AGORA ESTOU AQUI

sábado, abril 04, 2009

AINDA O APITO...


Como diz um velho ditado judeu, "o Mundo é uma ponte estreita onde se deve caminhar sem medo". O chamado megaprocesso do Apito Dourado foi, e é, para muitos de nós a imagem perfeita dessa ponte estreita. Como será fácil entender, o processo não foi inventado por ninguém. Começou numa investigação aos jogos do Gondomar SC, nas épocas de 2002/2003 e 2003/2004, e, por vontade do procurador Carlos Teixeira, foi alargado ao mundo do nosso principal escalão, a partir do momento em que os telemóveis de Pinto da Costa, João Loureiro, de outros dirigentes e de árbitros foram postos sob escuta. O processo originário já foi julgado e culminou (não se leia terminou porque os recursos ainda estão a correr) com a condenação de 14 dos 21 réus, entre os quais Valentim Loureiro, ex-presidente da Liga e ainda presidente da mesa da assembleia geral da mesma instituição. Foram extraídas 81 certidões, a maior parte delas arquivadas por falta de indícios, e alguns desses processos, como o caso da fruta, terminaram na fase de instrução, como aconteceu também com o processo relativo ao jogo Naval 1º de Maio-Chaves, que envolvia Valentim Loureiro e o árbitro Paulo Baptista e ainda com o processo respeitante ao jogo Nacional da Madeira-Benfica, no qual foram arguidos Pinto da Costa, Rui Alves, Augusto Duarte e António Araújo. Este último processo terminou mesmo no tribunal de Gondomar, onde o árbitro Martins dos Santos e o antigo dirigente do CA da FPF António Henriques, compadre de PC, foram condenados por corrupção desportiva. Está a correr, por outro lado, em Fafe o julgamento de José Luís Oliveira, antigo presidente do Gondomar e único dos 200 arguidos que cumpriu prisão preventiva, e do antigo árbitro Licínio Santos, enquanto no tribunal de Santa Cruz, na Madeira, se espera pelo acórdão que pode condenar António Henriques e Azevedo Duarte (pai de Augusto e ex-membro do CA da FPF). Para breves estão os julgamentos do processo Boavista-Estrela (Valentim, João Loureiro e Jacinto Paixão são arguidos) e os cinco processos centrados na actuação do árbitro Pedro Sanhudo. O mesmo acontece com aquele que será o mais complexo processo de todos: o da viciação das classificações dos árbitros, mandado para julgamento, no Tribunal da Boa-Hora, pelo superjuiz Carlos Alexandre, no qual o principal arguido é José António Pinto de Sousa. Penso que falhei dois ou três casos mas o essencial está aqui.

Com isto não quero provar nada, apenas entendo que será no mínimo forçado dizer-se que o processo Apito Dourado foi uma montanha que pariu um rato.

Não foi. O processo penal é uma etapa complexa que se segue à investigação dos factos. Num país com meios escassos para a investigação e no qual os próprios magistrados são alvo de pressões, não é fácil perceber onde acaba a busca da verdade e da justiça e começa o exagero. Neste processo, como noutros, o risco foi pisado. Desde o início que se percebeu que a magnitude do processo funcionava contra o mesmo. Os resultados estão à vista. As escutas telefónicas, per si, não passam muitas vezes de peças humorísticas e quanto mais não seja revelam um mundo venal. Não é preciso dar exemplos pois estes entranharam-se já no imaginário colectivo, com destaque para a "fruta para dormir" que PC mandou Araújo servir.

A clubite aguda neste caso fez soltar ainda mais as pontas. Para os atingidos, o processo foi sempre uma arma de arremesso e uma campanha negra. Para os outros, foi seguido de palanque, na expectativa de ver atingidos os alvos e de assim se reduzir o potencial do clube que tem dominado o futebol luso desde que Pinto da Costa decidiu ser dirigente desportivo na área do futebol.

Para os jornalistas, foi uma batata quente, sobretudo para os da área específica do futebol. Não apenas por ser uma matéria nova mas sobretudo porque quem pegasse nela corria sempre o risco de se chamuscar. E reparem que não estou a falar de editorialistas em permanente persignação face aos poderes dominante, estou a falar dos cabouqueiros que passaram dias e noites à porta do tribunal de Gondomar e que seguiram inquéritos, instruções e julgamentos. Cumprem-se, no próximo dia 20 de Abril, cinco anos desde que o processo Apito Dourado foi tornado público. Foram cinco anos muitos intensos e inesquecíveis. Que na parte que me toca deram pano para mangas. O material está reunido apenas à espera de algum tempo para ser organizado e quiçá editado.

