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terça-feira, março 10, 2009

UM DIA PERFEITO (2)

Mais uma sessão, a 6.ª, do julgamento do caso do envelope. A manhã começou com recortes do CM em cima da mesa. O diário da Cofina diz que Ana Salgado virou o bico ao prego e que agora está disposta a testemunhar em favor da irmã, depois de ter aparecido neste julgamento na qualidade de testemunha de defesa de Pinto da Costa, entretanto dispensada pela mesma quando a senhora percebeu que não estava em condições emocionais para depor, o que se supóe ser um eufemismo. A verdade é que Ana derreteu-se quando reencontrou a irmã gémea no tribunal. Não se pode menosprezar nunca este tipo de ligação uterina... Agora, o MP quis chamar Ana para atestar a credibilidade da irmã. Não sei como é que se pode atestar a credibilidade de alguém usando uma pessoa que começou por ter uma posição - acusando PC de agressão, quando ainda estava grávida -, que depois se virou contra a irmã e montou a sua empresa e que surge desta feita novamente alinhada com Carolina. Mas é a justiça que temos. Na sessão da manhã deu ainda para ouvir Gil Moreira dos Santos, advogado de PC, a retificar o vencimento do presidente, que este declarou ser 14 mil euros - é um pouco mais, 19 mil euros liquídos, depois de apurados os impostos. Também falou Paulo Lemos, especialista em fechaduras e antigo amante de Carolina, que repetiu na audiência o que disse na instrução, ou seja, que antes de publicar o livro Carolina se encontrou várias vezes em Lisboa com Luís Filipe Vieira, pelo qual foi recebido "aos beijos e abraços", tendo este dito no primeiro encontro: "O que é que tens para mim e quanto é que queres". Fazendo fé num depoimento de Ana, foram 20 mil euros... Lemos falou depois, cá fora, do incêndio que Carolina mandou fazer nos escritórios de Lourenço Pinto e de Pinto da Costa. Fernanda Freitas, co-autora de "Eu, Carolina", também falou e disse que foi usada pela testemunha "superveniente" deste processo, de quem disse ter "um grande poder de sedução". Foi pena não ter sido possível ouvir Pinto da Costa falar deste assunto porque sobre ele saberá bem do que se está a falar.

8 comentários:

Dragão sem chama disse...

Afinal o Pinto da Costa é um santo! :)

A do LFV é que é de rir!
o Namorada deixou a senhora em Lisboa sozinha num restaurante e pegou no carro em direcção ao Porto, quando viu o LFV!

Que grande comédia.

Herr von Bolas disse...

Haja paz nas famílias e corrupção na bola.



Depois de ficarmos a saber que Pinto da Costa resolvia problemas familiares aos arbitros, em vesperas de jogos, no seu próprio apartamento, ficámos tambem a saber que havia corrupção no futebol e com montantes nada baixos. Quem o afirmou em pleno tribunal, como testemunha abonatória de Pinto da Costa, foi o Juiz Mortágua, ex-presidente da CJ da FPF e , ao que já vi escrito, membro do Juri de Apelo da UEFA.

Mas este julgamento, para além das novas que acima registamos, mostrou ao país, o nível de apoiantes de Pinto Costa que à porta do tribunal, não só o aplaudiram à entrada, como vaiaram e agrediram a testemunha de acusação Carolina Salgado, à saída. Um espectaculo onde as boas maneiras e fino trato de gentes da Invicta ficaram patentes a par das obscenidades e insultos, numa manifestação inequivoca que o mal e o bem podem conviver nas mesmas pessoas.

Obviamente Pinto da Costa só pode ser relacionado com a parte boa de gente de tão elevado gabarito e fino de trato que se deslocaram até ao tribunal por sua livre e expontanea vontade. Ele que convive e é recebido pelas mais importantes figuras da cena mundial, desde politicos à mais alta figura da Igreja o Papa, jamais se misturaria com gente, cuja parte má tivesse parecenças à da testemunha de acusação, Carolina, uma mulher não credivel, ex-alternante de uma casa da noite, bem frequentada é certo, mas cujas marcas ficam para sempre gravadas na memória das gentes de elevado moral.

