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sexta-feira, julho 24, 2009

RUI CARTAXANA

A morte de Rui Cartaxana "obriga-me" a escrever duas ou três linhas.
Os meus amigos sabem que nunca morri de amores pelo homem que conseguiu levar o Record para a vanguarda da Imprensa desportiva.
Jornalista puro e duro, feito nas redacções dos vespertinos de Lisboa, onde todos os dias se lutava contra o tempo e contra a informação plasmada nos matutinos, Rui Cartaxana foi, no Record, um director directo. Definiu um rumo e logrou o objectivo com processo que podemos contestar nas tertúlias do Snob mas que resultaram na prática.
Rui Cartaxana teve ainda o mérito de ser um general que soube delegar nos seus capitães a responsabilidade de fazer do Record um jornal diferente, vivo, provocador e necessariamente diferente.
Fica na história do jornalismo português não pelos prémios que conseguiu como repórter mas sobretudo por um estilo de liderança e persistência.
Ao seu filho João, um dos grandes jornalistas desportivos portugueses, repórter de eleição, deixo os meus sentimentos. A memória do teu pai é um facto, mesmo entre aqueles que não iam à bola com ele...

22 comentários:

simon disse...

Puro e duro, um canibal, mais despeitado e raivoso que o amargo fel da figadeira, que ficará conhecido, sobretudo, por não ter calado o que devia, quando de veneno se mordia a própria cauda, julgando ferir os rivais.

Um tipo destemperado, enfim.

Anónimo disse...

Pode ter sido bom como director administrativo do Record, mas como jornalista deixou muito a desejar, pela sua enorme parcialidade (era um lampião fanático), que fazia sempre sensaciolismos com os clubes rivais do seu. E depois mostrava muitas vezes falta de informação naquilo que escrevia.Recordo-me de uma vez, quando ainda era o Provedor dos Leitores ter respondido a um deles que lhe perguntou com que idade tinha chegado o Cristiano Ronaldo ao Sporting e ele respondeu-lhe: tinha 15 anos!!! A resposta em si não teve importância nenhuma ou muito pouca, mas demostrou que não era alguém muito bem informado e que não punha o máximo de seriedade naquilo que escrevia.

Toupeira Real disse...

Para não variar, O Geninho esqueceu-se de que era um dos poucos jornalistas vivos sérios. A sua cruzada na denúncia da corrupção no futebol português foi épica e recheada de excelentes peças jornalísticas só alcançáveis por alguns eleitos. Obviamente, era detestado pelo "mainstream" jornalístico, sempre pronto a ser lacaio. Em suma, um homem sério, corajoso, vertical, assertivo e, sobretudo, honesto. Tanto que agora há "jornalistas" crocodilamente lacrimejantes.

Anónimo disse...

porque é que não ias á bola com o senhor? se calhar porque dizia as verdades sem papas na caneta...

Anónimo disse...

Subscrevo inteiramente a Toupeira. O ódio visceral de alguns e sobretudo a sua mesquinhez (e estupidez) não dá nem para respeitar um Grande Homem na hora do Adeus. Coitados.

Anónimo disse...

Sei que teve uma carreira longa, mas confesso que só a "acompanhei" mais de perto graças àquelas crónicas no Record repletas de ódio, fanatismo, parcialidade e falta de profissionalismo.
Que descanse em paz, ainda assim. Todos quereremos por certo fazê-lo quando um dia esticarmos o pernil, indepentemente dos pecadilhos que possamos cometer.

Natálio Santos disse...

Um dos muito poucos jornalistas sérios, isentos e corajosos sem medo de nada nem de ninguém, e que lutou e denunciava quem quer que fosse em prol da verdade desportiva e enfrentando sempre de pé e de peito aberto corruptos, mafiosos, e até ameaças á sua integridade física...!!!Infelizmente hoje deve de haver muita gente feliz pois podem continuar com as suas jogadas sujas no futebol sem ter cá o CARTAXANA para os denunciar !!! Paz á sua alma !

dragao vila pouca disse...

Off-record violados, pagamentos para ter informações - eu sei do que estou a falar e tu também deves saber -, anti-portismo primitivo e benfiquismo doentio, enfim, paz à sua alma...

Anónimo disse...

É sempre triste quem parte.
não desejo, a morte a nínguem.
Com respeito para com familiares.
DIGO:

Mas enquanto foi vivo, como jornalista; e director de um jornal
desportivo.
Foi um indigno profissional.
Benfiquista doentío,e um
anti-pertista primário.
E quando assim é... homenagem é
dos outros.
Mas infelizmente neste aspecto:
anda para aí, muitos pobres "escritas"
que de jornalistas isentos não
teem nada.

VIVA O PORTO O PORTO É GRANDE.

Anónimo disse...

Pois é dragão deve ter corrido champanhe lá em casa...

iBenfiquista disse...

Extraído da sua última crónica, " O silêncio é a grande lei da família, e testemunha que se atreva depor contra alguém do grupo (contra o chefe então, é impensável) é hostilizada e agredida, se não lhe acontecer pior, porque aí só o silêncio é soberano e contra ele ninguém pode, nem os senhores da capital".

Isto, infelizmente, não é inventado, é a pura verdade. O que se pode comprovar por inúmeros testemunhos e factos.

