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sábado, janeiro 27, 2007

Orgulho


A eleição de Michel Platini para a presidência da UEFA está a ser vista como o fim do tecnocracismo na principal estrutura futebolística europeia. A mesma que conseguiu passar mais ou menos indiferente aos protestos do famoso G-14 e que transformou a Champions numa competição de grande sucesso, não se podendo esquecer que deu a Portugal a organização do Euro 2004. Entre um sueco, o gigantesco Johansson, e um francês, o apalhaçado Platini, a escolha parece lógica mas parece que chegou o tempo de dar aos antigos praticantes aquilo que eles nunca fizeram: dirigir um negócio. Nesse entretanto, Gilberto Madaíl escapou ileso da guerra presidencial e conseguiu o seu lugarzito na comité executivo da UEFA, facto que também tem tido uma leitura que considero simplista: foi uma vitória pessoal e uma vitória de Portugal. Convém não esquecer que não é a primeira vez que Portugal tem um membro no comité executivo da UEFA - Silva Resende também já por lá passou e não consta que com grandes resultados... - mas a memória é curta e o que importa para já é o "orgulho". Ora, todos sabemos muito bem para que serve o "orgulho" quando nada mais resulta de prático e positivo. E olhando para os outros membros do comité executivo da UEFA depressa percebemos que é, de facto, um orgulho estar num grupo que inclui um ucraniano, um russo, um cipriota e um representante dessa grande potência futebolística que é a ilha de Malta, para além de um italiano e de um alemão. Madaíl, registe-se o facto não divulgado pelas fontes do costume, teve apenas 27 pontos, tantos como o representante de Malta, enquanto Villar, de Espanha, foi eleito com um total de 42 votos.


Vamos ver no que isto dá. Ou não dá.

2 comentários:

Pedro Coimbra Marques de Carvalho disse...

O apito avermelhado voltou em força...tudo em http://pedrocoimbramc.blogspot.com .Vejam o que recebeu ontem elmano santos do sr vieira

Zé Luís disse...

Da utilidade de um membro nosso no CE da UEFA já tivemos um exemplo precisamente inútil. Concordo.
Agora, quem são as fontes do costume?