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quinta-feira, setembro 21, 2006

ai que saudades...

Já que aqui se falou no João Bonzinho...vieram-me à memórias algumas dos melhores momentos da minha "carreira", precisamente quanto tive oportunidade de, com 25 anos, chefiar ao lado do João a redacção da "Gazeta dos Desportos". Aconteceu mais ou menos por esta altura do ano mas em 1986, quando da redacção da Poço dos Negros mais de meia redacção debandou para o "Semanário Desportivo" (dirigido por João Manha). Ficaram meia dúzia de putos na redacção e foram eles que tocaram o barco para a frente com um entusiasmo e uma paixão irrepetíveis. E com resultados. O homem da tasca do rés-do-chão é que não gostou muito da brincadeira, pois depois de fechado o jornal a malta aproveitava para jogar ping-pong e futebol com bolas de papel sobre o soalho demasiado flutuante. O decano da equipa era o Viriato Mourão, sempre o último a fechar a sua página do "internacional", enquanto a maralha preparava a rede para o ping-ping. Bem vistas as coisas, era uma redacção de canalha mas com muita qualidade. O José Meireles com as suas cachas e o seu bom espírito, capaz de fazer as perguntas mais estúpidas e de obter as respostas mais espectaculares. Não sabia muito de bola mas até dava jeito que fosse assim. Tínhamos depois o João com os seus rasgos para a primeira página e as notícias do Benfica. E o Luís Graça indo a todas com um brilhantismo que nunca mais vi em ninguém pelas redacções por onde passei. Juntou-se a nós depois a Alexandra Tavares-Teles numa equipa na qual o Mário Pereira também era pau para toda a obra e fazia o papel de paizinho daquela malta. O maquetista era outro craque - o Virgílio Neves - e também ele fazia o favor de aturar as nossas nóias e as nossas noitadas. Na fotografia, o Óscar Saraiva e o Amílcar Teixeira não podiam fazer uma dupla melhor - o Óscar e o Bonzinho eram os residentes, pois eram mais as noites que dormiam no sofá da redacção que em casa. Mas nada daquilo teria funcionado se não fosse o Armando Santos, arquivista, avozinho e até autor de algumas manchetes.

Foi um tempo lindo.

9 comentários:

foras disse...

tiraspol...

Anónimo disse...

Deviam ter sido belos tempos esses e na altura já malhavam forte e feio no Benfica.

Ó Eugénio diz-me uma coisa, só por curiosidade, e se souberes: como é que o Carlos Freitas entra como colaborador do Jogo, quando o gajo nem jornalista é, era um mero colaborador do Veiga? Obrigado.

Nuno C disse...

Eu também tenho boas recordações da Gazeta.

Nunca me esqueço do 1.º número com o Oliveirinha (António) equipado à Sporting, numa transferência que deu brado na época.

Mais tarde, nos meus vinte e poucos, fui prestar provas para um lugar. Fui um dos escolhidos mas queriam (disseram-me) alguém de Setúbal...

E lá estava o bom do Queirós num gabinete envidraçado, qual peixe de aquário (sem ofensa) com uma caricatura de uma equipa do Sporting que saíra nas páginas centrais da Gazeta escarrapachada numa parede...

Ai que saudades, ai ai (como diria um saudoso Jornalista, assim mesmo com Jota maiúsculo!)

Anónimo disse...

mas depois o Marinho Neves arranjou maneira de fechar o vosso jornaleco de esquina...

Anónimo disse...

Não foi o Marinho. O Marinho era brilhante. Foi uma malta que veio mais tarde, muito intelctual e muito virada para o aparelho partidário. Mal o partida laranja saltou do poder o boys arranjaram todos bons jobs. foi essa malta. Voces sabem do que é que eu estou a falar... (eugenio, ve lá se me reconheces aqui)

vneves disse...

Que saudades...

virgílio neves

eugenio disse...

acho que essa história do carlos freitas é ao contrário... Ele foi dos jornais para o Veiga. Sei que também passou pelo "Record"

eugenio disse...

Neves, desculpa lá, tenho andado por outras vi(d)as, mas não tarda nada e colocamos a conversa em dia com o patrocínio do grande Dula

vneves disse...

Fico à espera. Aproveito para te dar um grande abraço e outro muito forte ao nosso director Joaquim Queirós.

Virgílio Neves