sexta-feira, julho 31, 2009

CASTANHEIRO DO VENTO (2)

Castanheiro do Vento, 18.05 horas do dia 31 de Julho de 2009. Um objecto voador não identificado estaciona sobre a estação arqueológica que nos dá um vislumbre da "nossa" pré-história. Não sei se aconteceu ou se foi apenas uma ilusão de...óptica. A verdade é que não tinha o telemóvel à mão e quando verifiquei as fotos "isto" estava lá.

PS - Confesso que por estas bandas só começo a beber álcool a partir das 19 horas, quando recolho à base.

CASTANHEIRO DO VENTO (1)





Regresso ao blogger, após uma semana de trabalho de campo em Castanheiro do Vento, para verificar que tenho 110 comentários para moderar, o que desde logo me deixou quase tão cansado como depois de um dia de 7 horas de trabalho a 700 metros de altitude, aqui onde a Beira Alta se encontra com o Douro. Não se trata propriamente de um campo de férias pois trabalhou-se no duro sob a orientação dos professores Vítor Oliveira Jorge e Susana Oliveira Jorge. Está provado que o melhor método de aprendizagem é...fazendo. Mesmo assim, ainda sobrou algum tempo para longas noites de convívios com o pessoal da FLUP, de outras faculdades portuguesas e também com alguns "camones" que "acamparam" em Freixo de Numão. A arqueologia não é assunto nem da primeira nem da segunda linha da actualidade nacional mas os seus cabouqueiros e os seus mestres teimam em não a deixar morrer. Porque o passado é muito mais que memória - é também algo que nos dá alento para um futuro incerto.

sábado, julho 25, 2009

JORGE BAPTISTA EM CARTA ABERTA


Caro Eugénio

Como estou longe de ser um adepto bloguista só ontem fui confrontado com esta lamentável situação - a qual pelo visto também gostaste de dar o teu contributo - e por isso decidi utilizar este teu espaço para que de alguma forma me seja consentido penitenciar-me publicamente pelo que da minha parte foi dito. Naturalmente quero sublinhar as minhas mais profundas desculpas aos visados, se é que ainda existe alguma forma de atenuar a brincadeira de mau gosto de que fui protagonista. Também obviamente gostaria que ficasse claro aos meus críticos que nem a SIC nem o Benfica devem ser atingidos por isto. Assim se têm agora a oportunidade de me tentar atingir façam... favor e deixem os outros em paz.Posto isto, é sabido que eu e o Zé Augusto fomos alvos de uma cilada, ainda pior que os disparates por mim ditos. Tratou-se de uma conversa-brincadeira privada - da qual naturalmente não me orgulho - apenas entre dois homens. Uma lamentável brincadeira mas que duvido que a grande maioria dos homens tenha a coragem de atirar a primeira pedra. O problema é que esta foi indevidamente utilizada e a dos outros, por enquanto... ainda não. É sem dúvida uma enorme lição, da qual tirarei as devidas ilações. Peço mais uma vez muitas desculpas a todos, da mesma maneira que não tenho problemas em perdoar aqueles que sempre disseram mal de mim (privada e anonimamente)antes e depois disto.Obrigado Eugénio por me deixares utilizar este teu espaço.

Jorge Baptista
ps - Este espaço está aberto a todos e especialmente a ti, um jornalista frontal, com opinião própria e também um amigo de longa data.

sexta-feira, julho 24, 2009

RUI CARTAXANA

A morte de Rui Cartaxana "obriga-me" a escrever duas ou três linhas.
Os meus amigos sabem que nunca morri de amores pelo homem que conseguiu levar o Record para a vanguarda da Imprensa desportiva.
Jornalista puro e duro, feito nas redacções dos vespertinos de Lisboa, onde todos os dias se lutava contra o tempo e contra a informação plasmada nos matutinos, Rui Cartaxana foi, no Record, um director directo. Definiu um rumo e logrou o objectivo com processo que podemos contestar nas tertúlias do Snob mas que resultaram na prática.
Rui Cartaxana teve ainda o mérito de ser um general que soube delegar nos seus capitães a responsabilidade de fazer do Record um jornal diferente, vivo, provocador e necessariamente diferente.
Fica na história do jornalismo português não pelos prémios que conseguiu como repórter mas sobretudo por um estilo de liderança e persistência.
Ao seu filho João, um dos grandes jornalistas desportivos portugueses, repórter de eleição, deixo os meus sentimentos. A memória do teu pai é um facto, mesmo entre aqueles que não iam à bola com ele...

