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domingo, maio 03, 2009

Na Madeira



Enquanto o bailinho da Madeira está no intervalo, este é um fim de semana que mostrou a todos a diferença entre os dois maiores clubes portugueses.
Comprova que o FC Porto ganha campeonatos porque joga para ganhar, procura em todos os jogos ter uma atitude ganhadora no terreno, seja com este ou aquele treinador.
Aliás, o meu amigo madeirense Bruno, maritimista há mais de 40 anos, e que tenho o imenso gosto de o ter como amigo há quase 20, dizia-me que antigamente o Benfica onde entrava era para ganhar e indiscutivelmente é o Porto que o faz nestes últimos 30 anos.

E porque o campeonato está praticamente decidido, gostaria que alguém me explicasse porque que o Hermínio Loureiro, presidente da Liga de Clubes, demorou tanto tempo a entregar os dois troféus ao campeão das duas ultimas épocas.?
Será que tinha receio de ir ao Dragão??
Se foi por isso, não servia para árbitro, pois é daqueles que gosta de passar entre os pingos da chuva.

E por falar em árbitro, como já se começa a pensar na Final da Taça de Portugal, um dos árbitros que bem merece arbitrar esse jogo é Paulo Costa, que tem a oportunidade de o fazer, pois vão jogar duas equipas do distrito do Porto.
Há três jornadas atrás, quem não foi enganado pelo guarda-redes foi precisamente o árbitro Paulo Costa. No lance em que teve que decidir se era golo do Belenenses decidiu correctamente, porque Kieszek não foi carregado por Saulo.
As Leis do futebol protegem os guarda-redes contra as cargas, no momento em que toda a atenção esta colocada na bola. O guarda-redes não pode ser carregado na sua área de baliza, mas fora da área de baliza é equiparado aos outros jogadores, no que respeita a cargas, pois encontra-se fora da sua zona de protecção.
Quanto às cargas legais, elas são permitidas, mesmo com um certo vigor, pois não é um acto rude nem violento, mesmo que casualmente provoque a queda de quem a recebe. A carga legal, em todas as circunstâncias, é inoportuna, se for efectuada sem a bola a uma distância jogável. Esta distância de jogo, é uma questão de apreciação por parte do árbitro, cerca de 2 a 3 metros, significando que um jogador pode ser carregado mesmo não estando da posse da bola, desde que o esforço cometido para a sua conquista seja decisivo por parte dos jogadores interessados.
Em Belém, Saulo, jogador do Belenenses, concentrou toda a sua atenção na bola que vinha pelo ar, estando de costas para Kieszek. O guarda-redes do Vitoria de Setúbal saiu da baliza procurando a bola e indo ao encontro e ao contacto com Saulo. Contacto este no limite da área de baliza ou já no seu exterior. Nesta circunstância, não houve qualquer carga do avançado sobre o guarda-redes, validando o árbitro da A.F. Porto, correctamente, o primeiro golo do encontro. Sujeitando-se, a seguir, à opinião, correcta ou não, do observador que o pontuou, em função deste lance, no minucioso relatório do jogo.

12 comentários:

AAM disse...

Agora que o FC Porto se prepara para ser tetracampeão sem espinhas, seria bom que o sr. Procurador -Geral da República, conselheiro Pinto Monteiro, abrisse um inquérito para evriguar as causas do insucessso de Benfica e do Sporting, pedisse uma aceleração processual ao caso da transferência do João Pinto para o Sporting e ao ribunal Constitucional que se pronunciasse sobre o uso de escutas em processo disciplinar. E não desistisse de perceber a razão por que o Befica jogou no Algarve contra o Estoril, no ano do último título.

Anónimo disse...

Será Coação?

O treinador do Freamunde acusou hoje, de forma implícita, o presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Hermínio Loureiro, de tentar condicionar a arbitragem do jogo com a Oliveirense, da 27ª jornada da Liga Vitalis.

Após a vitória dos "capões" sobre a Oliveirense (1-0), Jorge Regadas falou num intencional voto de "bom jogo" de Hermínio Loureiro transmitido por "um delegado da Liga" na reunião que antecedeu o encontro entre Freamunde e o clube de Oliveira de Azeméis, do qual o presidente da Liga já foi dirigente.

"Foi a primeira vez que assisti a tal e percebi para o que seria, mas a mensagem não teve resultados, porque assistimos a uma excelente arbitragem", disse Jorge Regadas.

