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segunda-feira, julho 07, 2008

UM POUCO DE LUCIDEZ


"Na generalidade dos media tenho visto uma série de opiniões (doutas sem dúvida) de supostos especialistas defendendo a legalidade dos projectos de decisão achados na 2.ª parte da reunião do Conselho de Justiça. Em todas elas, a questão analisada prende-se com a legitimidade da continuação da reunião do órgão após o seu encerramento pelo presidente por força da vontade da maioria dos seus membros. Discordo das conclusões desses pareceres.Mas ainda que estes tivessem a razão legal do seu lado, e sem conceder, julgo que subsistem alguns aspectos que não estão devidamente considerados nessas convicções (cada vez mais doutas):

1. Segundo os relatos disponíveis (e baseando-me apenas neles) a reunião começou a azedar no momento em que o presidente do órgão revelou a sua decisão de deferir o incidente de suspeição levantado sobre um dos membros;

2. Este não a aceitou e exigiu que fosse efectuado um recurso para o pleno do órgão - o presidente, invocando a legislação aplicável, recusou;

3. Seguiram-se mais protestos, a reunião ter-se-á tornado tumultuosa (o que, só por si, é motivo bastante para ferir de nulidade todas as deliberações dela emanadas - CPA/133/2/g) e o presidente decidiu pelo seu encerramento;

4. Algumas vozes menos avisadas garantem que não está expressa a competência do presidente para encerrar a reunião sem o ‘consentimento’ do resto dos seus membros - é aconselhável a leitura da lei geral, CPA/14/2, e, sobretudo da norma constante no número seguinte: CPA/14/3;

5. Seguidamente ao encerramento da reunião, alguns dos membros pretenderam reatá-la - aqui, e para já, não fundamentarei a minha opinão contrária;

6. Nessa 2.ª parte, foi decidido aceitar o recurso para o pleno do órgão que terá revogado a decisão do presidente de excluir de algumas votações um dos membros devido à aceitação do incidente de suspeição;

7. Este acto, só por si, é ilegal - e inquina com a mesma ilegalidade tudo o que ulteriormente se passou;8.

De acordo com o disposto no CPA/45/3 (aplicável ao caso mediante a remissão do CPA/50/1), só o presidente do órgão colegial tem competência para decidir a suspeição ou impedimento - e do acto não cabe recurso administrativo (só recurso contencioso, evidentemente);

9. Ao não aceitarem a decisão do presidente de afastar de algumas votações o membro declarado impedido, o órgão (na hipótese muito remota deste estar constituído e em reunião) cometeu um vício muito grave que afecta todas as suas deliberações subsequentes;

10. Os membros do órgão rejeitaram a decisão de encerramento da reunião pelo presidente e não o podiam fazer; aceitaram um recurso e não tinham poderes para tal; revogaram uma decisão do presidente e não possuiam essa competência; o membro do órgão afastado pela decisão do presidente participou nas votações e estava impedido de o fazer - deste modo, inquinou com nulidade todas as deliberações em que votou não podendo estas ser consideradas para qualquer efeito legal ou desportivo;

11. Deste modo, e salvo melhor (e mais douta) opinião, e ainda que se considere que o encerramento da reunião pelo presidente do órgão não deve colher ( e eu julgo que deve), as deliberações da dita 2.ª parte da reunião do Conselho de Justiça da FPF têm de ser consideradas inválidas por vício gerador de nulidade, mormente aquelas em que o membro declarado impedido nelas participou."

CARLOS ABREU AMORIM, in http://blasfemias.net/

37 comentários:

portolaw disse...

Eugénio, não se terá enganado?
Qualificar de lúcido um parecer que coloca em causa as decisões do grupo excursionista (ou os novos 5 da leonor pinhão?), e que dá razão processual ao Dr. Gonçalves Pereira?
Deu-lhe,a si, um assomo de lucidez?

Anónimo disse...