Quanto às críticas, que encaixo, sobretudo por virem algumas de colegas que aprendi a admirar embora não me reveja na forma porosa como entendem o mundo do futebol e o das paixões clubísticas, é para isso mesmo que aqui estamos sem dever nada a ninguém, com a excepção do crédito hipotecário que temos num banco com sede em Londres e não num qualquer off-shore da Nova Zelândia.

26 comentários:

Anónimo disse...

fazes parte da pandilha, mas tb tu has-de cair. corrupto

a.rodrigues disse...

A verdade, realmente, está aqui expressa.
E as escutas efectuadas também aí estão, verdade pura, e vão ficar independentemente das decisões dos Tribunais que nem são muito de admirar.
Pois se até o Avelino Ferreira Torres foi absolvido (para já)!!!

JFA disse...

... realmente nas escutas apanham-se frase estranhas... mas nenhuma tão estranha com o o presidente do benfica a escolher árbitros com o valentim loureiro!

E afinal o que há a dizer sobre isto! Linda justiça e lindos justiceiros!

Zé Luís disse...

Ó Geninho, tanto queres limpar a tua imagem que se sujas todo. O que escreves vira-se contra ti, claro, porque és desonesto. Só isso. Tal como os árbitros, apitas para onde te sentes protegido. Depois queixas-te de seres incompreendido até por colegas, admires ou não. O problema é que desde o princípio estiveste do lado do justicialismo, validaste as escutas, dormiste com o livro e, no imaginário, a própria Carolina que, dizem, faz uns bóbós fenomenais a que não será alheia a aparição daquele suco a escorrer na net ainda há dias...

Deixa-te de merdas e filosofia barata, do jornalês de sarjeta e de tangas para boi dormir. O Apito Dourado não muda um caralho o futebol, sabes bem disso, porque há muitos a continuarem a fazer as coisas por outro lado. Sabes como a Liga foi dominada neste século, por isso elegeu os campeões que elegeu, até o Boavista, até o Boavista, porra! O Sporting contra o sistema ganhou 2 em 3 porquê? O campeonato da APAF em 2005, como foi? uem mandava na Liga, quem distribuía os árbitros, quem administrava a justiça da treta na tasca da Liga? Os Cebola e os Mourão, caralho! Vai-te fazer desentendido para outro muro das lamentações. Tu és culpado de permitir que esta merda anda ao sabor das notícias convenientes que te fartaste de dar.

Só tens o enumerado dos arguidos, dos casos, das páginas, dos volumes, dos litros de suor. Não tens mais nada, não tens dedos de testa para intuir, sequer, que esta tramóia não deu um caralho. Teimas em não admitir que a montanha pariu um rato, porque és um rato que não sabe de onde vieste.

Devias ter vergonha de escrever, a martelo, que Pinto da Costa esteve no caso do Nacional-Benfica. Devias ter vergonha porque, mesmo lá estando, superficialmente, alguém teve vergonha na cara, que não tens, de considerar não entender-se o que fazia Pinto da Costa naquele caso.

Sabes outro? Pinto da Costa foi metido no caso das classificações dos árbitros. No início metiam o Pinto da Costa em tudo. E sabes, porque to disse desde o início, o caso das cassificações dos árbitros é que era o pior de todos para os envolvidos. Mas convinha meter sempre lá o Pinto da Costa. Afinal, o pudor também atacou o MP, que o tirou de lá. Não foi pronunciado.

Eu digo isto só de memória, não tenho os dossiers que tens e que só servem para amontoar números. Difícil, como tu achas que os jornalistas não fazem, é destrinçar o trigo do joio. Nunca o fizeste. Porque foste cobarde. És um cobarde. Vens com lamúrias e falsos entendimentos do "it's an injustice, it is" que nem os calimeros de Alvalade. Proclamas a moral e a justiça como os porcos que fazem as coisas por outro lado. És um cobarde porque escreveste sempre as coisas convenientes para os teus superiores. No final, tens um amontoado de números, que respigas aqui, que valem tanto como o Pito Endoidado que é o que isto foi.

