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sexta-feira, fevereiro 05, 2010

OS 1.os DIAS DO APITO DOURADO

(aqui se inicia a republicação e a edição de diversos textos relativos ao processo Apito Dourado. Para memória futura)
20 de Abril de 2004
Mais de 60 buscas domiciliárias, de Bragança a Setúbal, são concretizadas através de uma operação que envolveu diversas directorias da Polícia Judiciária e que foi comandada pela Directoria do Porto, sob a orientação do sub-director Teófilo Santiago (hoje à frente da directoria de Aveiro). O processo arranca com um total de 1.784 folhas, aí constando muitas das escutas entretanto validadas pela juíza Ana Cláudia Nogueira. Só o telemóvel de Valentim Loureiro motivou a transcrição de 117 chamadas. O total de escutas rondou este astronómico número: 15.000. A PJ cumpre os 16 mandados de detenção emitidos e Valentim Loureiro, José Luís Oliveira, José António Pinto de Sousa, Francisco Costa, Luís Nunes, Joaquim Castro Neves, Carlos Silva, António Henriques, Paulo Torrão, Jorge Saramago, Fernando Valente, Manuel Mendes, José Manuel Rodrigues, Licínio Santos, António Eustáquio e Pedro Sanhudo dormem nos calabouços da PJ, praticamente estreando estas instalações da portuense Rua Assis Vaz, a dois passos do antigo estádio do Salgueiros.
21 de Abril
Jorge Saramago, árbitro de Aveiro, é o primeiro a ser ouvido no Tribunal de Gondomar, tendo prioridade para poder estar presente no funeral do pai. De tarde, seguem-se as inquirições dos árbitros Licínio Santos, Fernando Valente, Manuel Mendes, António Eustáquio e José Manuel Rodrigues. São também ouvidos e constituídos arguidos Paulo Torrão, funcionário da FPF, Carlos Silva e António Henriques, membros do Conselho de Arbitragem da FPF.
22 de Abril
Pinto de Sousa é ouvido durante todo o dia. Sai em liberdade mas o presidente do Conselho de Arbitragem da FPF fica impedido de, sem ordem do tribunal, abandonar os concelhos de Matosinhos e do Porto, onde reside e trabalha, respectivamente. Francisco Costa, outro dos "conselheiros" começa a ser ouvido já noite avançada e sai já de madrugada.
23 de Abril
Chega a vez de Valentim Loureiro ser ouvido. Ana Cláudia Nogueira interroga-o durante dez horas! Já depois da meia-noite, o major sai em liberdade mediante uma caução de 250 mil euros e é esperado, emotivamente, por um grupo de adeptos do Boavista. Valentim esteve detido durante 86 horas. De madrugada, é ouvido Joaquim Castro Neves, chefe do departamento de futebol do Gondomar.
24 de Abril
Luís Nunes, membro do Conselho de Arbitragem da FPF, Pedro Sanhudo, árbitro, e José Luís Oliveira, presidente do Gondomar, são interrogados por Ana Cláudia Nogueira. O líder do Gondomar e vice-presidente da Câmara de Gondomar fica em prisão preventiva. A primeira fase do processo "Apito Dourado" termina com um total de 164 indícios de crimes e 16 arguidos.
14 de Julho
Juiz Pedro Abreu Costa pede escusa depois de ter sido nomeado titular do processo "Apito Dourado", que continua entregue a Ana Cláudia Nogueira.
28 de Julho
Ana Cláudia Nogueira revalida a prisão preventiva de José Luís Oliveira.
23 de Outubro
