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sábado, março 01, 2008

AS ÚLTIMAS SESSÕES

« compacto da 6.ª, 7.ª, 8.ª e 9.ª sessão do julgamento do processo originário do Apito Dourado (textos editados no Record online)A quimera do ouro

José Luís Oliveira quando este era presidente da comissão administrativa do Gondomar, revelou hoje à tarde em tribunal que lhe foi pedido para cunhar objectos em ouros relativos aos jogos que o Gondomar SC nessa época disputou com o Benfica e o Paços de Ferreira, a contar para a Taça de Portugal da época de 2002/2003. O ourives não conseguiu explicar a razão da encomenda numa época em que o Gondomar acabou por ser eliminado pelo Paços de Ferreira depois de vencer sensacionalmente na Luz por 1-0. Fernando Ribeiro disse que as pulseiras que Oliveira encomendou se destinavam aos árbitros desses jogos pois os nomes dos mesmos foram lá gravados. O Benfica-Gondomar foi arbitrado por António Taia (Setúbal e o Paços Ferreira-Gondomar foi dirigido por Nuno Almeida (Algarve).Ribeiro explicou ainda que as pulseiras que fez para o jogo do Gondomar com o Benfica eram de valor idênticos aos artefactos em ouro que entregou na época posterior, presumivelmente para os árbitros dos jogos do Gondomar.Quando respondia já a perguntas do advogado dos Dragões Sandinenses, acabou por considerar que tinha consciência de que o ouro que lhe era comprado por José Luís Oliveira se destinava a árbitros, dando até como exemplo as pulseiras para os jogos da Taça de Portugal que tinha referido anteriormente. "Se até tinham o nome do árbitro...", desabafou sobre artefactos que começavam com a palavra "recordação do jogo..."Sobre os jogos do Gondomar na época de 2003/2004, o ourives referiu que fazia entregas normalmente ao fim de semana no valor unitário de 700 euros, sendo que esses objectos (pulseiras e voltas) podiam valer numa ourivesaria "masis 40 our 50 por cento". Algumas dessas entregas, que estão detalhadas em documento entregue pelo ourives, foram de 1000 euros, por se tratar de "ouro para senhoras".

Linguagem pornográfica

Um advogado já tinha considerado, na fase de instrução deste processo, que as escutas são pornográficas. As perguntas que têm sido feitas já na fase do julgamento andam lá perto, como hoje aconteceu no início da 9.ª sessão do julgamento do processo originário do Apito Dourado. "O sr. inspector ouviu o treinador do Bragança chamar filho da puta ao árbitro?", perguntou a advogada Fátima Castro, que defende, com Carlos Duarte, os árbitros Jorge Saramago e António Eustáquio (este último foi o juiz do jogo Bragança-Gondomar). O inspector Jorge Marques nada ouviu...´Este inspector disse que apenas fez apoio às equipas da PJ que fizeram diligências em três jogos do Gondomar na época de 2003/2004, com a missão de obter imagens, sendo que num dos jogos o equipamento falhou. "Pelo que vi, os jogos decorreram em circunstâncias naturais, não vi nada que tivesse sido anormal", considerou, ao que o juiz acrescentou a pergunta: "Que se lembre, não é?"Por insistência do advogado Pedro Alhinho, mandatário de Joaquim Castro Neves, Marques acabou por revelar que os inspectores da PJ deslocados nestas diligências ao fim de semana recebiam 2,45 euros à hora a título de remuneração extraordinária, valendo cada missão em média 40 euros neste tipo de remuneração. É uma linha de inquirição que este advogado tem mantido quando confrontado com inspectores da PJ, no sentido de justificar o prolongamento da investigação durante largos meses.

