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quinta-feira, outubro 26, 2006

Platini - o show do costume


Não sei se é impressão minha mas sempre achei o Platini um tipo com um certo ar de "clow", o que confirmei nas poucas vezes em que o pude ver em acção nos bastidores do futebol. Naquela que terá sido a sua primeira entrevista como candidato a presidente da UEFA, o Michel pouco mais disse que banalidades, ao ponto de "A Bola" ter de chamar para a sua primeira uma frase relativa ao joelho do Eusébio, questão que, como todos sabem, tem mais caruncho que o joelho do Mantorras ou o calcanhar do Sokota. O que Michel quer é o que muitos querem: poder. Compreende-se, pois a quem foi grande nos relvados custa muito sair da boca de cena. E, quer se queira quer não, também no futebol da Europa dita civilizada e liderante ser dirigente ainda é importante. Não sei se Platini dará ou não um bom presidente da UEFA, o que sei é que é francês e dos franceses é sempre de desconfiar. Perdoem-me mas é o que penso. Os tipos podem ter excelente queijos mas, cum raio!, tanto se lhes dá estourar com um atol do Pacífico como patrocinar a causa de senhores como Saddam. E reparem na forma como se retiraram da Argélia: fizeram-no tão bem, que só lá deixaram os camelos. Cuidado com os franceses (que o diga também a nossa selecção). Vem também isto a propósito do objectivo da entrevista feita, e muito bem, pelo José Manuel Delgado, que é um jornalista que o meu pai aprecia e eu também, para além do mais é uma pessoa com quem dá gosto conversar (como nos aconteceu em Leipzig, durante o Mundial, antes daquele jogo da Inglaterra com o Equador). No fundo, o que o senhor Michel queria era namorar o senhor Madaíl. Mas o nosso/vosso presidente da FPF já veio informar que sim senhor, gosta muito do Michel, mas acima de tudo está a sua gratidão à actual administração da UEFA por esta nos ter feito o favor de ensacar umas massas à custa da excelente organização do Euro 2004, que legou à nação uma série de elefantes brancos em forma de estádios e não estou a falar da famosa casa de meninas de Lisboa onde o futebol continua a ser discutido entre flutes e meias de lycra. Ou seja, Madaíl é um homem fiel e que respeita os seus princípios. Ele sabe que não se cospe na mão que nos dá de comer, sobretudo quando essa mão é a manápula do senhor Johansson, esse mastodonte sueco que manda na UEFA há milhares de anos. A sério: não queiram saber o que se passa na UEFA. Já nos basta o que se passa na FPF, na Liga de Clubes e no T-Clube.

Tréguas.

5 comentários:

pm disse...

clow?!?
clowns há muitos, pelos vistos.

VC disse...

...Platini um tipo com um certo ar de "clow"...

Isso é o quê?

Anónimo disse...

O Delgado, grande jornalista?! Essa é forte Eugénio. O guarda-redes suplente é o prémio nobel do lugar comum..

urra...apre disse...

Quer-me a mim parecer que a idade dos tachistas da UEFA não é a razão para a estagnação de determinadas regras que há muito se deveriam ter instituído tal como o recurso às imagens de lances difíceis ou duvidosos.

Valha-nos que uma das suas armas eleitorais é a introdução de mais 2 fiscais nos jogos (atrás da baliza), isto se na realidade e caso vença, a puser em prática.

De qualquer das formas dá a ideia instantânea que é mais do mesmo, umagajo que não apresenta grandes mudanças nem se augura lufada nenhuma no coito bolorento dos donos do futebol

Anónimo disse...

Só uma rectificação. No elefante não há meias de lycra. É preciso ver se o material é rijinho...