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terça-feira, junho 12, 2007

SANTO ANTÓNIO

Vivi 7 anos, com alguns intervalos, em Lisboa e tive o privilégio de pertencer à pequena aldeia de S. Vicente de Fora. A minha humilde casinha ficava, salvo erro, na Rua Cruz de Santa Helena mas também morei no Beco da Mó. Inesquecíveis jantaradas na "Toca do Rato" e pelo menos dois santos antónios em grande, não apenas na noite do dito cujo. Confesso que prefiro a festa popular lisboeta ao S. João do Porto. Não é por causa das marteladas. Simplesmente porque o santo antónio de Lisboa dura mais tempo e tem um colorido e um sabor muito especiais. As sardinhas são as mesmas mas aqueles sonhos com molho...meus Deus. E é nesta festa que os vizinhos mais demonstram o seu carácter de aldeões que vivem numa grande cidade. Ai que saudades, ai, ai dessas grandes noitadas a ouvir a marcha de S. Vicente e a deitar abaixo uns copos de tintol...

Boa festa (para quem a pode viver)

8 comentários:

VC disse...

Ó Eugénio, você de vez em quando até tem bom gosto. LOL

Anónimo disse...

Os Mouros para a Mouraria. Já.
Confesso que ver as marchas é como escutar Marco Paulo. Ao fim de poucos segundos já sinto náuseas.
Que coisa mais pindérica.

Anónimo disse...

azeiteirada.

THE CAVS disse...

SAN ANTONIO SUCKS.
GO CAVS GO GO!
GO CAVS GO GO!
GO CAVS GO GO!

Anónimo disse...

Ó Eugénio, passei os anos (sete) que você lá passou (e o vi lá), como antes desses, bem outros sete, depois dos quais mais três ou quatro. E é, também gostei do Santantónio de Alfama e da Graça, como do da Avenida, a Carnide e Benfica aos outros bairros em desfile.

Oh, que ontem lá iam passando na RTP1, chatos, e eu, moita, foge, de sempre a mesma chuchadeira que cansa.

E não ganha ou perde ao Sanjoão, cada um no seu lugar, com boa sardinha e companhia boa.

Agora, quanto ao tempo, de acordo. Que ele havia de haver santo que desse p'rò o ano todo, ganhando-o eu, assim, dos rendimentos.

amélie

Anónimo disse...

Santantoninho
não tem nem quer;
Santantoninho
não tem mulher.

Assim cantarolava e dizia a todo o momento um sapateiro curioso e amigo que eu conheci. E s de cada vez que passo à sua rua, do sapateiro que já lá morreu, de certo, me lembro sempre da cantilena sem jeito, quão certa.

Que santantoninho lá tem o menino e casa as moças a quem parte o cântaro e o cola, mas é solteiro.

Mas não é tolo, é solteiro.

E mais nos dias que correm, que não é tolo, santantoninho, mas solteiro.

Pois,
santantoninho
não tem nem quer,
que o santantoninho
não tiene moglie ni mujer.

amélie

jpmeneses disse...

tambem tenho algumas memorias de alguns meses passados nessa casa!

eugenio disse...

Grande república, ò Samanta!