terça-feira, julho 21, 2009

UMA INICIATIVA INTERESSANTE

http://www.powerade.pt/

A NOSSA LIGA

Não há muitas expectativas quanto ao próximo Campeonato Nacional.
Expurgado o Estrela da Amadora, outras equipas ligadas à máquina enfrentam uma época difícil. Metade do pelotão está em claro défice, exposto, exausto, debilitado, frágil, nivelando o campeonato perigosamente muito por baixo.
Cada vez é claro que 16 equipas é demasiado se quisermos uma competição digna desse nome.
Apenas uma das duas regiões do país, a da Madeira, está a conseguir manter duas equipas num nível acima da média, o que é um esforço apenas possível porque existe Jardim há muitos anos na Pérola do Atlântico. Os Açores estiveram quase a recuperar a posição perdida e são grandes candidatos a uma vaga.
Quanto ao resto do país, é o que se conhece.
No Porto, pulmão comercial e industrial do país, Salgueiros e Boavista saíram de cena. Resta um Leixões tocado para a frente graças à engenharia financeira de um homem (Carlos Oliveira) que pode ser apertado em breve pelas malhas da política.
Vila do Conde lá conseguiu manter o seu Rio Ave, sempre com o dedo de Mário de Almeida. A Póvoa, com outra massa crítica, vive numa crise da qual não dá sinais de poder sair.
O Paços de Ferreira, por seu lado, é provavelmente a única equipa portuguesa com uma gestão racional e sobrevive também por isso, ajudando também o facto de ter apostado num treinador que sabe o que faz. Não é um Ikea que acaba com a tradição dos marceneiros.
Em Braga, a gestão de Salvador está também algo dependente do que vai acontecer a Mesquita Machado nas próximas eleições. Pela primeira vez o alcaide bracaraugustano treme e teme.
Em Guimarães, Emílio Macedo joga a sua última cartada, cada vez mais pressionado pelos históricos do clube, ou seja, por Pimenta Machado. O clube não consegue resolver o seu passivo e não tem "massa" para ambicionar mais, estando a correr claramente atrás do seu rival minhoto. Do que é sintomático o sublinhar do presidente, durante a apresentação, quando lhe perguntei se corria por um dos primeiros quatro lugares ou cinco. "Cinco, cinco", frisou bem o líder vimaranense. Esclarecedor, pelo menos para mim.
Curiosamente, em pézinhos de lã a zona centro parece sobreviver à crise.
Aprígio Santos continua a alimentar a Naval graças também a uma aposta firme em Ulisses Morais, um Jorge Jesus mais musculado e um homem que respira futebol.
Em Coimbra, capital estratégica da nação desde Afonso Henriques, as chamadas forças vivas continuam a contribuir para alguns problemas do clube mas José Eduardo Simões tem sabido resistir às ofensivas inofensivas.
Mais abaixo, em Leiria, João Bartolomeu conseguiu mais um milagre. O "Cigano", está visto, não pode ser menosprezado, O Grupo Lena também vai dando uma ajuda enquanto a presidente da Câmara faz uma cura do Apito...
Na capital e nos seus termos, para além de Benfica e Sporting resta o Vitória de Setúbal - provavelmente a equipa primodivisionária mais dependente da "máquina", a viver uma vida artificial. Uma equipa que não pode dar nem um passo em frente nem um à retaguarda pois anda na borda de dois abismos.
Ok, o Algarve está de volta. O que se saúda. O reino dos Algarves tem por si só capacidade para manter uma equipa estabilizada neste escalão mas está retalhado por rivalidades e a crise também já ali chegou. Veremos se é desta que se afirma na I Divisão.
Quanto ao interior do país, é a desolação que se conhece. Vamos ver se o Desportivo de Chaves consegue subir mais um degrau pois trás-os-montes merece futebol de primeira. Nas beiras, a única esperança reside na Covilhã - o que é pouco, quase nada. O Alentejo, esse, demitiu-se desta guerra há muito tempo.
O panorama não é animador. Talvez por isso tivemos há pouco tempo Pinto da Costa a falar numa Liga europeia. De facto, o FC Porto há muito tempo que está acima desta mediocridade. É o oásis deste deserto.

segunda-feira, julho 20, 2009

COISAS DA INTERNET

Às 12hr 34 minutos e 56 segundos, a 7 de Agosto deste ano 2009 a hora e a data vai ser precisamente: 12:34:56 7/ 8/ 9 . 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Isto nunca mais vai acontecer nos próximos mil anos!!!

