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quinta-feira, março 05, 2009

A CRISE EM TODO O SEU ESPLENDOR


Parece que finalmente estamos todos a acordar para a realidade da crise que afecta os clubes portugueses. Ninguém acreditou no Evangelista (o nome também não ajuda)...
Tal como a outra crise, esta é grave e profunda mas não se radica na conjuntura. É uma crise que tem origem no desgoverno das sociedades desportivas, no beneplácito dos adeptos e na menoridade estrutural do futebol.
Como disse um dia o grande Alfredo Farinha - que não era, ao contrário de outros, entretanto cuspidos do sistema e com tal permitindo um ambiente mais limpo..., um jornalista pé rapado -, as sociedades desportivos seriam sempre um mau negócio para o futebol.
Porque o futebol é emoção e local de acantonamento da escória da sociedade.
Desculpem a franqueza, mas é o que penso.
Não podemos dar por adquirido que o futebol continuará a ser o fenómeno que é. Nos tempos que correm, as pessoas depressam encontram outro motivo de interesse. Veja-se o que está a acontecer com os blogues e o twitter...
Eu próprio sou surpreendido por um tal Eugénio Queirós pois perdi 30 minutos esta tarde a ver um jogo de baseball entre a China e o Japão e fiquei danado quando a minha miúda virou para o Canal Disney...

13 comentários:

Anónimo disse...

É verdade, é verdade.
Assim como encheu de forma desproporcionada nas 2 últimas dezenas de anos, também esvazia rapidamente.

Pelo caminho que isto leva e pelo que se vai sabendo, a desproporção de meios entre clubes do mesmo campeonato, perde-se (ou perdeu-se) toda a aura de desportivismo que era suposto existir.

No caso de Portugal e num futuro imediato, resistirão os eternos 3 e tudo o resto é paisagem para eles terem com quem jogar. Se isto não der uma grande volta, ficarão a disputar os campeonatos entre si, em 10 voltas se for preciso.

Mas quando isso acontecer, ou melhor (porque isso já acontece)quando as pessoas se aperceberem disso a teta acaba para todos. Eles incluídos.


LAM

Anónimo disse...

02-03-2009 LABAREDAS

Pedagogia encarnada

Ora aí está um bom exemplo de pedagogia! Quando tanto se fala de fair play e verdade desportiva, o Labaredas deu de caras com esta pérola. Não é que há um jogador que diz que o golo mais especial que marcou foi em fora-de-jogo? Chama-se David Luiz, veste de vermelho e… consentiu-nos uma enorme gargalhada.



«Um golo marcante foi esta época, mesmo em fora-de-jogo, com o Braga». O Labaredas teve de reler a notícia para concluir que não estava equivocado. Mas não. Foi mesmo assim, com todas as letras, para jovem do Externato Rainha D. Amélia ouvir. Nada mais apropriado para uma jornada de promoção do desporto junto das crianças

Anónimo disse...

"...e local de acantonamento da escória da sociedade."

Estás a fazer a tua auto-crítica ou a dar uma dentadinha nas canelas do "Padrinho"?

Anónimo disse...

Opinião > Crónicas na Rede > Rui Cartaxana





O misterioso cafézinho










As últimas cenas passadas dentro e fora do Tribunal de Gaia, onde estão a ser julgados por corrupção os srs. Pinto da Costa, presidente do FC Porto, Augusto Duarte, árbitro de futebol, e António Araújo, empresário de jogadores e "homem de mão" do presidente têm qualquer coisa de "dejá vu".

Algures noutras paragens, mais mediterrânicas e mais violentas, com base em dinheiro vivo, que passa de mão para mão com fins misteriosos em misteriosos envelopes, acontecem, de facto, cenas assim. O silêncio é a grande lei da família e testemunha que se atreva depor contra alguém do grupo (contra o chefe então, é impensável) é hostilizada e agredida, se não lhe acontecer pior, porque por ali só o silêncio é soberano e contra ele ninguém pode, nem os senhores da capital.

Todos nós já vimos coisas assim em cinema, só que agora temos ali a coisa ao vivo dada em directo e, mesmo se o guião não é tão radical, não faltam por cá os personagens estranhos e as situações. A testemunha maldita, Carolina, apesar de protegida (?) pela Polícia, acaba insultada e agredida por "populares", o agente da autoridade (árbitro) alegadamente corrompido não comparece, invocando misteriosa doença. O pior é que a sua versão não joga com a do alegado corruptor e figura central do drama (segundo ele, árbitro, foi apenas "tomar um cafézinho e ter uma conversinha" com presidente, precisamente na véspera de ir arbitrar um jogo com o FC Porto. O qual, presidente, "explica" tudo com um encontro de aconselhamento, a pedido do árbitro, "coisas familiares". Não falta, sequer, a figura do intermediário, engajador e "homem de mão", o fiel Araújo, presente em tudo e para tudo, ou a irmão-gémea, que trai a outra gémea, Carolina, a troco de benesses do "homem", vai depor contra o "próprio sangue" e corre com os jornalistas fazendo-lhes um gesto obsceno com o dedo da mão espetado. Tudo gente fina. Como se vê.