Para lá da "tese" deste rapazito, porque não publicas o "parecer" do
prof. pardal?

Assim, os corruptos inidos jamais serão vencidos

mafegos disse...

isto é como tudo,quando nos interessa o José Meirim é que é o maior especialista do direito desportivo e quando não nos interessa vamos buscar a lucidez do Abreu Amorim,que é defacto um extraordinário orador,mas quando fala do Porto fa-lo com o cachecol ao pescoço ou seja a diferença entre os grandes jornalistas ou os que escreve nos jornais.

Anónimo disse...

O caro Eugénio parece agora dar uma volta de 180 graus e contraria o que escreveu no post anterior sobre o mesmo tema.

Aliás, já não é a primeira vez que tal sucede aqui neste blog.

O travesseiro parece mesmo ser bom conselheiro no seu caso...

Evil Genius disse...

Sim, vamos considerar inválidas as decisões do conselho de justiça. Vamos aceitar o recurso de Pinto da Costa e do Boavista. Vamos continuar a assobiar e a fingir que ninguém sabe que os do Porto têm no seu bolso homens em posições de poder de decisão no mundo do futebol. Vamos todos fingir que não se passou nada e vamos todos aplaudir as vitórias inquinadas dos clubes do norte. Vamos todos fingir que não se sabe há décadas, da maneira como o presidente do clube mais representativo da região que o Carlos defende, não está envolvido em casos de corrupção e tráfico de influências. Vamos todos fingir que não recebeu árbitros em casa, que não aparece ao telefone a escolher quem os vai apitar em jogos decisivos. Estará bom assim, estimado Carlos? Sei que é do Porto, sei que defende a sua cidade e a sua região com o ardor de quem tem o máximo orgulho das suas origens. Leio-o no CM, nem sempre de acordo, mas sempre reflectindo acerca do que escreve. Mas exactamente por esse orgulho que exibe, deveria ser o primeiro a exigir a quem com os seus actos mais dano fez e faz à sua região, à sua cidade, ao clube de futebol que leva o nome da sua cidade e da sua região aos quatro cantos do mundo, que se demita, que se limpe a honra dos que o fundaram. Que se sane o clube e o futebol Português deste género de pessoas. As suas lógicas, fazem sentido, baseando-se na leitura da lei, mas não servem senão para esconder os factos. Pinto da Costa, personagem central na trama, tem Gonçalves Pereira e o vice no bolso. Com o Boavista e os oportunistas que o gerem às suas costas, contavam ter o assunto arrumado, ou pelo menos dilatado o suficiente para entrarem no sorteio da Liga Sagres e na Liga dos Campeões deste ano. Mas o tiro saiu pela culatra, porque houve 5 que recusaram os óculos de alcanena. Todas as outras leituras não são mais do que os tais óculos azuis de Alcanena. Use-os se quiser, mas não nos obrigue a usar. Se houvesse homens de bem em cargos de responsabilidade do futebol em Portugal, já há muito que se teriam demitido, para não aparecerem nas fotos junto com essas lapas de poder, que não saem dos cargos, garante de poder, dinheiro e influências. O povo quer ver futebol. As leituras microscópicas que faz da lei, impedem-no de ver o todo: que esta é uma oportunidade ímpar de ficarmos com um futebol mais limpo em Portugal. Vocês aí em cima têm coragem para tal? Ou perferem ficar a ler a lei nas entrelinhas? É a altura das decisões.

Anónimo disse...

A «iata» não é acta nenhuma

Por Pereira de Almeida*

Muito se tem noticiado na comunicação social sobre as ocorrências anómalas da última reunião do Conselho de Justiça da FPF. O Presidente, não estando os trabalhos a decorrer a feição declarou encerrada a sessão, abandonou a assembleia e lavrou uma «iata», a qual foi assinada por si e pelo vice-presidente. Não obstante, os restantes conselheiros prosseguiram os trabalhos com os casos em tabela e lavraram acta, assinada por todos os presentes. Quid juris?

