sexta-feira, outubro 31, 2008

PC PÕE A MÃO NO OMBRO DE JESUALDO*


"Também o treinador Jesualdo Ferreira repetiu triunfos, redesenhou estratégias e reconquistou títulos, concretamente o segundo de campeão nacional ao serviço dos Dragões, mantendo uma rigorosa e competente filosofia de trabalho, que alia experiência e modernidade, trilhando dessa forma o ambicionado caminho para um futuro sustentado"

Uma significativa palavra de Pinto da Costa no preâmbulo do relatório e contas do FC Porto, em contra-corrente com os seus lugares-tenentes...

* enquanto os outros tentam empurrá-lo pelas costas...
Ainda a propósito do relatório e contas, numa primeira leitura verifico que o resultado líquido dos dois últimos exercícios (8,4 milhões de euros) continua a ser bastante inferior ao resultado líquido negativo do exercício de 2005/2006 (30,5 milhões de euros) e os capitais próprios continuam muito abaixo de metade do capital social. Apesar do optimismo revelado no relatório, verifica-se também que o clube precisa de continuar a contrair empréstimos, como aconteceu com 13,4 milhões de euros cedidos pelo BCP à conta da transferência de Quaresma para o Inter de Milão. Do que não restam dúvidas é da confiança de Pinto da Costa na sociedade pois no último ano comprou mais 9.847 acções, tendo agora 159.847. Acções que...
"No período em análise não se verificaram oscilações relevantes nos momentos de divulgação de resultados, e/ou de informação privilegiada, Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD
Relatório e Contas 2007/2008 86 - como vem sendo habitual do comportamento das acções da F.C. Porto – Futebol, SAD. Nem mesmo a conquista do tricampeonato afectou a cotação das acções que durante este exercício económico, apesar do sucesso desportivo do clube, desvalorizou 35%, tendo fechado a 30 de Junho de 2008 a cotar nos 1,5 Euros e com uma capitalização bolsista de 22,5 milhões de euros. No entanto, mesmo com uma queda de 35%, a F.C. Porto – Futebol, SAD apresenta um desempenho no mercado accionista em linha com o índice de referência do mercado nacional de acções, PSI-20, que desvalorizou 34% no mesmo período. Comparando com o principal índice internacional do sector do futebol, verifica-se que a performance da F.C. Porto – Futebol, SAD é bastante mais negativa que a do futebol europeu, dado que o Dow Jones EuroStoxx Football, do qual a F.C. Porto – Futebol, SAD é parte integrante, sofreu uma queda de apenas 3% durante o período económico 2007/2008."

FENÓMENO LEIXÕES

O milagre da multiplicação dos cachecóis do Leixões está registado pela objectiva do meu colega Luís Vieira, um repórter de imagem de mão cheia. No mercado de Matosinhos...foi assim! O clube de Matosinhos continua a mostrar que é um dos poucos em Portugal com "massa crítica" e que não está na I Liga apenas para vender o seu peixe...

DANOS COLATERAIS

O presidente do Conselho Deontológico (CD) do Sindicato dos Jornalistas (SJ), Orlando César, considerou "incompreensível e desproporcionada" a demissão de dois sócios do SJ, responsáveis de A Bola, devido a uma recomendação sobre linguagem do noticiário desportivo.
Face a uma carta do pai de um jovem praticante de hóquei em patins que citava e criticava a utilização de expressões como "em busca de vingar", "humilhar o adversário na sua própria casa", vingança saborosa", o Conselho apelou ao respeito pelo Código Deontológico. Recordou a recomendação da UNESCO (organismo das Nações Unidas) sobre o "compromisso ético para com os valores universais do humanismo, que obriga o jornalista a abster-se de toda a forma de apologia ou de incitamento" à "violência e ódio".
O director do jornal A Bola, Vítor Serpa, demitiu-se do SJ e afirmou ao Diário de Notícias que o comunicado "desrespeita todos os jornalistas que fazem desporto" e "comete uma injustiça gratuita", defendendo que o CD "não tem condições para continuar". Também o chefe de Redacção, Alexandre Pereira, se demitiu do SJ por se sentir "atingido pelo teor do comunicado" e considerar que "o tom como é escrito demonstra um enorme preconceito para com os jornalistas de desporto".
in JN

quarta-feira, outubro 29, 2008

NOTÍCIAS DA CASERNA

Afinal, não foram motivos fisiológicos que provocaram a fuga de Madaíl da tribuna VIP da Pedreira.
Consta que foi o receio de ser "atacado" pelos jornalistas, ali tão perto, no final do jogo.
Será verdade?

