AGORA ESTOU AQUI

quarta-feira, julho 02, 2008

UMA REFLEXÃO

Segui com algum interesse os comentários feitos hoje sobretudo na imprensa sobre a decisão do juiz Artur Coimbra Ribeiro, segundo o "24", jornal sempre informado embora raramente presente no "local do crime", o juiz há mais tempo em actividade no TIC do Porto, onde muitas vezes a PJ encontra algumas dificuldades para rematar as suas operações. Bem, era o que esperava. Os que por norma quando se fala de Apito Dourado mantêm uma prudência púdica lá apareceram, até se estorvando nas páginas, a ditar sentenças, com aquela teoria tão do agrado de um amigo meu do "isto não vai dar nada, como eu sempre disse". Este é o país em que todos acertam as previsões depois do facto consumado, o que explica também o facto de sair tantas vezes a Portugal o euromilhões, ou não tivesse sido por aqui que um dia o zero saiu no sorteio do totoloto. Ok. Cada um serve o seu patrão e os seus interesses como acha que deve e como pode. Gravatas usa-as quem quer ou quem tem de usar. Percebo-os. O que não percebo é que apareça aí gente a falar de um assunto que ora nunca abordou, ora sempre minimizou. Como todos sabem, o Apito Dourado é uma realidade. Mal ou bem armado, uma realidade. Tal como a da nossa imprensa de circuito holding, tentacular e por norma limitada - não apenas pelos orçamentos - no seu raio de acção. Os leitores, penso, sabem distinguir as coisas e os que não estão para aí virados tomam as suas legítimas opções. O "Apito" há muito que se tornou numa questão clubística embora seja, antes de tudo, um caso de polícia. Pode até ser um caso pequenino, tipo roubo por esticão, mas existe, não foi inventando, embora tenha ganho uma dimensão que o está, de certo modo, a consumir por dentro, numa espécie de autofagismo. Devemos, por isso, analisar tudo o que está a acontecer com uma calma olímpica. Na certeza de que não só vamos ficar a perceber um pouco mais de...justiça como também certos de que o que está a acontecer não conta para o campeonato. Sobra o folclore. Sobra a vergonha dos paus-mandados. Sobra a fraqueza dos que não conseguem despir a camisola. Evidencia-se o medo dos tachistas ou dos fracos de carácter. Somos um povo de rabejadores ressabiados. Aqueles tipos que nunca atacam o touro, que se escondem e que aprimoram o último movimento, tentando colher louros que não são seus. É triste por um lado e engraçado por outro, por ser patético. Acho que continua a valer a pena seguir o instinto, ou seja, avançar, enfrentando as diversas feras que ferram e que nos podem, a qualquer momento, derrubar. Sempre com a sensação de que não seremos nós a fazer a história e que esta, como de costume, se cumprirá um bocado à margem do desígnio dos homens e...das mulheres. Tal como no poker agora tão na voga, não é por termos um par de reis na mão que temos a certeza de que não vamos perder para um trio de damas. Sobretudo quando pensamos que temos o rei na barriga. Um pouco mais abaixo há um órgão que costuma atraiçoar-nos, e volto a falar de homens e mulheres. Fiquem bem.

9 comentários:

Anónimo disse...

Desculpa lá uma coisa Geninho: o despacho do juiz é devastador para a Morgado e para o Pinto Monteiro.

Sabes muito bem que se isto acontecesse nos EUA, estavam a rolar cabeças no ministerio publico.

Existe aqui tambem uma questão que ninguem está a abordar e que nos toca a todos nós cidadãos: qual é o custo efectivo do apito desde que foi despoletado em 2004?

Um sistema judicial não pode, repito, não pode investir tantos meios para como se costuma dizer, a montanha parir um rato.

Existiu um procurador ou investigador que disse qualquer coisa do genero: o apito dourado não deve sair de gondomar...e afinal, o homem apesar de criticado tinha toda a razão.

Desculpa lá Geninho, isto não pode acontecer.

Espera-nos o campeonato mais quente das ultimas decadas...

Anónimo disse...

Pois...
O Eugénio é um observador de caracóis.
O futebol é uma coisa estética, perdão , ética, perdão outra vez, estética. Pois.
Não podemos perder a cabeça, pois não? Pois não.
O futebol não é uma questão de vida ou morte. É muito mais que isso, disse alguém. Coitado. Coisas de modernistas ultrapassados. Não é?
Pois.
Hemingway dizia que a única coisa que se devia exigir a um crítico era que tivesse uma vida própria. Coitado, mais um que pertenceu a uma géração históricamente ultrapassada.
Futebol, clubismos, caracóis, amibas, taxas de juro, é tudo o mesmo. É uma questão de razão.
E depois.
Depois, nada.

Anónimo disse...