És um imbecil quando escreves que não há meios para a investigação. Sabes bem, porque o correio da manha denunciou e bem, que muitos meios foram desafectados de outros processos para engrossar os da equipa especial da zorro justicialista. A Morgado valeu bem menos que o Bosta da Liga. Este tem mais poder, essa é a verdade que deves tirar daqui que até pode inflamar mais o teu gordo ego quanto ao estar e fazer desta miserável e parcial CD da Liga que na tua estupidez natural vês distribuir a justiça a preceito, tal qual o bando dos 5 que fantasiaram o CJ em Julho e mereceram de outro vendido do regime, o Freitas que anda claramente aos caídos, o sapo, uma parcimónia sem igual a não ser o proteccionismo descarado do MP e do PGR ao Sótraques que vai levar este país ao fundo.

É oficial que foram desviados das investigações ao Mesquita Machado meios para fazer do Apito Dourado um exemplo para o País. Pobre exemplo, pobre montanha, pobres ratos de esgoto que sobreviveram à boca do cano da porcaria que desaguou nas redacções de tipos intelectualmente diminuídos e rastejantes como vermes.

Apesar de celebrares, enfaticamente mas a contragosto, com o evoluir do resultado, nesse pouco original Pinto da Costa 1 - Maria José Morgado, 0 e por aí adiante, a verdade é que nunca desconfiaste de nada, nunca questionaste nada, nunca puseste em causa aquilo que, desde o livro da mesinha de cabeceira, cheirava a história mal contada por alguém que não sabia como manter a história contada viva. Para além da vingança pessoal, do ressabiamento de puta e da manipulação mais vexatória e ordinária que poderia conceber-se de uma reles mulher de vida airada e tão porosa como a tua forma de estar nesta história em que o jornalismo desportivo foi aviltado, mais do que em qualquer outra: porque não lhe caberia, talvez, a investigação, mas sobraria tempo para alguma reflexão e, no tocante à parte desportiva, pôr as coisas nos seus verdadeiros eixos da verdade do campo de jogo.

Se, depois deste modo de vida, ainda tiveres que pagar à sucursal de Londres, aprende com a outra e vai fazer bicos para o Alentejo. Mas não insultes a inteligência de quem usa a cabeça para pensar e não criar caracóis que podem cozer numa fervurinha dum pote de água, já que não sabes o teu papel miserável nesta trama: nem uma arma de arremesso, embora me incline para aí, nem num palanque.

Posiciona-te, os palancas, precisamente, estão aí. Dominam tudo, tudo anda sobre rodas e estas usam pneus. Com mais ou menos pó. O problema é quando a poeira assenta.

Quanto ao Valentim, que merece tudo o que lhe caia em cima e me espanta como foi no canto da sereia (a que é alheia a Carolina...), e ao Pinto da Sousa, agora vais verter lágrimas por eles. Não são bons, não são maus, não são os trastes que vão dizem que são. Mas, como em tudo na vida, vão pagar pelas más companhias. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és. Até o panegírico Nuno Santos sabe. Embora, como tu, ainda lhe escape muita coisa.

Vai lá e fazeze os livrecos com o montão de números e de personagens menores que serão imolados nesta ópera bufa. Terás o Malheiro a apresentar, o Barbas a comprar e a Pinhão a "botelhar" um filme. O Vieira, agora com o arcanjo Gabriel em vez do Veiga, "andem aí" a perorar sobre justiça até o Ricardo Bosta, como o Mourão, ser fotografado no camarote da Luz, no lugar do Rui "cultura desportiva" que estará à boca do túnel.

Queiras ou não, o Pito Endoidado não ajudou o futebol, mascarou as coisas de outra forma mas com os mesmos protagonistas por trás. A outra continua a ver leite derramado pela frente. Tu verterás lágrimas de crocodilo, mas fizeste bem em meter a modelo do dia ao lado da página. Dá para afogar as mágoas. Porque és uma tristeza, de facto.

Zé Luís disse...

Acrescenta no fim o teu início. Só tu poderias lembrar-te de um ditado judeu.

LAM disse...

o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita.

Este processo do Apito é o paradigma desta máxima popular.

(não sei porquê, um comentário meu ao post imediatamente anterior não passou. Como não sou de insultos nem de pessoalização de críticas, estou em crer que inadvertidamente foi para o balde do lixo. Coisas que acontecem e foi o que talvez se passou.)


LAM

aNNóNNimo disse...