65 MILHÕES


Não há dúvidas.
O FC Porto confirma-se não apenas como a melhor equipa portuguesa.
É também a melhor fábrica de jogadores do mundo. Chamem-lhe entreposto, se quiserem.
O que já está facturado e o que ainda pode ser facturado coloca o FC Porto no topo dos topos. Tal como o João Garcia, o clube azul e branco continua a conquistar os picos da Europa e do Mundo.
Podem não gostar do estilo, das pessoas ou até das cores das camisolas mas têm de admitir: para além do que se passa nas 4 linhas, este FC Porto é também campeão em mais valias.
Passivo à parte - que trata-se apenas de engenharia financeira -, o FC Porto está a dar 10-0 à concorrência directa. Para os seus administradores não chega dominar no terreno de jogo - esta capacidade negocial é também ela fenomenal.
Esta espécie de nirvana tem, porém, dois rostos.
O de Pinto da Costa na gestão desportiva.
E o de Fernando Gomes, na gestão dos activos.

É a tempestade perfeita.

sexta-feira, julho 17, 2009

ÁRBITROS NO LUSO

Em estágio no Luso, os nossos árbitros de 1.ª categoria aquecem com aeróbica orientada por Carla Henriques e pelo marido, o major Pedro. Infelizmente não é possível aqui reproduzir a música que os embalava.

PS - Meus amigos, calções curtos não são sinal de...isso mesmo. E lembrem-se: já estamos no século XXI, a Idade Média acabou há muito tempo...