Que o apito dourado é uma realidade é...mas não omita as coisas... oapito dourado é uma realidade alegorizada em referencia a processos do gondomar e de outros clubes em escalões inferiores...o FC Porto que voce esta a tentar atingir com pressupostos meio indirectos, não sei se em meio tom de medo com a possibilidade de indemenizações que futuramente irão começar a ser ressarcidas em alguns tribunais por ai proximo,foi puxado por esse enredo por pessoas sem escrupulos, que a unica coisa que conseguiram foi reabrir dois processos já anteriormente julgados e arquivados com falta de provas inerentes e convicentes, através do pressuposto depoimento de uma testemunha que se diz, contradiz e que afinal se prova facilmente através do conteudo latente no despacho que o sr. juiz Artur Coimbra Ribeiro efectuou ontem...
eu percebo isto vem contrariar a tese de muita gente que tem vindo a apoiar os ditos defensores da "verdade e da justiça" que afinal agora vem-se a provar com a falsidade de testemunhos que, ou a mulher é louca, ou não passam de manobras de diversão de segunda classe feitas por pessoas por detrás dessa mulher como é facil compreender e vai ser facil alcançar em tribunal...dito isto vejo ainda com mais grado o facto de varios jornais da capital preferirem dar enfase em sobrelinhas que a nossa estimada figura, a procuradora mao tse tsung, já está a pensar no recurso, sabendo-se em antemão que para haver um recurso num caso destes de forma a reabri-lo, são precisas noas provas bem fundamentadas que nunca pos o 25 de abril este país á beira mar plantado sobre folhas de bananeira viu o ,ministerio público recorrer 2 vezes do mesmo caso.. com tanto ladrão e assassino que anda á solta por ai é caso para dizer que só pode ser perseguição, ou será o sr jorge nuno pinto da costa o exterminador implacavel envolto em pele de cordeiro?Eu sei custa a muitos depois de 40 anos de roubalheira centralismo e ditadura, verem que o futebol mudou...hoje há democracia fala-se e expõe-se opiniões á vontade, ou seja há liberdade.. por outro lado os jogos passaram a ser televisionados e a exibirem-se imagens de lances possivelmente controversos ou não e a apurar-se factos .. daí poder-se concluir-se que há transparencia.. sendo assim não será o clube que conseguiu hegemonia apos esses dois factores terem aparecido o campeão da liberdade e da transparência?
Parece-me que muita gente quer lutar contra isso, dava jeito voltar aos tempos do velho regime, de assobiar para o lado quando se rouba, até já se ve portugueses a festejar titulos dos nosso eternos rivais de castela.. ao que isto chegou...
Só peço uma coisa...depois do que aconteceu, e passando um atestado de ignorancia (ou secalhar até não ;)) a bem da verdade, que se exonere a Maria Jose Morgado e se demita o Dr Ricardo Costa e o Dr Herminio Loureiro da Liga de Clubes porque de verdade e transparencia, ficou ontem provado que não tem contribuido em nada para o nosso país...

dragao vila pouca disse...

-Sobra a vergonha dos paus-mandados. Sobra a fraqueza dos que não conseguem despir a camisola. Evidencia-se o medo dos tachistas ou dos fracos de carácter.-

Caracterizaste-te perfeitamente, mas faltou-te dizer: - tanta honra perdida para sacar notícias - o que sobra? Muito pouco! Valeu a pena andar a correr de jornal em jornal a inventar notícias, a repetir notícias, algumas absolutamente inacreditaveis, de pura ficção?
Deixa-te de armar em consciência moral de alguma coisa, porque não tens perfil nem moral para isso.
Vais censurar?

Anónimo disse...

gostei da do trio de damas. Que são elas?

simão disse...

OK. Tá bem, ó Eugénio, concordo, ainda não te alcançando sempre, pois que és quase um perito na matéria. Porém, eu vejo a coisa assim, num resumo:

"Digo mais, isto não é absurdo é criminoso." BdaB

E eu digo mais, criar uma onda de pide e calúnia, desde a capital, por polícias e magistrados afectos ao Benfica, como comandados pelo maior invejoso entre nós conhecido, o LFV, através de romance ficcioso e de uma fita vingativa, tudo bem amassado, entretanto, e atirado aos ventos da opinião pública em forma de calúnia e pré-julgamento encarnado contra o azul-e-branco, que se avolumou ao clube useiro do antigo regime, é de um atrevimento e sem-vergonha extrema, de uma desfaçatez jamais vista, comparável só àquela onda inquisitória de beatos e hipócritas, acontecida antes já do Zé do Telhado, que deus pa guarde sempre na lenda...

E isto ficará, já, se queira ou não, para a história como uma das páginas mais tristes da mesquinhez e inveja nacionais, elevadas a monumento da doença da galinha choca, que é ao que tudo se resume, ao fim. Mais nada.

Mais nada ou quase, se, como se espera, permanece ainda algum bom-senso entre os homens.

Anónimo disse...

Pois é Géninho. Com esta onda Pidesca emanada por oficiais de justiça sem escrupulos da capital, juntaram-se os jornaleiros pagos à hora e que por um par de caracóis e duas cervejas se vendem. Destilaram toda a sua pequenez em páginas de jornais que ficaram gravadas para memória futura. Como a coisa pode começar a dar para o torto e as indemnizações começarem a ser reclamadas, é melhor pedir ao orelhas um lugarzinho em qualquer jornaleco de Angola, pois com os pretos pode-se gozar à vontade, não é Géninho?

Anónimo disse...

E Gondomar? E GONDOMAR ?

Não me digas que...

Anónimo disse...

O relator do processo do CJ, nos casos relativos a PC è de SETUBAL e um GRANDE SPORTINGUISTA ???!!!...

o "OUTRO" era Grande Benfiquista?!...