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quarta-feira, outubro 15, 2008

Aguardar golos

(foto enviada por mail por um benfiquista)

Terminada a primeira parte, num jogo aborrecido, sem pressões altas nem baixa, como dizem alguns jornalistas da especialidade. Certo é que Carlos Queiroz, que arbitrei quando era treinador do Sporting, não mostra o mesmo ânimo que tinha no passado. Knut Kircher já cometeu alguns erros e também boas decisões, mas isso é contas de outro rosário para outro dia. Para não adormecer, os assobios no estádio também não o permitem, recordo que Portugal está a jogar contra a Albânia e contra dez jogadores e falta meia hora para o jogo terminar
E quanto a recordações o ultimo jogo na Suécia, onde Portugal foi penalizado num lance em Estocolmo, o jogo Suécia – Portugal foi arbitrado por uma equipa de arbitragem italiana liderada por Roberto Rosetti, considerado um dos três melhores árbitros do Mundo.
Neste jogo entre selecções, para o apuramento do Mundial de 2010 na Africa do Sul, não se pode dizer que no estádio Rasunda, o italiano não tenha feito uma boa arbitragem. Claro que cometeu erros e para ambas as selecções, mas em contrapartida realizou uma arbitragem a que já habituou os europeus, muito segura.
O seu maior erro prejudicou a selecção de Portugal, quando aos 54 minutos de jogo não assinalou uma grande penalidade sobre Paulo Ferreira que foi pontapeado e derrubado por Majstrovic.
A Lei 12 incorpora dois tipos de pontapés livres; os directos e os indirectos.
Entre outras situações o livre indirecto aplica-se quando o jogador jogue de forma perigosa, o que vulgarmente e desde os tempos de escola se julga como levantar o pé. Como Majstrovic levantou o pé e atingiu Paulo Ferreira pode ter levado a que algumas duvidas se levantassem quanto ao tipo de punição. Mas a mesma lei define claramente que sempre que um jogador por negligência, excesso de combatividade e imprudência dê ou tente dar um pontapé no adversário deve ser punido com livre directo ou grande penalidade. Quando Paulo Ferreira, com a bola controlada, entrou pela área de grande penalidade e foi impedido por Majstrovic de progredir, esse contacto físico deveria ter levado Rosetti a assinalar uma grande penalidade favorável ao nosso país. Este erro, que foi o mais problemático, pode ter custado mais dois pontos à nossa selecção, isso se o jogador que Carlos Queiroz decidisse que marcaria a grande penalidade, fizesse com êxito esse remate, concretizando um golo.

2 comentários:

mr loys disse...

Pior que a crise é uma equipa moralizada com o voto de reconhecimento pela independência do Kosovo, decidida a demonstrá-lo em campo, com um guerreiro bater de pé, à kosovar.

Anónimo disse...

Esse lance de que fala foi em quase tudo idêntico ao que se passou no Boavista/Aves no estádio do Bessa, na penúltima jornada da liga das águas.
A única diferença foi que o lance do Paulo Ferreira foi do lado esquerdo do ataque de Portugal, no jogo no Bessa foi no lado direito do ataque do Boavista.
No jogo do Bessa, face à incredulidade de toda a gente, o árbitro decidiu-se pelo pontapé livre indirecto.
Tanto mais estranho que, tanto quanto me lembro, não é usual (como refere aliás no seu post), ser tomada essa decisão nesses casos.
O mais vulgar será até ou marcar penaltie, ou "deixar correr", o que aconteceu na Suécia.


LAM