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segunda-feira, setembro 24, 2007

BORIS, O CZAR ESCORRAÇADO

Boris Berezovsky era apenas o homem que mandava na Rússia quando Yeltsin era a figura do regime. Também foi o grande parceiro de Roman Abramovich nos anos loucos que se seguiram à perestroika. Os dois fizeram fortunas com petróleo, alumínio, estações de televisão, jornais, automóveis e outros negócios. Berezovsky acabou por ter de fugir da Rússia quando Putin subiu ao poder enquanto Abramovich caiu nas boas graças do novo chefe do governo, ao ponto de ser visto no Kremlin a entrevistar candidatos a ministros e secretários de Estado, o que ele nega, obviamente. Berezovsky para se entreter, quando preferiu o exílio à prisão, investiu 30 milhões de dolares no Corinthians, através da MSI, e ameaçou revolucionar o futebol brasileiro. O filme acabou mal e Boris foi alvo de um mandado de captura da Polícia Federal Brasileira, continuando, porém, a viver faustosamente entre Londres e o Sul de França. Um dia destes lembra-se e aparece por cá a comprar ao desbarato um dos nossos emblemas...

Um verdadeiro cromo dos tempos que correm.

PS - Já disponível nas nossas livrarias, a biografia de Roman Abramovich detalha também bem o percurso desta ave rara. Vale a pena! Sobretudo a parte em que as crianças siberianas que Roman levou a apanhar banhos de sol resolveram mandar bifes pelo correio para os seus familiares...

3 comentários:

Anónimo disse...

Esse livro sobre Roman Abramovich poderá ser interessante para tentar decifrar algumas características dessa estranha personagem.
Em relação a Boris Berezovsky não estranharia nada que viesse cá parar, mas com esse CV dificilmente poderá adquirir um grande emblema.

hercule poirot disse...

Já que leste o livro, diz-me lá se o Abramovich é judeu ou descendente de judeus, como o nome indicia.

PS - Quanto ao Zé Mourinho, acho que teve o que mereceu: uma chicotada é uma chicotada, mesmo mascarada por comunicados adocicados e indemnizações faraónicas.

Anónimo disse...

bah, falar mal
é fácil, Eugénio,
eu sei, mas o Scolari
não é mais bem parecido nem
bem feito, siquer tão honesto será
qual essa rês, que nos diz três de paus!

e o Scolari é um tosco,
c'um caray, dá mais um copo!

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