quarta-feira, julho 15, 2009

SEGUE A RUSGA EM S. JOÃO NOVO

« Furacão Carolina continua a soprar forte...
Como sei que gostam disto, cá vai mais algum material sobre o surpreendente julgamento 6 em 1 que está a decorrer no tribunal de S. João Novo, no Porto, e no qual Pinto da Costa e Carolina Salgado são ao mesmo tempo arguidos e assistentes. A terceira sessão decorreu esta semana e mais uma vez Carolina meteu baixa. O médico que a assinou terá de estar no tribunal, no próximo dia 27, data da próxima sessão, para explicar o que se passa com a ex-primeira dama que entretanto deixou Cabeço de Vide e tem sido visto na rua dos Caçadores, em Gaia, onde outrora Pinto da Costa manteve o seu museu e uma gaveta numa cómoda.
Pois bem, a última sessão foi animada pelos depoimentos de Pinto da Costa, Fernando Póvoas e Lourenço Pinto.
(continuo sem entender a presença da chamada Imprensa cor-de-rosa neste evento onde se tem lavado tanta roupa suja, mas quem sou eu para definir a agenda dos paparazzos?)
PC começou por explicar que tinha o seu museu na casa da Rua dos Caçadores e que, depois da separação, porque Carolina ficou com essa casa, o mudou para um escritório na Rua do Paraíso, no Porto, onde funcionou a sua imobiliária, entretanto, como disse, desactivada. Disse PC que foi ali chamado em Dezembro de 2006 e que ali encontrou os bombeiros e a PJ e a porta chamuscada por dentro, um tapete queimado e o tecto preto. "Disseram-me que tinham deitado um ácido por debaixo da porta depois de não a conseguirem arrombar porque é frichet", contou, "e que só não foi pior porque estava tudo fechado e não havia circulação de ar no interior". Suspeitos? "Bem, só três pessoas sabiam o que eu tinha lá: Reinaldo Teles, o seu irmão e a Carolina Salgado, que esteve ali muitas vezes". O mesmo aconteceu nesse dia ao escritório do advogado Lourenço Pinto. "Deve ter sido a mesma pessoa", referiu PC.
Acertar o passo ao Papagaio
"Essa senhora, segundo o que disse o então seu amigo Paulo Lemos na comunicação social, disse que matava o dr. Póvoas", acrescentou sobre algo que conheceu "através de notícias" tendo como sujeito o tal Lemos que começou este julgamento como arguido mas que agora é só testemunho, depois de PC se ter considerado ressarcido de todos os prejuízos causados no seu escritório. "Esse senhor apareceu nos jornais exibindo roupas minhas e objectos meus" e "disse que Carolina queria tramar o dr. Luís Filipe Menezes e extorquir-me 500 mil euros a mim". Situação que enfrentou assim: "Assustei-me". Sobre Póvoas disse ainda PC que Carolina, na fase final da relação entre ambos, tinha uma "fixação absurda" e que até chegou a dizer que ia acertar o passo a esse papagaio. Tudo porque "entendia que ele tinha alguma coisa a ver com uma senhora que vivia em Londres, onde eu me desloquei algumas vezes para ver jogos do Chelsea". A Carolina "entendia que o dr. Póvoas nos queria juntar, o que não tem pés nem cabeça, ela ficava cega quando falava no dr. Póvoas". Durante o processo de separação, "ela falou com o dr. Lourenço Pinto para saber o que estava disposto a dar-lhe. E quanto valia o espólio de PC, quis saber o juiz. "Um milhão de euros mas por um milhão de euros não o vendia porque tem muito valor para minha, é toda uma carreira desportiva que está ali..."
Ò dr, não me fale em mulheres...
Confrontando com outra entrevista de Paulo Lemos, na qual este disse que fora obrigado a mentir depois de ter acusado Carolina, PC disse apenas: "Acho graça". José Dantas, advogado de Carolina, manteve alto o nível ofensivo. "Ela dizia que lhe tinham mandado uma fotografia minha a passear em Londres com essa senhora e também que não precisava de lhe indicasse advogados, tendo dito mesmo 'o Vieira arranja-me um advogados, não quero mais nada com os Pintos'". Porque "ameaças era o forte dela, dizia-me 'tu vais ver quem eu sou, não me substimes e não te esqueças que tens uma filha' e por não me