José Luís Oliveira deixa o Estabelecimento Prisional da Polícia Judiciária do Porto e passa a estar em situação de prisão domiciliária, com pulseira electrónica.
18 de Junho
Pinto de Sousa troca o advogado Quelhas Lima pelo então bastonário da ordem, José Miguel Júdice.
2 de Dezembro
Buscas na sede da administração da FC Porto, Futebol- SAD, nas Antas, e mandado de detenção para Pinto da Costa, não cumprido devido à ausência do presidente portista. O árbitro Augusto Duarte é ouvido no Tribunal de Gondomar, de onde sai arguido e suspenso da actividade desportiva. Jacinto Paixão e os seus habituais árbitros assistentes, José Chilrito e Manuel Quadrado, dormem nos calabouços da PJ, tal como o empresário António Araújo.
3 de Dezembro
Pinto da Costa apresenta-se no tribunal. No exterior, tem à sua espera o núcleo duro da claque SuperDragões, mas o seu inquérito é adiado pois a juíza queria ouvir primeiro a equipa de árbitros alentejana. Paixão, Chilrito e Quadrado saem como arguidos e suspensos.
7 de Dezembro
Pinto da Costa é ouvido durante dez horas e sai sob caução de 125 mil euros e com a proibição de falar contactar o administrador da SAD António Araújo, Valentim Loureiro e árbitros de futebol. A juíza encontra "indícios consistentes" para o constituir arguido.
17 de Dezembro
Boavista emite comunicado informando que desconhece totalmente o facto de João Loureiro ter sido alvo de escutas telefónicas.
2005
19 de Janeiro de 2005
Isabel Damasceno, presidente da Câmara de Leiria, foi constituída arguida, alegadamente devido a uma conexão com José António Pinto de Sousa, que é concessionário da "Ford" em Leiria. Os árbitros Carlos Amado, Paulo Alves e Ângelo Ferreira também foram ouvidos.
26 de Janeiro
Vários árbitros da região de Lisboa, entre os quais Lucílio Baptista e Bruno Paixão, são ouvidos pela equipa da PJ que conduz a investigação nas instalações da Direcção Central de Investigações e Combate ao Crime Económico e Financeiro, em Lisboa. No dia seguinte, Jorge Coroado, Vítor Pereira e Adelino Antunes fazem a "peritagem" de alguns jogos sob suspeita. Lucílio Baptista é ouvido em Lisboa e é constituído arguido.
27 de Janeiro
A equipa da PJ, liderada pelo inspector Casimiro Simões, muda-se para a directoria de Setúbal, onde interroga o ex-observador Diamantino Pires e os árbitros António Taia, Paulo Rodrigues, Sérgio Cruz e Bruno Paixão. No Porto é ouvido Francisco Costa.
31 de Janeiro
Bruno Paixão é ouvido nas instalações da PJ do Porto na qualidade de testemunha e no final mostra a intenção de se constituir como assistente, contra algumas das pessoas indiciadas.
1 de Fevereiro
Ana Cláudia Nogueira revoga algumas das medidas de coacção impostas a Pinto da Costa. O presidente do FC Porto deixa de estar proibido de falar com árbitros e com o advogado Adelino Caldeira, administrador da SAD portista, e também com Valentim Loureiro.
2 de Fevereiro
Martins dos Santos, ex-árbitro, e Carlos Pinto, funcionário da Liga, são ouvidos na PJ do Porto. Azevedo Duarte, vice-presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, é conduzido ao Tribunal de Gondomar, tal como os árbitros assistentes João Macedo e Ricardo Pinto. São todos suspensos de funções.

