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segunda-feira, setembro 25, 2006

GAZETA DOS DESPORTOS


Um tal Jorge A. Vasconcellos e Sá, que se intitula mestre Drucker School e PhD Columbia University (???????), surgiu no "Semanário Económico" a perorar sobre a "Gazeta dos Desportos", a minha primeira equipa no jornalismo. Lembrou ainda, como exemplo de uma estratégia falhada, que no cocktail de apresentação do jornal desportivo fundado em 1981 e extinto em Dezembro de 1995 foi dito que a 'Gazeta' iria disputar um a um os leitores de 'A Bola', então dona e senhora do mercado dos desportivos. É verdade que a 'Gazeta' fechou mas ainda durou uns anitos e tendo como concorrentes 'A Bola' de que aqui se falou, 'O Jogo' do cada vez mais poderoso Joaquim Oliveira e o "Record", que foi o jornal que, bem vistas as coisas, comprou a 'Gazeta' no início do Verão de 1994, quando este jornal tinha às quartas-feiras tiragens superiores a 200 mil exemplares. A direcção do jornal que custou ao sr. Berardo cerca de 400 mil contos foi entregue ao ilustre e badalado escritor sempre emergente de seu nome Francisco José Viegas, que ali apareceu com a sua comandita de frequentadores do "Snob". Em menos de um ano estes senhores com grande saída nos meios jornalísticos e culturais deram cabo do que muitos andaram a tentaram construir durante 13 anos. Fica reposta a verdade porque uma mentira repetida muitas vezes pode ser perigosa e ainda há muitos sobreviventes desse pseudo desastre que é atirar um barco contra o único icebergue num raio de 200 quilómetros num dia de sol radiante...

16 comentários:

Anónimo disse...

Boa Eugénio!
E alguns desses mercenários ainda fecharam outros jornais na sua curta carreira de agentes funerários... vide A Capital, O Coméercio do Porto, etc, etc,

Anónimo disse...

Para que os pontos de interrogacao?

Percebo que nao nunca tenhas ouvido falar da Drucker School (parte da Claremont Graduate University que por sua vez faz parte dos Claremont colleges) mas da Columbia University...

Alias basta-te fazer uma pesquisa no google e tirarias quaisquer duvidas.

Menino Mau disse...

vasconcellos e sá..grande professor!ele não é mau ó eugénio e gosta de bola. pena é ser sportinguista!

Anónimo disse...

Eugénio. Essa história não está bem contada e tu sabes disso...
Mas se fosse a ti não mexia muito na merda que ainda vais ter de trazer o papá ao barulho...

Anónimo disse...

Mas quem será o camaleão que volta e meia se lembra do papá do eugénio?
Será um jornaleiro de cu gordo, que ainda guarda rancor há quase 30 anos?

O LEÃO DA ESTRELA disse...

Nos últimos anos, Portugal tem assistido à morte de vários títulos da imprensa tradicional. "O Comércio do Porto", "A Capital" e "O Independente", por motivos diferentes, foram três dos jornais que fecharam as portas. Não faltam teóricos da comunicação prontos a explicar que isso se deve ao impacte das novas tecnologias, ao avanço da Internet e dos jornais gratuitos. Mas são muito poucos aqueles que explicam a crise da imprensa com o facto de se escrever cada vez pior. Que se saiba, um jornalista não é um futebolista, mas não faltam jornalistas a jogar, perdão, a escrever com os pés, desacreditando a empresa que lhes paga no final do mês, que, por sua vez, entra no caminho, geralmente sem retorno, da perda de audiência, mais lenta ou mais rápida, dependendo do "peso" e da qualidade desse órgão de comunicação. Vem isto a propósito da primeira frase de uma notícia publicada hoje na editoria de Desporto do "Público", sobre o jogo Spartak de Moscovo-Sporting, da segunda jornada da Liga dos Campeões. Reza assim: "O jogo de amanhã à tarde em Moscovo (o Sporting joga às 17h30, horas portuguesas) não traz boas recordações aos 'leões'." Será possível explicar como é que um jogo que só se realiza amanhã não traz boas recordações?!...

