quarta-feira, dezembro 31, 2008

Deliberado e Intencional


Pedro Henriques, árbitro de Lisboa, terminou o ano de 2008 representando a arbitragem portuguesa na polémica instalada, sobre a sua decisão errada de ter considerado mão na bola a Miguel Vítor, anulando assim um golo legal ao Benfica.
Antes de mais, sou dos que acredito, que efectivamente este árbitro viu mão deliberada, tendo logo imediatamente explicado isso a todos os que assistiam ao jogo.
Aliás, as declarações proferidas por Pedro Henriques após o jogo, confirmam que o que ele viu foi isso mesmo, embora fique apenas pelo lado factual e não faça uma análise ao lance pelas imagens á posterior, o que sinceramente acho perfeitamente normal.
Os dirigentes do Benfica, um dia depois calaram a sua revolta, talvez fruto da época Natalícia, ou então porque correctamente vão tratar este assunto longe das emoções e resolver no local próprio, com quem de direito; Vítor Pereira.
Certo é que, jogar a bola com a mão, foi sempre falta integrada na Lei XII e se no início era punida quando jogada voluntariamente, antes foi intencional e agora é deliberada.
Só que, é na sua aplicação que reside a verdadeira capacidade do árbitro, que deve procurar fazer esta separação entre o toque casual ou deliberado o mais rapidamente possível.
Somente há falta quando a mão ou o braço joga deliberadamente a bola.
O facto de a bola bater na mão ou num braço de um jogador não é punível, mesmo que o referido jogador obtenha para si (ou para o colega) vantagem para poder jogar a bola ou fique(m) de posse da bola.
O resto, brincar com um trocadilho de palavras, voluntariamente é sem sombra de dúvida, uma forma deliberada e intencional de fugir às responsabilidades.
Desejo que 2009 seja um Ano de boas arbitragens e de decisões correctas para os árbitros portugueses.
E aos Leitores um Excelente 2009.

Este artigo da minha autoria foi publicado no Jornal de Noticias na coluna semanal de terça feira "Arbitragem ao Raio-X"

terça-feira, dezembro 30, 2008

PRÉMIOS BnA 2008

Paineleiro do ano: Rui Santos. A solo, sem guiões, com as melhores audiências e com a cacha do ano (Meyong), demonstrando não só a sua versatilidade mas também grande pulmão.
Programa do ano: "Liga dos Últimos" porque passou do último para o primeiro canal e tem em Sérgio Sousa um repórter de eleição que também sabe pôr as coisas no papel (JN).
Jornalista desportivo do ano: Rui Miguel Tovar (Record), pela sua extraordinária capacidade para nos surpreender todos os dias.
Dirigente do ano: Carlos Oliveira. O presidente do Leixões equilibrou o barco, esteve no regresso ao convívio dos grandes e viu a equipa transformar-se em sensação do campeonato corrente.
Leite Mimosa do ano: Carolina Salgado.
Pilinha de ouro do ano: João Malheiro, juntamente com Sousa Martins a prova que um parola do Norte pode entrar no j-7 lisboeta.
Árbitro do ano: Pedro Proença. Não apenas pela sua magnífica performance no tribunal de Gondomar mas também porque se está a afirmar com um árbitro para grande correrias.
Jogador do ano: Beto. O guarda-redes do Leixões é o Bento dos tempos modernos.
Caso do ano: Apito Final. A CD da Liga prometeu e cumpriu, em pouco mais de um ano produziu acórdãos históricos.
Bestial do ano: Ricardo Costa (Liga)
Besta do ano: Gonçalves Pereira (FPF)
Pesadelo do ano: Boavista. De campeão em 2001 a equipa em perigo de extinção. Um caso de estudo.
Varinha mágica do ano: Valentim Loureiro.
Reformado do ano: Mantorras.
Emplastro do ano: Animal.
Personalidade do ano: Hermínio Loureiro. Na FFP e a na Liga, uma lufada de ar fresco no ambiente pútrido do nosso futebol.
Sonho light erótico do ano: nutricionista do Leixões.
Injustiçado do ano: Pinto de Sousa. Um homem bom que acabou por ser condenado por causa das maldades que lhe fizeram.
Claque do ano: No Name Boys. A confirmação de que as claques para mais nada servem que não seja para apoiar presidentes em momento difíceis ou para recreio de meia dúzia de delinquentes.
Blog do ano: Blog da Bola. Intrépido, ousado, sempre na linha da frente, à semelhança do admirável Marinho das neves.
Frase do ano: "Sou a Paula Rego do futebol", Jorge Jesus, ao DN.
Talibã do ano: José Manuel Delgado, paladino de uma verdade conveniente.
Gaffe do ano: V. Guimarães ao acompanhar o Benfica no recurso para o TAS.
Boazona do anus: a leoa Carla Matadinho, ex-aequo com as cheer leaders do Benfica.
Queca do ano: Nereida Gallardo.
Troglodita do ano: António Sérgio, presidente da APAF, pela sua capacidade para dizer barbaridades.
Paladino do ano: Joaquim Evangelista, à semelhança de um pastor da igreja Universal do Reino de Deus, prometendo a cura para o que é incurável.
Livro do ano: "Vocês sabem do que estou a falar", de Octávio Machado. Continuamos a saber o mesmo depois de o ler mas foi divertido.
Treinador do ano: Jaime Pacheco. Conseguiu a permanência de um Boavista em cacos e prepara-se para fazer o mesmo n'"Os Belenenses".
Desilusão do ano: Selecção Nacional, antes e sobretudo depois de Carlos Queiroz.
Salário do ano: Nuno Gomes continua a ganhar para as bandoletes.
Basófias do ano: Filipe Soares Franco.
Director desportivo do ano: Antero Henrique. Pode-se não gostar do estilo mas a sua eficácia continua a ser terrível. Já o mais sério candidato à sucessão de Pinto da Costa.
Revelação do ano: Gilberto Madail, pois deixou de pintar o cabelo.
Pinoca do ano: Vítor Pereira.
Octávio Machado do ano: Dias da Cunha.
Advogado do ano: Pedro Alhinho, advogado de Castro Neves no processo originário do Apito Dourado, pelo brilhantismo e pela dinâmica da defesa que organizou.
Juiz do ano: Carneiro da Silva, presidente do colectivo que julgou o processo originário, pela urbanidade, celeridade e sapiência.
Risca ao meio do ano: Paulo Bento.
Caso do ano: Apito Dourado. Deste e também do próximo.
Ocaso do ano: Luís Filipe Vieira, definitivamente a entregar a pasta a Rui Costa.
Casamento do ano: Pinto da Costa-Filomena. Ninguém percebeu a ausência de João Malheiro na boda.
Burla do ano: Sérgio Silva.
Bloguista do ano: António Boronha, pelas histórias, pela lucidez e pela acutilância.
Lágrima do ano: Manuel do Laço.
Post do ano: Paralímpicos. A fúria dos moralistas abateu-se sobre este pobre coitado.
Palerma do ano: presidente do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas.
Artista do ano: José Mourinho. Está tão na frente que já deu várias voltas de avanço à concorrência.
Mercenário do ano: Nossa Senhora do Caravaggio.

