei a sua diversão. É na alegria dos jogos que se sentem ompensados dos sacrifícios dos treinos e do cansaço das viagens. Na sua apreensão da vida, estes jogos nada têm a ver com «vingança» nem «humilhação». Para lá do apelo constante ao respeito pelo Código Deontológico dos Jornalistas, designadamente os artigos 2º e 7º, o Conselho Deontológico quer, a este propósito, reforçar as recomendações da UNESCO sobre «o compromisso ético para com os valores universais do humanismo que obriga o jornalista a abster-se de toda a forma de apologia ou de incitamento de todas as formas de violência, de ódio ou discriminação». Porque as escolas, os clubes profissionais, os clubes sociais são os principais lugares onde estas actividades se desenvolvem numa abrangência educacional de milhares de crianças, o seu tratamento noticioso exige bom senso. Ao invés de algumas opiniões que circulam subterrânea e insidiosamente entre certos analistas, a especialização jornalística obriga a um maior respeito pelo Código Deontológico dos Jornalistas e não o contrário.
Sob pena de caírem na denominação de «jornalismo menor» os jornalistas desportivos
devem ser os principais interessados em manter padrões de exigência ética e deontológica. O Conselho Deontológico dos Jornalistas recomenda, por isso, o cumprimento escrupuloso das regras acima referidas e apela ao bom senso e discernimento dos jornalistas para que casos como este não se tornem moeda corrente. Mesmo quando são as «cores da nossa selecção» que estão em jogo, mesmo quando se trata apenas de ganhar, o jornalista desportivo deve ter em conta que o seu objectivo é o relato dos factos. O que não o impede de os transmitir num estilo que atraia o leitor à sua leitura. Mas, acima de tudo, deve recordar-se que é seu dever deontológico «relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade».

MEDO

Custa a crer como um clube tão organizado tanto dentro como fora de portas permite que um dos seus principais activo - Cristhian Rodriguez - seja molestado à saída do estádio, quando na sua viatura leva a família. É apenas a repetição do que aconteceu a Co Adriaanse [FOTO] após um mau resultado em Vila do Conde, num caso em que não se apuraram responsáveis apesar das imagens das câmaras de videovigilância, desta vez também activas... Não acredito que os responsáveis portistas não se tivessem apercebido de que estava a ser organizada uma "espera" aos jogadores. Simplesmente deixaram que tal acontecesse pois é esta a melhor estratégia quando as coisas fogem do controlo do "Kremlin", ou seja, permitir que os jogadores sintam a pressão directa dos adeptos fundamentalistas? O medo é um associado da adrenalina que tem faltado aos craques portistas dentro do campo. A estratégia, essa, é tudo menos nova. Recorde-se também o que aconteceu a Victor Fernández - invasão dos superdragões em pleno treino no Dragão... -, aquilo por que passou Paulo Assunção e outros jogadores que não podem sair à noite sob o risco de as suas vidas serem completamente devassadas. Há quem chame a isto controlo. Era capaz de lhe chamar outra coisa...

COM AS FERAS

« foto Blog do Bessa Álvaro Braga Júnior juntou-se aos "Panteras Negras". Nesta hora todos são poucos para ajudar o Boavista a sair do fundo do poço. Até as claques. Ou sobretudo as claques.

CARDOZÃO

Ao que me dizem, Quique não vai à bola de Cardozo. Mas o gigante paraguaio continua a ser...aquela máquina. Provavelmente o melhor ponta-de-lança em acção no futebol português.

O SPORTING QUE EU VI


O Sporting que eu vi, domingo, na Mata Real foi uma equipa na qual...
...João Moutinho foi um vidrinho de cheiro, tendo de ser assistido duas vezes fora das quatro linhas (assim se consumindo preciosos segundos de tempo de jogo) por coisas pequenas.
...Postiga revelou velocidade terminal mas esteve longe de ter com Liedson um mínimo de empatia
...um Liedson frenético mas emparedado por duas torres e sem apoio directo
...um Romagnoli "prensado" no espaço curto e na pressão de Paulo Sousa e de Filipe Anunciação, sem conseguir assumir o jogo ofensivo da sua equipa e com evidente défice atlético
...Rochemback finalmente no seu elemento, jogando num círculo fechado, sem ousar no passe mas a antecipar bem os momentos defensivos
...um Abel a dar profundidade a um flanco apertado (a Mata Real tem menos dois metros de largura que um relvado standard) e um Grimi apenas vulgar e a não arriscar ganhar a linha
...dois centrais sintonizados, com Tonel desta vez mais interventivo (até com algum excesso)
...um Rui Patrício que fez uma grande defesa mas que voltou a revelar insegurança
...um Derlei de dentes cerrados que não se percebe muito bem como ficou tanto tempo sentado no banco
PS - A imagem que ilustra esta "posta" diz tudo quanto às dificuldades que as equipas grandes encontram na Mata Real, onde o Benfica passou à rasquinha e o Sporting já deixou 2 pontos...

domingo, outubro 26, 2008

Paulo Batista sem influência


Paulo Batista regressou hoje a Portalegre sem qualquer problema de consciência, pois realizou ontem, no Estádio do Dragão, uma bela arbitragem. Foi mal auxiliado pelos seus árbitros assistentes, que, com pouca experiência, foram nomeados para um jogo e estádio, onde Vitor Pereira sabe perfeitamente é o indicado para ganharem experiência.
Claro que corre riscos, mas esta altura do campeonato é a altura ideal para que os que agora chegaram conheçam os estádios e os ambientes com mais espectadores.
Foi anulado um golo legal, pois dois defesas do FC Porto e Nuno colocavam em jogo Zé Manel, mas provando a teoria inglesa, que sempre que uma equipa marca mais um golo do que a outra, qualquer erro de arbitragem não vai fazer diferença, como não fez.
Alguns lances em análise:

1ª Parte

17 Minutos de Jogo – Hulk reclama que foi agarrado por Elvis mas Paulo Batista assinalou correctamente pontapé de baliza
29 Minutos de Jogo – Golo legal de Braga bem analisado por José Braga com dois adversários a colocá-lo em jogo
37 Minutos de Jogo – Grande penalidade bem assinalada Joel levanta a perna e atinge Hulk no joelho quando este fazia a rotação de movimento
38 Minutos de Jogo – Bem exibido o cartão amarelo a Lisandro que não pode discutir daquela forma com o árbitro

2ª Parte

60 Minutos de Jogo – Golo legal de Lisandro que passou por Joel, que agora, ao contrário do lance da grande penalidade, evitou o contacto dentro da área.
65 Minutos de Jogo – Golo mal anulado, erro grosseiro de Carlos Pereira, pois Zé Manel tinha três adversários a colocá-lo em jogo
74 Minutos de Jogo – Fora de jogo mal assinalado por José Braga, agora a Hulk

É O NIRVANA!




sábado, outubro 25, 2008

JACKPOT

Confesso: desde que me conheço, esta foi uma das maiores alegrias futebolísticas que vivi. Ainda para mais na companhia de leixonenses. Fantástico jogo do Leixões de Mota e dos Oliveira. Fantááááástico. Um penálti no limite, um golo "roubado" e no final...4-2 para as nossas cores, perdão, foi 3-2?, não para mim foi mesmo 4-2. O LSC é líder pelo menos até amanhã. O glorioso mora na Cruz de Pau. Para quem não sabe, para tudo ser ainda mais orgásmico, dois golos do Leixões foram marcados por um tipo, Braga, que veio do Leça... E o burro fui eu porque quando o José Carlos Freitas me ligou do jornal, poucos minutos antes do jogo começar, a pedir dados sobre a última vitória do Leixões no terreno do FC Porto, em 72, com um golo do pequeno gigante Horácio, eu lhe disse que devia estar maluco. Não está, não.

Leixões vence no Dragão



A Equipa de Matosinhos, provisóriamente, assume o primeiro lugar no Campeonato, após a vitoria por 3 a 2 hoje no Dragão, cera de quarenta anos depois da ultima vitória no Estádio das Antas.

Será que a grande penalidade sobre Hulk foi uma decisão correcta de Paulo Batista?

E o seu árbitro assistente terá anulado um golo limpo ao Leixões?

Deixe o seu comentário e veja amanhã no Jornal de Noticias a análise a estes lances.

TROFA - UM GRANDE EXEMPLO


A primeira pessoa que me falou no excelente trabalho que estava a ser feito no CD Trofense foi Hermínio Loureiro, no início do seu mandato, há quase dois anos. De então para cá, o pequeno clube das terras de Bougado fez-se ao caminho e conseguiu subir ao principal escalão. Na passada sexta-feira somou o seu primeiro ponto. Eu estava lá e vi não só isso mas também um pequeno mas muito bem amanhado estádio, condições de trabalho que tenho só em estádios da zona Euro, parque para estacionar o carro ao lado do estádio (embora numa empresa de telhas), uma simpatia por vezes até excessiva, um pequeno lanche ao intervalo (para contrariar os horários estranhos a que submetemos o nosso aparelho digestivo), atendimento permanente, uma boa sala para conferências, enfim, tudo mas tudo nos trinques. Já sei que vão dizer que estou a falar de barriga cheia e que o que os jornalistas querem é paparoca à borla. Ok, seja. Mas não estou a ver o que é que custa a um clube saber receber quem vai lá para trabalhar e para promover o produto. Eu sei que o catering dos camarotes VIP é apenas para os directores que sorriem para os líderes e para os seus sabujos mas sei também que o Trofense mesmo pequenino vai dando lição a quem pensa que tudo já aprendeu. Outro pormenor importante: já não me acontecia há muito tempo circular numa zona onde também circulam dirigentes, empresários e outros protagonistas do futebol. Sempre deu para pôr a conversa em dia e recordar velhos tempos em que antes e depois dos jogos era tudo "à molhada", momentos importantes para os jornalistas e também para os dirigentes e que praticamente acabaram porque uma guarda pretoriana protege hoje sobretudo os presidentes, não vão estes perceber que estão a ser enganados precisamente por esses impostores! E tenho dito.

sexta-feira, outubro 24, 2008

GRANDE?!

Bem, para o Sporting de Braga vencer por 3-0 o Portsmouth é de facto uma grande noite.
Não sabia é que se podia dizer o mesmo de um empate do Benfica no terreno de um anódino Herta de Berlim.
Ao que chegou o Benfica...e também a nossa Imprensa desportiva!

PS - Imagem forte: no final, os jogadores encarnados a festejarem o empate! Será que havia prémio para o mesmo?

quinta-feira, outubro 23, 2008

Lubos Michel Parabéns


Faltavam ainda cinco anos para entrar numa merecida reforma dos relvados, mas um dos melhores árbitros do Mundo decidiu terminar a carreira, aos 40 anos por motivos profissionais.
O árbitro eslovaco que foi recentemente submetido a uma operação ao tendão de aquiles é Internacional desde 1994, e esteve presente nos Mundiais de 2002, na Coreia e no Japão, de 2006, na Alemanha, e nos Europeus de 2004 e 2008.
Lubos Michel dirigiu na época passada a final da Liga dos Campeões, que opôs no Estádio Luzhniki, em Moscovo, o Manchester United ao Chelsea.
Na sua carreira internacional, dirigiu mais de 50 jogos das competições europeias, entre os quais a final da UEFA em 2003, ganha pelo FC Porto de José Mourinho ao Celtic (Escócia), em Sevilha.
Ainda tinha muito para dar à arbitragem mundial, mas compreendo perfeitamente que chega um momento em que não se consegue conciliar a carreira profissional com a arbitragem em part-time.
A Federação Eslovaca de Futebol (SFZ), confirma a decisão e assim sendo desejo-lhe felicidades para o seu futuro.

quarta-feira, outubro 22, 2008

NÃO HAVIA NEXEXIDADE

« foto O INFERNO DA LUZ (Pedro Fonseca)Fica provado e demonstrado que O Papa continua em grande forma! Sim, a "gratidão" é uma coisa muito bonita...

terça-feira, outubro 21, 2008

NACIONAL-BENFICA E OUTRAS COISAS...