A primeira questão é a de saber qual o regime jurídico aplicável em tudo o omisso nos estatutos da FPF. O Dec. Lei nº 144/93 de 26 de Abril (regime jurídico da federações desportivas) no seu artº 3º manda aplicar subsidiariamente o regime jurídico das associações de direito privado, ou seja, artºs 167º e seg.s do Código Civil. O Conselho de Justiça (CJ) é um órgão jurisdicional de recurso da FPF, constituído por um Presidente, um vice-presidente e 5 vogais (artºs 45º e 47º dos Estatutos). Como em todas as pessoas colectivas, a vontade é manifestada através dos órgãos e, sendo estes colectivos, de deliberações. Os presidentes dos órgãos colectivos não têm qualquer legitimidade para condicionar o funcionamento do órgão, dentro das suas atribuições, apenas lhe incumbindo a convocação (artº 46º dos Estatutos) e direcção dos trabalhos. Mas, como é pacífico, a direcção dos trabalhos não se pode sobrepor à vontade do órgão. Dentro da ordem de trabalhos e das respectivas atribuições, o órgão é soberano e as suas deliberações, havendo quorum, têm de ser acatadas pelo presidente. Excepcionalmente, nas sociedade anónimas cotadas, o presidente goza de alguma autonomia e independência na direcção dos trabalhos (artº 374-A do CSC), mas, mesmo aí, o presidente não pode dar por encerrada a assembleia sem estar completada a ordem de trabalhos, apenas podendo suspender a sessão para continuar noutro dia. Mas, esta disposição não pode ser aplicada por analogia às associações. De qualquer forma, na reunião em causa, o presidente não suspendeu os trabalhos, mas deu por encerrada a sessão. Por conseguinte, na referida reunião do CJ, o presidente e o vice-presidente poderiam abandonar a reunião, mas não tinham poderes para interromper a sessão contra a vontade da maioria, sendo inexistente, como atribuível à pessoa colectiva, a declaração do presidente de dar por encerrada a sessão. Pela mesma razão, a «iata» a que o senhor presidente se referia em declarações à comunicação social, assinada por si e pelo vice-presidente, não é acta nenhuma com valor jurídico. Acrescem razões formais, porquanto, o artº 33º do citado Dec. Lei nº 144/93 é claro ao dispor que: «Das reuniões de qualquer órgão colegial das federações desportivas é sempre lavrada acta, que deve ser assinada por todos os presentes ou, no caso de assembleia geral, pelos membros da respectiva mesa».

Pelo contrário e por força do mesmo quadro jurídico, os vogais que permaneceram em reunião, constituindo quorum, tinham toda a legitimidade para deliberar sobre os casos em tabela - que corresponde à ordem de trabalhos - competindo ao elemento que designassem a presidência ad hoc (artº 46º nº 3 dos Estatutos).

Consequentemente, a acta que a final foi lavrada, estando assinada por todos os presentes, constitui a expressão da deliberação do órgão e, sendo da competência deste, a manifestação de vontade da FPF.

*advogado e professor universitário

A Bola, 07 Julho 2008


pelos vistos a maioria dos juristas: Pereira de Almeida, Luís Filipe da OA, Meirim, e vários outros, estão todos a favor da legalidade da continuação da reunião!!

Francis disse...

Olha que gajo imparcial.
Haja paciência, está tudo a defender as suas cores e não a verdade. Seja ela qual for.
Este caso mostra bem o Portugal que temos em termos de justiça, várias pessoas com o mesmo curso tiram ilações diferentes.
Puta que pariu este dirigismo português.

Coluna D'Águias Gloriosas disse...

este tipo que voçê sita é um portista doente.....

Águia Real disse...