A mentira.
No dia das mentiras, e num futebol que há quase três décadas escarra na “verdade desportiva”, importa fazer duas perguntas:



- o que fazer com as verdades nunca desmentidas presentes nas escutas telefónicas?

- o que fazer com as palavras do meritíssimo juiz Mortágua?



Se o poder judicial e o poder político nos quiserem fazer crer que aquelas palavras não existiram, perpetuar-se-á a mentira. O que, a acontecer, não será nada de novo, pois no futebol português das últimas décadas a verdade é um conceito vago, recebido de véspera e normalmente entregue em envelope.




escrito por Pedro F. Ferreira às 10:22

Anónimo disse...

so faltou dizer que o apito já mudou de cor!
nem é preciso escutas, foi so ver o jogo benfica vs braga e afinal da taça da liga!
agora em vez de ser pito dourado é pica co chao!

AG disse...

" És um cobarde porque escreveste sempre as coisas convenientes para os teus superiores. "

ó zé luís, o badocha é assim? jornaleiro porco.

Anónimo disse...

Escutas telefonicas???!!!

As que foram "INTERPRETADAS" pela escritora???!!!!....

Bem, sem comentários.

TANTA AZIA,TANTA INVEJA!!!!!!!!!!!!

Anónimo disse...

( Zé Luís disse...

... validaste as escutas...)


-----o-----

Tu também acreditas que as escutas não têm validade????
Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!
Ó que chegaram os Andrades!Escrúpulos e vergonha são coisas
que não conhecem!...Como se vê têm o presidente que merecem.Se fossem honestos não defendiam um corrupto, que só não está na cadeia, porque foi e está protegido por alguns maagistrados do Porto, também eles comprometidos com o sistema.

Anónimo disse...

" apenas entendo que será no mínimo forçado dizer-se que o processo Apito Dourado foi uma montanha que pariu um rato."

- - -
Verdade. Só é pena é que a "mira" do processo tenha estado virada só para norte.

E foi uma maçada as tais escutas terem apanhado pessoas que não se pretendia apanhar, a arranjarem, perfeitamente às claras, árbitros para os seus clubes.

E a maior maçada para os jornalistas é precisamente porque se deixam apanhar com a batata quente precisamente porque não tratam o assunto da mesma forma, independentemente do "protagonista".

Aí esteve o seu descrédito. Assim como há descrédito numa justiça que gasta mundos e fundos para abrir, fechar, reabrir e voltar a fechar processos, e recorre à cabeça qualquer desfecho que lhe possa ser favorável. E também há descrédito numa justiça que mostra semelhante "vontade" e zelo para algumas situações, e volte as costas a outras. A tal questão dos "protagonistas". Uns são alvos preferenciais e institucionalizados. Os outros, no fim, ainda mandam bocas sobre o seu trabalho...

Anónimo disse...

http://meioanjomeiodiabo.wordpress.com/

ginoveve disse...

"... realmente nas escutas apanham-se frase estranhas... mas nenhuma tão estranha com o o presidente do benfica a escolher árbitros com o valentim loureiro!" JFA

Digo o mesmo. Mas só porque esse de orelhas não voltou a ser escutado. Eh, porque o CJ da FPF e o CD da Liga, que é que instigam a verdade desportiva, não olham para o próprio umbigo, à cautela.

Enfim, melâncias!
E que gente mais mentirosa e mesquinha!

Anónimo disse...

Descubra as diferenças


"Há diferenças decisivas. Não uma, mas muitas diferenças. Demasiadas diferenças, até, para que Sporting e Benfica se sintam com hipóteses de roubar o título aos dragões. A começar pela abismal diferença de classe dos jogadores. A equipa principal do FC Porto seria titular em qualquer equipa dos grandes de Lisboa. Os suplentes também. Alguns dos que nem se sentam no banco, igualmente, e até mesmo uns quantos que por aí jogam, emprestados a outras equipas, não deixariam de, pelo menos, fazer uma perninha na maioria dos jogos.

Já seria o suficiente para que a diferença se explicasse, tão nítida que ainda é. Mas há mais. Há mais força física e mais força psicológica. Há mais disciplina em campo e mais respeito pela actividade profissional que cada um desempenha. Por isso, o FC Porto não é apenas melhor. É mais forte, mais rápido, mais crente, mais competitivo, por isso, obviamente, mais vencedor."

(vítor serpa em 'a bola')



Palavras para quê?!

Zé Luís disse...

