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sábado, junho 27, 2009

TÓ OLIVEIRINHA


Desculpem qualquer coisa mas a minha vida académica, tal como a do António Oliveira, não me tem deixado muito espaço, para além do facto de estar a acabar um trabalho para a NASA. Mas tenho mesmo de assinalar a surpreendente entrevista precisamente de António Oliveira, ex-seleccionador nacional, à "Sábado", que acabei de sorver na mesa da minha cozinha, comendo uma salada de frutas enlatada que comprei no talho e fumando um "Davidoff" que ainda me está a atrapalhar enquanto bato no teclado.


Dessa entrevista destaco uma frase:


"Ainda tenho esperança de ver o Rui Cartaxana e o Emídio Rangel também no Diário de Notícias"


O resto, se quiserem, podem ler se comprarem a revista, onde Oliveira se confirma como um dos poucos "adiantados mentais" do nosso futebol.

6 comentários:

LAM disse...

Esta posta é demonstrativa de que o Eugénio anda a preparar o doutoramento "horribilis causa".

Dragão Maronês disse...

Mas uma salada de frutas enlatada, ainda por cima comprada no talho, não combina lá muito bem com um Davidoff. Isso é quase como acompanhar Caviar Beluga, com agua da torneira...

Anónimo disse...

Lê o Boronha e a sua 'bola 39'!

P.S. - O Tó das Olivas pelo menos fez os exames do 2ºano do Liceu no Colégio em Penafiel!
Se fez mais QQ coisa não sei...!

AG disse...

Se não é na Pessoa. é na Lusófona, ou então na Católica...ou será no ISMAE?

Natálio Santos disse...

Citações retiradas do livro «Jogo Sujo», de Fernando Mendes e Luís Aguilar (ed. Livros De Hoje, Grupo Leya):

«Em determinado período da minha carreira cheguei a um clube que tinha uma grande equipa, um belíssimo treinador e um presidente carismático. Para além destas qualidades, existiram outros ingredientes que facilitaram o nosso percurso vitorioso. Devo dizer que antes de ir para este clube nunca tinha tido qualquer experiência com doping (pelo menos conscientemente)»

«Os incentivos para correr eram sempre apresentados pelo massagista. Passado pouco tempo de estar no clube, ele aproximou-se de mim, e de outros novos jogadores (...) Disse-me claramente que aquilo que ia dar-me era doping, embora nunca tivesse falado de eventuais efeitos secundários. (...) Com o passar do tempo assumi os riscos e tomei doping de todas as vezes que me foi dado. (...) Nunca vi um único colega insurgir-se perante essa situação»

«No meu tempo, o doping era tomado de duas formas: através de injecção ou por recurso a comprimido. Podia ser antes do jogo, no intervalo, ou com a partida a decorrer, no caso daqueles que saíam do banco (...) A injecção tinha efeito imediato, enquanto os comprimidos precisavam de ser tomados cerca de uma hora antes do jogo»

«Em alguns clubes onde joguei tomei Pervitin, Centramina, Ozotine, cafeína, entre muitas outras coisas das quais nunca soube o nome»

«Cada jogador tomava uma dose personalizada, mediante o seu peso, condição física ou última vez que tinha ingerido a substância (...) Porém, nos jogos importantes era sempre certo (...) Quando se sabia que não iria haver controlo antidoping, nunca falhava»

«Lembro-me de um jogo das competições europeias contra uma equipa que tinha três campeões do mundo no seu plantel. Um deles era um poderoso avançado no jogo aéreo. (...) Apanhei-o várias vezes no meu terreno de acção. Ele era um armário, com um tremendo poder de impulsão. Mas nesse dia eu saltei que nem um louco e ganhei-lhe quase todas as bolas de cabeça (...) O meu segredo: uma pequena vacina, do tamanho de meia unha, chamada Pervitin»

«Em certos treinos víamos um ou dois juniores que apareciam para treinar connosco. Esses juniores não estavam ali porque eram muito bons ou porque tinham de ganhar experiência. Estavam ali para servirem de cobaias a novas dosagens. Um elemento do corpo clínico dava cápsulas ou injecções com composições ilegais a miúdos dos juniores (...) Diziam-lhes que eram vitaminas e que a urina era para controlo interno»

«Se um jogo fosse ao domingo, o nosso médico sabia na sexta ou no sábado quais as partidas que iriam estar sob a tutela do controlo antidoping. Mal tinha acesso à informação, avisava todo o plantel e o dia de jogo acabava por ser directamente influenciado por essa dica»

«Em determinada temporada (...) sou convocado para um encontro particular da Selecção Nacional. (...) Faço uma primeira parte fantástica, mas ao intervalo começo a sentir-me cansado e tenho medo de não aguentar o ritmo (...) O jogo realiza-se num estádio português (...) Estão lá um médico e um massagista de um clube onde jogo (...) No intervalo, peço a esse médico para me dar uma das suas injecções de doping. Saio do balneário da Selecção, sem que ninguém se aperceba, e entro numa salinha ao lado. É aí que me dão a injecção pedida por mim. Volto a frisar que ninguém da Selecção se apercebeu»
in MaisFutebol

Anónimo disse...

Nada modesto que tu és.. NASA.. A humilde é uma virtude, nem todos a têm..