Eu, simples mortal, que não é douto, nem preclaro e muito menos plumitivo, coloca-lhe uma simples pergunta:
- O doutor costuma abanar as orelhas enquanto lhe assobiam para beber água?

Anónimo disse...

Futebol Português

O Presidente da Federação Portuguesa de Futebol deu uma péssima imagem do que é o dirigismo desportivo português.

Em primeiro lugar não pode sequer imiscuir-se nas decisões do Conselho de Justiça, órgão máximo da Justiça Desportiva. Cuja independência é uma condição essencial para a existência da Federação.

Gilberto Madail deveria ter alguma vergonha do que se passou na UEFA, das posições que tomou.O apoio ao Porto ficará nos anais do nosso sistema e a vergonha do Apito Dourado, do Triângulo Pinto da Costa/Boavista/Gondomar.

Mais até, Gilberto Madail deve ser demitido na FPF. E já.

Depois apareceu o Dr. Paulo Relógio, alguém que recebe da FPF para não se sabe bem o quê.

O que o Dr. Paulo Relógio disse não passou de "lana caprina", precisamente porque nada disse.

Mas devia dizer que a Federação só tinha de mandar notificar os interessados das decisões do Conselho de Justiça e que essas decisões impedem o Boavista de ficar na 1ª Divisão e que implica que o Paços de Ferreira fique na 1ª Divisão.

Mas Paulo Relógio andou ali a derrapar e nada disse.Nin. Mas recebe para isto!

Quanto ao que eu digo ,afirmo-o com experiência e conhecimentos jurídicos especiíicos, precisamente porque fui cerca de 9 anos Presidente do Conselho Jurisdicional da Federação Portuguesa de Natação, sujeita aos mesmos princípios e conheço muito bem o regime jurídico aplicável.

E por isso posso avaliar a miséria que foi a intervenção de Paulo Relógio, que deveria dar cobertura ao fugitivo Gilberto Madail e afinal se limitou a dizer nada.

Com esta miséria vamos onde?

Rua com esta gente.

José Manuel Martins (Jurista!)

http://josemariamartins.blogspot.com/2008/07/futebol-portugus.html

Anónimo disse...

A grande questão é que a golpada, mesmo que venha a ser declarada nula e ilegal, como salta aos olhos que vai ser, já foi "ratificada" pela FPF, vai ser ratificada pela Liga e pode ter consequências na Uefa.

Os prejudicados que recorram aos tribunais, quando quem deveria recorrer aos tribunais era os golpistas, discordando do deferimento da suspeição. Assim tudo corre como os "amigos do Eugénio" queriam, mesmo com estes sucessivos atropelos à lei.~

Ficou provado que queria fazer-se "justiça" fosse de que maneira fosse. Isto já está bem, não é geninho? Manda-se um clube para a 2ª divisão com esta vergonhosa cena de motim, "apeando" um Presidente do órgão jurisdicional como nunca antes se tinha visto.

Por encomenda de quem, Geninho?

Anónimo disse...

LOL...

Mais um palhaço para o circo.

O que o rapazolas diz é uma verdadeira barbaridade.

Esqueceu-se de dizer que o senhor teria que apresentar razões válidas para o impedimento, o que ele não apresentou. Claro que no teu clube e no do rapazolas, o presidente manda e faz. Mas em estado democrático não é assim.

Vocês estão com o rabo apertado, mais uma vez.

AZAR meu corrupto-barato!!! Em breve acabam-se as viagens com os amigos que um dia te espetaram uma bela malha no RESTELO!

Anónimo disse...

A nossa lucidez é que tudo foi feito minuciosamente. O plano foi traçado e até o Braga Junior já sabia como ia correr. A merda surgiu depois e estragou tudo. Estragou ? não. Há plano B.
Estes senhores todos não são amigos, são cúplices.

EJ

Anónimo disse...

Confesso que tambem nao estou a entender o que se está a passar neste blog...