Acabei de assistir a dois orgasmos em directo em horário nobre e num canal público. Rui Moreira e Rui Oliveira e Costa, dois preclaros paineleiros da nossa praça, atacaram o nosso sistema de justiça a propósito do arquivamento do processo relativo ao jogo Nacional da Madeira-Benfica. Como de costume, estes senhores falam do que não sabem. Falam para ficar bem na fotografia e de cor e salteado, para não dizer outra coisa... São pessoas que proclamam a justiça mas que não gostam que esta seja praticada. Mal ou bem. Aliás, a máquina da justiça nunca reclamou a virtudade da infalibilidade. O mesmo devia acontecer com a "ciência" das sondagens do senhor Costa ou com o proclamar do empreendorismo por parte de quem já nasceu rico como é o caso do senhor Moreira. Ao contrário do que diz o meu amigo Vila Pouca, não sou parte no processo, nem expert na matéria, mas acompanho-o desde a primeira hora e os meus arquivos aí estão para provar que o fiz pelo menos esforçando-me por dar todos os lados dos factos - como podem verificar, no meu pequeno livro que o Record editou até lá está um capítulo sobre o Apito Encarnado...
Porque a clientela do BnA merece o melhor aqui deixo as explicações do juiz Pedro Miguel Vieira para o arquivamento deste processo, recordando que outro juiz de instrução já mandou para julgamento Pinto da Costa, Augusto Duarte e António Araújo - três dos arguidos hoje não pronunciados - no caso relativo ao jogo Beira-Mar-FC Porto, onde está por explicar uma visita do árbitro a casa do presidente portista dois dias antes desse jogo.

"
Quanto à matéria essencial e indícios, em relação a Pinto da Costa e como mais ou menos resultou das alegações do sr procurador a decisao será de não pronuncia. Nao há no processo, e já nao havia parece-me em sede de inquérito, prova que pudesse fazer presumir que num julgamento pudesse ser condenado. As escutas não dizem respeito nenhuma delas à pessoa de Pinto da Costa, nem directa nem indirectamente, há apenas uma referência de Araújo, que quer falar com PC de assunto importante mas em curso estavam negociações entre os dois clubes, havia sempre esta possibilidade de entendimento. A meu ver havia ainda motivos mais óbvios para esta decisão: o telefonema que desencadeia é feito por iniciativa de Rui Alves, para Araújo, nesse telefonema que de facto é suspeito, fala-se em trabalhar o árbitro e acorda-se em fazer esse trabalho. Depois desse acordo ter sido estabelecido terá havido a entrada de PC no acordo, que teria aderido ao acordo já estabelecido, o que não faz muito sentido porque a distância pontual entre o Benfica e o FCPorto era já de nove pontos e o interesse em comprar o árbitro era relativo, seria mais importante comprar o árbitro do jogo do Sporting, mas, pior do que isso, não faz muito sentido que o arguido se arrisque em processo criminoso quando já havia acordo estabelecido entre o presidente do Nacional e o empresário. Ora, se o Nacional fosse o beneficiado esse facto teria benefício directo para o FCPorto. Não fazia muito sentido que PC, sabendo desse acordo, aderisse a esse plano tal como não fazia muito sentido que fosse o FCPorto a pagar contrapartida por uma decisão inicial do presidente do Nacional. Portanto, por tudo isto parece-me que não deveria sequer ter sido deduzida acusação quanto a Pinto da Costa. É certo que esta é uma realidade parcial, é extraáda de processo onde há mais factos, mas por decisão do MP foi decidido dividi-la em certidões. O que está em apreciação é só parte, não sabemos se analisado no seu conjunto a decisão de não pronúncia não seria diferente. Conforme o caso foi apresentado, não devia ter sido deduzida acusação e a prova produzida na instrução a versão de PC sai reforçada, no que respeita aos negócios em curso entre os dois clubes.
Quanto aos demais arguidos, decisão é também de não pronúncia porque não ficou demonstrado que tivesse existido aquela oferta daquele contrapartida e que tivesse havido abordagem no sentido do árbitro beneficiar o Nacional. Resumidamente, a acusação baseia-se nas transcrições e quanto à existência de vantagem que compensasse actuação parcial do árbitro a acusação é vaga, completamente genérica e pouco ou nada diz e porque não tem prova. Diz-se que foi oferecida vantagem patrimonial não concretamente apurada e que o árbitro a recebeu noutro momento. Isto desde logo não permitia concluir. Mas pior...a prova produzida no processo não permitia que o MP tivesse concluído nesse sentido. Admitindo que há um telefonema suspeito – a tentativa da expressão trabalhar o árbitro, o tribunal também percebe um bocadinho de futebol... Dizer que trabalhar era no sentido de junto dos jogadores avisá-los para o estilo do árbitro não faz sentido, para isso não era preciso contactar o árbitro. Fica-se sem perceber muito bem o que é que aconteceu depois, há a marcação de um encontro e há um encontro entre Araújo e o árbitro, mas o telefonema que o MP acha revelador que o plano tinha sido concretizado, esse telefonema ocorre antes mesmo de ter acontecido o encontro entre o árbitro e o empresário. O arguido Antonio Araujo já sabia que o árbitro iria aceder àquilo que iria propor ou então não sabia e estava a falar de um outro assunto, precisamente das transferências de Paulo Assunção e Rossato para FCPorto e Serginho para o Nacional. Não há grandes dúvidas que Araújo terá tido essa intervenção, para além disso a actuação do árbitro, segundo relatorio pericial, foi uma actuação de um nível muito elevado e apenas lhe são apontados dois erros e são erros que beneficiaram o Benfica e não o Nacional da Madeira: a falta que deu origem ao golo e que seria penálti sobre o Benfica e canto transformado em pontapé de baliza.
Resumindo e concluindo, não parece resultar suficientemente indiciado que Araújo, de acordo com Rui Alves, tenha oferecido alguma vantagem patrimonial a Augusto Duarte, sendo certo que a única “vantagem” que a acusação refere é a oferta de um bilhete para o jogo FC Porto-Manchester United. Mas, como diz PC na abertura da instrução, essa oferta ocorre apenas depois do Nacional-Benfica, só aí pela primeira vez é feita referência à oferta do bilhete e ocorre por iniciativa do própria árbitro que diz 'só vou ao jogo se me arranjarem um bilhete', portanto, o bilhete tambem não pode ser visto como vantagem patrimonial, isto admitindo o ridículo de alguém que se deixaria comprar por um bilhete.
"

DIA DE CONTRASTES

Ao início da tarde, Pinto da Costa teve a confirmação de que não será pronunciado no processo relativo ao jogo Nacional da Madeira-Benfica, da época de 2003/2004, um dos processos conexos do Apito Dourado.
À noite, perdeu com o Dínamo de Kiev e complicou as contas no sentido de conseguir o apuramento para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. E tal como no tribunal Pinto da Costa ganhou sem espinhas, também no relvado do Dragão a equipa ucraniana ganhou com limpeza. O golo é um "frango" de Nuno, com Helton a ver na bancada...
Há dias assim. De manhã está sol, à noite está a chover. Acho que até há uma canção que diz mais ou menos isto...

Liedson

Realizou-se mais uma eliminatória da Taça de Portugal, em que aconteceram algumas surpresas, mas as arbitragens mantiveram a regularidade habitual nesta competição.
Em Leiria Liedson protagonizou um lance que deveria servir de exemplo para todos os futebolistas nos próximos jogos, pois assim poderemos deixar de dizer que só acontece nos campeonatos estrangeiros.
Liedson ia entrar na área de grande penalidade e foi puxado acabando por cair. Carlos Xistra abriu os braços dizendo que não havia falta e o avançado do Sporting levantou-se recuperou a bola e marcou golo. Há uns tempos atrás no jogo de Vila do Conde o defesa do Rio Ave em cima da linha de baliza quase defendeu a bola com a mão para evitar o golo do Benfica, não o tendo conseguido.
Este quase foi o suficiente para o mesmo Carlos Xistra não o punir disciplinarmente. Porque se o defesa tivesse jogado a bola com a mão e impedido que ela entrasse era expulso com cartão vermelho por destruir uma clara oportunidade de golo.
Mas, por outro lado, se o defesa tivesse jogado a bola com a mão e não conseguisse evitar que a bola entrasse, o golo era válido e Xistra teria que exibir o cartão amarelo ao defesa.
Voltando a Liedson, que quando foi derrubado e Carlos Xistra tivesse assinalado a falta, teria que exibir o cartão amarelo ao defesa do Leiria, porque o avançado não se encontra num clara oportunidade de golo.
No entanto, Liedson levantou-se quando se apercebeu que Xistra disse que não havia falta e com essa atitude acabou por marcar um golo.
Era bom que daqui para a frente todos os profissionais percebessem que não vale a pena estar a reclamar algo que podem ter razão, mas que a arbitragem não viu assim e não puniu.
Será perder tempo e quem sabe uma jogada de golo.

Esclarecimento ao nosso leitor que comentou o seguinte "Agradeço ao Sr. Leirós o facto de me ter censurado um comentário.É que, de facto, eu apenas pretendia conhecer o seu espírito democrático. Para quem aparece a candidatar-se a juntas de freguesia em eleições autárquicas, não abona muito a sua atitude "castradora" da opinião dos outros".

Sr. Zé da Póvoa fique sabendo e esclarecido que ninguém o censurou. Mais, quem me conhece sabe, que com grande naturalidade, aceito opiniões diferentes das minhas, bem como as criticas ao que faço.
Aliás, como desportista, reconheço que há sempre quem ganhe e quem perca e podem até empatar. Quero-lhe dizer que a Democracia é um factor primordial, sendo o direito à opinião contrária, um dos pilares máximos da liberdade.
Ao longo do tempo habituei-me a ler aqui a sua opinião e participação, e por isso reservei o direito de lhe exprimir o meu ponto de vista ao seu comentário.
Um abraço.

segunda-feira, outubro 20, 2008

VOLVO OCEAN RACE

Imperdível. Aqui: http://www.volvooceanrace.org/

MOREIRA e RUI QUINTA

Ora cá está uma 1.ª página que me enche as medidas. Não temos tipos a festejar, nem o típico 2+1 (dois jogadores e uma bola) ou o também tradicional craque de mãos na cabeça. Moreira merece o destaque mas a notícia é o Penafiel de Rui Quinta, um treinador que conheci uma vez, quando fui a Paredes fazer uma reportagem. E que me causou agradável sensação. Uma pessoa clara, frontal, com ideias, tarimba e ambição. Talvez este momento na Luz lhe dê a oportunidade que há muito anda a perseguir. Pelo menos já todos sabemos que é o mister que fez tremer a Luz.