Mas voltando ao julgamento e à corrupção, tambem ficamos a saber, que nunca Pinto da Costa corromperia por 2.500 euros, pois como disse o Juíz Mortagua tal verba era só para o aquecimento. Ficámos tambem sem saber qual o problema familiar do arbitro, já que ele ainda nã autorizou PC a revelá-lo e tem faltado ao julgamento por doença. Por outro lado, a irmã de Carolina, foi magnanimamente dispensada pela defesa de testemunhar contra a mana em abono de PC.

Um conflito familiar em pleno tribunal seria o menos desejavel para Pinto da Costa, ele que, agora se descobriu, se esforça por solucionar problemas familiares.
Uns felizardos.... os homens do apito...terem pessoas assim para resolver esses mesmos problemas.

Para ficar a saber quem é o Juíz Mortágua e no resultado das suas afirmações clique em juizes_obrigacao_denunciar_arbitros.

Tambem um ex-dirigente federativo no seu blogue antonio(aqui)boronha faz revelações muito interessantes sobre o que viveu nos meandros da FPF onde conheceu o sr. Mortágua.
Publicada por Herr von Bolas em 9:39:00 AM

Anónimo disse...

Sábado, Março 07, 2009
estórias da bola trinta e oito


conheci bem o juiz antónio mortágua, na altura em que eu exercia funções executivas na 'federação portuguesa de futebol' era ele o presidente do 'conselho de justiça' lá da casa.
confesso, com todo respeito pela pessoa, que sempre o achei um pouco 'tolinho', demasiado vulnerável (e solícito) às inúmeras pressões que se exerciam à sua volta.
acabou substituído nas listas de madail, sem rupturas, a troco de um pacífico mas 'remunerador' cargo num dos areópagos da 'uefa', o 'jury d'appel'.

o juiz mortágua era um dos convidados permanentes que costumavam acompanhar as deslocações das selecções nacionais, nos voos fretados pela 'fpf', ao estrangeiro.
(abro um parentesis para lhes dizer que poucos imaginam o tráfico de influências e as trocas de favores que estão por detrás de um lugarinho nestes aviões...
seria bom conhecer as listas de todos os convidados, desde que madail tomou posse, em 1996, até hoje. estão em poder da 'cosmos' e não me venham com minudências de 'idas' de calheiros ao brasil!...)

como a maioria julgo que sabe, a comitiva oficial, dirigentes, técnicos, jogadores e 'staff', viaja numa zona do avião em que o acesso está vedado aos convidados.
num voo de regresso, julgo mas não juro, da roménia, em setembro de 1999, um dos elementos do nosso grupo responsável pelo controlo dos acessos à zona restrita, um oficial da polícia portuguesa que com outro se encontrava destacado para essa função, veio-me dizer, em pleno voo, que um senhor a quem ele tinha interditado o acesso o tinha insultado e ameaçado com uma acção judicial por ele, polícia, o estar a impedir, a ele, um magistrado, de se deslocar livremente dentro de um avião português.
disse ao meu companheiro que exercia essa funções que não se preocupasse que eu tratava do assunto. dirigi-me ao lugar onde antónio mortágua se sentava e disse-lhe, muito simplesmente:
- meu caro, terá que mudar o alvo da sua indignação pois o mesmo não é a pessoa que exercia funções no acesso à cabina da frente, mas eu, que fui quem lhe dei essas instruções!...
como pessoa cordata, expliquei-lhe as razões óbvias de tais limitações pois, se as mesmas não existissem, assistiríamos a um permanente corrupio de pessoas junto dos figos e ruis costas da altura....
contestou-me de imediato perceber as razões para o que se tinha passado e o assunto morreu ali, para sempre.
simpaticamente acrescentou-me só ter pretendido conseguir um autógrafo do jogador beto, para um sobrinho? neto?...já não recordo.
escusado será dizer que, passados minutos, entreguei-lhe um programa da 'jornada' autografado pelo beto e...por mais uma dúzia de jogadores. todos os que estavam acordados.
Blogue António Boronha

Anónimo disse...

