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quarta-feira, abril 15, 2009

NOMEAÇÕES DE ÁRBITROS


Eis uma proposta absolutamente revolucionária.


Aqui:

4 comentários:

bancada16 disse...

os empates aumentaríam exponencialmente!!!

Mas para mim qualquer coisa é melhor que o nojo que impera na arbitragem de há 20 anos a esta parte.

LAM disse...

à partida a lógica nem me parece mal.
mas haverá aqui problemas também:

1- o nº de árbitros disponíveis teria de ser aumentado sobremaneira.

2- se isto pode resolver o problema para os primeiros clubes a entenderem-se sobre o nome do árbitro, vai criar muita discussão nos jogos entre clubes que ficaram com as "sobras" e sobre a qual não se entenderam.

3- a avaliação final do desempenho do árbitro ser feita pelos clubes "consumidores", pode trazer muitos problemas de combinação de resultados, principalmente no último terço dos campeonatos.
(por expl, quando um empate serve os objectivos de uma e de outra equipa).

LAM

fernando santos disse...

E onde é que entra a fruta e o café com leite?

André Zúquete disse...

Caros comentadores,

Obrigado pelos vossos comentários. Mas gostaria de esclarecer alguns aspectos que me parece que ficaram pouco claros na vossa análise da minha proposta.

O comentário de "bancada16" refere um aumento exponencial dos empates. Segundo me parece, o comentador assume que os árbitros se protegeriam se "favorecessem" os empates. Ora, isso não aconteceria porque as equipas tenderiam a avaliar os árbitros pela sua prestação e pela sua influência no resultado final dos jogos, e não pelo resultado dos jogos em absoluto. Pelo contrário, os árbitros que "forçarem empates" influenciando de forma tendenciosa o resultado do jogo, tenderão a ser penalizados por uma ou pelas duas equipas, mas não por nenhuma.

O comentário de LAM refere uma necessidade de aumento substancial do nº de árbitros disponíveis. Mas tal não acontece. Admitamos que temos A árbitros e J jogos. Necessariamente, A >= J. O processo apresentado começa por seleccionar A1 árbitros de A para J1 jogos, aqueles onde houver mútuo acordo para a escolha dos árbitros. Sobram A2=A-A1 árbitros para os restantes J2=J-J1 jogos, para os quais a afectação será feita por qualquer outro critério que não a escolha por comum acordo. Como A >= J e A1=J1, então A2 >= J2. Portanto, não são precisos mais árbitros, o que muda é apenas o método de afectação de árbitros a jogos.

LAM refere potenciais discussões entre clubes que não conseguirem ser arbitrados por um árbitro escolhido por comum acordo. É verdade, mas isso é um requisito do sistema, só assim se consegue que os clubes não indiquem listas reduzidas de árbitros preferidos. É um processo de realimentação essencial, porque irá reduzir o benefício inerente a posições extremas.

Finalmente, LAM refere que a avaliação dos árbitros pelos clubes será desvirtuada quando para os clubes em confronto o empate for benéfico. Em primeiro lugar, os árbitros não têm o poder de fazer com que os clubes não empatem quando isso desejam (basta relembrar o que aconteceu num famoso jogo Alemanha-Áustria no mundial de 82), ou mesmo que não obtenham, por combinação prévia, um determinado resultado. Em segundo lugar, se os clubes desejarem empatar e o árbitro, por erro, tal impedir, ele será naturalmente penalizado pela equipa prejudicada. Finalmente, o desempenho do árbitro será sempre avaliado pelo 4º arbitro, logo a avaliação não fica apenas nas mãos dos clubes em confronto.