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segunda-feira, março 12, 2007

TOU NA LUA




O famoso jornalista António Arnaldo Mesquita foi ontem surprendido num restaurante de Matosinhos, muito frequentado por árbitros, por uma equipa de 60 amigos que lhe deram ordem de prisão durante 4 horas. Quando confrontado pelo juiz de instrução criminal, o jornalista do PÚBLICO confessou estar a viver o dia mais feliz da sua vida e confessou de imediato todos os seus crimes. A saber: ser fanático do FC Porto, ter colocado demasiado açúcar no vinho que produziu este ano (bem assim como uma quantidade generosa de água), ter dinheiro numa off-shore de Pedras d'Rei e, sobretudo, ter sido durante muitos anos colaborador da revista Dragões. Nas buscas feitas a casa do jornalista que hoje completou 60 anos [às 8 horas tmg, como o próprio precisou, sempre preocupado com o rigor e os pormenores], a Polícia dos Costumes encontrou uma suspeita cassete do Rei Leão, 45 beatas em 5 cinzeiros, 5 "CQ", 4 "FHM" e uma quantidade praticamente indeterminável de cuequinhas de senhora, alguns em mau estado de conservação. Tentando justificar alguns crimes horríveis de que também está acusado, AAM disse que também ele é pequenino... Conduzido para a prisão mais próxima na companhia dos amigos, acabou a noite a cantar Frank Sinatra, a beber caipirinhas e pronto para outros 60 anos de companheirismo. Abordado pela Reuters quando estava a enfiar o barrete e a preparar-se para dormir, o condenado 606960 da prisão de "Singin' in the rain" sintetizou os acontecimentos da noite com uma expressiva frase: "Tou completamente aluado".
PS 1 - Fiquei a matutar numa coisa que o Nuno Maia me disse durante o repasto (arroz de pato/costela mendinha): "Já viste quantos jornalistas com 60 anos e o saber de experiência feita do Mesquita existem nas nossas redacções pejadas de estagiários?" Sei que não dá jeito, mas se calhar por aqui se podia começar a explicar a crise que se vive nos jornais...
PS 2 - O Rui Baptista teve falta de comparência

2 comentários:

Paula Mendes disse...

Sou grande admiradora desse jornalista do Público. Não o conheço pessoalmemte, mas há muito que leio as suas crónicas policiais.

Bem haja, por ser um grande profissional.

E ainda bem que não precisou de trabalhar num jornal do Joaquim Oliveira. Perdia-se um grande jornalista.

Anónimo disse...

O que vejo é que passas a vida em grandes jantaradas. Rica vida sim senhor!