O ceguinho

"Há claramente mão na bola, dentro da área, e disso eu não tenho dúvidas", foi assim que Alberto Lourenço, inspector da PJ, analisou um lance do jogo Vilanovense-Gondomar, referindo-se a um incidente que poderia ter proporcionado à equipa da casa uma grande penalidade. O inspector da PJ disse em tribunal que este lance resultou de um lance "de bola corrida" mas o advogado Luís Ferreira, mandatário do árbitro Valente Mendes (em causa nesta partida), recordou que resultou da marcação de um livre directo e que o inspector estava a 60 metros do lance, na bancada, enquanto o árbitro estava "a um metro da bola", como reconheceu o próprio inspector da PJ. "Sabe se nas leis do jogo se distingue o que é mão na bola e bola na mão?", perguntou ao inspector o advogado Pedro Alhinho. Este não sabia...Alberto Lourenço tinha ainda em memória um lance em que um jogador do Gondomar comete falta e o seu adversário pergunta ao árbitro "então não é nada?", tendo o árbitro mandado jogar. "A equipa de arbitragem devia integrar sempre um elemento da PJ, nem que fosse cego", foi a recomendação, irónica, que deixou o advogado Luís Ferreira, perante a determinação do inspector em analisar os lances que viu como se se tratasse de um perito de arbitragem.Paula Godinho, mandatária de José Luís Oliveira, confrontou também o inspector com uma escuta entre o ex-presidente da comissão administrativa do Gondomar e Pinto de Sousa, na qual o primeiro dizia não saber o nome do árbitro. "Não sei nem me interessa, mas sei quem anda à procura disso", referiu Oliveira, tendo Paula Godinho pegado na deixa: "Na PJ não procuraram também saber quem andava à procura disso?". Alberto Lourenço disse que não era sua competência definir estratégias de investigação.

O Apitacho

Sérgio Pereira, árbitro da Associação de Futebol do Porto, foi o primeiro a ser ouvido na oitava sessão do julgamento do processo originário do Apito Dourado. Pereira esteve acusado mas não foi pronunciado, tudo com origem numa conversa telefónica com José Luís Oliveira, ex-presidente do Gondomar, 25 minutos antes do jogo Gondomar-Paredes, da época de 2003/2004. Nessa conversa, Oliveira disse a Pereira: "Veja lá o que pode fazer que tenho umas lembrançazinhas para si". O árbitro disse que o recado "entrou por um ouvido a 10 e saiu a 150".O árbitro do Porto fez o seu próprio retrato e considerou-se "uma pessoa que não é fácil, não diria impossível, de contactar". Por isso, normalmente "as pessoas não se atrevem a falar comigo". Na sequência de um depoimento aberto, Sérgio Pereira, que é autor de alguns manuais de arbitragem, confessou que já recebeu prendas do Gondomar e até mostrou uma: um apito dourado! Tão pequeno, dentro de um saquinho de plástico, que despertou até sorrisos do procurador Carlos Teixeira. Disse Pereira que lhe foi oferecido em 2000 e atribuiu-lhe um valor apenas simbólico. "Posso dizer que fiz 5 jogos do Gondomar desde 1998 e o Gondomar nunca venceu", informou ainda o tribunal.Sérgio Pereira fez questão de esclarecer que lhe foi oferecido pelo Gondomar no ano de 2000, não conseguindo precisar por quem, sendo que nesse ano José Luís Oliveira, principal réu deste processo, ainda não era presidente da comissão administrativa do clube gondomarense.O árbitro do Porto falou ainda de dois outros réus deste processo: Carlos Carvalho e Pinto de Sousa, Sobre o primeiro, presidente do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol do Porto, disse Pereira que integrou, como bandeirinha, uma equipa chefiada por ele, na I Divisão nacional. "Pelo que conheço dele, jamais seria de falar comigo sobre qualquer assunto como os que aqui têm sido focado", disse. Sobre Pinto de Sousa, considerou-o "uma pessoa íntegra e defensora da arbitragem".

Coitado do Leça!