Anónimo disse...

podias, também, fazer um copy/past, dos comentários feitos no Blasfémis, acerca deste post do sócio do FCP e do Boavista!

abidos disse...

O CAA lúcido?
Numa republica das bananas talvez, em Portugal concerteza...!!!

Então a fundamentação inexistente para o impedimento do Abreu, não interessa?
Segundo o artigo 158 do CPA b) o vogal tem toda a legetimidade em recorrer para o plenário, isto também não deve interessar?
A não apreciação do requerimento do Paços, antes da discusão dos processos em causa, também não interessa?
Segundo o CPA, no artigo 46, o Mugabe Boy de Gondomar, deveria ter auto-suspendido imediatamente a sua presidência, até que o incidente de escusa sobre si tivesse resolvido, isto também não interessa?
O vice-presidente que organiza jantares na Assembleia da Républica, em homenagem ao Acusado, além de ser sócio do Boavista, e não pede escusa, isso também não interessa?
No regimento do CJ, no artigo 57, obriga os conselheiros à rápida apreciação dos processos, evitando tudo o que for impertinente ou dilatório, isto também não deve interessar?
A acta deve ser aprovada na reunião seguinte, pelo colectivo, isso também não interessa?

Repito o CAA lúcido, só se for para rir...!!!

galvao99 disse...

Uma lucidez selectiva. Não se trata de incidente de suspeição, mas sim impedimento. Incidente de suspeição é o de que se esquece de referir, relativamente ao Presidente do Órgão, e respectivas consequências na análise global que faz.

Decidir de um impedimento enquanto sobre ele pende um incidente de suspeição talvez fosse um facto de relevância para a análise, ainda mais sabendo-se as circunstâncias em que uma e outra denúncia foram feitas. Mas talvez fosse lucidez a mais.

simon disse...

E que dizer, Eugénio, do golpe de estado que diz que sexta-feira, após fecho da assembleia, uns tipos do BE ou PC fizeram, com destituição do presidente e a instauração de um novo governo, depois de já bem bebidos?

Se não deles, do PSD, em golpe do próprio Santana? Ou terá sido o mesmo PS, por antecipar o Bloco Central, antes de cair sozinho?!

Que eu não creio o que tamém dizem, que se tratou de uns marmanjos colocados estrategicamente no CJ da FPF, pelo Benfica, em represália reles, vingativa, contra o FC Porto, que atirou prà valeta a antiga associação do regime!...

atirador especial disse...

Nao passa de mais uma opiniao, de um cavalheiro que aparece varias vezes na televisao a opinar sobre tudo e mais alguma coisa !!!!
Vale o que vale, ou seja nada.

Anónimo disse...

Este senhor que limpe o rabo ao seu arrazoado.
Mais um para querer fazer esquecer as escutas. São verdade custe o que custar. Fora com os batoteiros e os corruptos.

Leão Verde disse...

É pá, ao abrir o blog apanhei um susto. Pareceu-me o sinistro sub-director da Pide o Barbieri Cardoso

penso eu de que disse...

Este abidos é um postal.
Andas a ler demasiado as parvoíces que o teu santo guru Eagle escreve. Tudo bem, que emprenhes pelos olhos é lá problema teu. Mas agora vires para aqui armado com o CPA é que é de bradar aos céus. Estiveste a fazer copy/paste, foi?
Olha pá, é "legitimidade", "legetimidade", como tu escreveste, não existe.
Nem num exame da 4.a classe passavas e vens para aqui armado em jurista.
Resigna-te ao vermelhismo doente porque não dás para mais.

Anónimo disse...

O ódio e a intolerância que por aqui se leêm deixa-me abismado. Tanta vontade justiceira tanta demagogia que mete dó. Quando a liga levantar um processo ao slb pelas escutas em que o seu presidente é apanhado e outras que por ai andam (e ainda não foram divulgadas), e se condenar o slb à luz dos novos regulamentos, vamos ver a vossa estrutura moral, a vossa procura pela justiça....