23 comentários:

Anónimo disse...

Algum clube de Leiria para baixo foi escutado ?????!!!!!

Você ( e não só) é um "Apitodependente" ??

Vitor Tavares Pais disse...

-

Cada vez mais me convencço que isto foi tudo uma montagem cinematográfica... made nos estúdios Botelho & Pinão Lda.

Um argumento, um script, um guião transformado em dossier, depois em Dvd, depois em livro, depois em Filme...

Mais de 15.000 escutas e a maioria foi apagada, destruida ?!

Até o Lucilio foi arguido e agora é um santo?!

Anónimo disse...

"Ricardo Costa é o homem da mão do Benfica"


"o jogador que provocou todos aqueles incidentes foi o Di Maria". "Chutou uma bola de forma propositada para o banco do Braga, e mandou uma cuspidela em direcção do banco do Braga, isso foi visto por toda a gente na televisão e saiu ilibado", começou por referir.

"Toda a gente sabe que o Ricardo Costa é o homem de mão do Benfica. E obviamente que ele exerce o seu cargo sempre em benefício do Benfica e para prejudicar terceiros", destaca o presidente da Câmara Municipal de Braga.

Contudo, "o nosso querer vai ultrapassar todas estas contrariedades, quer o presidente da Comissão Disciplinar queira ou não. Sou um homem de fé e como tal tenho fé que o título seja perfeitamente possível. Esperemos é que não hajam mais contratempos alheios àquilo que se passa nas quatro linhas e que os resultados desportivos não sejam adulterados pelos resultados fabricados na secretaria como está a acontecer", ressalva ainda Mesquita Machado.

O presidente do município bracarense vai mais longe nas críticas e não deixa passar em claro o jogo que colocou o Benfica de forma provisória na liderança da liga. Para Mesquita Machado, a Comissão Executiva da Liga tem culpa por permitir a realização deste desafio.

"Se fosse antecipado o jogo da próxima jornada, agora antecipar um jogo que está a três jornadas isso é mais um escândalo que a Liga consentiu e que vem desvirtuar a verdade do campeonato. As antecipações fazem-se uma semana, esta foi feita a três/quatro semanas e isto não cabe na cabeça de ninguém", atestou Mesquita Machado.

Blogue "Sou portista com muito orgulho"

Anónimo disse...

Horizontes: As escutas


Autor : Fernando Tavares



As escutas dos “Apitos dourado” e “Final”, sabemos hoje, não morreram e se havia alguma dúvida a pairar sobre as reais intenções destes processos, elas ficaram agora completamente esclarecidas. Todo o processo tem um único objectivo: atingir uma pessoa. O que percebemos hoje é que tudo foi conduzido, não pela justiça, mas por justiceiros.

A revelação das escutas na internet mostra bem a que ponto chegamos e deve pôr-nos a todos em estado de alerta. Não é suposto que conversas privadas sejam do domínio público, pura e simplesmente não é suposto.

Já conhecíamos a transcrição dos conteúdos das conversas, mas conseguir ouvi-las já é algo muito mais grave. O argumento “quem não deve não teme” não colhe neste caso. É perigoso deixar decisões nas mãos de justiceiros: eles não avaliam, eles limitam-se a tentar sustentar as teses que defendem e isso torna-os obcecados, logo perigosos. Como podem conteúdos destes aparecer assim em público, os cd’s estão à mão de todos?

Analise-se cada pormenor das conversas, de que queremos que falem os homens do futebol? De política? Economia? Do estado do tempo? De que falam os empresários entre si? De que falam maioritariamente os médicos entre si? Quando um empresário oferece uma acompanhante ao director de uma empresa, nas vésperas de uma reunião importante, está a comprá-lo? Poderá esse director fazer uma má opção em agradecimento por uma noite bem passada? Ou será um agrado, a forma que essas pessoas entendem ser a de receber bem?

Quando João Loureiro pede um determinado árbitro auxiliar está pedir um comprado ou a pedir o melhor, aquele que não erra muito? Pinto da Costa pede um sumaríssimo e é crime? Quantos não foram pedidos em público? A pressão, o lobby, em democracia é crime? Nunca tentamos usar a nossa influência para nada?