MARCELINO E MARQUES MENDES


Volto. Deixei a marinar no topo a "posta" do Leirós sobre um Marcelino que terá toda a razão. Bem, parte do poder de decisão da nossa Comunicação Social eu sei que tem e, tal como alguns comentadores, também me parece que noutros tempos foi um dos defensores de Queiroz, do projecto Queiroz e de outros queirosianices que não passaram de folclore no nosso futebol. Ok, tudo bem, só os burros não mudam de ideias e o burro todos sabemos que já cá não está. Portanto, não somos nós. Que o Marcelino sabe fazer jornais, isso eu sei há muito tempo, não era preciso, senhor Leirós, era estar à espera dele para verificar uma realidade: os erros de casting não acontecem só nas redacções dos jornais e na formação de listas para o Conselho de Justiça da FPF. Ou na constituição de equipas de bloggers... Mas adiante que isto é pouco importante. Nos últimos dias, li uma manchete, curiosamente de um jornal onde o João foi director, que me dizia que as pensões vitalícias do Estado subiram oito milhões de euros e que no lote se encontra um tal Marques Mendes. O mesmo senhor que uma semana antes, numa revista que sai à quinta-feira mas que se chama muito apropriadamente Sábado, revista que também teve o famoso toque do Midas do nosso jornalista, disse que nunca ganhou tão bem na vida, como administrador da EDP-renováveis. Temos aqui o perfeito exemplo de um cidadão em plena vida activa, principescamente pago por uma empresa com capitais do Estado e que ainda abarbata uma choruda pensão só pelo facto de ter passado parte da sua vida na Assembleia da República, o único local da nação onde se trabalha menos que nas escolas portuguesas. Estranhamente ninguém reparou neste que parece um pormenor. Talvez porque estamos precisamente a falar do pequeno surfista prateado.
PS - Digam lá se não era bonito, neste tempo de crise, esta gente impoluta e democrata abdicar da pensão da ordem em prol dos pobrezinhos...ou, já agora, aqui do "je"

sábado, outubro 18, 2008

João Marcelino tem toda a razão


Fica já esclarecido, que provavelmente nos últimos vinte e dois anos, poderei ter falado uma vez com João Marcelino. Acho que foi num curso de árbitros (julgo que um dos oradores) quando Marcelino era jornalista de futebol e tecia duras criticas a algumas arbitragens.
Mas que tem toda a razão no artigo que escreveu ontem no Diário de Noticias, lá isso tem.
E só não concordará com ele quem nunca jogou futebol.
Aqueles que nunca passaram por um balneário de campo de terra batida.
Aqueles que ao domingo não corriam depois do almoço para serem os primeiros a chegar aos campos das suas terras para serem apanha bolas.
Aqueles que nunca acompanharam as verdadeiras dificuldades do futebol de formação.
Há muitos candidatos a Queiróz, que nas suas aventuras deixam outros para trás, que não são "servilados" nem bajulados pelo seu grau académico.
Quem foi um futebolista profissional, nem sempre teve tempo para na sua juventude conciliar o grau académico. Aliás o próprio trabalho de Queiróz nas selecções jovens, foi sempre na base do primeiro o futebol e lá para o fim os estudos.
O discurso dos professores de educação fisica foi sempre assim; na pré-epoca fala-se na escola, nas avaliações, nos estudos, em Outubro já so se pensa em resultados, em ter craques.
Antes que venham com a "estória" do Mourinho, ele foi sempre futebolista, é filho de futebolista profissional, cresceu e foi educado num relvado, num pelado e num balneário e conciliou o seu grau académico, daí não ser tratado como professor, pois não precisa do título.
Deixo aqui o desafio para o Eugénio colocar o link, com os onze pontos, pois não vou copiar o texto todo para o artigo.
As passagens iniciais do artigo de João Marcelino;

"Nunca esperei nada de muito significativo desta nova etapa da selecção nacional com Carlos Queiroz. Há demasiados anos que o vejo como um treinador banal de alta competição, bom programador ao que dizem, disciplinado e trabalhador, bem relacionado, que utiliza o servilismo de uma parte da imprensa portuguesa ("professor" para aqui, "professor" para ali) para esconder a falta dos atributos que mais devem habilitar um homem com as suas funções: carisma, capacidade de liderança e sagacidade nas opções técnicas, sobretudo a partir do banco.
A ausência destas qualidades, a que se soma a falta de experiência significativa como jogador, já fora anteriormente visada nas passagens pelo Sporting (onde não ganhou ao leme da melhor equipa dos últimos 20 anos do clube), pelo Real Madrid (onde foi despedido) e pela selecção (em que falhou o apuramento para o Mundial de 1994). Descontando o trabalho às ordens de Alex Fergusson, um verdadeiro líder cuja longevidade desesperou o actual seleccionador nacional e o fez agora abandonar Manchester, o resto foram experiências irrelevantes no futebol do terceiro mundo.
Queiroz continua a recolher ainda hoje os dividendos do investimento feito em 1989 e 1991 com os títulos mundiais de sub-20, quando levou ao limite a capacidade familiar de alguns jovens com qualidade futebolística para os manter perto de 250 dias em estágios sucessivos - coisa absolutamente anormal para o escalão e que alguns desses jovens pagaram de forma dura em termos académicos e culturais. .... 11.O pior de tudo é o seguinte: em três meses apenas, Queiroz cortou a relação da equipa nacional com o seu público. Como se vai reconstruir agora essa ligação?"

sexta-feira, outubro 17, 2008

O PIOR CLUBE DO MUNDO


http://www.ibissportclub.com/
O meu amigo de infância Filipe Fernandes está a arrancar com um projecto muito interessante no famoso Ibís, considerado "o pior clube do mundo". O site oficial da nova parceria é o que está acima. Dêem uma espreitadela que vale a pena.

quinta-feira, outubro 16, 2008

A MENSAGEM DE ANA SALGADO

Não sou partido, nem movimento de opiniões. No entanto, os factos falam por si. É uma nódoa que me atormenta a alma. Não fosse a pessoa, em evidência, tão próxima e ao mesmo tempo distante (diferente). Alguém com duvidoso passado, marcado por atitudes rebeldes e até mesmo insubordinadas. É hoje, considerada figura pública e merecedora de credibilidade. Não fosse o mesmo ser, útil para de quem, a dispõe. E falo mesmo em certos elementos com significado na justiça judicial. Acreditem, que particularmente ainda acredito na justiça. Embora, e é como em tudo, discorde como a fazem e dispõem. Entendo que, neste sector, como em tantos outros, há ‘inimigos com rosto’. Vá-se lá entender, o certo é que lá estão. Poderiam talvez abandonar o cargo se assim entendessem. Há momentos, na vida, em que o melhor é abandonar o barco; o que não nos torna em nada cobardes. Simplesmente fazê-lo por consciência. Acontece muitas vezes, e não significa que o seja de forma propositada, o facto de, remarmos em nossa feição. Por isso, já os sábios diziam que os ventos enganam. Dediquem-se à feitura de livros. Não é o que está na moda? Eu até elaborava o título, se o entendessem. Que vos parece, ‘O inimigo com rosto’.Teria todo o gosto, em redigir o prefácio. Aceitando mesmo propostas. Em suma, e porque as ‘fotos’ falam por si… Alguém muito singular, perceberá um dia, que este pretensioso protagonismo irá resultar num emaranhado de si-tuações desagradáveis. Há a meu entender, um dominador comum e centralizado, que remete para o erro. Sejamos capazes de, assumir os erros quando de facto eles existem. Pois cada vez mais, se vê a falta de valor, do saber, que vai para além da racionalidade. Valor do saber, da experiência adquirido, a meu entender, o que se adquire por mérito e honra. E este entendimento, tão sublime e humano, está em cada um. Basta parar, reflectir e encontrar. (Se de bem me encontrasse com o meu PAI, ao ler-lhe o meu texto ele diria; como em tempos: “Ó Ana Maria isso para mim cheira a letra de música”.) Sou pessoa de bem, como tal não me coíbo de o fazer. Às pessoas do meu sangue, apenas concluo que devem reflectir. Parar no tempo (esse bem tão precioso) e observar quem afinal se esconde atrás do pano. Quanto ‘ás nódoas na alma’ caros leitores, tratem-nas sempre da maneira mais sublime. Pois são sempre o patamar da solidariedade e dos afectos.
in O GAIENSE

VERGONHA NACIONAL


Depois de se ter contentado com um nulo na Suécia - quando teve toda a segunda parte para ir à procura da vitória -, a Selecção Nacional conseguiu fazer ainda pior: empatou em casa com a Albânia! Parece mentira mas, infelizmente, é mesmo verdade. E se da vergonha já ninguém escapa, pois toda a Europa (e não só) vai comentar este ridículo e histórico resultado, mais grave é constatar que, agora sim, a qualificação para a fase final do Campeonato do Mundo de 2010 está seriamente em causa.É difícil dizer o que correu mal em Braga, pois não me recordo de nada que tenha sido positivo. E os erros, cedo se percebeu, começaram antes da bola rolar. É que se fazia sentido Queiroz abdicar de Fernando Meira, em relação ao onze de Estocolmo, para lançar Danny, jamais entenderei a inclusão de três médios de características semelhantes. Raul Meireles, João Moutinho e Manuel Fernandes juntos, de início, para quê? E a aposta repetida em Hugo Almeida, em detrimento de Nuno Gomes, também não convence. Para além do avançado encarnado atrevessar um período mais convincente, é difícil admitir que o dianteiro do Werder Bremen seja mais útil à equipa. O jogador do Benfica é mais experiente, tem outra mobilidade, combina melhor com os médios e alas, é... melhor! Os poucos minutos em campo foram elucidativos. Com os suecos, com a tal conversa do duelo físico, ainda entendi a opção, mas agora não. Contudo, se calhar, a questão nem deve ser colocada assim mas de outra maneira: Portugal não devia jogar sempre com dois pontas de lança quando, diante dos seus adeptos, apanha gente como os albaneses?Queiroz podia, depois, ter sido mais lesto e atrevido nas substituições. Esperou, mandou os reservas aquecer, hesitou, voltou a trocar as peças, mas foi sempre demasiado conservador, visto só ter recorrido ao segundo ponta de lança na derradeira mexida. Não compreendo! Uma equipa que se quer capaz de lutar pelos títulos "a sério" não pode ter receio de nada. E muito menos de uma Albânia que jogou quase uma hora em inferioridade numérica.Mas, independentemente das opções tácticas, há que dizer que os jogadores, aqueles que decidem as partidas dentro do campo, também têm culpas. Muitas! Há para ali muita gente fora de forma, a jogar mal e, pior que isso, a exibir tiques de vedetismo que, claro está, nunca ajudam às vitórias. Pelo contrário... propiciam os desaires. Ser bom é importante, mas fulcral é mostrá-lo sempre. Nos grandes jogos e contra... as Albânias. Palpita-me que alguns "artistas" vão passar mal quando os ausentes desta dupla jornada estiverem de regresso.Como se o resultado e a exibição não fossem suficientes, pelo meio, via televisão, ainda vimos o presidente federativo a abandonar as bancadas a cerca de 10 minutos do final (oficialmente foi à casa da banho); o capitão de equipa a reagir mal aos assobios do público aquando de um passe perdido e o seleccionador, desesperado, a não conseguir manter uma postura serena no banco. Ele que falhou o "flash interview" porque, oficialmente, se perdeu nos corredores do estádio. Em suma, foi tudo uma vergonha!
PS - Como não poderia deixar de ser, os saudosistas de Scolari estão nas suas "sete quintas". Até parece que torcem para que Portugal não ganhe. Penso que não se devem misturar as coisas, pois independemente do nome do responsável... importante é a Selecção vencer. E já agora, recorde-se que com o técnico anterior não foram só rosas e brilharetes, também tivemos más exibições e resultados cinzentos. E se a memória não me atraiçoa, após 17 embates de preparação, a estreia "a doer" do "Sargentão" foi com um desaire, no Dragão, perante a Grécia (1-2) no arranque do Euro'2004...