segunda-feira, outubro 27, 2008

MAIS UMA PÉROLA DEONTOLÓGICA


Recomendação do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas, esta sobre a linguagem violenta utilizada no noticiário desportivo:
«Transformar todos os desportos em competições de gladiadores, de luta livre ou de
boxe ou futebol é redutor para o desporto, desaconselhável para os jornalistas e fastidioso
para os leitores, ouvintes ou espectadores. O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas foi, a este propósito, alertado por um pai que descobriu no filho de 11 anos potencialidades para o hóquei em patins e decidiu incentivá-lo na prática dessa modalidade. Tudo bem, não fosse a tendência quase avassaladora do jornalismo desportivo para tratar qualquer evento como se fosse único, terrível e grandioso. O pai deste pré-adolescente enviou ao Conselho Deontológico alguns excertos dos jornais que fizeram a cobertura noticiosa do torneio que juntou participantes entre os oito e 11 anos e que dão a ideia geral do estilo adoptado pelo jornalista: «Em busca de vingar», «humilhar o adversário em sua própria casa», «revelando que o Alfena era mais um alvo a abater», «Vingança saborosa» e «decidiram partir para a humilhação do adversário». São
alguns dos exemplos desta prosa que só pelo seu mau gosto já seria de bom-tom eliminar.
Infelizmente, frisa este pai, tal tipo de jornalismo tem efeitos negativos nos jovens ainda crianças, que, fazem do hóquei a sua diversão. É na alegria dos jogos que se sentem ompensados dos sacrifícios dos treinos e do cansaço das viagens. Na sua apreensão da vida, estes jogos nada têm a ver com «vingança» nem «humilhação». Para lá do apelo constante ao respeito pelo Código Deontológico dos Jornalistas, designadamente os artigos 2º e 7º, o Conselho Deontológico quer, a este propósito, reforçar as recomendações da UNESCO sobre «o compromisso ético para com os valores universais do humanismo que obriga o jornalista a abster-se de toda a forma de apologia ou de incitamento de todas as formas de violência, de ódio ou discriminação». Porque as escolas, os clubes profissionais, os clubes sociais são os principais lugares onde estas actividades se desenvolvem numa abrangência educacional de milhares de crianças, o seu tratamento noticioso exige bom senso. Ao invés de algumas opiniões que circulam subterrânea e insidiosamente entre certos analistas, a especialização jornalística obriga a um maior respeito pelo Código Deontológico dos Jornalistas e não o contrário.
Sob pena de caírem na denominação de «jornalismo menor» os jornalistas desportivos
devem ser os principais interessados em manter padrões de exigência ética e deontológica. O Conselho Deontológico dos Jornalistas recomenda, por isso, o cumprimento escrupuloso das regras acima referidas e apela ao bom senso e discernimento dos jornalistas para que casos como este não se tornem moeda corrente. Mesmo quando são as «cores da nossa selecção» que estão em jogo, mesmo quando se trata apenas de ganhar, o jornalista desportivo deve ter em conta que o seu objectivo é o relato dos factos. O que não o impede de os transmitir num estilo que atraia o leitor à sua leitura. Mas, acima de tudo, deve recordar-se que é seu dever deontológico «relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade».

MEDO

Custa a crer como um clube tão organizado tanto dentro como fora de portas permite que um dos seus principais activo - Cristhian Rodriguez - seja molestado à saída do estádio, quando na sua viatura leva a família. É apenas a repetição do que aconteceu a Co Adriaanse [FOTO] após um mau resultado em Vila do Conde, num caso em que não se apuraram responsáveis apesar das imagens das câmaras de videovigilância, desta vez também activas... Não acredito que os responsáveis portistas não se tivessem apercebido de que estava a ser organizada uma "espera" aos jogadores. Simplesmente deixaram que tal acontecesse pois é esta a melhor estratégia quando as coisas fogem do controlo do "Kremlin", ou seja, permitir que os jogadores sintam a pressão directa dos adeptos fundamentalistas? O medo é um associado da adrenalina que tem faltado aos craques portistas dentro do campo. A estratégia, essa, é tudo menos nova. Recorde-se também o que aconteceu a Victor Fernández - invasão dos superdragões em pleno treino no Dragão... -, aquilo por que passou Paulo Assunção e outros jogadores que não podem sair à noite sob o risco de as suas vidas serem completamente devassadas. Há quem chame a isto controlo. Era capaz de lhe chamar outra coisa...

COM AS FERAS

« foto Blog do Bessa Álvaro Braga Júnior juntou-se aos "Panteras Negras". Nesta hora todos são poucos para ajudar o Boavista a sair do fundo do poço. Até as claques. Ou sobretudo as claques.

BOLA NA ÁREA JÁ É SITE

Depois de muitos anos como blogue e de uma migração para o site do Record, BOLA NA ÁREA agora é um site. Já está no https://bolanaarea.pt/ .