Fisco pede contas a gémea de Carolina
00h30m
NUNO MIGUEL MAIA E SARA OLIVEIRA
Ana Salgado vai ter de prestar contas às Finanças por causa de uma "confissão" de suborno por parte de Pinto da Costa. Em causa está o alegado facto de ter recebido cinco mil euros por mês para "mentir" a favor do líder do F. C. Porto.

O inquérito por alegado crime de fraude fiscal já foi mandado instaurar pelo procurador-geral distrital do Porto, Alberto Pinto Nogueira, tendo chegado ao Ministério Público de Famalicão, a última morada conhecida da gémea. Tem por base as próprias declarações da irmã de Carolina Salgado, em depoimentos prestados ao procurador-geral adjunto Agostinho Homem.

A tarefa de averiguação cabe às Finanças, uma vez que, apesar de Ana ter confessado um facto alegadamentre sigiloso, pode, em tese, ter declarado, nos seus rendimentos, os aludidos cinco mil euros mensais, em envelopes de notas, que diz terem sido entregues por Pinto da Costa, através de interpostas pessoas, durante ano e meio. Nessa hipótese, não terá de pagar imposto pelas referidas verbas. Ao todo, estarão em causa cerca de 90 mil euros.

Apesar de o inquérito estar em Famalicão, o JN sabe que, nas últimas semanas, Ana Salgado tem estado a viver no Alentejo, junto da sua irmã, Carolina.

Também em consequência das declarações a Agostinho Homem - prestadas, recorde-se, na madrugada de 4 de Março, na Procuradoria-Geral da República (PGR), e dois dias depois, na residência em Famalicão, no âmbito de um inquérito que visava apurar o "teor de circunstâncias" de declarações anteriores de Ana Maria, quando, em Junho de 2007, depôs perante uma procuradora do DIAP do Porto e lançou suspeitas sobre Maria José Morgado e o inspector da PJ, Sérgio Bagulho -, foi instaurado um processo por eventual crime de falsas declarações ou denúncia caluniosa contra aqueles investigadores.

Isto porque, nas novas declarações, foi dito por Ana Salgado que inicialmente mentiu a pedido de Pinto da Costa. A nova investigação pode fazer luz, afinal, sobre a verdade ou falsidade das duas versões. O titular da investigação da PGR, Agostinho Homem, pediu entretanto a passagem à reforma".

Para concluir, aproveitando esta notícia do JN de hoje, gostava de saber porque é que nenhum jornaleiro de merda, alguma vez nos últimos 18 ou 20 meses, foi capaz de descortinar onde andava a averiguação - ou tentativa de simulação de averiguação - entregue a Agostinho Homem. Por causa das declarações, estranhas, de Ana Salgado, que achei execráveis tais como as da irmã desde o início, e do subsequente Apito Avermelhado e o dossié "Tu, Luís".

Há mais de um ano questionava que seria feito desse inquérito e do tal Agostinho Homem. Nada de nada, até voltar a ouvir falar dele, agora, quando Ana Salgado mudou a agulha como mudam consoante quem paga, verdade seja dita e essas pessoas têm nomes feios, além dos próprios. De repente, da porta do tribunal de Gaia, Ana foi a correr para Lisboa e, como em regime soviético de produção conveniente de prova incriminatória de um colega de trabalho ou vizinho de prédio, foi contar que o contava não era verdade. Depois, com os meios disponibilizados à custa das inquirições de outros processos bem mais relevantes para o País e o regime democrático, ainda foram ouvila, de novo, à sua casa de Famalicão. Agora temos esta notícia, de irregularidades fiscais que, como sabemos, até foram encobertas pelo Governo (PSD, na altura a MFL que quer ser Governo outra vez, coitada) para evitar a despromoção do clube mais grande, de resto a coberto da Liga da treta e do Valentão tarefeiro que acabou duplamente atraiçoado pelo gangster da Luz.

Sabemos agora que esse Agostinho Homem morreu. E mal ouvimos falar dele. Porque a Imprensa silenciou, porque o regime não queria que se falasse no assunto e nenhum intrépido pé de microfone se lhe abeirou para procurar saber coisas.

As verdades do triste processo Pito Endoidado é, por exemplo, isto. E quem se acha importante por ter andado lá a fazer fretes aos maquinadores de toda esta tramóia, sem nunca questionar o que fosse como servil amanuense da escrita e quejandos, devia ter vergonha na cara e não se gabarolar de nada nos porcos "interstícios" desta opereta bufa.