esquecer disso é que me separei dela". Seguiu-se o dr. Póvoas, o famoso Dr. Dietas, outrora com outro título mais bombástico, quando andou pelo futebol. Ao médico das dietas Carolina terá preparado uma emboscada que não se consumou mas que mandou executar. Perguntou o procurador a Póvoas: - que tipo de relação mantinha com Carolina Salgado...se não for de foro pessoal? "Era uma pessoa que se relacionava com um amigo meu", respondeu quem confessou que foi abordado por Carolina quando esta suspeitou que PC não ia a Londres só para ver o Chelsea de Mourinho. "Falei com o senhor presidente sobre isso e ele respondeu-me: 'ò dr, não me fala em mulheres - fale-me em pontas-de-lança!' O que fez com que Póvoas ficasse "com algumas suspeitas" sobre uma relação de PC com a tal Maria que vivia em Londres. Mas à Carolina disse para estar tranquila...sou homem...e depois ela ficou a pensar que eu estava por detrás desses encontros, que era a ponte entre Pinto da Costa e essa senhora. Obviamente, fiquei assustado quando soube o que me preparavam. Durante muito tempo saí sempre acompanhado da clínica".
Dava 50 euros a pobres e roubava vinho nos restaurantes
Sobre Carolina disse ainda que é uma pessoa "de algumas loucuras" e capaz de fazer coisas muitos boas e muito más. Por exemplo, "tanto dava 50 euros a um pobre como saía de um restaurante com uma garrafa". A separação, essa, causou a Póvoas "alguma pena porque era um casal que se dava bem, gostavam um do outro". Póvoas acha que houve ingratidão de Carolina" e lembra-se de ouvir Pinto da Costa dizer-lhe, depois da agressão a Ricardo Bexiga, "foi aquela gaja de certeza", isto numa fase em que a relação entre ambos estava perto do fim. Póvoas fez uma espécie de acto de contricção e confessou que não foi muito correcto quando não revelou as suas suspeitas a Carolina. "Sou homem", desculpou-se. Falou a seguir Nuno Santos, que disse ter sido alertado que tinha havido um incêndio no escritório de PC quando circulava na zona do Marquês e que para ali se deslocou tendo visto que a porta de entrada do escritório estava chamuscada por fora. O juíz e o procurador insistiram e ele reafirmou que estava chamuscada por fora. Ora, PC tinha dito que estava chamuscada, sim, mas por dentro. O que levou o procurador a despachar no sentido de ouvir Nuno Santos e PC na qualidade de testemunhas devido a ambiguidade nos seus depoimentos. É que, como se sabe, um arguido tem o direito de mentir, uma testemunha não... Por fim, Lourenço Pinto. Motivos para o assalto ao seu escritório: documentos sobre um arresto que interessavam a Carolina, que considera "a suspeita" do acto, melhor dizendo: "a única possibilidade". O prejuízo, esse, foi de 5 mil euros.
Chantagem napolitana
Lourenço Pinto revelou que Carolina tinha pedido 500 mil euros a PC por um pacto de silêncio e que pôs PC a falar com o advogado da ex-companheira ao telefone para debaterem o assunto. Após a chamada, PC disse-lhe que não pactuava com chantagens mas que estava disposto a escrever o prefácio do livro que Carolina queria escrever, a pagar a edição e a oferecer 10% dos seus direitos ao Coração da Cidade. LP considerou os processos usados por Carolina uma partida de mau-gosto, "uma chantagem de carácter não siciliano mas napolitano", o que levou a que o juiz presidente o repreendesse pelos termos usados por quem um dia aconselhou a Carol o livro "A Sicialiana". Ainda deu para ouvir LP dizer que Carol deixou a casa que partilhou com PC na Madalena toda destruída: "Candeeiros do jardim partidos, vidros partidos, espelhos pintados e um quadro que parecia ofensivo com um dragão..."LP continua a ser ouvido no próximo dia 27. Estarei de férias mas fico à espera que alguém me conte os novos episódios desta novela digna de prime time.
PS - Só mais uma coisa: o que é que tem a ver uma cadeira lançada pelos Super Dragões na Luz e que acertou na cabeça de um homem das leis com este julgamento?