domingo, dezembro 28, 2008

CALISTO CAMPEÃO DO SUDESTE ASIÁTICO




Henrique Calisto conquistou para o Vietname a primeira Taça do Sudeste asiático. A festa explodiu de Saigão a Hanói e Calisto arrisca-se a ter uma estátuta ao lado dos grandes educadores do Vietname, o único país asiático que tem alfabeto latino. É pena os portugueses não terem a real dimensão da importância e relevância do treinador matosinhense num dos países com maior taxa de crescimento do Mundo. Parabéns, professor! Como já lhe disse várias vezes, você não faz falta aqui...excepto aos seus amigos!



NADA DE NOVO



Ponto um: não sei o que se passa com o Blog da Bola nem com o seu autor "anónimo", presumo que esteja já a preparar as autárquicas...


Quanto ao resto, não há muito para acrescentar. O nosso futebol fez a habitual pausa enquanto os ingleses andam furiosamente aos chutos na bola, não se vislumbram vendas e compras palpitantes e os jornais fazem balanços e alguns trabalhos que deviam fazer o resto do ano mas que por falta de espaço só agora conseguem apresentar. Desfrutemos, portanto, neste intervalo entre a orgia natalícia e a farra do fim do ano.


Está visto que o Benfica não vai conseguir empandeirar o Di Maria pelos milhões que pretendia para o Real Madrid e que ainda há quem acredite que Nuno Gomes pode ser útil ao glorioso. Eu, sinceramente, acho que não...
Quanto ao Apito Final, parece que o novo CJ também entende que as escutas são válidas e, como tal, o assunto fica encerrado em termos de justiça desportiva portuguesa, restando saber o que é que o comité disciplinar da UEFA vai fazer com este dado novo. Tenho a sensação que não tarda nada e virá aí bojarda.
Para os portugueses, pelos que se vê nos noticiários, a crise ainda não chegou mas não tardará nada até que ela se faça sentir nos nossos já magros orçamentos, que nos levam a hesitar entre a compra de dois "desportivos" e trocos para mais um café. Ok, os hóteis estão cheios para o reveillon, as câmaras prometem muito fogo de artíficio e Israel não só promete como cumpre. Resta-me, pois, aproveitar a pausa, que também a mim me tocou, para acender a lareira, manter a o MSN aberto para um eventual "olá" a um amigo e ganhar balanço para mais um trabalho para a faculdade, que Janeiro e Fevereiro são meses de avaliações mesmo para os amadores como eu.