Anónimo disse...

estupidezes


"Na terça-feira, quando o FC Porto for jogar a Old Traford, vou estar a torcer por ti (Alex Ferguson, ndb). Para mim, o Barcelona e o teu Manchester são as equipas europeias por quem o meu coração bate. Não gosto de Real, Chelsea, AC Milan, Bayern, Arsenal, Inter ou Liverpool. Quando esses jogam, a coisa é-me indiferente. Agora, quando jogam Manchester ou Barcelona, desejo-lhes sempre a vitória. A única exceção, claro, é quando jogam contra o Benfica.
(...)
Não sou hipócrita, nem gosto desse nacionalismo bacoco e provinciano que diz que temos de apoiar as equipas portuguesas contra as estrangeiras. É uma estupidez."

('e-mail aberto', domingos amaral, 'record' em papel)



gosto sobretudo da afirmação que o filho do professor freitas do amaral - desculpem-me mas não lhe (re)conheço qualquer outro atributo - faz no 'mail' dirigido a alex ferguson que tornou público hoje no 'record', segundo e último parágrafo acima transcrito.
realmente é uma estupidez um indivíduo que escreve num jornal desportivo não (querer) saber que a pontuação das equipas portuguesas conta para a qualificação de outras mais - a do seu 'benfica', por exemplo, que tem sido um dos maiores beneficiários líquidos daquilo que o 'fc do porto' tem vindo a amealhar nos últimos anos por essa europa fora.
de qualquer maneira é sempre bom termos conhecimento destas manifestações ressabiadas vindas da parte de figuras mais ou menos conhecidas.
não vá um dia tropeçarmos com elas e podermos enganar-nos julgando estar diante de algum carácter de excepção. o que não é o caso.

Blogue do AB

Anónimo disse...

Pelo menos deu de comer a muita gente! Sobretudo dos jornais e quejandos.

Zé Luís disse...

Afirmou que Pinto da Costa estava a ser alvo de uma campanha. Quem é o rosto dessa campanha?
Não sei se há rosto, se voz… Agora escritos há! E a Entidade Reguladora da Comunicação Social tem várias participações relativas àquilo que ela própria reconheceu, num ou noutro caso, tratar-se de distorção e aproveitamento de factos relativos à imagem do meu constituinte individualmente, mas sobretudo enquanto representante, e aqui tem rosto, de uma entidade chamada FC Porto.

Rosto invisível oriundo de Lisboa?
Que paira, paira, agora qual o ponto cardeal onde se situa, não faço ideia. Ainda hoje [ndr - leitura da sentença do "caso do envelope"], a decisão tão minuciosa não conseguiu ir mais além do que a formação de convicções sobre comportamentos pontuais. Nem, recordo, onde e quem realizou e produziu um filme que se baseou na obra que serviu de fundamento à reabertura de processo do meu constituinte.

Gil Moreira dos Santos, a O Jogo
a quem estará a referir-se?

Zé Luís disse...

O "caso do envelope" foi mais complicado, em termos de constituir a defesa, que os anteriores [Nacional-Benfica e "caso da fruta"]?

Sim, porque o mais fácil é meter no meio da prova um envelope, desde que se arranje um portador. E é difícil fazer prova de que uma coisa tão simples e tão facilmente ocultável não tivesse estado presente. E como conhecia as condições em que esse envelope apareceu num processo e não aparecera num livro onde se dizia que se ia contar a verdade, doesse a quem doesse, para fazer luz sobre os meandros do futebol português, temia que se fizesse valorar um depoimento que só podia ser induzido.

Hoje fala-se muito de pressão sobre os magistrados, sobretudo depois do "caso Freeport". Considera que tal chegou também a suceder no "caso do envelope"?

Como o processo ainda não terminou [ndr- o Ministério Público vai recorrer da absolvição dos três réus], não devo exprimir juízos pessoais. Sinto-me como um cidadão a reter afirmações de órgãos da comunicação social nuns casos, publicitando decisões antes de elas serem levadas ao conhecimento dos advogados, sempre através do mesmo órgão e da mesma jornalista. E as notícias dadas mais recentemente por outro órgão da comunicação social quanto a diligências junto de uma testemunha fazendo alterações de relatórios e outras. Essas notícias foram valoradas por estes processos, basta atentar a intervenção do senhor procurador, com base no recorte do jornal e de fotocópias de declarações desse processo que se julgavam estar em Segredo de Justiça.

ibidem

Anónimo disse...