Se cada um de nós fosse escutado, quantos divórcios haveria? Quantas mulheres e homens se veriam em maus lençóis se a cara-metade ouvisse aquele comentário feito a uma amiga/o? Quantos homens/mulheres veriam a vida dupla acabar? Quantos empregados perderiam o emprego se o patrão tivesse acesso a essas escutas? O que acham que Cavaco disse de Soares no segredo dos telefones quando era primeiro-ministro? O que pensam que Sócrates chamou a Cavaco? E, etc.,. etc. E, já agora, a propósito do jornalista António Tavares Telles. Que jornalista, no seu perfeito juízo pode desperdiçar uma informação de uma fonte como o presidente do FC Porto? Quantas vezes damos, nós jornalistas, informações que sabemos não passar de hipóteses? De fontes credíveis, é certo, mas hipóteses?

Bem sei que a curiosidade humana é infindável, só que o que é privado, salvo força maior, assim se deve manter. Espero que agora haja responsáveis por esta fuga impensável, espero que alguém justifique porque não foram destruídos os CD’s logo que as escutas fse revelaram inúteis.


Semanário Grande Porto

Anónimo disse...

Coincidências"...
Já tinha chamado à atenção para a forma como o Bruno (capitão do Marítimo) foi expulso no Marítimo x Guimarães e, consequentemente, ficou impedido de jogar contra o SLB.

Na passada quarta-feira, no SLB x Leiria, o jogador mais perigoso dos leirienses nos lances de bola parada - Ronny - não pôde repetir a exibição que fez no estádio do Dragão. Porquê? Estava suspenso. No jogo anterior o árbitro Luís Reforço (*) tinha-lhe mostrado o quinto cartão amarelo.

No Vitória Setúbal x SLB de hoje, os sadinos vão ter de recompor toda a sua estrutura defensiva. No último jogo, os defesas André Pinto e Ney foram expulsos e o médio defensivo Sandro viu o quinto cartão amarelo.

Evidentemente, a "isentíssima" comunicação social nem sequer repara nestas "coincidências"...

(*) Este Reforço de Setúbal é o tal que no FC Porto-Trofense da época passada anulou um golo ao FC Porto por, supostamente, Rodriguez ter TENTADO jogar a bola com a mão!... E que ao minuto 87' não assinalou um penalty escandaloso de Valdomiro sobre Lisandro.
In Reflexão Portista

Anónimo disse...

Setubal/Benfica , MELHOR em Campo:

O SISTEMA.

Anónimo disse...

2010-02-06
“Stewards” e árbitros

Um dos leitores deste blogue deixou há dias um comentário por eu ter dito que, pelos vistos, bater num "steward" é o mesmo que bater num árbitro. Dizia esse leitor que um "steward" está lá para defender os jogadores e por isso uma agressão a um destes homens devia valer ainda uma punição maior.

Foi a Rui Oliveira e Costa, o conhecido sindicalista e adepto do Sporting e ainda membro do painel do programa "Trio d'Ataque" da RTP N - o programa mais visto das televisões por cabo - que ouvi que, se isso é assim, ou seja que, como é interpretação da actual Comissão Disciplinar da Liga, um "steward" deve ser tão protegido como um árbitro, então acabou o futebol". Dizia ele que, nesse caso, era muito mais fácil e muito mais barato contratar "stewards" do que pontas-de-lança e fazia muito mais efeito.

Basicamente estou de acordo com ROC. O que esta CD decidiu - ou está prestes a decidir - no caso que envolve Hulk e Sapunaru e o túnel da Luz, é que esses Assistentes de Recinto Desportivo, como lhes chama a lei, são "agentes desportivos". O que me parece uma enormidade. Para o serem deveriam, creio eu, estar debaixo da alçada disciplinar - ou seja, deviam pagar multas por não fazerem bem o seu trabalho, por exemplo (e envolvendo cada jogo um tão grande número de ADR's, há sempre algum que não faz o serviço direito). Obviamente não há disso, porque a responsabilidade objectiva, pelos regulamentos, é do clube que os contrata. Eles não são agentes ou associações desportivas.