LUÍS AVELÃS também em http://www.record.pt/

PARECEU MAL

A explicação dada pela FPF para a saída extemporânea de Madail das bancadas da Pedreira é no mínimo assombrosa: foi à casa de banho. E digo assombrosa porque pela primeira vez a própria FPF assume uma das principais características do ex-governador civil de Aveiro: a incontinência. Embora muitos garantam que o líder da FPF foi ao WC pedir um parecer ao prof. Freitas do Amaral.

UPS!

E...agora, vão dizer o quê? Que pelo menos Portugal pontuou?! Só sei uma coisa: apostei 40 euros na Bwin neste jogo e perdi - pus a Albânia a ganhar. Por acaso até merecia. Como diz um amigo meu, ainda vamos ter saudades do caralho do brasileiro. O rei do lugar comum e da frase feita a armar ao moderno lá vai coleccionando desaires. Quando dermos por ela estamos a ver o Mundial 2010 pela Sport-TV.

PS - Alguém percebeu a retirada de Madaíl a 8 minutos do fim do jogo? Foi pintar o cabelo ou rezar para o Sameiro? E o Mestre Alves, onde é que andava?

quarta-feira, outubro 15, 2008

Aguardar golos

(foto enviada por mail por um benfiquista)

Terminada a primeira parte, num jogo aborrecido, sem pressões altas nem baixa, como dizem alguns jornalistas da especialidade. Certo é que Carlos Queiroz, que arbitrei quando era treinador do Sporting, não mostra o mesmo ânimo que tinha no passado. Knut Kircher já cometeu alguns erros e também boas decisões, mas isso é contas de outro rosário para outro dia. Para não adormecer, os assobios no estádio também não o permitem, recordo que Portugal está a jogar contra a Albânia e contra dez jogadores e falta meia hora para o jogo terminar
E quanto a recordações o ultimo jogo na Suécia, onde Portugal foi penalizado num lance em Estocolmo, o jogo Suécia – Portugal foi arbitrado por uma equipa de arbitragem italiana liderada por Roberto Rosetti, considerado um dos três melhores árbitros do Mundo.
Neste jogo entre selecções, para o apuramento do Mundial de 2010 na Africa do Sul, não se pode dizer que no estádio Rasunda, o italiano não tenha feito uma boa arbitragem. Claro que cometeu erros e para ambas as selecções, mas em contrapartida realizou uma arbitragem a que já habituou os europeus, muito segura.
O seu maior erro prejudicou a selecção de Portugal, quando aos 54 minutos de jogo não assinalou uma grande penalidade sobre Paulo Ferreira que foi pontapeado e derrubado por Majstrovic.
A Lei 12 incorpora dois tipos de pontapés livres; os directos e os indirectos.
Entre outras situações o livre indirecto aplica-se quando o jogador jogue de forma perigosa, o que vulgarmente e desde os tempos de escola se julga como levantar o pé. Como Majstrovic levantou o pé e atingiu Paulo Ferreira pode ter levado a que algumas duvidas se levantassem quanto ao tipo de punição. Mas a mesma lei define claramente que sempre que um jogador por negligência, excesso de combatividade e imprudência dê ou tente dar um pontapé no adversário deve ser punido com livre directo ou grande penalidade. Quando Paulo Ferreira, com a bola controlada, entrou pela área de grande penalidade e foi impedido por Majstrovic de progredir, esse contacto físico deveria ter levado Rosetti a assinalar uma grande penalidade favorável ao nosso país. Este erro, que foi o mais problemático, pode ter custado mais dois pontos à nossa selecção, isso se o jogador que Carlos Queiroz decidisse que marcaria a grande penalidade, fizesse com êxito esse remate, concretizando um golo.

terça-feira, outubro 14, 2008

DIA DE APITOS


Desculpem qualquer falta de atenção mas hoje foi um dia...daqueles. Apito em Gondomar, apito em Lisboa, online para despachar, o papel também, amigos que telefonam, sms que chegam e o corpo sempre a pagar o erro de casting que foi escolher uma camisola de lã para sair de casa logo pela manhã... Acabou por ser um dia importante para o processo que todos acompanhamos. Em Gondomar, a surpresa foi o facto de o procurador Gonçalo Silva não ter respeitado a hierarquia, não pedindo a pronúncia de Pinto da Costa para julgamento, ao mesmo tempo que pedia a de Rui Alves, Augusto Duarte e António Araújo. Muito provavelmente o procurador terá de recorrer do que não pediu no caso de o juiz Pedro Miguel Vieira decidir não pronunciar Pinto da Costa para julgamento no caso do Nacional-Benfica. Falando do juiz, foi giro ver a forma como se picou quer com o advogado de Augusto Duarte, quer com o de Pinto da Costa, ao ponto de no final ter falado para dizer que não cede a pressões mediáticas e que se está a borrifar para o que se passa entre Pinto da Costa ea Comissão Disciplinar da Liga. E falou um antigo júnior do FC Porto... Em Lisboa, o juiz de instrução Carlos Alexandre, O Grande, produziu um despacho de pronúncia no caso da viciação das classificações dos árbitros muito, mas muito violento. Ainda estou a ler as 455 páginas do mesmo e promete trazer aqui algumas passagens. O que posso dizer é que Alexandre acusa Pinto de Sousa de ser o estratega de um sistema de viciação da verdade desportiva, num conselho de arbitragem da FPF do qual apenas Carlos Silva e Carlos Esteves escaparam de acusações, muito embora tivessem sido constituídos arguidos. Prometo voltar à carga.

segunda-feira, outubro 13, 2008

NOVO ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA

«O FC Porto é actualmente o emblema nacional mais representativo de Portugal no estrangeiro. Atestam-no inúmeros testemunhos provenientes de todos os quadrantes e só a cegueira não admite vê-los.
Pese embora esse somatório inédito de êxitos quase ininterruptos, abutre famintos, ratos do bueiro, vendedores de palavreados, vendidos sem alma e assalariados do dinheiro ou da cobiça, cansam-se até à exustão na tentativa vã de fazer esquecer...o inesquecível.

Com amigos deste ninguém precisa de inimigos!

Tendo por pano de fundo tudo aquilo que construímos e o muito que haveremos de fazer, nós, portistas, desprezamo-los!!!»

in REVISTA DRAGÕES

A PAULIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIINHA!




A revista "J", que sai ao domingo com "O Jogo", é o que se pode chamar uma lufada de ar fresco. Quando a começa a folhear, sustenho sempre a respiração, fecho todas as portas e desligo os telefones. Não estou a brincar. É um dos meus momentos zen da semana. Mais ainda quando a "J" elege Paula Coelho como figura central. É uma grande maldade só saber agora que a Paula era relações públicas do Estrela da Amadora... Sex simbol nacional, Paula Coelho está para o nosso imaginário como o xanax para as depressões.


PELA VERDADE DESPORTIVA

http://www.ipetitions.com/petition/pelaverdadedesportiva/

A iniciativa é de Rui Santos e o pontapé de saída foi dado ontem no "Tempo Extra". O segundo signatório da petição é, significativamente, Hermínio Loureiro. Não é lobbyng, é apenas um movimento de cidadania. Quanto à introdução de meios tecnológicos nas decisões de arbitragem, já todos soubem que sou céptico. Mas aceito que pelo menos se ouse abrir o debate e por isso já lá coloquei a minha assinatura. Estendo o convite à nossa vasta clientela.

domingo, outubro 12, 2008

A CORAGEM DE NUNO SANTOS

"O que escrevi neste livro não é, como leram, um retrato biográfico de Valentim Loureiro. Trata-se apenas de um exercício de reflexão acerca da sua capacidade de comunicar num período muito restrito de três anos em que trabalhei com ele. Três anos difíceis e de uma enorme pressão mediática, em que todos os dias líamos nos jornais, víamos na televisão ou ouvíamos na rádio qualquer coisa sobre o Major. Se não fosse a Câmara de Gondomar seria o Apito Dourado, o Boavista, o PSD, a Liga, a Junta Metropolitana ou a Metro do Porto a motivar uma exposição superior à de qualquer ministro. Basicamente, Valentim Loureiro apenas escapa às páginas de notícias internacionais, de resto, todas as secções de um jornal podem, todos os dias, referir-se ao Major, incluindo as do humor e as do social. Para o seu assessor de imprensa, em particular neste período – que mediou o despoletar do processo Apito Dourado e o início do respectivo julgamento e que incluiu uma candidatura independente vitoriosa à Câmara de Gondomar –, estes três anos pesam como se fossem décadas. A própria forma como abro hoje um jornal, o folheio e o leio, obedece a um novo padrão, que não seguia antes de 2005. É o padrão que leva os meus olhos às entrelinhas, ao rigor (ou à falta dele) e ao texto invisível que levou à construção da notícia, à sua origem, às suas fontes, à sua razão."

A experiência de Nuno Santos pode ser compartilhada a partir de 3.ª feira. Eu sou um privilegiado e já pude ler alguns capítulos de "A Varinha Mágica de Valentim Loureiro". Confesso que fiquei com água na boca. O lançamento, repete-se, é 3.ª feira, na Bertrand da Júlio Dinis, no Porto

Ver mais em http://avarinhamagicadevalentimloureiro.blogspot.com/

Argumentação bacoca

Tinha decido não me envolver na polémica resultante do texto que o Eugénio escreveu sobre os Paralímpicos, mas depois do assunto ter ultrapassado várias barreiras, entre as quais a do limite da lógica, não resisto e vou também tecer alguns considerações sobre a matéria. Mais que não seja porque, enquanto jornalista filiado no respectivo Sindicato, não posso deixar passar em claro a intervenção triste e despretigiante do seu Conselho Deontológico sobre o tema. No entanto, e para que não restem dúvidas, não me move nenhum sentimento de corporativismo com ninguém. O Eugénio, que conheço há 20 anos, não precisa de acções públicas de solidariedade, pois é um "menino crescido" e sabe muito bem o que faz e porquê.

1 - Segundo julgo saber, ainda vivemos num país democrático. Entre outras coisas, penso que isso nos confere o direito de escrever sobre tudo e todos. E para o caso pouco importanta se quem escreve ou fala é jornalista do "Record", membro do Conselho de Administração de um "blog" ou desempregado. Acredito que todos os cidadãos têm o direito de opiniar. Da mesma forma que é legítimo alguém não gostar do que lê ou ouve. É por isso que temos muitos canais televisivos, muitos jornais, muitas rádios, muitos "blogs". Só levamos com o que queremos. E quem "apanha" com o que não gosta é, no mínimo, distraído ou masoquista.

