AGORA ESTOU AQUI

sexta-feira, agosto 22, 2008

NÃO ESTÁ FÁCIL AVANÇAR


O JOGO anuncia hoje, para amanhã, um novo grafismo. A renovação dos jornais é um meio importante para a sua afirmação num tempo em que cada vez mais o comprador de banca é batido pelo internauta, com a ajuda das edições online dos jornais de papel...o que não deixa de ser uma contradição chocante sobretudo porque as sinergias entre as edições em papel e online são residuais. Mas vem isto a propósito de um postulado que li n'O JOGO sobre o chamado relato de um jogo de futebol. "Relato" é uma palavra bem escolhida. Ali se diz que o relato está demodé pois a televisão "mostra tudo". De facto, se de um relato estamos a falar...é verdade. Outra coisa será uma crónica. Personalizada, bem escrita, ousada, divertida. É o que vem faltando há muito na nossa Imprensa desportiva. Não é ofício para qualquer um mas qualquer um o tenta praticar, sobretudo quando no ombro alguns galões. Nada de mais errado. A crónica é o maior género jornalístico e não só tem de ser treinada como deve obedecer a um critério rigoroso na escolha dos chamados cronistas. Um jornal não tem de ter necessariamente qualidade literária mas deve procurar fazer a diferença também pela singularidade dos seus jornalistas, que têm na crónica do jogo um espaço nobre para a afirmarem. Ou no "relato", se quiserem reduzir isto ao mínimo denomidador comum. Quanto à afirmação, "a TV mostra tudo" penso que não precisarei de ir muito mais longe: a TV mostra apenas uma parte da realidade e não raras vezes releva uma redundância, como acontece quando, por exemplo, repete 3 vezes um lance para determinar se um lançamento de linha lateral foi bem assinalado.

8 comentários:

dragao vila pouca disse...

Crónicas como as tuas, digo eu!
Não me faças rir Eugénio, que a coisa não está para risos.

Eugénio Queirós disse...

oRA NEM MAIS, CARO AMIGO

Palhaço (Aimar) disse...

Estás-te a fazer ao piso Aimar.

Anónimo disse...

O cronista ou "relatador" escrito (como queiram...) de mais classe que li até hoje foi o Vitor Santos(sim,o tio do outro Santos, o má-lingua) que foi mais que um jornalista, foi um escritor impar sobre o futebol e o ciclismo.Nunca nais me esqueço (era eu ainda muito jovem)dos seus escritos sobre a actuação do Brasil no Mundial de 1962 no Chile, sobretudo depois do Pelé ter sido lesionado, salvo erro por um checo, e o Garrincha ter tomado conta da batuta no seio da equipa brasileira(devia-se escrever e dizer brasiliana, como se diz e escreve equatoriana, venezuelana, colombiana, etc.Brasileiro é um negociante de brasis).Durante o Mundial de 62, foram escritas por ele (o Vitor) as mais belas crónicas que li até sobre o futebol, então praticado pelo Brasil e pelo célebre Garrincha.

MediaSport disse...

Amigo Eugénio

Não poderia estar mais de acordo consigo!
É por estas razões que não perco as suas crónicas. Elas fazem a diferença das demais precisamente pelo estilo.

E já agora devo citar aquele que é, na minha humilde opinião, um exemplo vivo daquilo que aqui se discute: Rui Miguel Tovar e as suas crónicas imperdíveis no Record.

Um abraço

Anónimo disse...

Com todo o respeito e admiração pelo saudoso Vitor Santos, não podemos esquecer Carlos Pinhão e Alfredo Farinha. Nas novas gerações ainda não apareceu quem os igualasse. Há uns poucos, mas estão a ser engolidos pelo "tsunami" dos incompetentes.

Anónimo disse...

mais mentiras avençadas a publicar nos jornais do olibeiredo?

Anónimo disse...

Posso dizer que a remodulação do jornal Ojogo confirmou aquilo que tenho vindo a pensar: não vale a pena comprar jornais.