O técnico do Freamunde aproveitou ainda para questionar o critério de visitas do presidente do Sindicato dos Jogadores, Joaquim Evangelista, aos clubes cumpridores.

"Até hoje, só ouvi o doutor Evangelista fazer propaganda ao Trofense e à Oliveirense e não a todos os clubes cumpridores e gostava de conhecer o seu critério", sublinhou.

Sérgio_alj disse...

Visitem o meu blog:

http://geoalj.blogspot.com/

Tudo sobre os New Orleans Hornets, a NBA e o futebol algarvio!!

Sergio G disse...

A diferença é um golo em fora de jogo para a equipa pequena que joga com o 0-0 para enervar se ir abaixo....

Miguel disse...

Quando não joga alguem dá um empurrãozinho... A uns ou a outros... Como antigamente...
Enfim...
Gostava que, um dia, alguém fizesse uma pesquisa (exaustiva) da carreira de certos arbitros. Facilmente se veriam que os favores são sempre para os mesmos e os prejudicados também são sempre os mesmos...
Quem sabe um dia...

Anónimo disse...

Estimado Sr. José Leirós,

Em todo o seu comentário omite o facto fundamental: o guarda redes estáva com a bola nas suas mão completamente dominada...

Ab

Anónimo disse...

Vivo "PITO DOURADO" !!!

Este país ao que dizem pobre afinal tem muito dinheiro para esbanjar ???!!!...

a.rodrigues disse...

Também já dá palpites para nomeação de árbitros?
Foi pago para isso ou...
Consultou a tebela do Dr. Mortágua?

zefidalgo disse...

Lamento que nem os óculos te ajudem...
Com que então decidiu bem na carga grosseira que o Kieszek sofreu por parte do Saulo, e não foi o Saulo a provocar o contacto e a obstar que o Kieszek chegasse à bola? Prontos é os jornalistas a que temos direito, têm direito à opinião como eu, é claro, a única diferença é que as vossas opiniões são lidas por milhares de portugueses e é dessa forma que vocês jornalistas ajudam a que não haja verdade desportiva, porque branqueiam situações aberrantes em que o claro prejudicado é o futebol...
Vou esperar por uma jogada idêntica contra o Porto, Benfica ou Sporting para voltar ao assunto!
Entretanto pede para aumentar a graduação dos óculos porque essa que tens não é suficiente

Miguel Oliveira disse...

Caro José Leirós,

queria-lhe pedir, por favor, se podia transcrever os excertos das Leis do Jogo que, de acordo com o seu texto, protegem "os guarda-redes contra as cargas no momento em que toda a atenção esta colocada na bola". Onde está que "o guarda-redes não pode ser carregado na sua área de baliza", a que o senhor chama a sua "zona de protecção"?

Era uma boa altura para esclarecer uma das maiores falácias sobre arbitragem transmitidas pela comunicação social.

Com os melhores cumprimentos,

Miguel Oliveira

Anónimo disse...

Sr. Leirós,
Admiro-o, porque não tem receio de transmitir a sua opinião, mesmo em casos que podem ser controversos.
E neste particular distancia-se completamente da maioria dos seus colegas(mesmo os) politicos. Será porque emerge a sua formação de árbitro, que o obrigava a dicidir sempre no momento???
Parece que sim, porque o mundo não é para os encolhidos!
De Prado.

Miguel Oliveira disse...

Caro José Leirós,

vejo que não respondeu à minha pergunta abaixo relativamente à sua afirmação de que existe uma assim chamada "zona de protecção" do guarda-redes.

Só pode ter sido porque não existe nada nas Leis do Jogo que diga que há uma "zona de protecção" do guarda redes, que o José Leiros localiza como sendo na "área de baliza", onde o guarda-redes supostamente não pode ser carregado.

O facto de ex-árbitros, como o José Leiros, andarem a propagar noções de "zonas de protecção" na comunicação social é mais uma das razões do baixo conhecimento e cultura desportiva dos jornalistas e do público português.

É que qualquer jogador pode saltar com o guarda redes, em qualquer m2 do campo, desde que não o carregue. Nada mais.

Era bom que esclarecesse isso, José Leiros, em vez de andar a "inventar" leis de jogo e a infectar as mentes de quem, sem conhecimento de causa, o lê.

Com os melhores cumprimentos,

Miguel Oliveira