P

jorge disse...

Este CAA a par de posições lúcidas sobre política, tem outras sobre futebol que provocam gargalhada. A sua cegueira clubista não lhe permite ser isento. No blog Blasfémias espalha opiniões que nos fazem pensar como é possível num mesmo corpo existirem duas personalidades.

Anónimo disse...

Em relação a algumas dúvidas (poucas) que foram colocadas quanto ao direito.

Diz o abidos: «Então a fundamentação inexistente para o impedimento do Abreu, não interessa?»

Interessa certamente. Mas a competência para a aferir é exclusiva do presidente do órgão colegial em 1.ª instância. Só mediante recurso contencioso se poderá revogar essa decisão.

CAA

Anónimo disse...

Continua o abidos:
«Segundo o artigo 158 do CPA b) o vogal tem toda a legetimidade em recorrer para o plenário, isto também não deve interessar?»

Não. O princípio geral contido no art. 158.º do CPA não tem aplicação quando o acto é praticado ao abrigo de competência exclusiva - como é o caso.

Donde o recurso para o plenário não cabe neste caso concreto. Donde, ainda, como este foi efectuado e colheu a maioria na 2ª parte da reunião, deve ser considerado nulo e sem nehum efeito.
Donde, por fim, todas as decisões dessa 2ª parte da reunião em que teve intervenção o membro do órgão colegial previamente declarado impedido serão também tidas como nulas e sem qualquer efeito jurídico.

CAA

Anónimo disse...

Por último, refere ainda o abidos:
«A não apreciação do requerimento do Paços, antes da discusão dos processos em causa, também não interessa?»

Interessa e muito.
Mas tudo dependerá do momento da reunião em que esse ponto deveria ser discutido.

Ou seja, se 'o caldo se entornou' aquando da discussão acerca do incidente de suspeição do vogal e, atendendo a essas circunstâncias tumultuosas, o presidente decidiu pelo encerramento (e pode fazê-lo: art. 14.º, nº 3 e 4 do CPA), não haveria lugar a essa discussão e eventual votação pelo pleno do órgão por falta de condições mínimas de tranquilidade para o prosseguimento da reunião.

Coisa diferente se deverá entender no caso desse ponto ter sido discutido previamente à decisão de declarar impedido o vogal e de a reunião se ter tornado impraticável.

CAA

Anónimo disse...

Simon

Ó catraio, mas tu és galego ou és ucraniano?
Será que não consegues construir uma frase com sentido! Triste cachopo...
Aproveita as 'Novas Oportunidades'
e tenta aprender um pouco de Língua Portuguesa.

abidos disse...

Respondendo:

Resumindo, parece que a reunião só seria LEGAL, se fosse permitido ao Mugabe cometer todas as ILEGALIDADES possiveis, absolver os acusados, e depois quem tivesse 'paciência' recorria para os Tribunais Admistrativos, e assim estaria tudo bem...!!!

Concerteza que o momento ideal para a discussão do impedimento do Mugabe, deveria ter sido, no final da votação!!!!!!!
Sinceramente, não ouviram o Mugabe na Televisão, a afirmar que ele achava, que não havia nenhuma razão para o seu impedimento, e portanto ele é que decidia, e estava decidido...!!!

A certeza que afirmam, que a suspensão do Presidente, só aconteceu após a sua 'fuga' é esclarecedora...

Falar em 'caldo entornado', em situação 'tumoltuosa', em falta de condições minimas de 'tranquilidade' para o prosseguimento da reunião, deve ser sinónimo de 'VOU PERDER A VOTAÇÃO'!!!
Já agora quem foi o principal responsável pela situação 'tumoltuosa'?!!!
Quem foi para a reunião com uma 'agenda' de provocar 'intranquilidade' caso as coisas 'dessem para o torto'?!!!