Ainda esta manhã, o tribunal ouviu também o ex-árbitro Aníbal, que também foi acusado mas acabou por não ser pronunciado. Em causa estava o jogo Leça-Gondomar, que terminou com a vitória da equipa visitante por 1-0, tendo os leceiros reclamado uma grande penalidade que o árbitro não assinalou. Gonçalves teve com José Luís Oliveira, então presidente da comissão administrativa do Gondomar, uma conversa na semana do jogo a propósito da nomeação já conhecida do árbitro, tendo este afirmado que a equipa de arbitragem iria "ser a melhor". Um mês e meio antes, sensivelmente, Gonçalves tinha jantado com Oliveira e com o antigo árbitro assistente Jorge Garcia no restaurante Margem Douro. O ex-árbitro disse que o convite partiu de Garcia, seu amigo, e que no jantar se comeu "um peixinho" e falou-se de futebol "mas do passado". Questionado sobre quem pagou esse jantar, Gonçalves respondeu: "Se calhar o sr. Jorge Garcia, mas não sei..."Depois do jogo, Gonçalves telefonou a Oliveira mas disse em tribunal que o fez apenas para pedir a cassete do jogo pois sabia que iria ser penalizado pelo observador, Isidro Lopes, que noutras épocas o teria classificado mal, e queria recorrer da nota que disse ainda não conhecer para a FPF. Gonçalves disse não ter recebido qualquer prenda material do Gondomar e recordou-se de ter ouvido no balneário que os jogadores do Leça teriam nesse jogo um prémio de vitória, não conseguindo identificar quem fazia a oferta.

Garganta funda

Rui Mendes, o antigo árbitro de 1.ª categoria que espoletou o processo Apito Dourado, em 2001, está a ser ouvido no Tribunal de Gondomar. Disse que se sentiu injustiçado com a nota que teve no seu jogo de estreia na I Liga - Campomaiorense-U.Leiria - e que procurou falar com Valentim Loureiro, então presidente da Liga.Convidado a deslocar-se à Câmara Municipal de Gondomar, foi esperado por José Luís Oliveira e ambos deslocaram-se "para um espaço amplo", tendo aparecido de seguida Valentim Loureiro. O presidente da Liga surgiu com uns papéis na mão, "com a minha radiografia", tendo-lhe dito que a sua classificação era "preocupante" e que estava "para descer de divisão". Ali mesmo, segundo Mendes, o major tentou fazer algumas diligências por telefone para a Liga e depois disse-lhe que a situação "era recuperável". O major ausentou-se e Mendes disse que se deslocou com Oliveira para o gabinete que pensa ser do vice-presidente da Câmara de Gondomar. Onde, sobre a secretária, se encontrava aberto o "Jornal de Notícias" nas páginas desportivas, precisamente no espaço referente à 2.ª Divisão B. Aí, Oliveira perguntou-lhe se estaria preparado para fazer o próximo jogo do Gondomar, na Trofa, e disse-o enquanto passava os olhos pela tabela classificativa, tendo verificado que o Gondomar estava mal classificado. Oliveira telefonou então para alguém que Mendes não conseguiu identificar pedindo para ser ele o árbitro do jogo do Gondomar na Trofa e também que Vasco Vilela apitasse o Gondomar-Bragança, como também aconteceu. O Gondomar empatou na Trofa e não desceu de divisão. Sobre as intenções destes actos, Mendes disse apenas: "Para bom entendedor, meia palavra basta e entendi que esta nomeação ia no sentido de eu beneficiar o Gondomar, ou seja, percebi que tinha vindo de uma situação de denúncia e já estava metida noutra", desabafou o antigo árbitro que desceu mesmo de categoria, esteve um ano sem apitar, e duas épocas depois estava nos distritais, tendo abandonado a arbitragem em 2004.À saída do tribunal, Rui Mendes, disse que nunca imaginou que a sua denúncia desse origem a um processo desta dimensão. "Se calhar devia ter sido cobarde...", desabafou quem acha que hoje é considerado por muitos "a besta negra da arbitragem e do futebol português"-