2 - Parece-me normal que a tal Patrícia (ou Patrício)tenha apresentado queixa sobre algo que não gostou. Tem esse direito. E como este "blog" não tem livro de reclamações - embora os comentários possam desempenhar esse papel -, resolveu apelar ao Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas. Tudo bem. E parece-me bem que a entidade em causa tenha tentado esclarecer a situação.

3 - Grave é constatar o teor da intervenção do Conselho Deontológico de um Sindicato que é o meu. Considerar que o texto ofende ou discrimina quem quer que seja - com excepção aos hipócritas militantes que aproveitam todas as medalhas, dos deficientes ou dos "eficientes", para aparecer, tirar umas fotos e dizer meia dúzia de baboseiras - é triste, pois revela uma interpretação distorcida do conteúdo. E isso, vindo de quem é ou foi jornalista, é mau. E pior é ordenar um pedido de desculpas. Era só o que faltava, pelo menos com base na argumentação apresentada que, acrescente-se, é bem fraquinha.

4 - Entre várias tiradas que, se não se tratasse de um texto pretensamente sério, me fariam rir, destaco uma passagem: "Uma ética de responsabilidade pressupõe que o jornalista avalie sempre as consequências que os seus actos provocam nos visados". Na génese, naturalmente, concordo, mas gostava que os baluartes da deontologia da minha classe explicassem, a mim e todos os que vivem na área da Comunicação, o alcance da frase. Por exemplo, se dizer que "o Governo não tem combatido bem a crise" posso ser acusado de estar a pressionar José Sócrates e seus pares? Se o Primeiro-Ministro se demitir o culpado serei eu? Ou melhor: se afirmar que "Carlos Queiroz não armou bem a equipa para o jogo com a Suécia" poderei, futuramente, ser acusado de ter provocado uma instabilidade tal no Professor que um eventual insucesso na fase de qualificação terá a minha assinatura?

5 - Fico a aguardar mais intervenções enérgicas do Conselho Deontológico. Se pegaram nisto, acredito que não vão ter mãos a medir no futuro. E aconselho já o Eugénio a fazer uma queixa. Será que o autor do parecer "avaliu as consequências que o seu acto (leia-se texto) provocou no visado?"

6 - É triste que uma classe com tantos problemas (e tão graves) perca tempo com assuntos que, facilmente, se resolviam em 5 minutos. Se calhar, para muitos dos meus camaradas de ofício, ainda existe uma nítida diferença entre os jornalistas "a sério" e os de desporto. Será o caso?

PS - Se este escrito ferir as susceptibilidades de quem quer que seja... é pena. Garanto que não tinha essa intnção. Mas, aviso desde já, não pedirei desculpas a ninguém. Ainda não cheguei ao ponto de ter de me desculpar por pensar pela minha cabeça.

sábado, outubro 11, 2008

MÚSCULO DE FERRO

Bem, o nosso Ronaldo pode ter nascido no meio da Atlântico mas o Ibraim também não nasceu propriamente em Estocolmo. Dois craques globais estrelas maiores num jogo menor. Portugal está frouxo e assim não vai lá. Quando dei por mim, à minha volta o povo estava satisfeito com o empate. Não esquecer, porém, que a marca Scolari era empatar fora e ganhar em casa...

Benfica empatou em Matosinhos


No intervalo do jogo, no belíssimo Estádio Rasunda em Estocolmo, aproveito para recordar os lances que no Estádio do Mar, tiveram maior dificuldade de decisão para a equipa de arbitragem, no jogo Leixões - Benfica:


1ª Parte

09 Minutos de Jogo – Em linha com o penúltimo defensor Marques isolado remata e Quim defende num lance legal bem analisado por Luís Marcelino
15 Minutos de Jogo – Fora de jogo mal assinalado por Luís Marcelino a Marques que partiu em linha com a defesa
33 Minutos de Jogo – Grande penalidade não assinalada favorável ao Benfica, Marques joga a bola com o braço. Na sequência Carlos Martins não comete falta sobre Braga, apenas movimenta-se evitando o contacto e Braga toca com a perna direita na perna esquerda de Martins e cai. Benquerença em cima do lance deixa prosseguir o jogo, validando o golo de Cardozo
42 Minutos de Jogo – Protestos injustificados pois Cardoso foi agarrado pela camisola, faltando exibir o cartão amarelo a Nuno Silva
44 Minutos de Jogo – Golo bem anulado. Yebda apoiou-se no adversário e Beto foi impedido de disputar a bola por Nuno Gomes

2ª Parte

52 Minutos de Jogo – Livre indirecto bem assinalado pois Luisão foi atingido por um vulgar “pontapé de bicicleta” do adversário
69 Minutos de Jogo – Bem exibido o cartão amarelo a Bruno China que deliberadamente rasteirou
71 Minuto de Jogo – Golo bem anulado por José Cardinal um dos mais eficientes árbitros assistentes portugueses, Braga estava em posição de fora de jogo.
80 Minutos de Jogo – Decidiu bem Benquerença não assinalar grande penalidade Nuno Gomes a disputar a bola tropeçou em Nuno Silva
84 Minutos de Jogo – Grande penalidade por assinalar Yebda impede Braga de disputar a bola derrubando-o
90 + 2 Minutos de Jogo – Lance normal entre Miguel Vitor e Wesley bem Benquerença em deixar prosseguir o jogo e nada assinalar

UMA MENSAGEM DE DANIEL REIS

Caríssimo:
Um abraço e, ainda que isso não seja muito relevante, anota que te vou lendo e não estás sozinho. Há muita gente a pensar, genericamente, de acordo com o que escreveste, mais adjectivo menos adjectivo, e ressalvados eventuais excessos de linguagem, pois tratando-se de um artigo de opinião, o que deve ser é essencialmente livre.Mais: para que não penses que escrevi só para te manifestar uma solidariedade genérica e difusa, regista o que segue. 1º - Discordo em absoluto das conclusões comunicadas pelo Conselho Deontológico e, específicamente, considero que que o teu artigo «não fere» valores éticos gerais, «nem ofende princípios de cidadania», ao contrário do que diz o CD.Acrescento, para que conste e registes:2º- Fui, com muita honra, uma trabalheira e um ror de chatices, presidente do CD do Sindicato. Isso não me inibe porém, absolutamente nada, de discordar de uma decisão do Conselho actual. Mas também não se pode inferir daí que não respeite ou desconsidere o Conselho Deontológico. Pelo contrário. Só que, cada um é livre de decidir nas funções que eventualmente ocupe e em função da sua consciência. Mas sempre na certeza de que é responsável pelo decidido. Nada mais que isso.3º - Não seria necessário acrescentar, se esta mensagem fosse apenas para ti, que falo com conhecimento de causa pessoal sobre a questão em apreço. Mas não vale a pena, pois das deficiências ou eficiências de cada um, só ele próprio saberá. E a sociedade é que deve cuidar de todos, sobretudo de quem mais precisa e em razão das suas necessidades.Mas sempre acrescento que prefiro o silêncio de uma piscina ou o recato do exercício individual, mesmo se no barulho de um ginásio, que a exibição pública (e pela televisão global) das mazelas de cada uma, ainda que sob a capa do exemplo no esforço para as superar.Um abraço e não desistas da escrita no teu blog, apesar da enxúndia de críticas e um parecer respeitável, sim, mas a meu ver desastrado, do CD do nosso Sindicato.
Daniel Reis, jornalista, antigo presidente do Conselho Deontológico dos Jornalista

PS - Obrigado, Dani. Não é por nada mas um apoio é sempre um apoio sobretudo quando vem de alguém que foi um modelo profissional para quem dava os primeiros passos na profissão. Foi soBretudo lendo o que Daniel Reis e João Querido Manha escreviam que ganhei...o meu estilo. Ah, para além do mais não esqueço aquele jantar de queijos, algures em Odivelas, nos tempos em que eu era um triste exilado na Mouraria e era obrigado pelo orçamento a optar entre almoço ou jantar.

sexta-feira, outubro 10, 2008

FRANCAMENTE!


Filipe Soares Franco, o presidente do Sporting, gosta de dar entrevistas. Hoje deu duas. Ainda só li uma, a que saiu no DN. Não me surpreendeu propriamente mas, caramba, o líder dos leões começa a exagerar. Repare-se. Diz que não sabe avaliar o processo Apito Dourado porque não conhece o dossier. Deve ser o único português que não o conhece, digo eu. Mas mesmo não conhecendo o processo, considera "salutar" algumas das decisões tomadas. É bonito. Não sabe o que se passa mas acha bem... Também dá para ficar a saber que a aposta de Paulo Bento em Rui Patrício "tem o apoio do conselho de administração" e "o meu pessoal". Mas desde quando é que uma opção de um treinador precisa deste tipo de aval? Se alguém me souber explicar, agradeço. Depois de defender jogos do Sporting às 11 da manhã - uma situação impensável para qualquer operador televisivo pois só o prime time interessa... -, Soares Franco encolhe-se na trincheira quando o tema é direito televisivos. Percebe-se que está satisfeito com os cerca de dez milhões de euros que recebe da Olivedesportos (ou que já recebeu) porque "está tudo relacionado com a dimensão do mercado e com a força da publicidade". Mais a mais, "não se pode esquecer que a entidade com quem temos contratos televisivos apoiou, desde a primeira hora, o Sporting". Mas fabuloso, fabuloso foi o seu elogio ao FC Porto e à sua estratégia geral. Depois de considerar que o Benfica tem um militantismo superior ao Sporting, deixa cair esta pérola: "O FC Porto tem militantismo mas nesse aspecto tire-se o chapéu a Pinto da Costa, que conseguiu fazer do FC Porto uma bandeira do norte do país e da cidade do Porto", à semelhança do Barcelona e da Catalunha. Posto isto, pergunto: que estratégia deverá o Sporting seguir a este nível? Apostar na região de Rio Maior e Leiria e nas freguesias de Alvalade e de Arroios? Enfim, este presidente do Sporting anda completamente baralhado. Alguém lhe diga para estar calado.