Pairando sobre as cabeças destes personagens de ópera bufa andam 2 500 € em cinco notas de 500, que a então doce Carolina diz que meteu num envelope a pedido do então marido e presidente para ofertar, com o "cafezinho", ao pobre Augusto Duarte, que eles precisava, vá-se lá saber para quê em conjuntura de tantas e tão grandíssimas dificuldades como as que vivemos.

Alguém percebeu aquela do presidente dizer agora em tribunal que sabia muito bem que tinha o telefone sob escuta? Estaria assim tão certo de que as escutas eram "ilegais"?


Data: Quinta-Feira, 5 Março de 2009 - 19:38

Anónimo disse...

Passem pelo blogue Reflexãoportista, talvez tenha coisas interessantes.

Anónimo disse...

Onde é que já ouvi isto?

"A nossa Democracia tem fragilidades que importa corrigir: a começar na vida interna dos partidos e dos sindicatos (...). Mas também nos domínios da Justiça (...) e dos media, onde cada vez há menos jornalistas qualificados e independentes e mais "funcionários" ao serviço dos interesses que lhes pagam..."

Mário Soares/Visão
Público

In Renovaroporto

giorgio disse...

Só patego
não veria que
essa crise é benfiquista,
desde há muito,
lá na cueca
de fundo.

ANTIGAS GLÓRIAS ALGARVIAS E ALENTEJANAS disse...

twitter ruules

dragao vila pouca disse...

O parecer do Freitas a 60.000 euros é lixo.

«MP arquiva queixa contra Gonçalves PereiraEX-LÍDER DO CONSELHO DE JUSTIÇA VISADO PELA FPF

O Ministério Público (MP) de Lisboa arquivou a queixa-crime da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) contra o ex-presidente do Conselho de Justiça da FPF, num processo em que Gonçalves Pereira era acusado de abuso de poder.
No despacho de arquivamento a que a Lusa teve acesso, o MP contraria o parecer de Freitas do Amaral, que serviu para validar as decisões dos restantes conselheiros na reunião de 4 de Julho de 2008 e para Gilberto Madail pedir uma reunião com Pinto Monteiro, Procurador-geral da República, de que resultou a queixa-crime agora arquivada.
"Do ponto de vista da factualidade objectiva típica, não se descortina uma clara conduta desviante (aliás, actos afectados por vícios e irregularidades foram, eventualmente, praticados por todos, na 1.ª e na 2.ª parte da reunião) em nenhum dos actos em causa; não ocorre uma interpretação jurídica inadmissível e infundada, mas a condução do processo pela forma que, nas circunstâncias e para o arguido, parecia mais adequada", lê-se no documento.
O MP critica todos os membros do CJ e chega mesmo a duvidar das decisões tomadas após o abandono da reunião por parte de Gonçalves Pereira: "O funcionamento do órgão, mesmo na ausência do Presidente e apesar dos seus actos, é a confirmação da inaptidão destes para alcançar uma decisão".
"Para que a conduta constituísse crime de abuso de poder (ou outro que não se divisa), haveria que estarem reunidos indícios de: inadmissibilidade legal do sentido dos actos (e não apenas da sua menor adequação ou da sua incorrecção jurídica, em virtude de erro ou menor conhecimento)".
Pelo despacho de arquivamento sabe-se também que, segundo João Leal, chefe do Departamento Jurídico da FPF, a admissibilidade das escutas telefónicas era o assunto das conversas dos conselheiros nesta altura, "tendo chegado a realizar-se uma reunião preparatória sobre a matéria, uma a duas semanas antes da reunião [4 de Julho de 2008]. Nesta reunião, ter-se-á, aparentemente, formado uma corrente de maioria tangencial no sentido da invalidade da utilização daquelas em processo disciplinar".
Na reunião do CJ de 4 de Julho de 2008 foram considerados improcedentes os recursos de Pinto da Costa e do Boavista, que viram confirmadas as penas da Comissão Disciplinar da Liga do Apito Final, de que resultaram dois anos de suspensão para Pinto da Costa, seis pontos de penalização para o FC Porto, quatro anos de suspensão para João Loureiro e a despromoção do Boavista.
Paralelamente, prosseguem nos tribunais acções cíveis interpostas por Gonçalves Pereira, Pinto da Costa, FC Porto, João Loureiro e Boavista, em que se reclama a invalidade das decisões da reunião do CJ de 4 de Julho de 2008, confirmadas pela FPF após o parecer de Freitas do Amaral.»

lima disse...

