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segunda-feira, novembro 17, 2008

DICK HARD SEMPRE AO ATAQUE


Do meu genial amigo Luís Graça:

Dados por um sportinguista que vai equipar todo de vermelho no jogo ( que vai ser transmitido em diferido) que foi disputado na tarde de 31 de Outubro, no Estádio 4 do Salão Internacional Erótico de Lisboa.O Dick Hard vai participar no sketch no Nuno Costa Santos, na SIC Radical, no "Boa Noite, Alvim", uma destas terças, pelas 23h15m. Fora as repetições.Contrariamente ao previsto, já não vou dar o curso de Escrita Criativa na Livraria Trama. Roeram-me a corda. Fui lá na sexta-feira para acertar os dias entre Janeiro e Fevereiro e começaram a dar tangas."As coisas mudam" (versão diferente do "O que hoje é verdade, amanhã é mentira", do Pimenta Machado), disse a Catarina, mãe de uma criança que passa os dias na livraria a brincar com o dinheiro da caixa registadora e a destruir a fita-cola, enquanto a gerente tenta discutir questões profissionais com as pessoas que querem falar com ela.Ela é a primeira a confessar que enquanto o filho está na livrartia não há condições para fazer nada. Mas parece que o puto não rasga os livros, o que já não é mau. Por outro lado, o puto está sempre bastante entretido a foder a cabeça à mãe, aos clientes e a quem lhe aparecer pela frente.Eu é que fui estúpido em aceitar fazer um curso numa livraria que se chama TRAMA. Olha, foderam-me. Não marquei o curso noutro sítio, agora agarro-me ao Totas.As acções ficam com quem as pratica, mas por acaso eu sei que eles devem dinheiro a muita gente, concretamente à minha editora e distribuidora do "Fado, futebol e farpas", a Prefácio. E se quiserem ir a tribunal comigo, certamente a Prefácio agradece confirmar o que eu soube e não foi por eles.Mas o Ricardo (o outro gerente) foi um gajo porreiro. No final da sessão, atirou-me os livros para cima do balcão do bar e disse que não queria ficar com eles.Agradeci, rasguei as páginas com os autógrafos e acabei por os dar (um "De boas erecções está o Inferno cheio, king kong size, edição especial para masturbadores" e "A mulher que fazia recados às putas e mais contos perversos") ao Francisco Naia, que esteve lá a cantar na apresentação do livro do Eduardo Raposo, sobre o Canto de Intervenção. E palestra inicial do Nuno Pacheco, do PÚBLICO.E a situação ainda podia ter sido mais grave. O Nuno, gerente da Koisas Dadultos (sex-shop da Conde Redondo) tem 20 livros meus há um ano. Não mos paga, não mos vende, não os devolve. Até acho estranho como o homem consegue lembrar-se do caminho para o trabalho. Nunca sabe onde meteu nada. No outro dia, no Salão Erótico, o gajo confundiu os stands e em vez de estar no stand da Koisas Dadultos estava no stand das caipirinhas. Passada uma meia-hora começou a achar estranho as pessoas só lhe pedirem bebidas e saiu do stand. Mesmo assim, tiveram de ir buscá-lo ao stand da Casa D'Eros, que é uma sex-shop do Porto(na rua da Firmeza), com um bocadinho mais de estilo.Só um bocadinho de nada...O Nuno disse para as pessoas de lá: "Desculpe, eu sabia que os conhecia de qualquer lado, afinal era de outros salões eróticos portugueses, em Viana do Castelo e Lagos".Bem, por acaso foram em Gondomar e Potimão, mas o gajo é mesmo despistado.Depois conto mais coisas no blogue do BD Voyeur. É só entrar pelo blogue Kuentro e depois eles avisam quando começam as minhas reportagens sobre o Salão Erótico de Lisboa. A primeira já está escrita.E também vai regressar em força "O prazer da mesa", com o meu heterónimo novo, o Dick Von Grazen, mistura de Dick Hard e Ludwig Von Grazen. Baptismo de um amigo da equipa da Marconi, com quem o Queijas (eu, o Jorge Roxo e o Fernando Ferreira) vamos jogar na segunda-feira. Para já estou com 1 vitória e 1 derrota. O jogo com o meu amigo Jorge Roxo foi fabuloso. Vitória do Jorge, a acabar num grande abraço: 11/2, 16/14, 6/11, 11/9.E outro grande abraço para ti e para todos os leixonenses. Para ganhar o campeonato,um sportinguista como eu tem sempre a equipa de ténis de mesa, eternamente candidata.

6 comentários:

Farricoco disse...