terça-feira, julho 14, 2009

MAIS DO MESMO

Haja paciência!
Os anos sucedem-se, a história não muda.
O Benfica é O Assunto, depois da ronaldomania.
Só vi a primeira parte do jogo com o Sion e os golos do jogo de ontem.
Não é preciso ver muito.
Enquanto o Carlos Martins for titular, ninguém precisará de ir à bruxa para adivinhar o futuro deste Benfica.


domingo, julho 12, 2009

CÁ DENTRO

Porque nesta altura muitas vezes não sabemos por onde ir, cá fica uma sugestão de ir por aqui, pelos caminho do Alto Douro. Eu vou até lá em breve mas para duas campanhas de trabalho de campo e espero ter algum tempo também para desfrutar esta maravilha que a foto de Paulo Miranda, enviada pelo meu amigo Punk, tão bem documenta.

Boas férias, malta.

quinta-feira, julho 09, 2009

SINAL AMARELO

Está nas bancas.

PENSO EU DE QUE

Hoje fiquei a saber, pela boca de Domingos Paciência, que o Benfica vai ganhar alguma coisa com Jorge Jesus.
Vai ganhar pelo menos uma pubalgia no plantel.
Domingos, o sucessor de Jesus no Braga, ganhou cinco.

terça-feira, julho 07, 2009

LAVAR DE ROUPA SUJA


Tribunal de S. João Novo, Porto.
Segunda sessão de um julgamento singular no qual Pinto da Costa e Carolina Salgado se sentam no mesmo banco dos réus. Ele acusado de agressão à ex-companheira. Ela acusada de fogo posto ao escritório do ex-companheiro e do advogado Lourenço Pinto. Nuno Santos e Afonso Ribeiro (motorista de PC) também são arguidos, acusados de terem agredido Carolina e a sua irmã. Carolina hoje não apareceu, alegando doença, mas terá de estar presente na próxima 3.ª feira, sob mandado de detenção para interrogatório judicial.
Foi um longo dia sob a arbitragem de um juiz colectivo presidido por José Manuel Azevedo e no qual também se destacou a intervenção de um dos seus asas, João Grilo, o tal juiz que recentemente foi aplaudido neste tribunal quando absolveu uma mulher que matou o marido na sequência de maus tratos. Fica a síntese das declarações dos arguidos que já falaram (Afonso Ribeiro optou pelo silêncio) após uma audiência acompanhada pelo famoso guarda Abel, personagem que Pinto da Costa afastou quando abandonava à tarde o tribunal mas que acabou por ser apanhado pela câmara do meu telelé a passar à frente do carro presidencial...
NUNO SANTOS - "Carolina, que conheço desde o liceu, é capaz de tudo e de mais alguma coisa. É uma pessoa maquiavélica. Ela gosta de espalhafato, gosta de circo. Quando acompanhei o sr. Pinto da Costa à casa que era sua, onde ele ia recuperar alguns bens, ela tentou dar-me um pontapé. Disse que não tinha medo dos Pintos. Deu uma ou duas sapatadas no ombro do senhor Pinto da Costa e ele ficou incrédulo, ficou branco, pensei que lhe ia dar alguma coisa. Ainda correu para o carro e deu um murro no vidro e pontapés e partiu-me um par de óculos com os pés. A sua irmã, Ana, entrou em convulsões. Fomos lá a casa buscar um quadro mas já lá tínhamos ido uns dias antes e ele despejou um faqueiro num lençol. É uma pessoa problemática, conflituosa."
PINTO DA COSTA - "É totalmente falso que tenha tido qualquer contacto com essa senhora em termos de ofensas corporais. Vivi com essa senhora durante uns tempos, tive vários períodos em que deixer de viver e depois de Março de 2006 deixei definitivamente de viver com ela. Tinhamos feito um acordo com conhecimento de Lourenço Pinto: essa senhora podia escolher entre ficar com a casa na Madalena, a caça da rua dos Caçadores ou então vender as duas e comprar um apartamento. Continuei a ir à casa da Madalena para recolher as minhas coisas, entre as quais um quadro que a minha mãe me ofereceu quando fiz 50 anos (já foi há muito tempo...) e garrafas de vinho do Porto do ano do meu nascimento. Combinámos que ela ficaria com a mobília dos quartos e que eu iria buscar as outras coisas. Foi o que fiz nesse dia, ao princípio da tarde. Fui lá na companhia do meu motorista (que levou um furgão da SAD) e do senhor Nuno Santos (no meu carro). Estávamos a tirar as coisas quando ela apareceu. Não queria usar uma camioneta das mudanças para não causar aparato. A casa tinha também problemas de humidade na casa de banho e queria que o sr. Nuno Santos visse o problema pois é do ramo da construção civil. Pedi ao Afonso para recolher um móvel-faqueiro que era meu. Ele estava a levá-lo para o carro quando essa senhora apareceu. O faqueiro caiu no chão e ouvi o barulho. Quando me viu, essa senhora disse "vou-te matar, v..., não sei, senhor juiz, se posso dizer isto (diga, diga...), bem, disse: vou-te matar, vou-te foder. Eu cheguei-me para trás e ela tenta dar-me uma palmada na cara mas eu desvio-me e acerta-me no ombro. Ela estava a fazer uma grande gritaria. Fui para o carro e disse "Nuno, vamos embora que isto é o que ela quer, daqui a um bocado chama os jornais. Ela deu um murro no carro e desatou aos pontapés. Foi então que apareceu um amigo meu, o Eduardo Poças, que disse ter visto tudo e que se prontificou a testemunhar. Disse-me logo "ela está maluca, o senhor não fez nada". Algumas das coisas que não pude levar encontrou-as a polícia de Oliveira do Douro mais tarde na garagem da casa da rua dos Caçadores, que ficou para essa senhora. Dei pela sua chegada pelo barulho que fazia com o carro, como de costume. Aquilo parecia um rali, parecia o circuito da Boavista. Ela é assim a conduzir, todos sabem que destruiu um X5 na Ponte da Arrábida. E antes de abandonar a casa da Madelena, que já vendi, desfez a casa toda. O marido da sua irmã ligou-me nesse dizendo que estava aborrecido pois ela estava grávida e eu disse-lhe que não podia ficar aborrecido por isso e que nada tinha a ver com o que tinha acontecido. Quanto ao sr. Nuno Santos, é um amigo de longa data de Carolina, confiava nele, ao ponto de um dia, estava eu fora com a equipa, a Carolina me ter ligado à meia-noite dizendo que queria que ele a levasse a Lisboa. Eu não tenho medo. Lembro-me que o pai dessa senhora já disse num processo que quando me conheceu me disse 'o senhor tenha cuidado, não sabe com quem se está a meter'. Vivi com ela 5/6 anos com intermitências. Ela tinha a fobia das revistas e cheguei a ler numa uma cantora (Ágata) a dizer que ia cantar no nosso casamento quando nunca lhe prometi casamento, nunca. Um dia, no restaurante Bule, zanguei-me com ela pois ela deu duas bofetadas na minha filha e eu cortei. Na Luz, num jogo com o Benfica, sou alertado pelo telefone pelo senhor Joaquim Oliveira a dizer-me que ela está na Luz no meio da claque Super Dragões com um cartaz a dizer 'Ò Orelhas estou aqui'. Fiquei admirado. Não podia concordar ou não com essa situação porque a desconhecia. Critiquei-a por isso e proibi-a de voltar a andar com os Super Dragões."