AINDA OS PARALÍMPICOS

Do presidente do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas recebi esta carta a propósito da queixa apresentada contra mim por Patrícia Gameiro:
"I. Origem
Eugénio Queirós, jornalista, editou no blog "Bola na Área" o comentário "Para quê?", datado de 9 de Setembro de 2008, no qual alude aos Jogos Paralímpicos. O jornalista afirma que, de 4 em 4 anos, "o pessoal com handicap (físico ou mental) aproveita as instalações desportivas olímpicas e vai também à caça à medalha". Alude que "o Mundo considera isto um acontecimento". O jornalista considera que quando muito "é uma boa ideia". Discorda, todavia, que os Jogos Paraolímpicos sejam transformados em "um acontecimento, com páginas de jornal". Além do "bizarro da coisa", a explicação que encontra é "os eficientes" justificarem "a sua geral indiferença pelos 'outros' com este tipo de paternalismo". Afirma também que "o desporto de alta competição nada tem a ver com esta espécie de ATL, com cães-guias, próeteses da Puma e jogos de salão". Comenta, por último, as declarações do secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, proferidas após a conquista das medalhas de ouro e de prata pelos atletas de boccia João Paulo Fernandes e António Marques. Fá-lo desvalorizando o resultado obtido pelos atletas. O comentário de Eugénio Queirós suscitou no blog 355 reacções de pessoas que manifestaram as suas opiniões. Muitas são de indignação e parte desses comentários são insultuosos para o autor do texto.
II. Queixa
O comentário de Eugénio Queirós suscitou "uma grande dose de revolta" a Patrício Gameiro, que entendeu, em 13 de Setembro de 2008, apresentar ao CD do SJ queixa contra o jornalista. A queixosa qualifica o artigo como "nojo". Considera que o comentário revela "falta de senso" e que viola o código de ética dos jornalistas. Considera ainda que a liberdade de expressão, com a qual está de acordo, não justifica "este tipo de linguagem". Alude também ao facto de Eugénio Queirós exercer a profissião de jornalista no jornal "Record".
III. Interpelação
O CD do SJ apreciou a queixa na sua reunião de 18 de Setembro e decidiu interpelar Eugénio Queirós sobre este caso. Questionou-o sobre o ponto 8 do CD do Jornalista, o qual estabelece que "o jornalista deve rejeitar o tratamento discriminatório das pessoas em função da cor, raça, nacioanlidade ou sexo". O Estatuto do Jornalista dá, aliás, à questão uma interpretação mais ampla na alínea e) do seu artigo 14.º. Na sua versão consolidade de 2007, estabelece como dever dos jornalistas: "Não tratar discriminatoriamente as pessoas, designadamente em razão da ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religão, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual". O CD questionou o jornalista se se considerava desobrigado de cumprir os princípios éticos e deontológicos e a letra da lei quando emite opiniões editadas num blog. O CD distingue a acção pessoal do jornalista num blog da sua actividade profissional na redacção do jornal "Record". Como o jornal "Record" fez a cobertura noticiosa dos Jogos Paraolímpicos e ao evento dedicou páginas da sua edição impressa e espaço no site Internet, questionou-o sobre a sua opinião quanto à opção editorial do "Record".
III. Resposta
Eugénio Queirós respondeu ao CD em 24 de Setembro de 2008. O jornalista confirma que o comentário é da sua autoria e que é um dos membros do blog "Bola na Área". Refuta que "tenha, de algum modo, usado um tratamento discriminatório dos deficientes". E, em abono da sua tese, traz à colação as reacções ao seu comentário. Opina que as reacções - que designa como debate "longo e intenso" - "dividiu opiniões", "o que penso só revelar a pertinência do texto". O seu texto, como diz, suscitou "mais de 300 comentários editados, a que se acrescentaram outros tantos que não foram editados, bem assim como algumas referências na Imprensa e na rádio".
Eugénio Queirós reconhece que "a liberdade de expressão tem fronteiras que muitas vezes ultrapassamos". Pensa não ter sido o seu caso, "embora admita ter estado nos limites da mesma". Opina que para suscitar "a discussão por vezes é preciso ousar um pouco e a blogosfera é um espaço que permite outras liberdades". Afirma ter "pelos deficientes o respeito que tenho pelos ditos eficientes" e admite que "alguns dos termos usados não tenham sido os mais felizes mas lendo e relendo o que escrevi continuo a pensar que não ofendi ninguém e muito menos discrimei...quando muito, eu é que fui discriminado, tal o nível de intolerância dos comentários, que editei, esses sim, verdadeiramente insultuosos". Diz que no comentário "apenas quis pôr em equação, e penso que consegui, dois pontos: a amplificação mediática de uma competição sem valor competitivo e a hipocrisia que existe durante mais de 3 anos em relação aos atletas deficientes". Quando ao CD de ao Estatuto de Jornalistas, reconhece: "Existem. Portanto, temos de respeitá-los". Eugénio Queirós confirma que o jornal "Record" fez a cobertura noticiosa dos Jogos Paraolímpicos. Afirma não estar "em desacordo com essa opção editorial nem tenho que estar pois sou um simples redactor e quando não concordar com as opções editoriais do meu jornal posso sempre tentar trabalhar noutro lado".
IV. Análise
A resposta de EQ expressa uma posição de princípio. Os Jogos Paraolímpicos são uma competição sem valor competitivo, só justificada por hipocrisia da sociedade.
E induz duas convicções pessoais: a legimitidade de usar ousadia expressiva para provocar a discussão; e a possibilidade de recurso à blogosfera pela permissão de "outras liberdades", as qusi se presume que seja por comparação com os meios de comunicação social e por os blogs serem um campo sem regulação.
Embora admita ter pisado os "limites" da liberdade de expressão, enjeita responsabilidades pelas palavras e opiniões produzidas. Pelo contrário, deduz a pertinência da sua iniciativa por ter alegadamente gerado uma clivagem de opiniões e ter suscitado reacções e comentários sobre ele próprio, alguns deles intolerantes e outros "verdadeira insultuosos". Rejeita também ter usado um tratamento discriminatório, o qual readica nas convicções pessoais que manifesta quanto às prorrogsativas de cidadãos portadores de deficiência e quanto à sua concepção sobre os Jogos Olímpicos.
Vale a pena citar por oposição àquele que parece ser o entendimento de Eugénio Queirós, dois exemplos de ideal olímpico. Um deles, o do atleta olímpico canadiano Cristopher Jarvis para quem "o verdadeiro espírito olímpico não é ganhar uma medalha de ouro, mas superar os seus próprios limites". O outro exemplo salienta que recordar o espírito olímpico é "aderir a uma aspiração de harmonia, cultura e paz universais, numa permanente busca da concretização de uma utopia, na crença na capacidade humana de construir o ideal". Este último é da autoria de Francisco de Oliveira, que assinou o prefácio e coordenou o livro "O Espírito Olímpico no novo milénio", uma colectânea de contributos de investigadores de várias universidades portuguesas e estrangeiras editada pela Imprensa da Universidade de Coimbra. Na sua resposta ao CD, EQ não responde, explicitamente, se se considera desvinculado de cumprir princípios éticos e deontológicos, quando emite opiniões editadas num blog. Todavia, as razões que aduz sobre as características da blogosfera conduzem à dedução de que aí são permitidas "outras liberdades".
IV. Conclusões
As concepções implícitas nas opiniões expressas por EQ no seu cometnário e na resposta a este CD fere valores éticos gerais e ofendem princípios de cidadania. EQ fez notar, na sua resposta, que a interpelação do CD considerou a prioria que aludiu aos jogos Paraolímpicos num tom "discriminatório e insultuoso". A posteriori, a consideração foi confirmada.
EQ tem uma convicção e recorreu aos meios utilizados para justificar um fim último. Uma ética de responsabilidade pressupõe que o jornalista avalie sempre as consequências que os seus actos provocam nos visados. Pressupõe que o jornalista não descarte responsabilidades, pretendendo conferir pertinência ao acto por te gerado reacções. Apesar das suas opiniões terem sido expressas num blog, não fica desobrigado de deveres deontológicos da profissão. Não deveria sequer considerar-se desobrigado de preservar o bom-nome profissional, que deve constituir um pré-requisito ético do jornalismo. EQ assume que ultrapassamos (usando um plural majestático dúbio) muitas vezes as fronteiras da liberdade de expressão como se isso fosse uma contingência natural. Ora, as violações não se naturalizam pelo hábido de proceder erradamente
O CD do SJ considera que a atitude de EQ merece reparo e é eticamente reprovável.
Considera ainda que o jornalista deve apresentar desculpas aos ofendidos, no blog "Bola na Área".
Assina o relator, Orlando César, presidente do CD dos Jornalista e ex-jornalista de "O Diário", num acórdão aprovado por unanimidade no dia 1 de Outubro de 2008.

quinta-feira, outubro 09, 2008

COMO AS CEREJAS...

Aqui promete-se "o outro lado da vida de Pinto da Costa". Mais propriamente, a sua face cultural, da costela dos Honório Lima. Não se esperam surpresas relativamente aos depoimentos do costume (Artur Jorge, Ramalho Eanes...) mas não deixa de ser mais um documento a juntar à biografia de Alfredo Barbosa, à autobiografia "Largos Dias Têm 100 anos" e às "Luzes e Sombras de um Presidente" de Felícia Cabrita e Ana Sofia Fonseca. A apresentação é hoje, no Palácio da Bolsa do inefável Rui Moreira.

O LIVRO DO ANO


Aí está a "Varinha Mágica". Também podia ser o microndas ou o plasma. Nuno Santos, ex-assessor de Imprensa de Valentim Loureiro, conta as estórias e os segredos do major. Mesmo na Madeira, será que Carlos Teixeira pode ver ali motivo para extrair mais umas certidões? Ficamos também na expectativa de ver o major na apresentação do livro, na próxima terça-feira, na Bertrand da Júlio Dinis. A "coisa" promete. Espero que o Nuno conte aquela história do major nu no soalho a despachar enquanto lhe eram espetadas agulhas de acunpuctura. Ou a estória da lampreiada que ofereceu aos jornalistas depois de regressar à Liga. Ou mesmo o mail que me mandou a dizer que desistia de um processo que anunciou à porta do tribunal de Gondomar e que acabou por levar para a frente, acusando-me de difamação agravada. Se faltar porventura alguma coisa, posso dar uma ajuda depois de ler esta indispensável obra...

A ANEDOTA DO DIA

(no dia em que foi assegurada a contratação de Jorge Costa)
Dirigente do Belenenses- Tou, Jaime?
Jorge Costa - ????
Dirigente do Belenenses - É para dizer que amanhã encontramo-nos em Fátima para tratar deste assunto.
Jorge Costa - Não é o Jaime, é o Jorge.
Dirigente do Belenenses - Perdão, ligo já daqui a um bocadinho...

quarta-feira, outubro 08, 2008

ANA SALGADO E OS PAPARAZIS

"Objectivas, acabam por cair, em cima de Ana Salgado. Ou seja eu. Defrontei-me com a falta de camaradagem, vinda de outros sectores, da comunicação social dita, cor-de-rosa. Estava eu a finalizar o meu trabalho, na qualidade de colaboradora do nosso jornal, ‘O Gaiense’, quando fui invadida, por um grupo de ‘Marias’ e ‘Joões’, que se dizem jornalistas. Na verdade, não passam de ‘doutores vagabundos’, que não olham a meios para atingir os seus fins. A que propósito, desviaram as objectivas tão bem projectadas para o nosso presidente da câmara, ilustre se-nhor, que tão bem dispõe frente às objectivas para mim? Faz lembrar a embaraçosa situação, do diplomata Pedro Santana Lopes, aquando a chegada do nosso, não menos important, José Mourinho. Em plena entrevista, em directo, cortaram-lhe a palavra. Isto, para que Portugal inteiro visse, a chegada, do mister ao Aeroporto! Parecia algo de extraordinário. Obviamente diplomata, Pedro Santana Lopes abandonou o local. Foi no mínimo depreciativa a atitude tomada pelos responsáveis do programa. É o mesmo que misturar águias e dragões. Ou se preferirem, alhos com bugalhos, dá sempre uma grande asneira pela certa. Não tem consistência. Na expectativa, que me deixassem em paz e até mesmo concluir o meu trabalho, abordei um certo jornalista, dizendo-lhe que estavam a oferecer umas cervejas, no Cais de Gaia. A resposta foi curta pois tinha de fazer o seu trabalho. Seu trabalho? Chama a isto, de coscuvi-lhar a vida alheia de trabalho? Confesso que fiquei indignada com tanta insensatez. Falta de ética profissional meus caros colegas. Deixei o homem a conversar com o ar. Para completar o cenário houve ainda uma tentativa frustrada de uma aspirante a jornalista. A senhora queria tirar dúvidas. Se era, uma, ou se era outra. Como se já não o soubesse. Tirou a limpo e entendeu que não era o momento, nem o local apropriado. Foi de um palco de pouco mais de três metros que desci para fugir a estes paparazis da vida real. Para a próxima faço o mesmo se se proporcionar. Uma coisa é respeitarem-me enquanto pessoa e respeitarem o meu trabalho. Outra bem diferente é atrapalharem. Comparo-os ao espectáculo de feras, a decorrer, dentro em breve, no Circo, da cidade. Quanto ao principal, sem dúvida foi, Katty Xiomara, um elogio à sensualidade feminina. Das cinco linhas que compõe, a colecção; Cotton Candy… e Valentina. Esta última representada por uma muito especial ‘Capuchinho vermelho’! Não sei bem... mas onde é que eu já vi este filme! Sim ,ah, pois! "