Conheceram-se em Barcelona, depois um Espanhol-Benfica que acabou com a carreira dos 'encarnado's na Taça UEFA, em Março de 2007. Juliana Boncristiano era bailarina profissional num bar e Manuel Vilarinho convidou-a para umas mini-férias no Algarve. "Eu faço strip, ele viu e insistiu muito para eu vir a Portugal. Como era casado, tinha de ser no Algarve. Aceitei", disse ao Expresso.

A 24 de Abril de 2007, às quatro da manhã, a GNR de Sagres foi chamada a um aparthotel para resolver uma queixa de agressão. A mulher foi levada ao hospital. O homem não foi detido porque não houve flagrante delito. De acordo com a acusação do Ministério Público de Lagos, "Manuel Vilarinho desferiu em Juliana Boncristiano um número indeterminado de socos que a atingiram na cabeça e nos membros superiores, causando-lhe dores e equimoses no ombro direito e no braço esquerdo".

O presidente da Assembleia-Geral do Benfica é acusado de ofensa à integridade física simples, punível com três anos de prisão ou multa. Depende da queixa e só haverá condenação em tribunal se ficar provado que Vilarinho foi o primeiro a agredir.

Juliana, que entretanto voltou a Espanha e diz ter deixado o mundo da noite, garante nada ter feito para provocar as agressões: "Fomos jantar fora com um casal amigo e o Manuel Vilarinho bebeu bastante. Pediu-me para levar o Mercedes e, ao estacionar, uma pedra bateu no fundo do carro. Ele ficou furioso e começou logo a discutir. Parece uma pessoa normal, mas fica transtornado com a bebida".

A discussão foi ouvida pelo vigilante do aparthotel. "Só sabemos o que se passou fora do quarto, lá dentro não sei", descreve um responsável do aparthotel.

"Quando chegámos ao quarto começámos a discutir e ele agrediu-me. Deu-me empurrões, socos e não me deixava sair do quarto. Só não me bateu mais porque me defendi. Fui ao carro dele buscar uma daquelas armas que dão choques e chamei a Polícia", conta Juliana, que apresentou queixa e voltou a Espanha.

"Recebi ameaças para não ir com isto para a frente, mas não podia desisitir. O meu pai e a minha mãe nunca me bateram e não admito que encostem a mão em mim", relata a cidadã brasileira.

Durante dois dias o Expresso tentou contactar Manuel Vilarinho, que teve sempre o telemóvel desligado.


http://aeiou.expresso.pt/gen.pl

Um adepto atento disse...

Euro 2004: Tribunal de Contas diz que a Câmara Municipal «concedeu desmesurado apoio ao F.C. Porto»
[ 2006/01/13 | 17:54 ] RedacçãoLinks relacionados:

Um relatório do Tribunal de Contas considera, após uma auditoria aos apoios municipais concedidos aos clubes com estádios do Euro 2004, que houve um claro favorecimento nos apoios imobiliários aos ditos clubes. Em particular ao F.C. Porto, através dos terrenos no âmbito do Plano Pormenor das Antas. A Câmara Municipal do Porto concedeu apoios totais na ordem dos 89 milhões de euros, sendo que 88 milhões desse total foram para o F.C. Porto e apenas um milhão para o Boavista.

O relatório diz que este favorecimento aos azuis e brancos foi feito através do valor de alguns dos terrenos entregues pelo município ao clube, os quais «foram subavaliados para quase um terço do seu valor comercial», adiantando que «através da distorção do conceito legal de comparticipação financeira foi possível à autarquia conceder desmesurado apoio imobiliário ao F.C. Porto, proveniente do património público autárquico, traduzível e redutível, naturalmente, à noção de dinheiros públicos».

Por tudo o que foi dito atrás o documento do Tribunal de Contas considera que «o contrato está gizado de molde a proteger generosamente o interesse do F.C. Porto, em detrimento do razoável acautelamento do interesse público e dos dinheiros públicos».

gertrud disse...

O parecer do Freitas a 60.000 euros é lixo.

De facto, quem já à altura não viu em tal parecer o serviço parcial e tachista do sacristão só pode ser mau cristão como ele.

Anónimo disse...

http://justicaparaoboavista.blogs.sapo.pt/