SÓ PODIA CHAMAR-SE CRISTIANO

Confirma-se.
A Península Ibérica não produz apenas pata negra e pastéis de tentúgal.
Há Cristiano.
Um rapazito da Madeira, com proeminente maçã de Adão, que chegou a Madrid via Paris.
Arigato, disse ele na conferência de Imprensa. Talvez não saiba mas arigato é o nosso obrigado, adoptado há cinco séculos pelos japoneses. Que também aproveitaram a tempura.
Como se pode comentar o que aconteceu ontem no Bernabéu?
É algo que está para além de qualquer assembleia das testemunhas de Jeová.
Serão já efeitos colaterais da gripe A?
Não, se fossem seria gripe A9.
A auto-estrada para a insanidade.
Vá lá, pá, o tipo é português.
Sim, talvez.
Não foi por acaso que a Madeira esteve a arder durante dois anos antes de ali deixarmos a nossa semente.
Sim, é certo: ao contrário do que se pensava, o incêndio propagou-se ao resto do mundo na figura de um rapazola de sorriso maroto, musculado e que perante o Mundo o mais que tem a dizer é que tem medo de morrer.
Caro Cristiano Ronaldo: estavas a mentir.
Um tipo como tu nunca morre.

domingo, julho 05, 2009

O HOMEM SABE DO QUE ESTÁ A FALAR


O antigo vice-procurador-geral-da República Agostinho Homem dá hoje uma entrevista ao CM com o sugestivo título: "O Porto nem tem precisado de comprar árbitros". Ora, Agostinho é o...homem que conduziu o processo relativo às acusações feitas numa primeira fase por Ana Salgado, das quais se retractou recentemente. "Acho que nos últimos o FC Porto nem tem precisado de comprar os árbitros - se é que algum dia comprou - porque tem sido, de longe, a melhor equipa", disse. À pergunta "acredita que algum magistrado se deixou influenciar pelo clubismo?", respondeu: "O que eu tenho visto é algumas decisões dos tribunais que me deixam um bocadinho preocupado..." Quanto ao caso concreto que tratou, Agostinho Homem deixou no ar que poderá haver acusações e disse que aquando do primeiro depoimento de Ana - que, lembre-se, acusou a irmã gémea de ter mentido quando acusou o ex-marido - viu logo que a maior parte das coisas "eram mentira". "Acho que é conforme ela disse, que se tinha vendido, quando prestou as primeiras declarações, se calhar agora também lhe pediram para prestar estas..." Ou seja, o caso está longe de estar encerrado e ainda há alguma "fruta" para espremer.

PRÉ-ÉPOCA

Os clubes deviam aproveitar estes momentos da pré-época para se consciencializarem que só ganham com treino de porta aberta. Também é assim que se promove o futebol e o clubismo. Mas, infelizmente, não tarda nada e temos de novo o regresso à rotina dos treinos à porta fechada.

Foto relativa a um dos treinos do Sp. Braga esta semana.

LE PRESIDENT

O meu colega André Morais atento ao treino do Sp. Braga, enquanto fala através do telemóvel da rede Optimus, consulta o telemóvel da rede TMN e tem à mão o telemóvel da rede Telecel. Meus amigos, trata-se também do presidente do Vila Flor FC e também na terra da água Frize abriu a época das contratações...


sábado, julho 04, 2009

SÓ VISTO

E AGORA...