Podemos compará-los a elementos das forças policiais? Não, porque essas são forças do Estado compostas por profissionais e absolutamente neutras. Os ADR's não. É uma diferença fundamental. E há mais, mas não vale a pena ir mais fundo.
Com propostas de decisões como a que está na CD sobre os castigos a Hulk e Sapunaru, os regulamentos disciplinares passam a admitir uma extensão que não está no seu espírito e que não defende o futebol. Pelo contrário, a concretizar-se, esta será uma decisão que lesará gravemente a integridade do futebol.

PS - Uma das razões que levou à constituição da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e, depois, a esta assumir também poderes disciplinares, foi, para quem conhece a história destas coisas, a demora que a justiça da Federação apresentava de forma endémica. E melhorou com a Liga. Mas não me digam que três meses para dar um castigo a Vandinho e Mossoró responde a essa preocupação. Ou quase esse lapso de tempo para decidir uma simples multa a Aimar por ter simulado um penalti "sem influência no resultado do jogo". Ou os três meses que vão ser necessários para punir Hulk e Sapunaru. O que manda dizer o dr. Ricardo Costa, presidente da CD, violando se calhar algum "sigilo processual", é que estão dentro do que tem sido o prazo normal. Será. Mas, se a Justiça desportiva, em todo o mundo, tem uma característica própria, essa é a da celeridade. Em todo o mundo não - há uma triste excepção chamada Portugal.
Blogue De Trivela

Baby Fraldinhas disse...

Porra EQ. Não existe mais nada do que um jornalista como tu possa dar de beber nesta tasca?

É esta merda requentada? O bater no ceguinho?

Tanta história para contar e tu só queres falar de espuma.



Right?!

O Anti Lampião disse...

Marcar 2 golos, sofrer 1 e levar um ponto.

Coisas que acontecem a quem defronta a agremiação corrupta.

Não esquecer o que se passou com os defesas André Pinto e Ney que foram expulsos e o médio defensivo Sandro viu o quinto cartão amarelo e por isso estavam impedidos de participar na partida desta noite.

Evidentemente, a "isentíssima" comunicação social nem sequer repara nestas "coincidências"...

http://oantilampiao.blogspot.com/2010/02/marcar-2-golos-sofrer-1-e-levar-um.html

Anónimo disse...

Algum clube de Leiria para baixo foi escutado ?????!!!!!


Para não variar !mais um comentario de um anonimo
deficiente e anormal dos das antas .

ate o jagunço porko do mst sabe bem que sim ,este deficiente anormal annonimo só não e analfabeto q lê o q lhe convém ? dsssss com tanto porko ...

Anónimo disse...

eu admirame é estes corruptos o PATO e o engº chefe ainda estarem no mundo do futebol e em democracia .

Anónimo disse...

Portanto, quem nunca usou ou elogiou a batota que atire a primeira pedra.

Mas o que mais me incomodou nestas escutas foi um tal tavares telles, um ser para o qual so encontro um adjectivo para descrever a sua menoridade moral, este telles eh um merdas.

E que faz a justica ou o sindicato dos Jornalistas? Nada!

SÃO TODOS BONS AMIGOS .....RSRSRS

Manuel Oliveira disse...

Belo texto, o do comentador anterior!
Sem um pingo de moral. É dos que acha que o que está mal é a divulgação das escutas e não o que dizem as escutas? Sinceramente. Sei que transcreveu, mas nada no texto diz que não é a sua opinião.
Viva a corrupção!
http://manueloliveira2000.blogspot.com

Anónimo disse...

O caso Calabote em livro
Hoje é apresentado o livro 'O caso Calabote', do jornalista João Queiroz, com prefácio de Álvaro Magalhães. A apresentação será feita por Rui Moreira e irá decorrer na Livraria Bertrand, no centro comercial Dolce Vita Porto, a partir das 17h30.

Em entrevista ao jornal i, João Queiroz refere que fez uma vasta pesquisa, em que analisou dezenas de jornais da época e fez questão de entrevistar as pessoas que estiveram ligadas à história.

