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quinta-feira, novembro 15, 2007

HOJE À NOITE, NO TEATRO DO BOCAGE

Hoje à noite, 5.ª feira, no Teatro do Bocage, à Graça, EM LISBOA, Luís Graça mostra de novo os seus dotes poéticos, estéticos e patéticos. Eu se estivesse em Lisboa já estava lá a guardar lugar!

4 comentários:

Luís Graça disse...

Caro Eugénio:

Como é óbvio, dada a militância, já és fã honorário.

Não está excluída a hipótese de digressões. Amanhã era suposto estar em Coimbra, mas o festival foi adiado para 6, 7 e 8 de Dezembro. Num desses dias devo actuar. E dia 19 de Dezembro estarei em Sintra.

O espectáculo continua em constante mutação e hoje, por exemplo, ao som da harpa, vou ler três poemas de Derek Mahon, do seu livro "Harbour Lights", que comprei ontem na Casa Fernando Pessoa. Cravei aquele que é considerado um dos dez melhores poetas irlandeses de sempre (entre mortos e vivos)para dar um autógrafo ao Dick Hard. O embaixador da Irlanda partiu-se a rir.

Em palco, estarei sozinho "em quarteto": Luís Graça (o cérebro do crime), Dick Hard (o diabinho que não deixa pedra sobre pedra), Mimi Monchérie (a artista de variedades meiguinha) e, em estreia absoluta, o seu alter-ego, Roxy Rasputine, uma Dominatrix que leva tudo à frente com o seu strap-on negro, comprado em saldo a uma das claques da Académica.

No som e nas luzes, o meu grande cúmplice Carlos Cardadeiro, que dá voz a textos meus, improvisa e puxa pelo público.

Consta que recentes estudos geológicos na encosta da Senhora do Monte deram conta de algum deslizamento de pedras, devido à trepidação do Teatro Bocage, 500 metros abaixo.

É o Graça, na Graça, para a desgraça total!

Anónimo disse...
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Luís Graça disse...

Ontem, dei bombons Ferrero Rocher na boquinha de um grupo de chavais de uns 18 anos, que curtiram à brava.
E depois pus-lhes o strap-on na mão, a vibrar. Pilhas novas!
Os putos deliram com estas coisas.
Um gajo aparece de soutien e cabeleira loira com um lacinho rosa e é um sucesso.
Depois um gajo declama um bocadinho (só um bocadinho) de Bocage sério (dois sonetos) e de Derek Mahon (um grande poeta irlandês que conheci anoeontem na Casa Fernando Pessoa) e os putos começam a olhar uns para os outros, com vontade de fugirem para os copos.

Luís Graça disse...

Nos últimos dois espectáculos vai ser sempre a abrir. Vou abdicar dos sonetos "sérios" de Bocage e acabar a "rasgar", misturando a minha poesia com a satírica-erótica do Bocage.

As paredes das casas da rua Manuel Soares Guedes estarão seguras? Há muitos prédios velhos na Graça.
E o Luís Graça, que está a ficar velho, ainda se sente jovem para "partir brita".