Caro Amigo Queirós;
Vai ao farricoco.blogspot.com, ver a história do " escadote e o guarda-chuva" no lombo do Reis Santos

Anónimo disse...

E exatamente isto e mais xoxalismo
para andarmos todos felizes.
Ah..Ah..Ah..................

Armindo disse...

Oh sôrGénio

Então andam uns a serem detidos com droga e armas, a agredirem quem lhes aparece à frente, mesmo à frente da polícia e sublinhe-se, mesmo em frente ao tribunal; e o senhor tão isento e tão Leixonense NÃO ESCREVE NADA???

NADA???

Ai se fossem aqueles que... você pensou!?

Boa semana, sôrGénio.

Luís Graça disse...

Obrigado, Eugénio.
Adorava que o Leixões ganhasse o campeonato, para dar uma lição aos grandes. Podes crer que o sabor amargo na boca dos dirigentes me deixaria um travo doce na boca.

Tão doce como o do chocolate Cadbury do meu poema "O teu sexo chamava-se Cadbury". Ou de um chocolate Milka.

Na outra jornada do pingue-pongue andei a oferecer Milkas ao pessoal. Saiu-me a fava.

Quando abri um Kit Kat comprado aqui na minha zona, onde vou desde miúdo (Ribalta, ao pé da Livraria Pó dos Livros) estava todo estragado. Fui lá devolvê-lo.

Mas tenho fotos do chocolate e da data (passavam três meses). E estava num estado perfeitamente lastimável. Todo esfarelado. Nunca vi um chocolate em tão mau estado em toda a minha vida.

Se o caso chegar a tribunal, espero que não tenham a lata de negar que eu comprei lá o chocolate. Cá fora, na rua, estava aí um gajo do Porto que faz kick-boxing e tu deves conhecer de vista, aí da zona da Boavista. Sou amigo do gajo e já almoçámos no "Porto Beer", no dia seguinte àquele em que estive na tua casa com o Alberto, a caminho dos encontros literários de Boticas.

O gajo viu-me a comprar os chocolates. Estava cá fora a fumar (um atleta do kickboxing, que vergonha!) e ainda gozou comigo por andar a comprar chocolatinhos.

Mas é a única testemunha que me viu comprar o chocolate. As outras todas do ténis de mesa só viram o estado do chocolate.

Eu não queria usar o gajo como testemunha, porque se ele vai a tribunal e o gerente da Ribalta diz que não vendeu o chocolate está a chamar mentiroso a duas pessoas: a mim e a ele.

Comigo é na boa: acho que é no tribunal que se resolvem as coisas. Mas com o meu amigo as coisas são um bocado à moda do Porto. Não digo que vá matar o gerente nem nada disso (não é estilo caso da Ribeira), mas é homem para chegar à Ribalta com mais dois ou três gajos, dar uns sopapos nos cornos do gerente e partir aquilo tudo. E depois ainda é capaz de pedir uma bica e sair calmamente para ver que livros de kickboxing é que há ali perto, na Pó dos Livros.

Acho que o encontrei a caminho dessa livraria ou da outra da Europa-América.

Foi um castigo para lhe explicar que estava em cima da hora para o pingue-pongue. Queria por força beber uma Guiness comigo no Magnetic (ao lado do Record).

Ainda o convidei a vir ver o jogo comigo, mas ele disse que já chegava o aviamento que eu lhe tinha dado há uns tempos, quando o Jardim Cinema (ou Salão Monumental) tinha pingue-pongue.

Em compensação, o gajo depois ganhou-me à vontade no Snooker e nos matraquilhos (que tinham bolas de cortiça e pés quadrados) empatámos 7-7.

O gajo é mesmo maluco. Tínhamos de ir a Campo de Ourique tratar de um "assunto" (eu ia só ver) e acabámos a jogar à bola com uns putos no Jardim da Estrela.
O gajo levou com uma bola na tromba quando estava à baliza um bocado e o puto não lhe pediu desculpa.

Estava a ver que a coisa azedava. E não era para nós. Era pelo putos, que eram só seis, o que para ele é pequeno-almoço.

Felizmente a coisa compôs-se e o gajo até acabou a pagar ginjinhas aos putos.

E o "assunto" de Campo de Ourique afinal até se tinha resolvido sem a presença dele. Era um caso de "cobranças mais ou menos difíceis" (para ele não há cobranças difíceis). É uma espécie de "Cobrador de Fraque", mas sem fraque. Porque com o cabedal do gajo (1 metro e 92 e 87 quilos, mais ou menos) devia ser um dinheirão em fraques, todas as semanas.

