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quinta-feira, novembro 08, 2007

ESTE GAJO É MALUCO

Como já sabem, Dick Hard está em exibição no Teatro do Bocage (hoje, quinta-feira, volta a atacar). O Luís Graça faz o espectáculo sozinho, com o material (!) própria mas não apropriado e acredito que com uma irreverência que vai para além de qualquer paciência, que é assim que tem que continuar embora não seja aconselhável que continue a oferecer livros aos amigos pois os maravedis, como dizia o Neves de Sousa, fazem falta sobretudo para as imperiais e um bom cozido à portuguesa no Sapo, que foi o que ontem à noite comi, na companhia de alguns campeões de Viena, disse comi mas exagerei, apenas tentei comer, o que era obra depois da pantagruélica série de entradas constituída por omelete de queijo e chouriço à baliza, defesa comandada por um grande naco de presunto mas um saco de pãezinhos acabados de cozer, pataniscas na linha média em posição de losango e o ataque aberto francamente por pimentos em azeite e um queijo curado graças a Deus. Mas com isto já me estou a desviar do assunto principal que é o meu amigo Luís Graça e o seu espectáculo de cabaré rasca ali à Graça, que tem sempre mais piada. O CD de imagens que me chegou hoje ao correio fala por si e também agradeço o "Agruras & Azares" do detective privado Dick Hard, um livrinho que, desculpa lá qualquer coisinha, Luís, mas é o melhor de todos os que já li com o teu carimbo, está no reu registo, como se diz ali pelo Sapo, q.b.!

9 comentários:

Anónimo disse...

Este Luis Graça é o mesmo que trabalhava na Gazeta?
Também gosto do seu estilo e da sua escita desabrida.

Coluna D'Águias Gloriosas disse...

eheh cuidado com o ``castrol´´

Luís Graça disse...

Meu grande amigo Eugénio:

Como diria o grande Odorico Paraguaçu (o enorme Paulo Gracindo) em "O Bem-Amado", de outro enorme brasileiro, vamos primeiro aos finalmentes e deixemos os entretantos para depois.

O espectáculo no Teatro Bocage (www.teatrobocage.com) começa com algum atraso, mas as 24 horas que tu anunciaste também são exageradas.
Ó meu, aquilo é às quintas-feiras de Novembro!

O início é às 21h30m e nós começamos pontualmente atrasados às 21h45. E a porta continua aberta durante todo o espectáculo, menos quando declamo o Manuel Maria Barbosa do Bocage, que merece mais respeito do que eu.

Fico muito feliz por teres gostado do "Dick Hard, detective privado", mas este livro foi uma mera brincadeira, os contos foram escritos propositadamente para o blogue A Funda São. Prometi 15, consegui escrever 14, num curto espaço de tempo. Há dois anos,mais ou menos. Repara que há um escrito pouco tempo antes da final da Taça UEFA do Sporting.

Limitei-me a publicá-lo agora para promover o espectáculo. Foi uma edição de 411 maravedis. E o meu maior gosto é oferecê-lo aos amigos. Infelizmente, com este a edição foi tão reduzida que só posso mesmo oferecê-lo aos "eleitos".

Olha, ontem, no Holmes Place da 5 de Outubro (que é na Miguel Bombarda) tive uma cena maravilhosa. No dia anterior tinha-me demitido, porque um gerente mandou recados por um funcionário em termos desabridos.
Eu só queria deixar na recepção, dentro de um envelope, o livro do Dick Hard. O meu amigo António Manuel Venda (blogue Floresta do Sul) ia deixar o carro em frente, com os piscas ligados, recolhia o livro e deixava o dele para mim.

Pois olha, não é possível. Uma coisa que funcionou durante quatro anos, agora deixou de funcionar. Os recepcionistas disseram-me que não se podem responsabilizar pela segurança de nenhum objecto, por isso há ordens para não receber nada de ninguém.

Realmente é verdade: fartei-me de ser roubado no Holmes. Desde um velho par de ténis Lacoste, até aos 95 euros que me extorquiam todos os meses, falhando rotundamente vários pontos do contrato que assinei, com aquelas letrinhas pequeninas de que eles gostam tanto.

Eu disse ontem que apresentaria o documento de demissão a 11 de Novembro e deixaria o clube a 1 de Janeiro de 2008. Pois um senhor de 1 metro e 95 saiu de trás do balcão (provavelmente para impor o cabedal, mas talvez fosse uma tentativa de assédio sexual, que ele é um bocado invertido). Digo isto porque ele afirmou que eu fui incorrecto com a Sofia Cota, por ter dito "Hard Dick". Não resisti a uma gargalhada e disse que era o heterónimo do meu livro.

Ele disse que eu não lhe ensinava o que era um heterónimo, começou a perguntar aos sócios todos se alguém conhecia o Hard Dick.

Insistiu tanto em "marrar" comigo que lá tive de o ameaçar com a chamada da Polícia e um processo ao Holmes Place. Estou a pedir a todos os diabinhos para que o clube me processe. Estou a precisar de dinheiro e com a indemnização do Holmes dava para editar uns 20 livros.Mesmo que o António Garcia Pereira não tenha agenda para me defender, como eu gostaria. Quatro anos de falhas de contrato (todas devidamente provadas e comprovadas com dezenas de testemunhas que já abandonaram o clube) davam-me para desabafar.

Tudo isto a propósito do tal matulão Manuel Nascimento ter dado à luz um novo heterónimo meu: o Hard Dick!