...ALGO VERDADEIRAMENTE SENSACIONAL

AS ELEIÇÕES NO CURDISTÃO

Não sei se foi impressão minha mas pela primeira vez na sua carreira de presidente do Benfica Luís Filipe Vieira foi eloquente quando teve um vómito em pleno discurso. Mais palavras para quê? Estava tudo dito sobre estas eleições no Benfica. Um caso sério de manipulação e de violação democrática. Mas completamente ajustado ao ambiente desportivo do país. Os clubes não são mais que coutos ideológicos onde a razão não conta, apenas a emoção. E como todos sabemos a emoção é um conceito muito vasto, cabe lá tudo, até um presidente que tira cera dos ouvidos e caspa do couro cabeludo enquanto tenta conjugar verbos, passando por directores de jornal que deviam ter vergonha e estar calados e que ainda se armam em paladinos do jornalistas, colando-se mais uma vez ao poder, ao produto... São tácticas que muitas vezes são recompensadoras. Os 91% de benfiquistas que ontem votaram em LFV não foram vítimas de qualquer lobotomia. Seria absurdo lobomotizar o vazio onde medra o fanatismo. Dá para perceber perfeitamente que LFV fale de "lucidez" quando comenta o apoio que sentiu de Manuel Vilarinho. É que a questão é mesma essa. A lucidez. Ou a falta total dela.

PORTISTA DESDE PEQUENINO


“Faltaste ao respeito à instituição do Futebol Clube do Porto! Vens para aqui com perguntas encomendadas? És um filho da puta! És um bardamerdas! Vai para o caralho! És muito pequeno para mim!”.


Foi esta frase, dirigida a um antigo colega de profissão, que valeu a Rui Cerqueira, director de comunicação do FC Porto, uma suspensão de três meses.


Eis a confirmação de que o pior inimigo do jornalista é o ex-jornalista.


Para Cerqueira, esta é apenas uma medalha. No clube onde é funcionário o excesso de zelo é uma qualidade.


PS - A CD da Liga considerou que um jornalista em funções no jogo é "agente desportivo", ao contrário do que defendeu o FC Porto, pelo que Cerqueira lesionou a honra e a reputação de um agente desportivo e por tal foi punido. É pena que a CD da Liga não possa, por tal extrapolar o seu universo, punir também os clubes e sads que impedem os jornalistas de ter acesso a actos dos mesmos, promovendo cortes de relações e blackouts. Mas mais lamentável ainda é que o Sindicato dos Jornalistas e o Clube Nacional de Imprensa Desportiva continuem a assobiar para ar quando esta é cada vez mais uma arma de arremesso usada pelos clubes e sads, perante o aplauso silencioso dos jornalistas e jornais que continuam a ter acesso a conferências de imprensa, treinos e jogos. Os tais que não fazem perguntas encomendadas...

quinta-feira, julho 02, 2009

TRÊS BREVES NOTAS


As eleições no Benfica, o regresso do Blog da Bola e o livro de Fernando Mendes obrigam-me a voltar às lides, bem assim como a insistência de alguns clientes, entre os quais o meu vizinho de banco Germano.
Sobre as eleições penso que não é preciso dizer muito. Depois da golpada temos a garatoda. Sob o patrocínio do jornal oficioso e com o apoios de três estações de televisão, Luís Filipe Vieira mostra a sua verdadeira face perante o silêncio dos chamados notáveis do Benfica, alguns dos quais, cobardemente, nos últimos tempos se acolheram sob a asa do líder, na perspectiva de apanharem algumas migalhas. Este processo é uma vergonha sobretudo para os benfiquistas e também para o jornalismo português, ou o que existe dele...
Quanto ao Marinho Neves, parabéns pela vitória nos tribunais. É uma voz que falta na blogosfera já que no jornalismo não se pode ouvir porque nos tempos que correm há que respeitar "critérios editoriais".
Sobre o livro de Fernando Mendes, o bom rebelde, pelo que já li é mais um testemunho impressivo sobre A VERDADE do nosso futebol. O próximo sai no sábado com o "Correio da Manhã" e é assinado pelo parapsicólogo Delane Vieira, um personagem que quase fez com que a minha carreira no jornalismo terminasse quando estava a começar, pois fui quase despedido pelo meu pai quando fiz uma curta notícia sobre um parapsicólogo que estava ao serviço do FC Porto.

Por favor, não pisem os malmequeres!

  Ia escrever qualquer coisa sobre isto mas o João Freitas - um dos melhores jornalistas que conhece - tirou-me todas as palavras da boca. ...