A balbúrdia instalada neste canto miserável do planeta é tamanha que já ninguém consegue separar o trigo do joio, ou seja, ninguém é capaz de saber ao certo quem fala verdade e quem mente. Mais. A impressão que o tempo vem reforçando com desprezível vigor é que, em matéria de seriedade, ninguém está totalmente inocente.
É, principalmente através dos jornais, que os cidadãos tomam conhecimento de factos como o Freeport e podem retirar as devidas ilações, estando porém condicionadas pela credibilidade do orgão que os transmite. Este é outro problema sobre os demais. Ainda há, apesar de tudo, jornais mais credíveis que outros, mas nem mesmo assim os podemos ler sem recorrer a uma prudente inspecção crítica.
Passamos estes últimos anos a ser espectadores pouco mais que passivos de uma das maiores conspirações da vida social do país, onde tudo se fez e inventou, para derrubar um clube de futebol através do seu timoneiro. Mesmo os mais cautelosos adeptos e admiradores de Pinto da Costa, tiveram dificuldade em se convencerem dos elementos acusatórios que choviam de todo o lado* contra ele. A parra era sempre mais farta que a uva, e estas quase sempre mirradas e sem sumo que a justificasse. De difamação em difamação, corroborada marginalmente por pessoas de cuja responsabilidade se exigia a máxima sobriedade e isenção, as terríveis suspeitas incessantemente propagadas foram-se diluindo em pouco mais que ruídos residuais.
Simultaneamente, nos bastidores do poder político e económico, outros protagonistas, com outras responsabilidades, aproveitavam a boleia persecutória sobre o virtual «D. Corleone» portista, para matar dois coelhos de uma só cajadada: permitiam que a caça ao Homem prosseguisse, esperançados que a vítima fosse abatida e que o clube do regime tirasse disso partido (o Benfica), ao mesmo tempo que iam movendo altas influências no sentido de orientarem, no segredo dos Deuses, mas faustosamente, as suas vidas privadas. Só que, o tiro saiu-lhes pela culatra, e a montanha acabou por parir não o rato que esperavam mas outros, e muito diferentes...
Começamos finalmente a ter consciência, que o filme que o Botelho pariu, além de medíocre, devia ter cenários sulistas, com destaque para o estuário do Tejo e outro tipo de protagonistas, com mais status, para ter algum sucesso, a Norte e até, quem sabe, em todos os pontos cardeais do país...
Mas, no fim desta salada russa de intrigas, de compadrios, acusações, de informação contra-informada, resta algo de confrangedor e sórdido, que é a inevitabilidade do público meter tudo no mesmo saco e misturar os verdadeiros corruptos com simples homens de sucesso, como Pinto da Costa é. Efectiva e merecidamente.
* da Central de desinformação lisboeta

In blog RENOVAROPORTO

Anónimo disse...

Quem não vê AQUELE PENALTY, tem que ser castigado (Leixões/Sporting).

gertrud disse...

Goohohohoholo! Varela marca. Mas foi preciso haver penalti à sigunda para o árbitro marcar para o Estrela. E já são três golos de penalti, dois para o Benfica, um para o Estrela. O Benfica não fez mais nada no jogo além dos penaltis. Pudera! Lá tem os cdês e cjês por ela. E viva o próximo jogador do Porto, Varela.

Mas estes jogadores parecem vendidos ao Benfica, diz o Rui Santos, falando da equipa do Estrela.

gertrud disse...

- Oh, 2500 euros é muita fruta. E dizes tu "vendidos ao Benfica, parece? Como assim, Rui, me diz?
- Pois digo-te, ó Cartaxana:
1. Então por que não treinaram antes deste jogo à Benfica?
2. Por que oferecem dois penaltis de bandeja, logo ao começo do jogo?
3. E como é que não o ganham, se, ainda assim, só eles sabem jogar?

LAM disse...

"Como diz um velho ditado judeu, "o Mundo é uma ponte estreita onde se deve caminhar sem medo".

humm...ó Eugénio não tou a ver com que judeus te andas a dar...

Põe-te a pau que o Moshe Dayan trás-te debaixo de olho.


LAM

Alcibíades disse...

Diz-se "per se" e não "per si". Parece que o latim afinal faz falta.