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sexta-feira, abril 13, 2007

POUCA VERGONHA


Para quem já pôde "absorver" parte substancial das escutas do Apito Dourado, não restam dúvidas: árbitros, árbitros auxiliares e observadores estavam absolutamente nas mãos dos dirigentes (dos clubes, das estruturas superiores do futebol e da arbitragem). Há aqui um princípio que devia sagrado que é o do distanciamento entre quem está no terreno e quem tem interesses no terreno. Um princípio permanentemente violado. O mais difícil no meio desta confusão era mesmo um árbitro vacinar-se contra estas pressões. Por isso é que todos fugiram como o diabo da cruz quando um dia Pimenta Machado - sem dúvida um outsider no processo conhecido... - quis que Jorge Coroado dirigisse a arbitragem num órgão completamente autónomo em relação ao poder futebolístico. Obviamente, o mínimo que puderam tolerar foi o sorteio (condicionado, claro) dos árbitros. Não há verdade nenhuma nas classificações dos árbitros, não há honestidade nenhuma na forma como estes são tratados e tudo isto tiral qualquer tipo de moral para críticas pontuais ao trabalho dos apitadores. No fundo, todos, ou quase todos, queriam "ter" os árbitros "na mão". Como? Muito simples: tendo influência sobre as suas classificações e nomeações. Negar esta evidência é o mesmo que dizer que Portugal é banhado pelo Oceano Pacífico.

2 comentários:

fraco e à figura disse...

Nota 1 : Agora que os DAWEASEL lançaram um album novo, anda o Eugénio a ouvir o anterior!

Nota 2 : Todos não digo, pois, contam as más línguas (vi eu numa pagina do defunto jornal "dos que faltavam às aulas", na pena do jornalista amigo do Dias da Cunha), que Pedroto só não assinou pelo SCP, porque o João Rocha não disponibilizou 15000 mocas.

Anónimo disse...

Mais uma cambalhota. Sorteio, não-sorteio, e agora organismo autónomo. O Jorge Coroado? Porquê o Jorge Coroado? E que garantias nos oferecia a independência desse novo organismo. Vá Eugénio, use o seu blog para nos explicar isso. Dê-nos a SUA opinião.