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terça-feira, julho 29, 2008

NO BICO DO SAPATO

No futebol muitas vezes um chuto de bico é a melhor solução. Para muita gente foi assim que a Liga de Hermínio Loureiro rematou o Apito Dourado. Foi apenas mais uma promessa cumprida num arrumar de casa urgente. A equipa de Hermínio Loureiro pôs mãos à obra, arejou a Liga, congregou apoios e boutades, estimulou o negócio, apresentou ideias. Obviamente, esta eficácia acabou por dividir os senhores feudais. Era obrigação da Liga "agarrar" o Apito Dourado, que ali esteve congelado dois anos. Fê-lo com toda a transparência e num processo que pode não isento de críticas mas que tecnicamente é notável. Hoje, a direcção de Hermínio Loureiro está mais exposta, já não conta com os apoios com que arrancou e vai ter daqui para a frente vida muito mais difícil. Sobretudo porque tem o FC Porto ressabiado e a contar espingardas, como se viu na assembleia geral abortada após três tentativas, com o objectivo de endurecer o regulamento disciplinar. FC Porto que, na minha modesta perspectiva, acabou por ser "contemplado" com uma decisão "menos má" que evitou a vergonha da despromoção... Há sócios da Liga que querem sangue. Penso que Hermínio Loureiro não lhes vai dar troco e que irá continuar a responder com ideias e trabalho. Ou há moralidade, meus senhores, ou não era preciso mudar. Ficava tudo como estava. Ou seja, com os dirigentes a acharem-se no direito de pressionar os outros agentes do futebol, com os clubes falidos mas a poderem inscrever jogadores e com um compadrio endémico. É esse futebol que querem? Temo que sim... O desporto, o negócio e o respeito pelo público só terão a perder se o futuro for o passado.

PS - Uma ideia para Hermínio trabalhar: acabe depressa com esse sistema de empréstimos de jogadores que é grande factor de desequilíbrio não apenas competitivo. Há limites para tudo, até para este tipo de traficância...

8 comentários:

Anónimo disse...

Realmente a memória das pessoas é curta. No caso de um jornalista, emitir uma opinião não tenho o cuidado de a documentar convenientemente, dá a sensação que isto dos empréstimos é algo "recente". Diga lá Eugénio, quando o SLB era o dominador no futebol português, quantos jogadores é que tinha emprestados? e quantos jogadores contratava para colocar no...Benfica «B», impedindo que esses fossem jogar para o SCP, FCP ou Belenenses? Na altura, os jornais até brincavam que se o «B» competisse na 1ª divisão, ficava em 2º logo atrás do todo poderoso...
Não sei se há moralidade nisso...só sei que é o comportamento típico que quem domina. O QUE EU NÃO PERCEBO É PORQUE É QUE NO "SEU" MEIO ISSO AGORA É CRIME, E NO PASSADO NÃO ERA. PODE EXPLICAR-NOS?

charles disse...

Eh,
tamém,
esse, de
charla em charla,
bormelho e benfiquista,
não passa da biqueira do sapato,
cada vez mais, vê-se.

nm disse...

Tenho há algum tempo essa ideia sobre os empréstimos, reforçada com o que tenho visto nesse defeso. Era bom que a Loiga fizesse algo para moralizar esse sistema também.

Anónimo disse...

...«menos má» ?!!!
...dá-se conta que o caso do apito no que toca ao Porto não teve desenvolvimento no tribunal, imagina o que seria se um clube fosse despromovido com base nisso, quando os tribunais admnistrativos derem razão ao clube no que toca a este processo na vertente desportiva, já que PC como cidadão pode recorrer a estes, algo que o Boavista e o Porto não podem, mas que no caso de PC envolve o clube, ai, é que vamos ver...
... esta história vai acabar em processos, não se tomam de assalto orgãos desportivos para dar uso ao tipo de justiça que nos agrada, o comportamneto de PC pode ter sido deplorável, mas há pressupostos legais que tem que ser cumpridos...

Anónimo disse...

Gordo, se tu fosses inteligente não andavas a rastejar migalhas que o traficante de droga te oferece. Tinhas uma profissão digna e honesta. Assim não passas dum contratado como o primo do Veiga

Anónimo disse...

És extraordináro. Não te incomodaste com a Liga de Cubes e o prof.Freitas A., nado e criado em Guimarães, terem mandado às malvas as normas mais elementares do processo em países democráticos: usaram as escutas à revelia do que já decidiu o TC e cavalgaram as palavras de Carolina Salgado sem a ouvirem. Ao contrário do que muitos pensam, entramos na fase "bushista" do futebol português. Só me admira ninguém ter reparado na posição dos órgãos da FPF em relação ao controlo positivo de um jogador do Benfica e à denúncia de uma abordagem por parte de Valentim Loureiro. O crime de tráfico de influências não foi tentado. E o que fizeram o PGR e a equipa maravilha de Maria José Morgado? Assobiaram para o lado, como fizeram no caso Mantorras. Haja Deus

Anónimo disse...

Confesso alguma surpresa pelo post, que considero interessante, porque cristalino.
Já agora, experimente viajar até www.pecadosdanacao.blogspot.com

Anónimo disse...

Fui a 1ª pessoa a postar aqui, e fiz uma questão. Vou fazer outra questão ao nosso caro Eugénio Queirós: quer pronunciar-se sobre os empréstimos do Luis Filipe e o Nuno Assis ao Vitória de Guimarães...tendo em atenção às coisas em que ambos têm estado metidos em conjunto, estes empréstimos entram na sua definição de traficância? Se possível, agradecia resposta. Abraço.