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domingo, março 15, 2009

O "i"

Está aí a rebentar um novo jornal, o "i".
Um novo jornal, sobretudo nos tempos que correm, é sempre uma boa notícia para os jornalistas.
O nascimento do "Público", recordo-me, fez agitar o mercado e definiu um novo conceito. Volvidos 20 anos, o outro mercado, o dos compradores, não parece ter reagido muito bem à inovação...
Diz o director do "i" que este vai ser um jornal "diferente de todos os outros". É isto que normalmente se diz num jornal que aparece.
Diz também que a principal secção do jornal vai resumir "os estilhaços da informação do dia", numa espécie de síntese das sínteses que, confesso, a minha inteligência não conseguiu alcançar.
O "i" pretende "pôr os leitores a pensar sobre os assuntos", acrescenta ainda o director, partindo do princípio que o leitor compra um jornal porque necessita de estímulos intelectuais - suspeito que não...
Mais, o "i" vai ter o exclusivo de todos os textos do "New York Times" mas o "New York Times" não parece muito interessado em ter os exclusivos dos textos do "i".
Mas o que me chamou realmente a atenção foi a existência, na redacção do "i", de um open space que muda de cor conforme se aproxima a hora de fecho e de um "café de descompressão" para onde os jornalistas "podem fugir do stress do dia", o que tem lógica se atendermos ao facto de que a direcção do "i" quer apanhar os ditos estilhaços da informação hodierna.
Ok, vamos ver o que "i"sto dá. E se não der nada, malta, pelo menos convidem-me para um café. Também quero descomprimir. Mas com colete à prova de bala. Nisto de estilhaços, meus amigos, nunca fiando...

7 comentários:

gertrud disse...

Descomprimir?

Aí vai. Dois latinos convergem na economia da sua língua. Não se falava ainda Inglês. A propósito, veremos quem diz a frase mais curta. "Eo rus" (vou ao campo). Contrapõe-lhe o outro: "I" (vai). Pois aí tem o imperativo do singular do verbo "eo, is, ire" (ir), na sua fórmula simplíssima de "i", que até virá ao caso para dizer algo como:
- Queres a notícia fresca, diferente, tratada ao mínimo preço, solidamente? Pois então, "I".

Anónimo disse...

Normalmente, quando querem ser muito diferentes acabam por ser iguais... aos que faliram.

simon disse...

Deixa lá, Queirós, que não faz mal a experimentação de alguma coisa diferente, a ver se "i" que seja, o mais simples, consegue ser ele-mesmo, diferente da pasmaceira que leva três jornais, quatro jornais sobre desporto, a nível nacional, a sintonizarem todos num igual diapasão, do teu sósia, o Queiroz das quinas, chamado à primeira página de todos, como o evento a registar mais importante deste fim de semana.
E, ai, senhores, que quando o Benfica não ganha até parece que o céu se obriga a vestir sem graça, assim de cinzento ou negro.

Mas o Bieira tem-vos assim todos tristes, comprados, c'um caramba?!

vasco rodrigues disse...

Caros amigos
Gostava de lhes propor uma parceria.
Assim eu colocaria o link do vosso site no meu, www.deusesdabola.blogspot.com, que agradecia que fizessem o mesmo no vosso.
Sem mais de momento e desde já agradecido.

Anónimo disse...

Pode ser que na nova publicação apareça finalmente um jornalista sério que publique:
"A gémea de Carolina Salgado andava a ser abordada, há mais de um ano, para mudar o depoimento prestado no âmbito do processo Apito Dourado

Joaquim Salgado, disse à filha que um procurador em Lisboa estaria disposto a recolher um novo depoimento em que ela poderia desmentir o anteriormente declarado..

antes de mudar de posição, Ana Maria acrescentou pormenores sobre depósitos de verbas (20 mil e 50 mil euros, num banco em Gaia, e num banco de Tui, Espanha) alegadamente oferecidas por Luís Filipe Vieira à irmã e contactos com Sérgio Bagulho e Maria José Morgado."

johana disse...

Quê?!
Abordada há mais de um ano para mudar o depoimento?
Assim sob pagamento?
Ai, que a morgada deve estar desatinada de tanto gasto sem ganho.
Sem ganho e sem vergonha, ela mais a troupe toda.

Rui Figueiredo Vieira disse...

Vasco o Guimarães é o maior!!! Grande abraço.