Um homem assim, com a postura vertical do Cartaxana, chamando os bois pelos nomes, devia ser um exemplo para todos os jornalistas portugueses, em particular, e todos os portugueses, em geral. Infelizmente, não é isso que acontece. A começar por alguns comentários aqui expressos.

Veremos se (alguma) postura vertical, excepcionalmente, permita que o meu comentário seja publicado.

Saudações Desportivas

Anónimo disse...

um dragão não desperdiça espumoso com quem não merece, além disso o homem era tão só um lampião comandado à distância, e se fosse contra o porto ou sporting ainda melhor, se em vivo não gostava dele não vai ser depois de morto que o vou adorar, o salazar morreu e eu não passei a gostar dele por causa disso, falsos moralismos e moralistas é o que estes espaços mais tem, ainda falam em homens que chamavam os bois pelos nomes, nunca chamou nenhum do benfica...grande jornaleiro não há dúvida...

Rui Augusto disse...

este senhor ficou a dever bastante à imparcialidade que se impôe a qualquer jornalista, como código de ética deontológica.

Não lhe conheci a vertente pessoal, mas profissionalmente deixou muito a desejar.

Condolências à família.

ginoveve disse...

Grande jornaleiro,
não há dúvida, oh,
cantem-lhe a canção,
agora, que ao tempo
em que bulia, a desabafar
despeitos, de fel lhe vi
mais vezes a pena
que de suave melodia,
pobre lampião, dobrado
à maldade que o tolhia.

Anónimo disse...

As verdades custam a muita gente! E Cartaxana sabia do que falava. Li, ali para cima, qualquer coisa sobre off-records desrespeitados. Por acaso, sou sócio da Académica, um clube que, e duvido que o senhor de Vila Pouca saiba, foi o principal prejudicado em todo esse caso, que meteu documentos e carimbos falsos, protagonizado por indivíduos do calibre de Valter Ferreira, António Oliveira, Pimenta Machado, entre outros. Vegonhoso, é falar-se de tudo na primeira pessoa e ninguém ser responsabilizado. É saber-se da fruta e do café co leite e as provas não serem aceites num tribunal. São as viagens ao Brasil e todos assobiarem para o lado.
É esta a diferença entre Cartaxana e os outros.

Anónimo disse...

Idiota, bois só no teu clube, palhaço!

Anónimo disse...

Este moderador é mesmo ....
Da-se!

Viriato de Viseu disse...

Cá estão os androides ressabiados a falarem de um GRANDE paladino da verdade, com a raiva do costume.

Não vergou a mola a respeito do APINTO DOURADO e os androides não lhe perdoam, assim como perdoaram os juizes e demais "ajuizados" da cidade de Palermo...perdão, PORTO!!!

Anónimo disse...

Nesta hora, paz á alma do Sr. Cartaxana. E que seja uma paz que, julgando pelos seus escritos, nunca parece ter encontrado nesta passagem Terrena. O seu preconceito e ódio, pontuado pelo recorrente 'militantismo', ao F.C.Porto foi lamentável, e a sua "influência" no jornalismo Português foi quando muito um nivelar por baixo - os jornais desportivos, e demasiado do jornalismo desportivo de hoje vive nesse 'tomar partido', onde a notícia vale pela 'editoria' circundante, não pelo merito de informação (mesmo que pontuada por emoção!).
O "Record" cresceu (em vendas?)? Se calhar cresceu, mas as cadeias de 'fast-food' também crescem e se multiplicam - não quer dizer que se esteja necessáriamente a comer melhor!

L.F.M.S. disse...

Há momentos na vida em que lamentamos ter deixado há muito tempo de ler certos pasquins devido à sua falta de isenção. Isto parece um paradoxo, claro, mas eu explico: neste momento, depois de ler comentários extremados de portistas e benfiquistas, uns a enxovalhar o homem, outros a endeusá-lo, não sei realmente quem fala verdade e quem tem razão...eu deixei de ler aquele jornal há muito tempo. Tal como o outro de Lisboa, aliás...

Mestre Alves disse...

Ó iBenfiquista eu quando li o que você extraiu da ultima crónica deste sem vergonha, encontrei um cenário adequado às suas palavras.

" O silêncio é a grande lei da família, e testemunha que se atreva depor contra alguém do grupo (contra o chefe então, é impensável) é hostilizada e agredida, se não lhe acontecer pior, porque aí só o silêncio é soberano e contra ele ninguém pode, nem os senhores da capital".

TVI, José Eduardo Moniz.
Aeroporto de Lisboa, empresário de Moretto.
24 Horas.
Candidato à Presidência do clube.
Jovem agredido em dependência da CGD.
Contas Bancárias denunciadas, como fraudulentas em nome de terceiros cujo o presidente do SLB movia livremente.
Pedras em Alcochete.
Autocarros incendiados.
Adeptos impedidos pelas autoridades de forma ilegal de assistir a jogos das modalidades.
Caso Mantorras.
Alverca, Estoril Praia, Boavista.

Um rol de mafiosidade incrível que este pulha nunca falou, já quando as coisas tinham tons azuis e brancos era sempre a disparar e maioritariamente a mentir.

Eu respeito tanto os vivos como os mortos pelo que fazem ou fizeram, quem não me merece qualquer respeito vivo, não o passa a ter por estar morto. Não sou tão hipócrita, lamento.

Anónimo disse...

Ah grande zé , quem lázaro quem escreve assim tem dedos!