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quinta-feira, abril 17, 2008

TUDO O QUE SE PASSOU NO BALNEÁRIO DO "BENFICA"

Faltam 30 minutos para o início do clássico.

Chalanix convoca as tropas enquanto Rui Vinhas pisca os olhos atrás de si. Xau preenche o boletim do jogo.

Le Grand dá cabeçadas nos armários.

- Moço, atenção à palestra.

Faz-se silêncio.

Chalanix toma a palavra:

- Como sabem, eu não tenho o ton da palavra. Por isso, vamos a eles rapazes!

O adjunto continua a piscar os olhos. Xau pergunta: O Ribeiro é o Gomes, não é?

(intervalo)

É a euforia. 2 secos. Chalanix avisa: Isto ainda não acabou.

Le Grand continua a dar cabeçadas no armário.

O Gomes, que é Ribeiro, que não marcava há 3 meses, telefona à namorada:
- E foi de cabecinha, filha, foi com a bandolete.

O jogador com nome de bomba de gasolina já aquece.

O maestro toma a palavra:
- Meus amigos, passem-me a bola. Esqueçam a baliza dos gajos. Bola só para mim. E tu, pá, para de dar cabeçadas nos armários, que preciso da tua protecção. E no final vais comigo falar com o Joe...

(fim do jogo)

Le Grand já está no balneário, cada vez mais frenético nas cabeçadas ao armário. Bieira já lá está também. Há quem o confunda com o Di Maria por causa das orelhas.

Ambiente gélido. Como o da morgue do Hospital de Santa Maria.

É o grande líder quem fala:

- Cambada de burros! A equipa da PJ, que joga no Inatel, tinha conseguido segurar o resultado!

Chalanix manda um SMS para o Instituto Nacional de Meteorologia para saber a direcção do vento, que a seguir tem de largar os pombos.
O adjunto continua a piscar os olhos.

O ambiente está de cortar à faca, com o silêncio apenas interrompido por pancadas surdas nos armários do balneário.

- Le Grand, acaba lá com isso. Vais buscar vitaminas para o maestro! - atira alguém.

Chalanix avisa o pisca-pisca:
- Toma aí nota: para o próximo jogo vamos convocar o Ricardo Araújo Pereira e o Miguel Góis. Anedota por anedota...

3 comentários:

Anónimo disse...

Cronica deManuel Martins Sá,sobre as Finais do Jamor:

PORQUE MOTIVO NÃO QUEREM SAIR DO JAMOR?


A TAÇA É NOSSA

1 – Estou com Cícero: « Qualquer um pode errar mas ninguém, sendo inteligente, pode persistir no erro.». Que é como quem diz: nunca é tarde para emendar o que está mal. Este prólogo tem que ver com a velha polémica questão do palco da final da Taça de Portugal que, como se compreende, é ressuscitada sempre que a disputá-la é o FCPORTO e um dos dois grandes de Lisboa. Com equipas ditas pequenas, o problema não se coloca porque, em regra, são vítimas previamente designadas para a imolação.

2 – Uns defendem que o local apropriado é o estádio Nacional, outros entendem que não. Faço parte da patrulha destes ultimos, e espanta-me que os alegados rostos do sistema, como Pinto da Costa e Valentim Loureiro, ainda não tenham conseguido remover do regulamento da FPF uma escória anacrónica que vem dos tempos da outra senhora e que assumiu foros de lei , ao que julgo, nos tempos do longo consulado federativo de Silva Resende. Significa que o sistema de então ainda prevalece sobre o sistema de agora. Como somos sensíveis aos exemplos estrangeiros, dizia-se que deviamos copiar a Inglaterra, onde a final da taça era uma festa que tinha sempre lugar em Wembley. Mas, até lá, já não é assim. Ficamos sós.

3 – Em abono da minha teoria, não vou servir-me dos muitos argumentos que tenho visto invocados pelos que contestam o statu quo: a insegurança do recinto, a sua reduzida capacidade, o mau estado do relvado, a falta de conforto, a vetustez e decrepitude das estruturas de apoio, o facto de até a selecção nacional nunca ali realizar qualquer jogo ( ali, no Estádio Nacional) , o que é sintomático e eloquente. Não. As minhas razões são outras.

Primeira: a verdade desportiva, que deve estar subjacente a toda a competição e que obriga a pressupor igualdade de condições e oportunidades.

Ora, alguém têm dúvidas de que o estádio Nacional favorece objectivamente as equipas de Lisboa ? Penso que não.

Porquê ?

Porque jogam em casa, um factor determinante. Passa pela cabeça de alguém que o Benfica teria conquistado sete das oito taças que disputou com o FCPORTO se a final tivesse outro palanque ? Se têm, consulte as estatísticas da Supertaça Cândido de Oliveira, que não se joga lá, e extraia conclusões.



Segunda: a justiça económica. O futebol é uma industria e, como tal, procura rentabilizar o mais possivel o seu produto-espectaculo. Os clubes são empresas, algumas cotadas em bolsa, que precisam de vitórias para valorizar o seu património e os dos seus accionistas. Cercear-lhes esse direito é atentar contra os seus legítimos interesses. Um triunfo na taça abre a Europa ao vencedor e traz-lhe benefícios financeiros. Não chega ? Se não chega, acrescento mais um dado: em nenhum outro país do Mundo a final da taça tem local fixo e mormente onde o futebol tem grande expressão, tais como Itália ( joga-se a duas mãos nos campos dos contendores), Alemanha, França, Inglaterra e Espanha. Ainda há dias vi o rei Juan Carlos no estádio de Montjuic em Barcelona a entregar o troféu ao capitão do Saragoça. Porquê lá ? Porque os adversários dos aragoneses eram os castelhanos do Real Madrid. Local neutro.

Conclusão: O problema existe, é grave e tem que ser resolvido urgentemente pela Federação com equidade, que é para isso que ela lá está. Sejamos sérios.

Anónimo disse...

Porra, depois daquele jogão é este o teu comentário ? tás adulterado !

atirador especial disse...

Uma rica anedota es tu Geno.
Foi pena o Jornal Os Ridiculos, ter fechado, tinhas la futuro.