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segunda-feira, dezembro 24, 2007

MISTÉRIO DE NATAL

O mistério do quarto 311 do Hospital D. Pedro em Aveiro (facto verídico):
Durante alguns meses acreditou-se que o quarto 311, do hospital Dom Pedroem Aveiro, tinha uma maldição.Todas as sextas-feiras de manhã, os enfermeiros descobriam um pacientemorto neste quarto da Unidade de Cuidados Intensivos. Claro que os pacientes tinham sido alvo de tratamentos de risco mas, noentanto, já se não encontravam em perigo de morte.A equipa médica, perplexa, pensou que existisse alguma contaminaçãobacteriológica no ar do quarto. Alertadas pelos familiares das vítimas, as autoridades conduziram um inquérito. Os utentes do 311 continuaram, no entanto, a morrer a um ritmo semanal e sempre à sexta-feira.Por fim, foi colocada uma câmara no quarto pela Polícia Judicária e o mistério resolveu-se: Todas as sextas-feiras de manhã, pelas 6 horas, a mulher da limpeza desligava o ventilador do doente para ligar o aspirador!!!
» um contributo de J. Reis

6 comentários:

Anónimo disse...

Claques de futebol

Nos Super Dragões cabem os polícias e os ladrões

23.12.2007 - 09h46 Ana Cristina Pereira

César só tem 14 anos, mas não hesita um milésimo de segundo: "Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa". Não percebeu? Não haja cá confusões entre a maior claque do FC Porto, que ele integra, e os homens detidos no âmbito da operação Noite Branca, mesmo que a maior parte deles tenha algum tipo de laço com os Super Dragões.

O que o coração de César lhe grita não será uma evidência para qualquer mortal, a avaliar pelo que tem sido dito (ou escrito) por vários comentadores (ou colunistas). Mas é-o para Daniel Seabra - o antropólogo que fez um mestrado sobre os Super Dragões e está a ultimar o doutoramento sobre claques.

Impossível renegar os suspeitos de envolvimento nos homicídios "da noite do Porto", que estarão associados a tráfico de droga, contrabando de tabaco, fraude fiscal e contrafacção. Alguns frequentam os Super Dragões desde miúdos - embora sem regularidade nos últimos tempos. Na Ribeira, como enfatiza a canção de hip-hop Macaco Líder, "já se nasce dragão".

Lembra-se de 2 de Abril de 1995? Tijolos a voar, uma rapariga loura a provocar os adeptos do Guimarães? Pois essa é a mãe de Miguel Palavrinhas, o rapaz que andará a monte. Fernando Madureira, o líder da claque, viu crescer Miguel Palavrinhas, cresceu com Bruno "Pidá", Paulinho "Quinze Dias" e muitos outros que como ele, no início da década de 90, já não podiam entrar nas discotecas e viram "na claque uma solução para ocupar o tempo". Na sua autobiografia, agradece ao "núcleo duro", que fica "sempre" na sua "retaguarda". A começar por "Pidá".

Tirando os Super Dragões, o que é que César tem a ver com "Pidá"? "Nada. Nem sequer o conheço", retorque o miúdo. Nada ele, nada o amigo dele que trabalha numa fábrica, faz voluntariado numa associação juvenil e teme dar o nome - não vá alguém confundi-lo e rotulá-lo.

É por causa disto que Madureira tem um recado para colunistas como Pacheco Pereira: "Somos uma micro-sociedade. Tudo o que existe na sociedade existe nos Super Dragões". Polícias, ladrões, traficantes, toxicodependentes, seguranças, empresários da noite, estudantes, professores... "Não há filtro." O único requisito, ali, é ser ultra-adepto do FC Porto.

Os dados preliminares da tese de Daniel Seabra desfazem a ideia do adepto extraterrestre. Os dragões são quase todos rapazes (83,2 por cento), solteiros (75,6), que esperam um dia casar pelo civil (11,1) ou pela Igreja (52,5) e ter filhos (93,1). Com uma idade média de 25 anos, perto de metade identifica-se como estudante (22,9 do ensino superior) e 21,4 como empregado em rotinas não manuais de categoria inferior. Seguranças haverá uns 40 num universo de 1200 a 1500. O desemprego atinge 5,3 por cento.

