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quarta-feira, fevereiro 10, 2010

APITO DOURADO - AS MEMÓRIAS (2)


Após a sexta sessão do julgamento do processo originário do Apito Dourado, há um mistério que permanece: quem é João Jorge Elias Martinho? Nunca ninguém o viu no Tribunal de Gondomar, bem assim como o advogado que mandatou: Joana Pimenta.
Quase desde a primeira hora que João Martinho se constituiu assistente neste processo, ou seja, na posição de alguém que tem algo a reclamar dos factos que estão a ser apurados, tal como acontece com os Dragões Sandinenses, a equipa que concorreu directamente com o Gondomar SC, na época de 2003/2004, pela subida à II Liga. Os dragões têm sido representados no tribunal pelo advogado Francisco Coelho dos Santos e toda a gente sabe que reclamam 3 milhões de euros de indemnização por eventuais prejuízos provocados pela viciação da verdade desportiva. Mas ainda ninguém conseguiu perceber quem é o que faz João Martinho na qualidade de assistente neste processo. Ainda se pensou que fosse um jornalista mais atrevido que assim se tivesse constituído para conseguir ter acesso ao processo mas este hipótese está praticamente colocada de parte. E todas as tentativas de contacto dos serviços do tribunal gondamarense resultaram infrutíferos. Será que João Martinho existe?

Rui Mendes, o detonador

Hoje, corre o pano sobre a sétima sessão do julgamento. A “estrela” do dia, no campo das testemunhas, será o árbitro Rui Mendes. Sem ele não teria havido não só este processo mas todos os que resultaram como certidões do processo originário.
Rui Mendes esteve dois anos na 1.ª categoria e foi uma queixa sua que fez cair as peças deste dominó. Tudo começou em 2001, quando Mendes relatou a Valentim Loureiro, presidente da Liga em exercício, uma situação ocorrida consigo na qualidade de árbitro da 1.ª categoria e com Nemésio de Castro, então membro da Comissão de Arbitragem da Liga, antes de um jogo entre o Campomaiorense e a U. Leiria. Na sequência da conversa que teve com o major, na Câmara Municipal de Gondomar, Mendes acabou também a falar com José Luís Oliveira e foi-lhe sugerido se estava interessado em apitar um jogo da equipa gondamarense, como viria a acontecer. Mendes apitou o jogo Gondomar-Trofense, que terminou empatado a uma bola. A nota que recebeu não foi boa e Mendes “encheu o saco” e foi falar com Pimenta Machado, que o aconselhou a escrever uma carta ao presidente da Liga. Carta que foi encaminhada por este para o DIAP do Porto. Pimenta Machado também expôs a situação à Procuradoria-Geral da República. Rui Mendes abandonou prematuramente a arbitragem e chegou a ser acusado no processo originário mas acabou por não ser pronunciado.

6 comentários:

Maria disse...

Estou atenta para ver o que escreve

Maria disse...

É efectivamente uma boa pergunta.
Faz hoje dois anos que começou o julgamento do apito, e todo este tempo passado, nem se descobriu quem é o assistente, nem temos a decisão do Tribunal da Relação do Porto à vista. Que pena.
Em relação ao assistente, nem vocês, jornalistas, investigaram.
Será por ele ser do SLB?

Anónimo disse...

e esta perola bem investigada aqui:http://www.youtube.com/watch?v=B3n_t2ujtXs
vai dar BOMBA ...

Anónimo disse...

Túnel da Luz:

Sindicato critica silêncio do presidente da Liga

Evangelista fala em «danos graves no futebol português»

O presidente do Sindicato de Jogadores criticou nesta quinta-feira o silêncio do presidente da Liga, relativamente ao caso do túnel da Luz, que resultou (para já) em suspensões preventivas de Hulk e Sapunaru, jogadores do F.C. Porto.

«Acho que o presidente da Liga é inteligente, compreende esta mensagem e acho que lhe ficava bem pronunciar sobre o assunto. No futebol português, estamos habituados ao silêncio de alguns dirigentes sobre temas nucleares», disse Joaquim Evangelista, citado pela agência Lusa.

O líder do Sindicato defende que a morosidade do processo «está a causar danos graves no futebol português, numa altura em que a crispação é tão grande». «Foi ele próprio (Hermínio Loureiro) que no início do mandato como presidente da Liga disse que o que mais importava era os jogadores, os treinadores e os árbitros. Neste caso, tem que se lembrar dos jogadores», acrescentou Evangelista.
in Maisfutebol

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Só agora ?!

Tão Frouxo ?!

Anónimo disse...

Martinho & Joana ???!!!
E que tal o jornalista investigar ??

Vitor Tavares Pais disse...

Muito fácil... o tal de joão, jorge Elias... não existe ou já morreu.... alguém do escritório de Pragal Colaço aproveitou uma qualquer Procuração e fez-se Assistente em nome do defunto.

Daí até as escutas irem parar ao You Tube foi um simples clique.

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Qual é a dúvida?!

Neste País de panões e cornos mansos?!