Juízes têm obrigação de denunciar árbitros
Lei do Álcool interessa pouco aos portugueses
Homens já se atrevem a ter profissões de mulheres
Espanhóis querem ser pagos por barragem lusa
Há cem anos que os ratos ajudam a salvar vidas
MULHERES MULTIFUNÇÕES SÃO AS PORTUGUESAS DO SÉCULO XXI
Sonda 'Kepler' colocada com sucesso em órbitra
Veados atravessaram o Tejo já lá vão mais de 20 anos
Infertilidade atinge 290 mil casais portugueses
Juízes têm obrigação de denunciar árbitros


FILIPA AMBRÓSIO DE SOUSA
Corrupção. As declarações de António Mortágua, juiz jubilado, de que teve conhecimento de corrupção na arbitragem, enquanto dirigente desportivo, acendem a polémica. Devem os juízes fazer parte de órgãos desportivos? A lei não proíbe, mas Conselho Superior da Magistratura não concorda

Juiz é amigo de Pinto da Costa há 12 anos

O assunto volta à ordem do dia: devem os juízes fazer parte de órgãos desportivos? E mais: devem os juízes não revelar as ilegalidades de que possam ter conhecimento como corrupção na arbitragem?

Não. Dos magistrados judiciais contactados pelo DN, "em consciência", nenhum juiz deve pertencer a associações desportivas. E, "como é óbvio", devem sempre denunciar os eventuais ilícitos criminais de que se apercebam.

"Os juízes quando são indicados pelos clubes de futebol é para serem usados", explica Rui Rangel, juiz desembargador e presidente da Associação Juízes pela Cidadania. "E quando tomam decisões estão sempre limitados na sua isenção se fizerem parte de órgãos desportivos", explica o magistrado judicial ao DN.

A questão surge depois, de sexta-feira, o juiz-conselheiro, agora jubilado, António Mortágua ter assumido, em julgamento do "Caso do Envelope", extraído do "Apito Dourado", que teve conhecimento de "árbitros corruptos".

António Mortágua, portista e amigo do líder do FC Porto há 12 anos, exerceu funções na Comissão Disciplinar da Liga de Clubes e actualmente é membro do Comité de Apelo da UEFA e foi até há pouco tempo presidente do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol. "E o senhor juiz que me desculpe mas não tem moral para dizer o que disse. Ainda mais com a relação próxima que mantém com o senhor Pinto da Costa", remata Rangel.

"Os juízes podem estar a branquear o futebol estando nesses cargos", explica Eurico Reis, também juiz desembargador, contactado pelo DN. "E devem perceber o mal que estão a fazer à carreira."

António Martins, da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, subscreve e diz ainda que "o juiz tem um dever ético de denunciar situações criminosas".

Já o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento, em entrevista recente ao DN defendeu peremptoriamente: "Pessoalmente, não gosto de ver lá juízes. Mas o Conselho Superior da Magistratura (CSM), legalmente, não pode proibir."

A lei não proíbe a participação de juízes em órgãos desportivos, em nome do princípio da "liberdade do associativismo". Mas o Conselho Superior da Magistratura defende que, eticamente, um juiz deve evitar esse tipo de associativismo. Mas "decisões concretas nesse sentido não chegaram dar um passo em frente", defendeu Eurico Reis.

Porém, o CSM já avançou que vai avaliar as declarações do juiz Mortágua.
in D.N.

Anónimo disse...

O que tens para mim e quanto queres, anafadinho? Olha que eu já disse ao caracóis para dizer que 3 jogadores do Leixões foram comprados! Desculpa lá o mau jeito.

Anónimo disse...

"TRAMOIA CENTRALISTA" ???!!!

Anónimo disse...

"O que é que tens para mim e quanto é que queres". Fazendo fé num depoimento de Ana, foram 20 mil euros... Lemos falou depois, cá fora, do incêndio que Carolina mandou fazer nos escritórios de Lourenço Pinto e de Pinto da Costa.
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Gostei de ler.

Anónimo disse...

chiii tanta escrita. Para quê? Acima de tudo, o que fica claro é que as manas Salgado, + o namorado da Salgado (outro arrependido...) não são testemunhas credíveis seja onde for. Pena é que o jornalismo português não incida precisamente neste facto: ou seja, como é possível um MP mandar abrir, fechar, reabrir processos contra o FCP e o seu presidente, baseado em testemunhos destes?

Esta é que é a questão. Mas isto, provavelmente, não vende jornal e deve atrair chatices...

Continuação de bom "jornalismo" (?!)