Terá sido sempre assim? Há muito que Luís Américo, o primeiro presidente dos Super Dragões, não era incitado a pronunciar-se sobre a claque. Saiu há mais de dez anos. Na hora de iniciar vida profissional, o premiado chefe de cozinha fugiu dela como quem fosse de um psicotrópico. Não esquece, porém, que parte da "beleza" daquilo residia no seu carácter heterogéneo. Ali dentro cabiam "mendigos e filhos de presidentes das melhores empresas do Norte".

Depois da tempestade...

De onde vem esta identidade que tanto inquieta o operário? Após a época 1991-92, desataram a entrar na claque os "gaiatos" da Ribeira e eles "partiam tudo". Em 1995, o auge da confusão, "alguns batiam e roubavam o que lhes aparecia à frente". "Éramos muito jovens", desvaloriza Sandra Madureira, vincando o papel pacificador do marido. "Meia dúzia de nabos a comer meia dúzia de sandes e a sair sem pagar! Não sei o que é mais crime, se é isso ou os preços que praticam nas estações de serviço". Mas o que aconteceu na década de 90 já não era possível hoje, acredita Rui Teixeira, líder que antecedeu Fernando Madureira. Desde o final da década de 1990, a polícia tenta "tomar conta" do fenómeno, infiltrando até elementos na claque. Agora, esta claque, como as outras, "está muito controlada". Já raramente lhe é permitido parar nas áreas de serviço com comércio.

Seabra distingue os comportamentos delinquentes que "emergem" do grupo (como pequenos furtos, até para adquirir algum estatuto: "Se não roubas nada, és um nabo") dos que constituem uma "reprodução" do quotidiano de alguns membros ("aproveitam estar num grupo grande, o que lhes confere algum anonimato ou ilusão de anonimato" para cometer crimes como roubar ou vender droga). E parece-lhe mais interessante reflectir sobre as condições prevalecentes nalgumas zonas urbanas do que "lançar sobre a claque um estigma, que a inabilita para uma aceitação social plena".

Parte significativa dos membros da claque provém de contextos sociais desfavorecidos. Nesses contextos grassa um "elevado grau de tolerância à violência". E há uma "dimensão de territorialidade muito forte" - uma identificação profunda com um lugar, amiúde por oposição a outro lugar. Nem sempre a família é estruturada. Muitas crescem na rua, com os amigos. A escola diz-lhes pouco - 74 por cento reprovou pelo menos uma vez.

Diversos estudos mostram que se cristalizaram as relações entre os bairros e as prisões. O FC Porto, a claque, é só um ponto onde se cruzam. Mas dentro da claque também há "situações de privação objectiva". Quantas vezes Pedro, um motorista de 32 anos, já gastou o seu último dinheiro para ver o seu FC Porto? Vale que, na claque, outros valores se levantam - como a partilha, a amizade. Na final de Gelsenkirchen, em 2004, quando o FC Porto conquistou a Liga dos Campeões, viajou com "20 euros e dez bilhetes para vender a emigrantes" e conseguiu passar uma semana na Holanda.

Miséria à parte, "claque, neste momento, em Portugal, é uma palavra vómito", lamenta o investigador, que também é adepto. E isso, como repara Rui Teixeira, pode ter um efeito perverso. Pode afastar quem só quer apoiar o clube e atrair quem vê ali um meio favorável à reprodução do comportamento desviante que embala o seu quotidiano.

in PUBLICO

k3nzo disse...

Eugénio essa é de anginjo! ou confundiste o natal com carnaval!! Sobre essa historieta: http://jn2.sapo.pt/seccoes/mensagem.asp?91458

Anónimo disse...

De facto, acho que se deveria ter um pouco de mais bom gosto com as piadas que aqui se publicam.

john Lito disse...

"facto verídico"
Em k planeta????
Se fizeres uma peskisa no google encontras esta história adaptada para as várias nações mundiais...
Mais valia ter dito k era uma anedota!!!!

Anónimo disse...

Lol, és mesmo ótario....

atirador especial disse...

comentários de marginais, que deviam estar no saco !!! mas lá chegará a sua vez....