crónica in O GAIENSE


terça-feira, outubro 07, 2008

SANTA IGNORÂNCIA CAPITALISTA

Foto Luís Vieira, Corpo Santo, Leça da Palmeira "Benfica empatou em Leixões", assim se lia no rodapé na TVI. Santa ignorância. O lugar de Leixões não existe. Temos, isso sim, o Porto de Leixões, o segundo maior do país, cujo nome deriva de uma rochas que existiam na antiga desembocadoura do rio Leça - o leixão. Para que conste, o Leixões SC é um clube centenário da cidade e do concelho de Matosinhos, com estádio no lugar da Cruz de Pau, freguesia da Senhora da Hora, sede da Optimus, também lugar onde foi implantado o primeiro "Continente" do país

RUMO A BELÉM


Jaime Pacheco e Mário Reis são os grandes candidatos a treinador de "Os Belenenses". Têm a uni-los o facto de terem conquistado diversas taças e título no comando do Boavista, o clube que tem inspirado, para mal, as últimas gestões dos pastéis. Um clube que tem de tomar medidas urgentes se não quiser resvalar para o buraco, pois desta vez já não anda por cá o Américo Tomás, o presidente da República que mandou o Estado comprar duas vezes o Restelo para de seguida vender o estádio ao Belenenses por um preço abaixo do simbólico.
Ok, o burro sou eu:
"o presidente da República que mandou o Estado comprar duas vezes o Restelo para de seguida vender o estádio ao Belenenses por um preço abaixo do simbólico." foi talvez a coisa mais idiota que ja li ate hoje. va aprender historia. o Estádio das Salésias, antigo estádio do Belenenses, PAGO PELO BELENENSES, e o melhor da altura, foi nos retirado pela camara, e em troca deram-nos um terreno (uma pedreira) no Restelo. Tivemos que voltar a construir outro estádio com o nosso dinheiro, mas devido às terriveis dividas o estádio passou a ser municipal. Depois de uma enorme campanha, com milhares de assinaturas, o estádio foi-nos DEVOLVIDO. É muito diferente dos disparates que prai escreveu."
comentário de um leitor

No Estádio do Mar


Aqui em Matosinhos, já com a iluminação do Estádio desligada e Olegário a caminho da cidade Liz, aconteceram cinco lances para análise da equipa de arbitragem.
Terão decidido correctamente em todos?
Veja a resposta no Jornal de Noticias de hoje.

Alvalade

Lucilio arbitrou à Lucilio Batista de Setúbal. Aqui está a análise a quase todos os lances do clássico de domingo à noite em Lisboa.

1ª Parte

12 Minutos de Jogo – Rochemback deliberadamente joga a bola com o braço e Lucilio correctamente só o puniu tecnicamente pois não cortou a linha do passe nem jogada comprometedora
13 Minutos de Jogo – Postiga isola-se e Nuno agarra bola sem tocar em Postiga. Bem Lucilio em não assinalar qualquer infracção
18 Minutos de Jogo – Golo legal de Lisandro, pois Tomás Costa apoderou-se da bola sem tocar em Grimi e centra para Raul Meireles
19 Minutos de Jogo – Cartão amarelo por exibir a Moutinho que simulou falta que Lucilio não assinalou
22 Minutos de Jogo – 1ª falta de Lucho que deliberadamente rasteirou Rochemback e foi–lhe exibido o cartão amarelo
24 Minutos de Jogo – Critério diferente Abel deliberadamente rasteira Fucile e Lucilio não lhe exibi o cartão amarelo
28 Minutos de Jogo – Grande penalidade bem assinalada Tomas Costa empurra deliberadamente Moutinho impedindo que ele jogasse a bola depois de dominada
31 Minutos de Jogo – Falta bem assinalada na jogada anterior ao golo de Bruno Alves pois Polga rasteirou Lisandro
32 Minutos de Jogo – Cartão amarelo tardio exibido a Abel que antes tinha cometido falta mais merecedora.
38 Minutos de Jogo – Postiga reclama com razão pois quando se isolou encontrava-se em linha e não em fora de jogo

2ª Parte
50 Minutos de Jogo – Pontapé livre directo bem assinalado á entrada da área, Pereirinha agarrou o braço de Rodriguez
53 Minutos de Jogo – Moutinho queixa-se que foi empurrado mas não pode usar aquela linguagem com Lucilio e deveria ter sido exibido o cartão amarelo
54 Minutos de Jogo – Bem exibido o cartão amarelo a Tomas Costa
56 Minutos de Jogo – Ficou por assinalar falta de Tomás Costa sobre Moutinho, esta falta não era passível de cartão amarelo
65 Minutos de Jogo – Segundo cartão amarelo por exibir a Abel que deliberadamente rasteira Bruno Alves cortando jogada perigosa ou comprometedora
88 Minutos de Jogo – Bem exibido o cartão amarelo a Lisandro que impediu o recomeço do jogo
90 Minutos de Jogo – Protestos injustificados e falta bem assinalada de Liedson sobre Nuno pois fora da área de baliza o guarda-redes é um jogador normal que sofreu falta

segunda-feira, outubro 06, 2008

LÁ SE FOI O ESTADO DE GRAÇA...


Quase concluída a ronda 5, o regresso à normalidade. Ou seja, o FC Porto com 2 pontos de vantagem sobre Benfica e Sporting, prontinho para cavar o fosso antes do bacalhau e das rabanadas. No Mar, a haver um vencedor só podia ser o Leixões. A melhor equipa. O empate castiga, por isso, os "bebés". Os 20 minutos finais dos encarnados foram absolutamente penosos. Quique não trocou Nuno Gomes quando o devia trocar e quando o fez apenas reforçou o convite para o Leixões atacar mais e mais. Lá se vai o estado de graça... Entretanto, Leixões, Estrela, Nacional e também Naval 1.º de Maio são as verdadadeiras... estrelas do campeonato. Curiosamente, todas elas equipas treinadas por portugueses, isto é, se considerarmos que Manuel Machado não nasceu num planeta estranho ao sistema solar.

CRAQUE

O Mundial de futebol de salão pode ter muitos craques. Mas só tem um jogador completo. É ele o nosso Arnaldo. Um número dez por excelência num jogo de cinco.

JAIME PACHECO ponto por ponto

A entrevista que fiz a Jaime Pacheco, para o Record, aqui na íntegra.
-Tendo você o currículo que se conhece, não estranha que quando chega a hora, por exemplo, de preencher a vaga de treinador num grande clube nacional ou na selecção o seu nome nunca seja citado ou cogitado?
JAIME PACHECO – Não, as pessoas falam... Repare numa coisa: eu não estou ligado a empresários, não tenho negócios escuros com empresários. Não sou daqueles treinadores que são colocados aqui ou acolá e depois tem de meter 4 ou 5 jogadores daquele empresário no clube. Nunca fiz isso.
– Mas já foi aliciado para tal?
JP – Tantas vezes! Sei que fico a perder mas não pactuo com posições que não sirvam objectivamente os interesses do clubes. E os presidentes também sabem! Só que nesse jogo eu não entro. Costumo dizer que todos nós temos um preço, mas não sei qual é o limite do meu. Quero que os meus filhos tenham orgulho no pai, nos seus princípios e valores. Sinto-me como alguns artistas que ficam incomodados por existirem, por exemplo, tantos cançonetistas pimpas. A verdade é esta: há muitos treinadores pimbas. Aqueles que falam de coisas que sempre existiram dando-lhe nomes como "transição", "linhas", "basculação"...essas coisas, sei que é modernização mas são coisas que não funcionam.
– Os empresários fazem-lhe alergia?
JP – Não, dou-me bem com eles todos. Podem ter um papel construtivo. Só que os presidentes às vezes acreditam mais nos empresários que nos treinadores, o que é mau. Dou-me bem com todos mas não quero nada com nenhum. Porque é que tenho de me ligar a alguém se me posso ligar a todos?
– Não é um complexo de inferioridade seu?
- Não, pois não tenho receio de ombrear com os melhores. Na sociedade em que vivemos é preciso é falar, não interessa o que se faz. Em Portugal nem sempre se trabalha bem.
– Mas Portugal tem excelente treinadores espalhados pelo Mundo, de Manuel José a José Mourinho...
– Nós temos excelentes treinadores. Mas em Portugal é difícil ser-se treinador. E aqui para se ganhar tem de se treinar o FC Porto. Basta olhar para a história. Os treinadores portugueses são bons mas hoje dá-se pouca responsabilidade aos atletas...
– Onde quer chegar?
JP – Por exemplo, faz-me espécie ver algumas pessoas a falar contra o Paulo Bento. Ele tem, com certeza, um regulamento. As regras devem ser cumpridas, os valores da instituição devem ser sagrados. E aqui sempre que acontece qualquer coisa de negativo, lá tem de ser o treinador a assumir essa responsabilidade. Porque quando ganham são todos a ganhar. O lugar de treinador é o lugar mais fragilizado do futebol português. Até pela calendarização dos jogos, que é uma aberração, como esta diminuição para 16 equipas, as paragens constantes...tudo coisas elaboradas por pessoas que se calhão não estão por dentro do fenómeno desportivo. Repare-se no que acontece na 2.ª B, que é de bradar aos céus. Não posso pactuar com isto mas há treinadores que o fazem, que vivem à base das cunhas, dos favores, dos empresários...
– Quantos são?
JP – São muitos, muitos. Uns já morreram e alguns vão morrer também. Muitos.

