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sábado, novembro 22, 2008

A CRISE ESTÁ AÍ

Na semana em que fiquei a saber, através da revista "Dragões", que Pinto da Costa é accionista da Cofina e é parcimonioso nas gorjetas que dá aos arrumadores, a crise que também afecta dos clubes portugueses voltou a ser um assunto lateral. Toda a gente continua a assobiar para o ar. O aviso de tsunami foi dado mas a praia continua cheia... Com o Estrela e o Boavista - duas referências dos últimos anos - à beira da falência, outros clubes se alinham em frente ao pelotão de fuzilamento. O Vitória de Setúbal do inchado Lourenço agora até diz que a culpa é da Quercus - ai que saudades, ai, ai, daquele presidente que pelo menos conseguia atravessa o Sado a nada. O Estoril está também prestes a passar do Lagos para o charco, o Belenenses está há muito tempo em números negativos, o Rio Ave está a ver se se salva com o empreiteiro que saltou para a sua presidência e até a Naval do chapelão Aprígia começa a sentir dificuldades pois os negócios do presidente também estão a ser afectados pela "conjuntura mundial". Quem se vai salvar? Os grandes, embora Dias da Cunha já tenha vindo dizer que até o Sporting vai morrer. Pois bem, e medidas? Onde estão elas? Quem faz pressão junto do Governo para que sejam tomadas medidas excepcionais para a chamada "indústria do futebol?" Bem, a Liga chamou esta semana o presidente do Estrela mas não lhe resolveu o problema. Como já lá vão os tempos em que Manuel Damásio fechou o "totonegócio" ou em que Pinto da Costa conseguiu finalmente tirar a organização dos campeoantos da FPF ou mesmo o tempo em que Valentim Loureiro tomava medidas excepcionais para salvar este ou aquele clube. A Liga segue em linha recta, não se quer meter em caminhos tortos e percebe-se que seja assim. O que não se percebe é este silêncio de quem está na cabeça do touro face à estalada que vem aí e que até pode pôr em causa a homologação do campeonato em curso, caso as falências se sucedam. Não se espantem. Quando vemos Rui Costa, director desportivo do Benfica, a defender medidas extremas...tudo é possível. E será que alguém já se importou em apurar qual é de facto a dívida dos clubes profissionais ao Fisco e à Segurança Social. Pelas minhas contas, 150 milhões de euros. Reparem que disse milhões e não mil milhões. O que é isto comparado com as verbas astronómicas que o Estado está a injectar em bancos manhosos?

7 comentários:

aNNóNNimo disse...

...ou em que Pinto da Costa conseguiu finalmente tirar a organização dos campeoantos da FPF...

E este foi um dos grandes problemas, com o siciliano de Contumil, a mostrar como 2 chulecos sem futuro poderiam alcançar fama e fortuna de forma fácil!

P.S. - O Estrela da Amadora é, foi e será, - apesar de em termos populacionais ser a 3ª cidade do País - em termos de organização uma equipa de 3ª divisão!

Anónimo disse...

não querias mais nada, o estado andar a dar dinheiro aos clubes, para esses pagarem a jogadores, que alguns ate se recusam a dar um pequeno autógrafo a um adepto, e nos olham de cima como se fossem superiores.
só espero que iso nunca aconteça!

Anónimo disse...

Ser português... é ser o maior!!!

Levar arroz de frango para a praia.
Guardar aquelas cuecas velhas, para polir o carro.
Ter o colete reflector no banco do passageiro.
Lavar o carro na rua, ao domingo.
Ter tido a última grande vitória militar em '1385'.
Ter pelo menos duas camisas traficadas da Lacoste e uma da Tommy (de cor amarelo-canário e azul-cueca).
Passar o domingo no shopping.
No restaurante, largar o puto de 4 anos aos berros e a correr como um louco, a incomodar os restantes Tugas.
Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.
Ter bigode.
Viajar pró cu de Judas e encontrar outro Tuga no restaurante.
Ninguém saber nada do nosso país, excepto os Brasileiros e os Espanhóis, que gozam com ele.
Ter o resto do mundo a pensar que Portugal é uma província espanhola.
Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.
Enfeitar as estantes da sala com as prendas do casamento.
Exigir que lhe chamem 'Doutor'.
Exigir que o tratem por Sr. Engenheiro.
Axaxinar o Portuguex ao eskrever.
Gastar 50 mil euros no Mercedes C220 cdi, mas não comprar o kit mãos-livres, porque 'é caro'.
Já ter 'ido à bruxa'.
Filhos baptizados e de catecismo na mão, mas nunca pôr os pés na igreja.
Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.
Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer, e, pelo menos, a 500 metros de casa.
Dar os máximos durante 10 km, para avisar os outros condutores da polícia adiante.
Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada (a da direita é para os camiões).
Cometer 3 infracções ao código da estrada, por quilómetro percorrido!!!
Ter três telemóveis.
Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.
Ir à bola, comprar 'prá geral' e saltar 'prá central'.
Gravar os 'donos da bola'.
Ter diariamente, pelo menos 8 telenovelas brasileiras e 2 imitações rascas da TVI na televisão.
Viver em casa dos pais até aos 30 anos ou mais.
Ser mal atendido num serviço, ficar lixado da vida, mas não reclamar por escrito 'porque não se quer aborrecer'.
Criticar o governo local, mas jamais se queixar oficialmente.
Falar mal do Governo eleito e esquecer-se que votou nele.

E BIBA A DEMOCRACIA!


E Falas tu de crise ??? A proposito fizes-te as partilhas numa semana como outro do BPN ??
Ai Crise ...

Janelas

Anónimo disse...

EM VERDADE VOS DIGO:
"NÃO SE PODE TER O CÉU E O INFERNO NO MESMO MUNDO."
(LAM aos apóstolos, versículo XIV).

A coisa não é de agora e a boleia que a indústria do futebol está a tentar apanhar é só isso mesmo: uma boleia "à pála" de uma crise anunciada mas que, fresquinha que é, não foi à conta dela que os clubes chegaram ao fundo como chegaram. A coisa é muito anterior, acumulada ao longo de muitos anos de "prosperidade". Começa a tocar nas estruturas mais débeis, mas vai-se alargar aos clubes de topo. Já há sinais disso.

Os bancos manhosos, e os complots políticos que lhes estão na génese só entram neste filme porque podem servir de álibi ao que está a acontecer no futebol. Mas o problema é anterior. Ameaça explodir agora porque personalidades com o condão de gerar consensos e de criar soluções, (cada um é pró que nasce),como o major Valentim Loureiro, (e como me custa dizer isto), não fazem parte já dos nomes que riscam na LPFP. Agora temos um arrivista medíocre, politicamente encostado, que ocupa o lugar para ascender a outro mais acima.

Não se pode ter o céu e inferno no mesmo Mundo.

LAM

patético disse...

"parcimioso"

ó gordo seboso, essa palavra não existe, ó jornalista da faculdade do planeta DeAgostini...

João Português disse...

Parcimioso...?

Neologismos para todos os gostos...

dacosta disse...

ui, bancos manhosos, tão manhosos que diz que lançaram a caça ao futebol, mormente a Norte, pa na sombra cozinharem milhões que logo atrelavam à mula