AGORA ESTOU AQUI

sexta-feira, março 07, 2008

PRODUTOS TÓXICOS

São jornaleiros criados em aviário, ou seja, ou em jornal regional ou em jornal partidário. Subiram na vida graças a várias genuflexões e a um fundamentalismo que fica sempre bem. Notícias só dão quando estas partem de canal oficial e têm a respectiva luz verde. Não são propriamente jornalistas, são mais uma espécie de comissários políticos. Os jornais estão cheios deles. Curiosamente, até lhes oferecem o topo da hierarquia. Enfim, cada um faz o que quer do seu "negócio".

O resultado está à vista.

Vem isto a propósito da reacção calorosa de alguns intoxicadores à notícia de que afinal o procurador Almeida Pereira - que tantos queriam à frente da PJ do Porto - não foi acusado de corrupção. Como se alguma vez tal tivesse sido sugerido. O que aconteceu? Pura e simplesmente, este mesmo procurador é o n.º 2 do DIAP que arquivou uma série de processo do Apito Dourado que mais tarde a equipa de Maria José Morgado reabriu. Ao que consta, ou se fez constar, até é benfiquista, embora tenha sido visto várias vezes em lugares de honra do Estádio do Dragão. E, sim, apesar de benfiquista foi a Sevilha, a convite expresso de Pinto da Costa. Ele que há um ano se preparava para ocupar um lugar no Conselho de Justiça da FPF, o que só não aconteceu porque mais uma vez alguns malandros da classe jornalística, ramo ralé, conseguiram ler para além de um comunicado oficial.

Interessante é verificar que o pudor e desprezo que estes arautos da verdade revelaram durante os 4 anos que se seguiram ao dia 20 de Abril de 2004 seja substituído por todo este alarido apenas a propósito da nomeação de um director para a PJ do Porto e da campanha que dizem ter sido torpe de alguns jornais sobre este mesmo assunto. Aqueles jornais que têm dado ao Apito Dourado a dimensão que este merece, sem medo de tocar seja que poder for.

Ok, entendo a necessidade de cultivar fontes. Só não entendo esta tendência suicida para o abismo mesmo de alguns jornalistas que eu muito prezo. A dor de cotovelo resolve-se com betadine. Quanto ao carácter, nada a fazer. Quem tiver paciência que os ature.

9 comentários:

Roger Gomez disse...

Muito bem sr, Eugénio.
É por pensar dessa forma que nunca terá lugar na mesa dos directores de O NOJO.

Anónimo disse...

Olhem que não! Basta ler algumas postagens pós-fcp. Além disso, o homem dá-se com quem se deve dar. São todos amigos e comem todos na mesma mesa. Jornalistas, advogados, autarcas, desembargadores, policias, alternadeiras, ourives, seguranças privados, claques, empresários, é o futebol total, carago!!!!!!

Anónimo disse...

ja rejeitas comentarios...tas perdido eugenio

dragao vila pouca disse...

Devias ter vergonha de escreveres este lixo.Não foi insinuado nada sobre o Dr. Almeida Pereira? Não lês o C. da MANHÃ?
TEM VERGONHA NA CARA, DEIXA-TE DE DAR UMA NO CRAVO OUTRA NA FERRADURA PARA AGRADARES A GREGOS E A TROIANOS.
Assim perdes o respeito de todos.

Anónimo disse...

Em que é que o que se passou no GRANDE PORTO (seja qual for a area de actividade) é diferente do que se passa ou passou na Grande LISBOA???!!!.......

Anónimo disse...

Um Kompensan,talvez ajude...

Águia Real disse...

"Ao que consta, OU se fez constar,até é benfiquista..."
Que feliz e condensada definição do da controlada e dissoluta CS em Portugal!

ana luz disse...

Olha olha, e o outro?

Que diz ali um: "O célebre documento “Apito Encarnado” com o cabeçalho de Polícia Judiciária do Porto e que ficou provado ser falso" ...

Pois pois, atirado pà gaveta do lixo, pois claro, é falso, não presta, está verde como as uvas da raposa...

e vós "sabendes" muito, ó lampiões, qual maria de lurdes invejosa, má e mesquinha...

e eu não vi tal apito encarnado ser levado ao crivo da acusação e defesa onde se aclara a verdade, ó génio e meus amigos!

dragao vila pouca disse...

Como pode ser facilmente constatado, não sou meigo nos comentários que faço ao Eugénio, mas,mal ou bem ele dá a cara.Agora alguns e algumas que aqui o críticam e insultam, anonimamente ou de perfil indisponível...deviam ter vergonha.