Com 2009 pela frente, BnA cumpre a tradição e vai dar os seus prémios. O júri reúne hoje à noite e o mais tardar amanhã teremos aqui os resultados, de que deixo um cheirinho na imagem que ilustra esta posta que apenas serve para calar as bocas dos que me encharcam o e-mail com coisas do tipo "preguiçoso", "tem uma namorada nova?" ou "também vais à viola como o Blog da Bola?" Posso garantir que é tudo mentira embora uma parte eu bem gostasse que fosse verdade...

sábado, dezembro 27, 2008

SOBREVIVER AO NATAL

Tá visto que esconder a cabeça na areia não resulta pois pelo menos uma pulga aparecerá para nos desejar bom Natal.
Não há outro remédio: dar o peito às balas.
Melhor dizendo, aos votos tradicionais, hoje disparados de rajada via SMS.
Tentamos resistir mas é mais uma batalha perdida. Recebido o impacto, temos de ripostar. Gosto de lasanha mas não gosto respostas em massa e procuro responder a cada um de forma personalizada.
O Natal, entretanto, arrasta-se. Ele que se faz anunciar muito antes e que nos invade primeiro com efeito formigueiro, depois de forma absolutamente virulenta. Quando damos por ela, antes ainda do dia 25, estamos em estado terminal B. Mas aqui não dá para mudar em Nine que a gare é do outro lado. Esta parte do "que a gare" vem a seguir e costuma ser bastante dolorosa.
Neste entretanto, as câmaras dão tolerância de ponto sob o argumento de que este não é "um período produtivo". Mais uma falácia. Nunca durante o resto do ano vejo tantos que fazem tão pouco a quererem fazer muito. O Natal é uma febre. Não apenas de consumo. Uma febre de sentimentos e de emoções. Vemos amigos hoje onde ontem víamos o pior dos inimigos, bebemos um copo de Porto com aquele familiar que ontem nem podíamos ver, trocamos presentes com o tipo que nos come a namorada ou mulher... Fazemos tudo isto com um sorriso nos lábios, o tal sorriso natalício, da fraternidade, bla, blá, blá...como aquela canção memorável do Quarteto 1111.
O Natal pode ser representado por aquele momento da I Guerra Mundial em que as duas trincheiras interromperam a guerra para beber um chá quente e jogar futebol (vi isto num filme qualquer).
O Natal é um daqueles intervalos do demente profundo que subitamente sobe a uma cadeira e diz que estamos todos a voar sobre um ninho de cucos.
O Natal é o silêncio breve do olho do furacão, o luar todo sobre o mar, um sonho erótico, um peido pleno...
O Natal é o sorriso da criança, a ternura dos velhinhos, o açúçar dos sonhos, uma rabanada de vento quente...
O Natal, tá visto, é o reino dos impostores. O próprio Natal em si é um impostor. Chega a galope, passa a trote e quando se despede larga apenas mais uma poia para acrescentar à merda de Mundo que temos.
Salva-se o bacalhau. A pinga. Aquele conversa subitamente filosófica. O amigo que telefona da Patagónia e apenas nos diz a paisagem que está a ver. Claro, a alegria das crianças, embora suportada nas tradicionais prendas. E também a perspectiva de que a vida vai continuar.

Não é uma perspectiva especialmente empolgante mas, confesso, sabe bem voltar à rotina. Hoje não estou convocado para qualquer almoço, lanche ou jantar. Tenho um dia inteiro pela frente com 2 ou 3 tarefas para cumprir.

Se a coisa correr bem, não cumprirei nenhuma. Ficarei por aqui simplesmente a ruminar. Não me critiquem por isto. O meu segundo nome é Rudolfo.

PEDRAS ROLANTES


Sabemos todos que há blogs para tudo. Para o cultivo de margaridas, para vibradores e até para parques eólicos. O meu amigo André Ribeiro, do Porto que está sempre Alegre, e não deste Porto deprimido e recalcado, criou um blog que dedicou à sua banda: os Rolling Stones.


A ver, aqui:


segunda-feira, dezembro 22, 2008

FELIZ...POIS...JÁ SABEM O QUE É

Sendo eu o burro, figura que ninguém contestará como presente no presépio natalício, aproveito para desejar a toda a clientela um Natal com saúde, a alegria possível, apetite e vontade para em 2009 aqui estarmos todos de novo a dar trabalho à vesícula biliar.

BOLA NA ÁREA JÁ É SITE

Depois de muitos anos como blogue e de uma migração para o site do Record, BOLA NA ÁREA agora é um site. Já está no https://bolanaarea.pt/ .