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sexta-feira, março 16, 2007

A LEI ZÉ TÓ


Grande contenção nos comentários dos principais dirigentes do nosso futebol ao acórdão do supremo que pode dar origem a uma "Lei Zé Tó" e Soares Franco como sempre incontinente e a chutar contra a sua baliza, alinhando na onda do "isto pode ser uma revolução". O presidente do clube português com mais activos nacionais devia pensar duas vezes antes de falar mas, lá está, o homem é assim, gosta de falar, falar, falar e acontece isto. O que tenho percebido é que os clubes estão atentos mas não em pânico. O acórdão vale apenas para a terrinha e a FIFA tem leis que protegem bem os clubes, e os empresários, nas grandes transferências. Como disse, e bem desta vez, Guilherme Aguiar, "o caso não é uma bomba" porque "uma coisa é um jogador rescindir sem justa causa e outra é uma cláusula de rescisão acordada pelas duas partes". Veremos no que isto dá para além da euforia do advogado/empresário Dias Ferreira e dos indisfarçáveis gritos de contentamente do senhor Evangelista do sindicato dos jogadores. Com um bocado de jeito, fica tudo como está...

2 comentários:

Anónimo disse...

"uma coisa é um jogador rescindir sem justa causa e outra é uma cláusula de rescisão acordada pelas duas partes".

a questão não é essa eugénio. o que acontece é que, mesmo que a cláusula de rescisão seja acordada pelas duas partes, o jogador pode rescindir o contrato quando quiser que o pior que lhe acontece é ter de pagar o valor dos ordenados que lhe faltava receber.

Não só não ficará tudo como está, como nada será como antes. Esta decisão do Suprema deixa os jogadores senhores do seu destino, como qualquer outro trabalhador.

Não sei onde vai parar o futebol, mas as reacções ao caso bosman tb foram mais ou menos assim

Anónimo disse...

Não eras tu Eugénio que dizias que o Benfica não ia passar a eliminatória?? Incha!!