O ano passado fiz uma pesquisa sobre este tema, que publiquei em 10 artigos no 'Reflexão Portista', onde fica claro que o designado caso Calabote é muito mais que um mero caso de arbitragem. Antes traduz o que era o futebol português há 50 anos atrás
in Reflexão Portista

Anónimo disse...

domingo, 7 de Fevereiro de 2010
SLB beneficiado por árbitro auxiliar

Mais uma vez o resultado de um jogo foi adulterado por um árbitro auxiliar, de seu nome José Ramalho (o tal que no SLB x FC Porto da época passada foi agredido por um adepto encarnado em pleno relvado). Estou, evidentemente, a referir-me ao Vitória de Setúbal x SLB de ontem à noite.
Aos 57' assinalou um fora-de-jogo inexistente a Bruno Ribeiro, quando este se isolou.
Um minuto depois, anulou um golo limpo aos sadinos. As imagens são claras, Keita estava em posição perfeitamente regular na altura em que lhe foi feito o passe.
Como não há duas sem três, aos 72' mais um fora-de-jogo mal assinalado ao ataque do Setúbal, num lance em que Neca se isolava na direcção da baliza do SLB.

Já aqui tinha falado nos auxiliares do andor, com destaque para o António Vilaça, e na importância decisiva que estão a assumir neste campeonato. E, de facto, com "líberos" desta qualidade, enquanto os avançados do FC Porto estão impossibilitados de jogar em linha, o treinador do SLB pode perfeitamente colocar a sua defesa subida no terreno. Se algum adversário se escapar, zás, bandeirinha ao alto.
Aliás, o mesmo já tinha acontecido no último SLB x Nacional, em que nem a linha da grande área serviu para que o auxiliar do Benquerença visse correctamente.

E assim se vai escrevendo a história desta época.

In Reflexão Portista

Anónimo disse...

Os azares de Rui Patrício e Zoro


Rui Patrício e Zoro. Dois nomes de futebolistas a gerarem meditação…

Rui Patrício teve ontem (mais) uma noite não. O guarda-redes do Sporting voltou a ser incapaz de fazer uma defesa em lance de grau de facilidade elevado, logo no começo do jogo com a Académica. Repetiu a cena de outras alturas - com o Mafra, por exemplo, esteve na génese do desaguisado entre Liedson e Sá Pinto, ou vice-versa.

Não terá sido por Rui Patrício que o Sporting ontem perdeu (retirado o frango, teria empatado, em tese básica), mas Alvalade volta a estar em polvorosa - e está a agudizar-se um problema. Rui Patrício já evitou o desaire da sua equipa noutras ocasiões - até se diz que um guarda-redes é bom pelos pontos que "vale".

Não faz obviamente sentido crucificar um jovem de bom potencial, mas há uma verdade incontornável: uma equipa que aspira ao alto rendimento não tem tempo para resistir ao período necessário à aquisição de experiência e "endurance" de um jogador. O dilema existe, e teimar nele será contraproducente para as hostes de Alvalade.

Zoro é um caso diferente. O defesa-central está emprestado pelo Benfica ao Vitória de Setúbal e teve uma infelicidade: ao minuto 90+1 cometeu um penálti que só não deu a vitória ao Benfica porque Cardozo atirou à trave!

Ufa!

Um Zoro honesto terá sentido um alívio do tamanho do mundo. A integridade dos homens e a política de empréstimos desta vez talvez não sejam chamadas para a análise de alguns comentadores de televisão tão lestos a vomitar insinuações noutras alturas…
in ojogo

Anónimo disse...

Túnel da Luz

FC Porto apresenta parecer em que defende pena de um a quatro jogos para Hulk e Sapunaru
06.02.2010

O jurista João Leal Amado, especialista em Direito Desportivo, defende que as agressões de Sapunaru e Hulk a um assistente de recinto desportivo (steward) no túnel do Estádio da Luz devem ser penalizadas com uma pena de um a quatro jogos.

