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sexta-feira, fevereiro 23, 2007

O CASO NANI

Nani deu uma cambalhota. Não é o que estão a pensar. Também não marcou um golo (e Paulo Bento bem gostava que assim fosse). Aconteceu apenas que Nani resolveu trocar de empresário. Trocou Ana Almeida, apenas uma figurante no mundo dos empresários, por Jorge Mendes, provavelmente o mais poderoso empresário de jogadores do mundo. Mendes fez apenas o seu trabalho, juntando à sua carteira um jovem craque com grande potencial. Nada de mais natural. O caso está agora em tribunal porque mais uma vez terceiros querem tirar algum proveito da matéria-prima que no fundo é obra apenas das escolas do Sporting. Mas as coisas estão assim: onde há "peixe" há sempre muita gente a pescar. O que Mendes faz não é ilegal, como o prova a licença da FIFA que possui. Aliás, ter licença é mesmo o mais fácil, o mais difícil é sempre representar bem os interesses dos jogadores, proporcionando-lhes bons contratos num tempo de carreira sempre curto. É o que Mendes tem feito, sem precisar de que os seus principais craques venham afirmá-lo publicamente, e usando processos que são comuns a todos os empresários, sobretudo aos grandes. O caso Nani não tem moral. É apenas mais uma jogada de um empresário para tentar "sacar" o seu, com o jogador a aproveitar para dizer que ganha pouco no Sporting. Ou seja, mais uma vez Mendes aproveitou uma oportunidade para valorizar o seu produto. O homem não dorme.

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