Ouro e garrafinhas

Finalmente, a primeira confirmação, de viva voz, de que o Gondomar SC oferecia artefactos em ouro aos árbitros. Paulo Silva e Filipe Pereira, árbitros do Algarve, que apitaram um jogo do Gondomar em Fafe, na época de 2003/2004, afirmaram em tribunal que a equipa de arbitragem recebeu três voltas em ouro da parte dos dirigentes do Gondomar, 30 minutos antes do jogo. Mas também disseram que a equipa local lhes ofereceu, a cada um, dois pares de calças de ganga e "umas garrafinhas de vinho". No entanto, os dois árbitros não atribuíram aos artefactos em ouro que receberam um valor "para além das normais lembranças" que recebem "de 90 por cento dos clubes". No caminho para casa, a equipa de arbitragem até levantou a hipótese de o ouro ser verdadeiro ou "como esse das revistas", como disse o árbitro assistente Filipe Pereira.Também se ficou a saber que antes deste jogo, o árbitro Paulo Silva recebeu um telefonema de Pinto de Sousa. O então presidente do Conselho de Arbitragem da FPF disse estar ao lado do presidente do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol do Algarve, tendo-lhe desejado boa sorte para o jogo em Fafe. A seguir ao jogo, Pinto de Sousa voltou a telefonar a Paulo Silva para saber como tinha corrido o jogo, desejando boa viagem à equipa de arbitragem no regresso ao Algarve. Paulo Silva confessou que não é frequente receber chamadas do presidente do CA da FPF antes dos jogos estando este "ao lado" do presidente do seu conselho distrital. Mais não conseguiu dizer do que isto sobre este assunto.

A lampreia

No início da sétima sessão do julgamento do processo originário do Apito Dourado, o ciclóstomo vulgarmente conhecido por lampreia, da família do mais básico dos verterbrados, voltou a ser prato principal. Gonçalo Silva, o procurador do MP, perguntou à testemunha Rangel Bernardo, ex-árbitro assistente, se há lampreia em Alcobaça, onde aquele reside. Bernardo reagiu assim: "Não sei o que é isso", Um advogado tentou ajudar: "É um ciclóstomo". Pois... "É um prato tradicional do Norte, que normalmente se come de cabidela", tentou esclarecer o procurador, que lá se conformou face à ignorância de Bernardo: "Não deve haver lampreia nos rios Coa e Baça..." Onde o procurador queria chegar era a um jantar, ao que se presume de lampreia, que se seguiu ao jogo Gondomar-Bragança, em Março de 2003, no qual teria estado a equipa de arbitragem comandada por Sérgio Sedas, réu neste processo, onde se integrava também Rangel Bernardo. Que até ao fim do depoimento continuou a não recordar-se de qualquer pormenor relativo ao dia do jogo em causa. "O senhor não se recorda do jogo, não se recorda de mais pormenores desse dia mas recorda-se que jantou em casa", desabafou o juiz António Carneiro da Silva. Bernardo acabou por afirmar que também não se recorda se jantou em casa, embora fosse provável que tal tivesse acontecido pois era seu hábito.

Quantos são, quantos são?

Ò Garrido, não se meta comigo, se não limpo-o do futebol!" - António Garrido recorda-se deste trecho de uma conversa que Valentim Loureiro teve consigo depois do jogo Dragões Sandinenses-Gondomar, que terminou empatado a uma bola. O antigo árbitro internacional, testemunha arrolada pela acusação, esteve lá na qualidade de assessor da FPF para a arbitragem e o jogo foi dirigido por Manuel Valente Mendes, réu neste processo.Os Dragões Sandinenses queixaram-se de terem sofrido o empate através de uma grande penalidade que não existiu, já perto do fim do jogo. Mas também o Gondomar contestou a grande penalidade que deu origem ao golo do seu grande rival na época de 2003/2004.Ouvido no Tribunal de Gondomar, António Garrido disse que a conversa dura que o major teve consigo não serviu para o intimidar. "Não liguei, ele fala alto mas é a sua maneira de ser, embora pense que não merecia ter tido aquela conversa", reconheceu Garrido. "O major por vezes é brusco, umas vezes com humor, outras não...", acrescentou.