Isto porque, segundo aquele professor auxiliar da Faculdade de Direito de Coimbra, um steward é um “vigilante de segurança privada” e “a ordem jurídica não confunde as forças de segurança com os assistentes de recintos desportivos”. É com base nesta argumentação que o FC Porto deverá apresentar recurso junto do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

No parecer a que o PÚBLICO teve acesso, João Leal Amado considera que “não faltam boas razões para duvidar do acerto” do “enquadramento regulamentar” da acusação a Hulk e Sapunaru pela Comissão Disciplinar (CD) da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

Contra os dois jogadores do FC Porto foram, recorde-se, deduzidas acusações nos termos das quais ambos teriam praticado infracções disciplinares muito graves contra “delegados ou outros intervenientes no jogo com direito ou permanência no recinto desportivo”, infracções puníveis com sanção de 6 meses a três anos, segundo o artigo 115.º, n.º 1, al. f, do regulamento disciplinar da LPFP. Mas, para o jurista, os “assistentes de recinto desportivo não são ‘intervenientes no jogo’, eles são, em certo sentido, justamente o oposto disso, visto que uma das suas tarefas centrais consiste em evitar que os espectadores possam intervir e perturbar o normal desenrolar do jogo”. No seu entender, “em princípio” não estão “autorizados a aceder e a permanecer num túnel de ligação entre o recinto de jogo e os balneários”.

João Leal Amado considera, assim, que “não se vislumbram razões válidas para enquadrar” as agressões de Hulk e Sapunaru no artigo 115.º. “Parece-nos estranho que o instrutor

acusador diga, preto no branco, que estabelece esse artigo que o jogador que cometa agressão contra outro interveniente no jogo com direito de acesso ou permanência no recinto desportivo, entre os quais o assistente de recinto desportivo, é punido com pena de suspensão de 6 meses a 3 anos e multa (...)”, cita. E questiona: “Como!? Entre os quais assistente de recinto desportivo!? O preceito diz isso? Não diz. O preceito não faz menção a qualquer assistente de recinto desportivo.”

Em conclusão, é referido que os jogadores não poderão “ser objecto de outra punição senão a prevista para as hipóteses em que um jogador agride qualquer outro elemento do público, nos termos do art. 120.º do regulamento disciplinar da Liga, que já qualifica a respectiva conduta como uma infracção disciplinar grave”, punível com uma pena de um a quatro jogos.
in Publico

Nem é preciso ser Doutor para chegar a essa conclusão ???!!!

Anónimo disse...

Calabote deixou escola…
Publicado por CAA em 6 Fevereiro, 2010

O sr. árbitro que actuou em Setúbal não merecia aquilo: com a ajuda do seu assistente, fabricou foras-de-jogo, anulou um golo limpo, perdoou a expulsão de Maria, e, já em desespero, inventou um penalty ao nonagésimo minuto! E nem assim… Realmente, um árbitro faz o que pode (e muito mais do que é obrigado) mas, por enquanto, ainda não pode fazer tudo, tudo, tudo – nem todos são Ricardos Costas, que diabo!
Muito a propósito, amanhã, domingo, será lançado um livro que narra a história da figura referencial da arbitragem lusa, um exemplo imitado, repetido, plagiado, vezes sem conta e durante anos a fio, sem dúvida nenhuma o espectro que pairou hoje em Setúbal: o sr. Calabote.
O autor é João Queiroz e a apresentação de Rui Moreira – amanhã, domingo, às 17.30h, na livraria Bertrand do Dolce Vita, no Porto.
in Blasfemias

Anónimo disse...

Contra a Academica, Sapunaru e Hulk, cumprem 11 jogos de castigo!!!!!!!!!!!!!!!

Nem Pepe do RMadrid, sem provocações!!!

POr onde anda o Sindicato ????????!!!!!!!