Anónimo disse...

Convido o anónimo a dar a cara para dar a conhecer as razões que tem de envolver o "papá" na contenda. O "pa~pá" tem nome e hopnra-se do trabalho feito e de todos aqueles que com ele colaboraram durante 10 anos. Não seja cobarde e dê a cara, porque eu vou assinar e apesar dos 72 anos de idade não tenho receio de confrontos...verbais. Joaquim Queirós, carteira profissional de jornalista, aposentado, nº. 303.

Anónimo disse...

Já agora desafio também esse catedrático a apresentar-se apesar de eu saber mais ou menos de quem se trata e poder haver uma história por detrás disto tudo. Ele tem razão que o sr. Nuno Rocha queria derrotar os "comunistas da bola", mas este que se assina chamou sempre a atenção para essa loucura. E há testemunhas disso mesmo. Joaquim Queirós (fundador e director da "Gazeta" durante 10 anos - 1981/91)

vneves disse...

Não vem a propósito, mas aproveito para enviar um grande, mesmo muito grande e forte abraço ao meu director Joaquim Queirós.

Virgílio Neves

Anónimo disse...

Ó amigo Neves, na verdade o jorbnal foi tão importante que ainda hoje é discutido. E passaram por lá tantos e mal agradecidos. A alguns subiu-lhes à cabeça um bacoco e falso valor e a outros cresceu-lhe a barriga. Em tempos contactei alguns para comemorar os 25 anos da fundação da Gazeta - 12 de Fevereiro de 1981, mas nem resposta tive.
Meu grande amigo e amparo chmado Virgilio. Como vai a sua vida? Um dia destes temos de nos abraçar porque, por mim, já não haverá muito mais tempo.
Joaquim Queirós

vneves disse...

Vou aparecer por aí. Está prometido. Tenho saudades vossas. O director Joaquim Queirós e o Eugénio fazem parte da minha selecção. Um abração. Gostei de "estar" com vocês.

Virgílio Neves

Anónimo disse...

Caríssimo Eugéno. Que nunca as mãos te doam, a malhar nesses tipos. Por mim, reafirmo-te hoje, como sempre, que foi um prazer ter trabalhado, e muito, na Gazeta. Razões para ela ter fechado? Isso faz parte da história. Mas talvez não seja descabido pensar que, com metade ou um terço do dinheiro hoje gasto em promoções, marketing e coisas que tais, de jornais da mais diversa índole, o nosso jornal poderia ter vivido bem mais anos. E, já agora, um forte abraço ao Senhor Joaquim Queirós, apesar dos pesares que já lá vão e não contam mais. Daniel Reis

Anónimo disse...

é bonito...é bonito :D

eugenio disse...

Obrigado Dani. Acho que já disse isto mas foste para mim um modelo, juntamente com o João Manha. Sempre procurei escrever e expor tão bem como os meus "chefes". Que grande gozo davam aquelas reportagens que mandavas fazer nos sorteios das taças com os clubes pequenos que apareciam na primeira linha... Ah, claro, e nunca irei esquecer aqueles queijinhos serranos, bem como as restantes virtualhas, num jantar em tua casa (Odivelas?), momento raro no meu "exílio" lisboeta, só possível mesmo vindo de um beirão de boa cêpa.

Menino Mau disse...

beirão acho q de bogas de cima ou de baixo...

Anónimo disse...

Ao Daniel Reis. Que me lembra não há pesares, a não ser do tempo que passou e não volta. Sou um vosso leitor assíduo no "Expresso" e nas tiradas leoninas na "Bola". A vosso presença só me incomodava quando daquelas cachimbadas sem fim... Não me esueço mais do trabalho no Mundial de Espanha com o João Manha. Grande equipa! a trabalhar com tão fracos meios e rectaguarda quase nula. Saudades do queijo da serra no Café de São Bento, pago pelo dr. Espinhal. Um abraço do Joaquim Queirós extensivo a todos os"gazeteiros" que passem por si e serão muitos.
Joaquim Queirós