A primeira escuta

A sexta sessão do julgamento do processo originário do Apito Dourado começou hoje com a audição de mais uma testemunha arrolada pela acusação: Jorge Barros, um ex-bancário que foi delegado do Fafe num jogo com o Gondomar. Barros considerou normal o facto de os clubes oferecerem "lembranças" aos árbitros. No caso do Fafe, revelou, os árbitros eram presenteados com garrafas de vinho.Jorge Barros falou do jogo Gondomar-Fafe, que foi apitado pelo árbitro Fernando Valente. O árbitro de Viana do Castelo, detido no dia 20 de Abril de 2004, foi constituído arguido mas acabou por não ser acusado. O Gondomar ganhou esse jogo por 3-1. Nesse jogo, Valente expulsou o guarda-redes do Fafe e também o treinador deste clube, tendo também dado ordem de expulsão a um jogador do Gondomar, já no final do jogo. Segundo Barros, o árbitro cometeu alguns erros. "Tem presente algum erro do seu defesa esquerdo ou do seu guarda-redes?", quis saber o advogado Carlos Duarte, que defende os árbitros António Eustáquio e Jorge Saramago."Aqui não mexem, deve ser ouro"Seguiu-se Pedro Ribeiro, ex-árbitro assistente do árbitro setubalense José Palma. Em causa estavam dois jogos do Gondomar, da época de 2003/2004, com o Ermesinde e com o Lixa. Ribeiro confessou que a equipa de arbitragem encontrou no balneário três pequenos pacotes. O chefe de equipa deu ordens para ninguém tocar naquilo. Por isso, Ribeiro não sabe qual era o conteúdo das prendas ali deixadas pelo Gondomar, ele que disse nunca ter recebido relógios ou sapatos a título de lembrança. Ribeiro considerou que as prendas em questão, cujo conteúdo desconhece, "eram mais que prendas simbólicas". No entanto, o árbitro não as mencionou no relatório do jogo.Também foi ouvido o outro árbitro assistente envolvido nestes casos, Francisco Mendes. Ainda no activo, este árbitro do Barreiro reproduziu palavras do seu chefe de equipamento no momento em que entraram no balneário: "Aqui não mexem, deve ser ouro". Tentou Gonçalo Silva, o procurador do MP, perceber o conteúdo das prendas. "Podiam lá estar rebuçados...", alvitrou. Mas Mendes não conseguiu ser mais esclarecedor, não sento também capaz de explicar porque razão este facto não foi mencionado no relatório do jogo.A escuta da lampreiaMas o grande momento da manhã acabou por ser a audição da primeira das 20 mil escutas que constam deste processo. Trata-se de uma conversa entre os árbitros Licínio Santos e Pedro Sanhudo não transcrita na acusação e ouvida a pedido da defesa de Sanhudo, para ajuda a provar que Sanhudo compareceu num jantar de lampreia com Licínio e jogadores de Gondomar a convite de Licínio Santos. "Vou falar com o Oliveira", disse Licínio a Sanhudo, depois de terem estado a combinar uma homenagem ao árbitro António Eustáquio, também réu neste processo. "É lampreia ou outra coisa qualquer", antecipou Licínio a ementa. Foi lampreia.

2 comentários:

gm disse...

Ora e aó temos nós mais uns capítulos que, bem ordenados, ainda podem dar livro, para memória.

portodocrime disse...

ó sr eugénio queiróz.
o sr não fala nem uma única vez da
dr carolina.
á e do traficante de pneus.
.........
txiiii
e
do dias da "cunha"
pareçe que era "amante" da outra.
eheheh.