O que dizer deste campeonato de TUNEBOL ???

miguel disse...

O apito dourado já acabou.

Espero que se inicie o apito encarnado e que o senhor relate também todos os factos.

Anónimo disse...

e disto que o geninho tem medo eles zurram q nem cavalos ! ,não e geninho ..

Anónimo disse...

Jones usou esteróides, hormona de crescimento, insulina e até eritropoietina, substâncias com efeitos dopantes a longo prazo que figuram do lote de produtos mais procurados pelas autoridades antidopagem em qualquer circunstância, fora ou durante competições.

abs disse...

24/1/2004
Jogo: FC Porto - Estrela da Amadora, 2-0

19.ª jornada



22 dias antes do jogo, o Presidente do Conselho de Arbitragem, Pinto de Sousa (PS), combina com Pinto da Costa (PC) a nomeação do árbitro jacinto Paixão para o jogo da Taça de Portugal, FC Porto- Felgueiras. PC concorda. No dia 24/1/2004 Jacinto Paixão é nomeado também para apitar o FCP-Estrela Amadora. O empresário de jogadores, António Araújo, oferece ao árbitro Paulo Silva os seus serviços.



Conversa entre PC e PS:



PC: Estou?
PS: Estou, Jorge

PC: Estou Zé
PS: Então Jorge, tás bom?



PC: Já rectificaste a nota do homem?

PS: Eh eh eh eh! É pá ouve lá, vê lá se deixas o rapazinho em paz! Coitadito, pá



PC: Ãh?!

PS: 8... 8,4



PC: É uma boa nota

PS: É uma boa nota



PC: Pois foi o observador tem que... tem que...

PS: Já li... Já li os jornais todos hoje



PC: Tem de ser reclassificado

PS: Olha, estou-te a telefonar pelo seguinte, pá, estou a pensar nomear o Jacinto Paixão para o Porto-Felgueiras. Não há inconveniente nenhum, pois não?



PC: âh?

PS: Jacinto Paicão... Porto Felgueiras! Não é nada de especial.



PC: Se entretanto ele não... se entretanto ele não...

PS: Nomeado para qualquer outro jogo.



PC: Noemado para a Casa Pia. Ahahahahahahahah

PC: Mas não é... não é de muito longe?



PS: âh?

PC: Não é de muito longe?



PS: Não, coitado, não... É que ele tem que fazer... Tem que fazer outro joguito

PC: Tá Bem



PS: Como ainda fez poucos, pá...

PC: Ah, por mim pode



PS: âh? E não... não me convinha pôr nos jogos mais importantes.

PC: Não, está bem, podes pôr



PS: Está? Sim, está

PC: E o outro? Já estiveste com ele? Veio passar o ano ao Porto, não



PS: Não, pá. Eu 'tou em Seia

PC: Ai estás em Seia...Ok, Zé, podes pôr.



PS: Está?

PC: Está, um abraço



PS: Um abraço



Conversa entre PC e PS



2/1/2004



PC: Estou

PS: Estou, Jorge



PC: Então?

PS: Olha, afinal, o Jacinto Paixão vai fazer agora o Estoril no próximo dia 4 de janeiro, eu não tinha reparado



PC Estoril quê?

PS: Estoril qualquer coisa pá... Não é Estoril nada! Felgueiras! Vai fazer o Felgueiras pá



PS: Enganei-me! Estoril-Felgueiras ou assim uma coisa. Pronto, portanto não pode ser de maneira que... olha, como o jogo também não é importante, ía o Paulo Pereira de Viana do Castelo... Que já fez o Porto-Nacional este ano.

PC: É fraquinho



PS: Mas também o jogo...também não... tem interesse nenhum, não é?

PC: Porque não pões um gajo do Porto?



PS: Porque o Jorge Sousa...Vai fazer o Estoril-Setubal... o Paulo...

PC: Esse gajo é bom...esse gajo é bom árbitro