"Jogador do FC Porto tentou agredir-me"

– Disse que para se ganhar em Portugal é preciso treinar o FC Porto. Não sente que queimou essa possibilidade quando um dia, como treinador adversário, entrou na sala de Imprensa das Antas e falou sempre de pé porque se recusou a prestar vassalagem? Isso não o marcou?
JP – Tudo me tem marcado ao longo da vida mas acho que mais pela positiva que pela negativa. Houve casos extremos mas sempre fui vertical. Tenho um processo de vida um bocado desconhecido do grande público pois cheguei ao FC Porto à experiência vindo do Aliados de Lordelo. Não vim com uma mala de cartão como a Linda de Suza mas quase. E fiz uma carreira sempre à custa de muito esforço e trabalho. Quanto a esse caso, sou uma pessoa educada, muito educada, ciente das minhas responsabilidades. Fui jogar às Antas e, no túnel, passaram por mim colaboradores do FC Porto e nem boa-noite, nem boa-tarde. E durante o jogo houve um jogador do FC Porto que me insultou, ao ponto de me querer agredir. Toda a gente viu! Senti que foi um caso estudado, planeado, e senti-me ofendido na condição de treinador e de ex-jogador do FC Porto. Teria bastado alguém dizer 'Pacheco, não ligues' e jamais eu teria dito o que disse. Senti-me revoltado sobretudo com o silêncio dos responsáveis do clube.
– Não está arrependido?
JP – Não, hoje faria a mesma coisa.
– O que se passou, afinal, para abandonar o Boavista e para ainda continuar por cá depois de ter recebido tantos convites de clubes estrangeiros?
JP – Entre Junho e Julho, tive alguns convites a nível nacional e internacional (da Ucrânia ao Egipto)mas alguns dos projectos não vinham ao encontro do que eu acho desejável. Senti que merecia mais. E nesse entretanto havia a esperança de que a situação do Boavista não tivesse o desfecho que teve. Entendi que devia esperar, que não devia fugir como os ratos num naufrágio. Moralmente tinha obrigação de continuar e, sinceramente, não acreditava que o Boavista pudesse descer...
– Convictamente?
– Sim. Ainda hoje me faz espécie a matéria de facto que acusa o Boavista. Ando no futebol há muitos anos e há coisas semelhantes, até mais mais graves, que acontecem com outros clubes. Se o Boavista descesse por não pagar ao fisco ou aos seus profissionais, isso eu até admitia.

"João Loureiro era um presidente muito bom"

– João Loureiro não era o único presidente que falava com árbitros, pois não?
JP – Claro que não! Acontece em todo o lado e muitas vezes à vista de toda a gente. Tendo culpas no cartório e tendo que assumir responsabilidades, a situação devia ter sido igual para todos!
– Face a todos os problemas financeiros e a nível judicial, qual era o seu projecto para o Boavista mesmo na II Liga?
JP – Sempre disse ao Álvaro Braga Júnior e ao Manuel Barbosa: se fizerem um plantel razoável eu fico cá.R – Mas não ficou...JP – Senti que o Boavista não tinha argumentos desportivos para tentar subir de divisão. A equipa precisava de experiência. E não me conseguiram dar essas garantias. Pelo menos conseguimos uma coisa: o Boavista era um comboio que estava parado e conseguimos pô-lo a andar.
– Conhece o clube como poucos e talvez seja capaz de explicar este quase mistério: como é que o Boavista derrapa de campeão nacional em 2001 para equipa a lutar pela sobrevivência em 2008?
JP – O Boavista teve anos dourados que foram fruto de jogadores alguns deles hoje nas melhores equipas do Mundo e também do próprio dr. João Loureiro. Hoje é muito fácil criticá-lo. É uma pessoa que tem defeitos mas que também fez muitas coisas boas. A partir de 2003, foi quando a verdadeira crise se instalou no clube. Recordo particularmente o momento em que fomos eliminados, mal, pelo Auxerre na pré-eliminatória da Champions. A equipa foi perdendo qualidade no colectivo. Mesmo assim, fomos à meia-final da Taça UEFA nessa época. Quando defrontámos o Celtic estava tudo já muito difícil de gerir: havia 3 ou 4 meses de salários em atraso! As obras do estádio estavam a levar aquilo que era para nós. A grande derrapagem do Boavista deve-se à construção do novo estádio e é preciso que se diga que todos os clubes tiveram ajuda e o Boavista não.
– João Loureiro era um bom presidente?
JP – Era muito bom presidente. Uma qualidade de um bom presidente é estar sempre ao lado do seu treinador e essa é, quanto a mim, uma das grandes vantagens do FC Porto ao longo dos últimos anos. João Loureiro era assim. Mas houve uma altura em que se descontrolou, talvez devido aos problemas financeiros, e começou a falar como se percebesse muito de futebol. Todos sofremos muitos e os jogadores foram todos uns heróis nesse tempo e os problemas acabavam sempre nos treinadores: eu, o Sanchez ou o Carlos Brito.
– Recorda-se de algumas situação crítica relacionada c om estes problemas financeiras?
JP – Houve muitas, muitas. Mas recordo especialmente o jogo com o Celtic, aqui no Bessa. Perdemos 1-0 e os jogadores no final, com o desgosto, atiraram-se para o chão, desabafaram, mostraram grande revolta interior, pois sentiram que se tivessem sido mais apoiados tinham conseguido ir à final, o que seria...sobrenatural!

"Tudo o que fiz pelo Boavista nunca foi por dinheiro"

– É mesmo um dos principais credores do Boavista?
JP – Essa era a única coisa de que não queria falar. Porque há muitos anos, desde 2000 e troca o passo, que dificilmente recebia uma época inteira. Na última época, estive quase um ano sem receber. Vivo de dinheiro e não posso sustentar a minha família se não o tiver. Não é tanto isso que me preocupa mas a falta de gratidão de algumas pessoas. Algumas porque são ignorantes e outras porque estrategicamente lhes dá jeito dizer determinadas coisas. Tdo o que fiz ao serviço do Boavista nunca foi por dinheiro. A paixão que tenho por funcionários e adeptos que estiveram sempre comigo conta mais que o dinheiro. Sempre demonstrei a minha seriedade, o meu profissionalismo e a minha dedicação ao clube.
-...onde foi campeão nacional!
JP – Mas não quero viver sempre disso. Pus muitas vezes a minha posição de treinador para contornar as dificuldades do clube, sempre coloquei os seus interesses à frente. Nem sempre fui perfeito, é verdade, pois também fui afectado pela instabilidade. Cheguei a perguntar ao presidente 'quanto dinheiro quer para eu poder sair?'Fecho aqui um ciclo...
– Boavista nunca mais?
JP – Isso não se pode dizer porque o Boavista estará sempre no meu coração.
- Bosingwa foi um dos jogadores que lançou e sobre o qual disse que tanto podia jogar num grande europeu como no Pasteleira...
JP -O Zé tem dois corações, um motor para arrancar e outro para regressar. Sempre falámos muitos mas houve uma altura em que chegámos aos limites devido à sua desconcentração nos aspectos do dia a dia. Disse-lhe na altura que ele era um jogador que acabaria a jogar no Real Madrid ou no Pasteleira. Porquê? Porque senti que tinha condições excepcionais. Reconhecia-lhe qualidades que mais ninguém tinha. Ele era médio-centro, trinco, e eu senti que ele não tinha capacidade para jogar naquela posição. Começou, por isso, a jogar a extremo direito, com estas instruções: 'Diz ao defesa esquerdo que quando lhe meteres a bola à frente ele nunca te apanha nunca, vou-te matar'. Recordo-me uma vez, ainda a propósito da sua ingenuidade, que recebemos o Sporting, ele estava a jogar a lateral direito e entrou o Cristiano Ronaldo, e ele nos últimos minutos com a preocupão de pedir ao Ronaldo a camisola desconcentrou-se e o...Ronaldo fez o 2-1. O Ronaldo passou por ele e fez golo. Nem sei que ficou com a camisola dele...
- Raul Meireles foi outra descoberta...
- O Raul era defesa-central nos juniores, com aquele físico! Eu pu-lo sempre a médio ou lateral. Ele, o Zé e outros são as minhas bandeiras como treinador e sinto-me sempre felicíssimo quando os vejo jogar. Sinto que tive algumas responsabilidades naquilo que de bom lhes aconteceu e o mérito é sobretudo deles, que foram bons alunos.
[uma pausa para me mostrar um SMS de Jorge Ribeiro a agradecer-lhe tudo o que fez por ele na última época]

"Gostava que o meu filho tivesse o carácter do Ricardo"

– Não sente que os treinadores portugueses, sobretudo nas entrelinhas, são muito críticos em relação ao trabalho que Scolari fez na selecção nacional?
– Que não vejam nesta resposta alguma ponta de inveja porque a inveja a mim não me mata e não me paga as contas. Scolari é campeão do mundo, era uma pessoa que tinha currículo... Fez aqui um bom trabalho. Mas acredito que tendo em conta a conjuntura – nomeadamente a organização do Euro 2004 -, um treinador português teria feito igual ou até melhor. Dentro destas condições, que eram fabulosas, ele também foi muito importante. Ó óbvio que não agradou a gregos e troianos. Como português que seu e contribuinte, teria, isso sim, gostado de saber porque razão não convocou Vítor Baía.
– Mas, Jaime, ele apostou no guarda-redes que você lançou...
JP – Exactamente. Se há pessoas que admiro, uma dessas pessoas. Gostava que o meu filho, que tem 12 anos, e joga no Boavista, tivesse o seu carácter. Porque o Ricardo é uma pessoa de valores, um grande profissional. Mas outra coisa é a clareza que os portugueses mereciam no esclarecimento desta opção. Ser treinador da selecção não é a mesma coisa que ser treinador de um clube.
– O campeonato está aí a rolar. Aposta em quem para campeão?
– Não faço esse tipo de apostas, só jogo no euromilhões de vez em quando. Mas dou quatro clubes para lutarem pelo título.
– Quatro?!
JP – Os do costume e o Sp. Braga.
– Está a meter o Sp. Braga nessa guerra mas a equipa não começou bem o campeonato...
JP – Acho que é possível. O Sp. Braga cresceu muitos nos últimos anos, apesar de algumas oscilações e se calhar algumas ingerências que acontecem na aprendizagem. Mas mais importante que ter bons treinadores é ter bons jogadores e o Sp. Braga tem um plantel fabuloso. Não quero com isto criar responsabilidades ao Jesus, estou apenas a fazer a minha análise do plantel, que é o mais equilibrado – tem dois jogadores posição, qual deles o melhor! É, para além disso, um clube bem organizado. Não estou a ver porque não possa lutar pelo título.
– Não mete o V. Guimarães nesta corrida?
JP – Não. O Vitória ficou a perder com a saída do Geromel, do Ghilas e do Alan. Não é muito mas são três jogadores titularíssimos.
– O FC Porto também perdeu o Bosingwa, o Paulo Assunção e o Quaresma...
– Mas não dou tanta desculpa ao FC Porto. Repare no que acontece naqueles jogos de beneficiência com craques de todo o mundo. Os jogadores chegam, equipam-se, entram dentro do campo e jogam muito bem...sem treino, sem nada. Porquê? Porque são bons e ganham muito dinheiro. Ou seja, um jogador de qualidade que ganha milhões, que é internacional, quando chega a um clube já tem de chegar praticamente adaptado. Não é como quando se contrata um jogador no Rebordada para jogar no FC Porto. Não admito comprar um carro por 150 mil euros para depois ter de o aquecer durante 5 minutos antes de arrancar. Um carro desses tem de se chegar e arrancar logo, por isso custa tanto dinheiro. Se não compravamos um Fiat Punto...
– Mal ou bem, o Benfica no nosso futebol é sempre a notícia do dia...
– É uma equipa com bons jogadores mas tem um plantel desequilibrado, sobretudo na defesa. Não percebo como é que um jogador como David Luiz não joga há um ano, como é que não têm um lateral direito de raiz, porque não tem dois jogadores por posição... Quem gasta milhões, tem de se preocupar com isto.

Por favor, não pisem os malmequeres!

  Ia escrever qualquer coisa sobre isto mas o João Freitas - um dos melhores jornalistas que conhece - tirou-me todas as palavras da boca. ...