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quinta-feira, novembro 27, 2008

Negligência e Imprudência

Caro Leitor Muito Atento,
A arbitragem e as Leis são interessantes, porque motiva o estudo, a discussão das decisões e da aplicação das Leis do Jogo.
A participação e discussão no fenómeno futebol, não deve somente centralizar-se nas tácticas, nas transferências e resultados dos jogos.
Discutir a arbitragem e as Leis do Jogo é salutar, porque, se os legisladores abrirem o debate, poderão levar a algumas reformas das 17 Leis do Jogo.
É sempre bom recordar, que nas reuniões anuais da F.I.F.A., concretizam-se umas e adiam-se outras decisões de alterações às Leis.
Um jogo pode ser marcado por muitas atitudes irregulares.
Se os jogadores, não evitarem estas situações, não permitidas pelas Leis do Jogo, proporcionam ao árbitro aquilo que ele não quer; muita intervenção e pouco espectáculo futebolístico.
Para adequar o texto em consonância com as Leis do Jogo, a Lei 12 prevê a existência de faltas cometidas por negligência e imprudência e nesta Lei, em termos disciplinares, incorpora o cartão amarelo e o cartão vermelho.
A negligência produz acontecimentos de culpa e de prejuízo em alguém, é o termo que designa falta de cuidado numa determinada situação do jogo.
É frequentemente utilizada, como sinónimo dos termos descuido, incúria e desleixo.
Imprudência é um comportamento de precipitação, de falta de cuidado.
Consiste na violação das regras de conduta nas leis do jogo.
É o jogar sem precaução, precipitado, imponderado.
Uma característica fundamental da imprudência é que nela, a culpa se desenvolve paralelamente à acção.
Porque considerei, em linguagem "corrente" no lance de Derlei, a brutalidade e a força excessiva ao mesmo nível de negligência e imprudência?
Porque na ultima expulsão de Derlei na Figueira da Foz, considerar um comportamento violento é excessivo.
Ao mesmo tempo, embora mais perto da realidade, incorporar na brutalidade, também não será o mais fiel aos olhos de quem viu o jogo e as imagens, pois o conceito de brutalidade é mais lato.
Derlei abordou o lançe de uma forma negligente e ao fazê-lo, utilizou uma força excessiva para com o adversário, daí a expulsão.
O Jogador abordou o lance de uma forma imprudente e ao fazê-lo utilizou uma força excessiva para com o adversário daí a expulsão.
Vai dar ao mesmo, mas é certamente mais justo e adequado.
O legislador (IB), teve a preocupação em adequar o texto, em consonância com as Leis do Jogo, pois previu com naturalidade a existência de faltas cometidas por negligência e imprudência.
Será que, em outra qualquer actividade profissional, a negligência e a imprudência tem da parte de quem julga apenas uma sanção leve?
Claro que não.
Tal como no futebol, há espaço para as duas acções disciplinares.
A análise terá sempre em consideração como foi imprudente, como foi negligente e como utilizou a força excessiva.

4 comentários:

Anónimo disse...

só escreves sobre coisas que não interessam nem ao menino jesus, da vitoria do FCPORTO na Turquia, nem uma linha!!!

escreve agora sobre os 5-1, do benfas na grécia

zé tangas

Anónimo disse...

e este caso..

Luis Aragonés
"Os golos deixam-me dúvidas"

Ninguém deu ouvidos às queixas de Luis Aragonés relativamente aos golos portistas, insuficientes para explicarem a derrota que acentuou a crise do Fenerbahçe. O técnico repetiu até à exaustão que "os primeiros 35 minutos foram do melhor que o Fenerbahçe já fez esta época", mas que foi "infeliz". "Tivemos pelo menos quatro oportunidades claras de golo, mas nessa altura já estávamos a perder por 2-0. O FC Porto foi duas vezes à baliza nesse período e marcou dois golos", lamentou-se, antes de confessar que esses lances lhe deixaram "algumas dúvidas. "No primeiro, pareceu-me haver falta sobre o Volkan e, no segundo, pareceu-me haver um toque com a mão", acusou, sem impressionar os jornalistas, que queriam mais do que "infelicidade" para resumir a crise e o adeus à Liga dos Campeões.

Anónimo disse...

Caro Sr.Leirós:
Concordo plenamente com tudo o que escreve aqui, sou um interessado pela causa da arbitragem e pelas suas regras, pois penso que para se criticar ou entender algo desta dificil vida, no minimo o que se deve fazer é tentar compreender as leis e a forma como as coisas funcionam!
Quanto á situação da negligência e imprudência acabo or concordar consigo, apenas de um ponto de vista teorico se pode designar a falta cometida por Derlei como força excessiva, pois é isso que a lei determina, como é obvio, existiu imprudência, já não concordo muito com a negligência como defende, pois penso que Derlei agiu claramente numa atitude pensada e de raiva por ter sido atingido minutos antes.
Quanto ao conceito de brutalidade, talvez não será o melhor para caracterizar a falta praticada aos olhos dos espectadores como correctamente menciona, mas no espirito da lei será sem dúvida o local onde melhor se enquandra!
Também concordo consigo quando diz que existe muito para discutir na arbitragem, aliás, penso que hoje em dia as criticas de que os arbitros são alvo resultam sobretudo de falta de conhecimento do seu trabalho, das suas lei, e de clubismo, sendo o ódio de algumas pessoas completamente exacerbado!
Julgo que os nossos arbitros terão os seus defeitos, o sistema de arbitragem terá tambem os seus defeitos, mas penso tambem que não ficamos a dever a ninguem em termos de qualidade, mas como em todas as actividades profissionais existem profissionais melhores que outros, e isso verifica-se tambem no seio da arbitragem!

Anónimo disse...

Por lapso...
Ass: Elemento Atento