Hoje perdi os três jogos no ténis de mesa. Estou com uma certa dificuldade em postar --- uma certa é maneira de falar, total é que é correcto. Mas mais dia menos dia as reportagens hão-de sair no www.oprazerdamesa.blogspot.com.

Este ano um bocado mais ordinárias, porque tenho um novo heterónimo para postar no ténis de mesa: Dick Von Grazen.

Vê lá que hoje estive a ganhar a um amigo fa Marconi por 10-4 e a servir e ainda arranjei maneira de perder o set. E com outro da equipa perdi dois sets a 10/12 e levei 11-1 no último.

Com o outro elemento perdi 3-1.

Os gajos são uns bacanos. Sabes, uma bola de pingue-pongue pode deixar marca nas pernas e nos braços. O Zeca Caetano acertou-me com uma na perna e ficou logo roxo. Fui lá e disse-lhe:
"Peça já desculpa ao senhor".
E ele pediu.
E eu depois: "Agora dê beijinho para sarar o dói-dói".
E ele: "Ai que já estás a abusar".

Estas cenas só dá para fazer com malta amiga e quando o árbitro é porreiro, que aquilo não é para estar na conversa durante os jogos.

Grande abraço para ti e viva o Leixões.

E outro abraço para o teu pai. Vi-o agora há dias numa reportagem. Já não me lembro onde li. E também me lembrei do nosso grande amigo Santos, que nos deixou.

O Avelãs esteve muito bem na homenagem ao Alberto Espinhal, como sabes. Mas ainda acho que devíamos fazer uma coisa parecida com o nosso querido senhor Santos e combinar com o Nelson. Andámos anos a falar nisso.Será que se consegue um diazito na altura do Natal e tu consegues dar um pulito cá a baixo?
Fica a ideia.

A homenagem era convocar a malta da Gazeta e jantarmos. Até podia ser no mesmo sítio, se desse jeito ao Nelson. E se o Avelãs quisesse pagar a conta outra vez eu não me ofendia.

Só mudava o pequeno pormenor de ter mamado os pastéis de nata ao pequeno-almoço, que me puseram a vomitar umas horitas, desde que acordei até que fui para a Feira do Livro, a Guronsan e uma voz cavernosa.

Foi nesse dia que me saiu um poema do Dick Hard em plena sessão de lançamento do livro de uma amiga na Casa do Alentejo:

RESSACA

Nos dias difíceis
nem um minete
nos sabe bem

Um poeta meu amigo gostou muito e mandou-me a tradução em inglês. O gajo está a viver no Brasil, mas já passou pelo mundo todo. Foi o que teve a ideia do site "Cidades Crónicas", em que eu também tenho a crónica "Um mouro na Invicta".

Mas eu não paro de escrever?
Paro, sim senhor. Amanhã vou ao Franco-Português ver um documentário sobre putas em Cuba. Não se pode perder. E a sessão começa cedo: 7 da tarde. Sabes que para mim ainda é cedo. Obriga-me a levantar às cinco, para tomar banho, ver os mails e comer qualquer coisa.

Se os gajos das obras me deixarem dormir. Andam a partir paredes há quase dois meses, por isso ando muito violento. No outro dia houve uma cena macaca à noite, no Galeto. E eu ia-me virando ao estalo a quatro gajos, dos perigosos. E não tinha lá nessa noite os amigos do kickboxing nem a polícia. Para veres como ando. Porque o mundo está a ficar muito violento.

Eu sou um ginja, como se diz. Também há outro Ginja no pingue-pongue. Chama-se Renato e nunca lhe ganhei.

Bem...é melhor parar mesmo. Cumprimentos a toda a malta amiga aí de cima e muito obrigado pelas tuas atenções. Espero que te divirtas a ver o "Boa Noite, Alvim" com a minha participação no Salão Erótico. Eu diverti-me bastante, mas ainda foi uma meia-horita a correr de um lado para o outro.

Anónimo disse...

Não seria mais útil escrever sobre o actual caso da claque dos NN, em vez de malhar no Paulo Bento ou atacar o Sporting, para "inglês ver". Ou tem medo das reacções da sua tribo?
Aconselho também a ler no blog "portugalcontemporaneo" o excelente artigo "A importância da tribo".
JB

josé carlos soares .˙. disse...

Geninho isso dever vírus que anda a dar nas editoras e similares. A Publisher Mark, de um tal Carlos Araújo, nunca me contactou e o dinheirinho do meu livro nem o cheiro lhe senti.
Puta que Pariu que é só artistas.