A omissão sobre quem o Amorim convida para jantar, é significativa!!!
A omissão sobre o artigo 57, do regimento do CJ, também é significativo!!!
A omissão sobre a apreciação da acta, na reunião seguinte, é significativa!!!

Concerteza que o parecer do Dr. Pereira Almeida aqui colocado, também não deixa muitas dúvidas...!!!

abidos disse...

Acrescento ao meu ultimo comentário:
Quando alguém(por exemplo Juizes) está a observar um crime a ser perpetuado, a melhor coisa que se pode fazer, é 'virar as costas', e no final 'acerta-se as contas', o azar é quando o crime é um 'homicidio', é que nesse caso, a vitima já não ganha nada com o recurso!!!
Eu sei que alguns poderão achar que este exemplo 'dá para os dois lados', mas olhem que não, olhem que não!!!

adrian disse...

E sai o corrupto dos pneus a ganhar, em meio a tanta bagunça.

Eh, o Benfica vem de há muito e são pelo menos sete pais da famelga galinhola para cada dez que ainda se contem.

Não impede, antes força a provabilidade de estarmos a ser enganados, levados da mais força lampiona, que, alastrando, afecta maioria das mentes invejosas.

Pois vai grande, enorme, a cabala, capaz de pôr dito o não dito e provado quanto inventa, de raivosa.

E eu nunca vi clube mais triste que este abutre, deus ma livre, das inquisições galinholas.

Faust disse...

Em toda esta história há alguns factos que me deixam perplexo. Nomeadamente pessoas bem formadas, cultas, algumas com cargos respeitáveis e com carreiras aparentemente integras virem a terreno defender o crime.
O facto de argumentarem com detalhes de ordem processual não os iliba de uma complicidade ideológica e afectiva com práticas ilícitas e criminosas.
Se "os fins justificam os meios" ou "vergonha não é roubar mas ser apanhado" são a base do pensamento politico e social que está subjacente aos argumentos dessas pessoas, também podemos admitir que poderão consubstanciar práticas de vida e desconfiarmos de quem se identifica tão abertamente com a criminalidade.
E tudo isto me leva a pensar na Alemanha dos anos 30. E nos fundamentalismos religiosos.
Gostava de saber o que move esses "pilares da nossa sociedade" para defenderem tão acintadamente o "bom nome" de um psicopata paranóico?
Todo este processo que terá começado há uns 25/30 anos mereceria um estudo cuidado e sério não só numa vertente sócio-politica como também nas psicológica e psicanalítica.
Se há óbvias reminiscências de um "Padrinho" ou da ascenção dos Nazis, existirão certamente diferênças e particularidades próprias de contexto e de motivações.
Seria uma excelente oportunidade para percebermos um pouco mais acerca dos Portugueses e da irracionalidade, neste caso, do futebol.

Anónimo disse...

o adrian deve ser ucraniano e trabalha num aviario...ele e galinhas, abutres so esqueceu o Flatulento

maiskemaluko disse...

Este tal de "adrian", ou nasceu no Burkina Fasso, ou so fez a segunda
classe, a dificuldade com a lingua portuguesa e latente ... coitado trabalhar num aviario e duro !!!!

Anónimo disse...

Bastonário da Ordem dos Advogados
Marinho Pinto: "Na Justiça desportiva manda a lei do mais forte"

adrian disse...

Gostava de saber o que move esses "pilares da nossa sociedade" para defenderem tão acintadamente o "bom nome" de um psicopata paranóico?, diz, perplexo, faust


Eh, esse dos pneus já moveu romance, fita, além de mandar na procuradoria, dizem, my god, como nas polícias, tudo que semelha a doença do nacional socialismo, com gente em maioria, como doida, à solta.

Passaralho disse...

Não esquecer que recorrer para os tribunais civis dá direito a descida.
Boavista na 2ªB e fcp na Liga Vitalis.
Mainada!