Que seria o pretexto de ele me expulsar do clube antes da data que eu defini. Isto depois de a Cátia me ter alertado para o facto de eu ter de dar 30 dias ao clube. Portanto, nas palavras dela, para sair a 1 de Janeiro a carta tinha de chegar até 10 de Dezembro. Como é que isto dá 30 dias é um mistério para mim! Tanto como o mistério de um clube que tem a entrada na Miguel Bombarda se chamar Holmes Place 5 de Outubro. Já me explicaram, nas continua a ser um mistério.

Os Holmes Place de Lisboa estão a perder sócios e qualidade a cada dia que passa. Mas não é justo que se tome a incorecção de um gerente como global. Dou-me muito bem com toda a gente e nunca tive problemas com ningém em termos pessoais. Até fiquei amigo de gerentes que já saíram do clube e a quem eu partia a cabecinha toda com críticas construtivas.

Um grande abraço para o Carlo Aguiar e o Alexandre Silva!
Estes sabem quem é o Dick Hard, assim como a Elisabete Soares e a Joana Serpa sabem quem é o Inocêncio Pinga-Amor!
Não confundem livros com obscenidades e incorrecções com as funcionárias.

Estou preocupado com a integridade física do Manuel Nascimento. Ele trabalha na zona em que eu vivo e há certos olhares que me provocam reacções condicionadas.

Olha: quando se dá com o martelinho no joelho, nós damos um pontapé, não é?

Comigo pode acontecer uma coisa gira, se o Manuel Nascimento se cruzar comigo e tiver o azar de me provocar um tipo parecido de reacção condicionada. Uma palavra, um olhar e lá sai um pontapé para aquele sítio que o impediria de ser pai novamente.

Quando a Polícia me interrogasse, diria apenas: "Isso não foi o Luís Gaça, não foi o Dick Hard, foi o Hard Dick".
Mas como eu sou um gajo com azar, imagina que ele tem, para além de uns nervos de aço, uns colhões de bronze...lá estou eu outra vez lesionado do pé direito, com fractura de esforço.

Dizem que a amizade não se agradece, mas eu estou muito grato pela tua.

Anónimo disse...

voces devem ser os doidos rabetas

Anónimo disse...

Olha là meu isto é espectaculo para Gays nao é ???

Que falta de moralidade um blogue com tendencias gay
JP

eugenio disse...

É. Não se nota?

Luís Graça disse...

Ao Eugénio:
Obrigado pela correcção da gralha. Graças a isso havia pessoal pendurado no tecto do teatro. De qualquer forma, já há gajos acampados para comprar bilhete para a semana seguinte, tipo concerto de rock.

Ao primeiro anónimo:
Pois evidentemente que sou o Luís Graça que trabalhou na Gazeta! De onde é que pensa que eu conheço o Eugénio?

Ao segundo anónimo:

Não percebi bem a sua expressão. Indigna-se com o hipotético facto de sermos os dois doidos ou rabetas? Ou é a conjugação que o choca?
Sendo assim, permita-me a pergunta: o que o choca mais? Que a gente seja doida ou rabeta?

Anónimo JP:
Muito obrigado pela sugestão! Vamos já alterar o cartaz de publicidade e colar-lhe uma tira: "Este espectáculo é para gays". Vamos ver se ficamos com a temporada toda reservada até 2009. Realmente, é um segmento que está a crescer imenso em Lisboa.

Acho mesmo que devia ir até aos cafés da Graça (o bairro onde está o Teatro) expor o seu ponto de vista. Acho que eles iam adorar debater o assunto consigo. Olhe, comece pela "Voz do Operário". Depois vá até aos Bombeiros, se ainda conseguir. É que é a subir.

Agora a sério, ó JP: entra lá tu com o guito para dez artistas de variedades e vais ver se eu não tenho lá gajas com fartura.

Queria-te ver aos saltos feito estúpido em cima do palco, a tocar guitarra com um tridente de 3 euros, os joelhos todos esfolados de deslizar no palco, um hematoma do caraças na perna esquerda por andar a saltar por cima das cadeiras...a família e os amigos a tentarem consolar-me a seguir ao espectáculo:
"Deixa lá, pá, nós sabemos que está difícil trabalhar no jornalismo...era pior andares a vender droga".

Sei lá se era pior. O teatro fica a 5 minutos do Martim Moniz e houve um gajo que me convidou para vender droga. Os passadores dele foram lesionados pela polícia. E ainda não apareceu ninguém do D.Maria a convidar-me para ir lá fazer nada.
Fiz um workshop com o Sinisterra no Inverno, éramos 20, passaram 6.
Eu dei o cabedal, mas fiquei de fora.

A vida está difícil. Como é que podem pensar que ando a fazer estas figuras por vontade própria? Faço porque tem de ser. No outro dia fui ao "Record" ver um jogo no plasma e um dos chefes chegou a ameaçar-de de que me ia dar trabalho:
"Pá, a malta está a mandar para a rua 15 jornalistas competentes, que ganham algum dinheiro. Estamos a precisar de um otário como tu, que costuma ser sempre enganado. Quando é que podes começar?".

Felizmente a janela estava aberta, saltei do 2º andar e fui comer uma lasagna ao Pasta Caffé do Saldanha.

Anónimo disse...

Tou a acreditar também que este blogue tem muitos rabetas e afins...

Luís Graça disse...

Meu caro anónimo de 9 de Novembro:

Pois claro que é muito provavável que este blogue tenha muitos rabetas e afins.
O futebol português é uma paneleirice pegada de uma ponta a outra.

E se ler o "Fado, Futebol e Farpas, uma aventura psicadélica" vai descobrir que o Josué Morteirinho (do Chelas City) é namorado do Didier Drogamá, avançado da selecção da Bosta do Querubim.