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sábado, dezembro 06, 2008

ALGUÉM FALOU EM LEIS DO JOGO?


Olhando para a chuva, tendo o mar como horizonte, aguardando que o jogo do Vitória de Setúbal -FC Porto tenha o seu início, sem grandes preocupações, pois vai ser arbitrado por Jorge de Sousa, empregado de escritório e empresário no ramo da comercialização de madeiras para móveis e afins, melhor árbitro da actualidade e das últimas três épocas em Portugal, lendo aqui o artigo do Eugénio Queirós, dos provincianos, aproveito para voltar a um assunto que já tinha publicado no Jornal de Noticias na coluna "Arbitragem ao Raio X".
No jogo no Dragão, entre o FC Porto e o Vitória de Guimarães, um jogador vitoriano, com o jogo a decorrer, trocou de camisola, o que levou dois locutores radiofónicos a penalizarem gravemente a equipa de arbitragem por permitir tal situação.
Um leitor, questionou-me se o que os dois locutores da rádio disseram, sobre o árbitro Benquerença, estava correcto.
O equipamento usado pelos jogadores não pode ser perigoso para os próprios nem para os outros jogadores.
É constituído por camisola, calções, meias, calçado e caneleiras, que devem ser inteiramente tapadas pelas meias, devendo ter um grau de protecção apropriado.
O guarda-redes deve ter um equipamento de cores que o distinga dos outros jogadores e dos árbitros.
Nenhum jogador pode despir a camisola ou colocá-la por cima da cabeça quando estiver a celebrar um golo.
No entanto, é permitido trocar de camisola com o jogo a decorrer.
Isto porque a Lei prevê que o jogo não deve necessariamente ser interrompido, se o jogador tiver uma camisola rasgada.
Assim, o árbitro pode convidar o jogador a deixar o terreno na próxima interrupção do jogo, para rectificar qualquer peça do seu equipamento.
Se assim acontecer, o jogador só pode regressar, com autorização do árbitro, numa paragem do jogo e antes de autorizar, deve verificar se o equipamento está em ordem.
Olegário Benquerença e os seus árbitros assistentes não se intrometeram quando a troca de camisola se processou com o jogo a decorrer e correctamente não interrompeu o jogo para exibir cartão amarelo, como os locutores da rádio queriam.
Isto porque a lei diz claramente que o jogador não deve deixar o terreno do jogo na próxima interrupção, quando já tenha corrigido a situação (trocado de camisola) do seu equipamento.

3 comentários:

Anónimo disse...

Li esse artigo no jogo no dia em que saiu.
O texto saiu tão embrulhado que,
muito francamente, não percebi patavina a que conclusão é que chegava.


LAM

gertrud disse...

Ainda aí vais, ó Leirós, e não dizes mais nada, nem agora que o FC Porto acaba de ganhar por 0-3?!

E foi um bom jogo ou não, se a RTP1só passa o benfica e a tv cabo não se deixa ver sem, cum caray, expressivo pago?

Ricardo disse...

Sr. José Leirós não lhe ficaria nada mal ter dito que no final do jogo, os tais dois locutores radiofónicos reconheceram o seu erro e esclareceram que o árbitro havia procedido bem!

Deveria ter dito isso, até porque os jornalistas não são obrigados a saber as leis do jogo de trás para a frente e da frente para trás. Contudo, como excelentes profissionais que são assumiram o seu erro. Ou desligou o rádio antes disso?

Um abraço.