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sábado, dezembro 01, 2007

OS BIMBOS

A primeira vez que ouvi a palavra "bimbo" foi quando estagiei no famoso Calhau a que chamam também convento de Mafra, no início dos anos 80, quando me fartei da universidade e quis ver como era a vida militar (há decisões muito estúpidas!). A palavra era por norma aplicada pelos lisboetas e afins aos tipo menos aptos, como deveria ser o meu caso, pois depressa fui despachado para casa com um saco às costas, voltando a poder fazer tranquilamente a minha vidinha. Para além da experiência (inesquecível, apesar de curta) e das amizades (que entretanto se perderam mas que perduram, como é o caso de um visitante deste blogue, o Silva), ganhei a palavra "bimbo" com muito gosto e muito antes do pão de forma. É uma palavra que hoje me dá muito jeito sobretudo para classificar uns tantos seres que se apropriam do Porto e que se arvoram em seus paladinos. No próximo dia 4, esses mesmos sujeitos, sob o slogan "genialmente inventado" por Carlos Magno, segundo o próprio, evidentemente, vão dizer eu imPORTO-me numa acção junto ao rio (Douro, obviamente). Que ninguém se iluda. É apenas mais um pretexto para os Magnos desta cidade acenturarem o provincianismo de que padecem e reforçarem o estatuto que julgam ter. Lamento que o Porto, que não é a minha cidade mas de que gosto bastante, esteja nas mãos destes...bimbos bem falantes e de acções muito pouco consequentes naturalmente porque estão sempre focados nos respectivos umbigos, não passando nunca, por isso, de figuras exóticas aos olhos dos lisboetas genuínos e mesmo dos que emigram do Porto para a capital. Conheço muitos portuenses de grande dimensão cultural e humana (Jorge Fiel, Manuel António Pina, Germano Silva, David Pontes, Marques Pinto, Manuel Carvalho, Palmira Macedo, Coutinho Ribeiro (também conhecido por Tó Manel), Jorge Nuno Pinto da Costa, Maria do Carmo Serén, Alcino Soutinho, Alberto Gonçalves, Frederico Martins Mendes, João Pereira Coutinho, Rui Centeno, Manuel Seabra, Pedro Fonseca, Luís Lopes, Carlos Romero, Salvato Trigo...) e temo que alguns deles se deixem envolver neste movimento abimbalhado que apenas colocará mais uma vez o Porto a jeito das críticas de Lisboa. O Porto, como cidade liberal e muitas vezes do reviralho, não merecia entrar no século XXI apenas impulsionda por esta corja de diletantes que passam os dias a olhar para o espelho e a escutar o próprio eco.

Mas, se calhar, cada um tem o que merece.

7 comentários:

Anónimo disse...

Rio ataca as polícias

O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, disse, ontem, não compreender como se perde tempo com processos "menores", como o Apito Dourado, e não se resolvem os casos de violência na noite. Numa dura crítica à actuação das autoridades, à margem da reunião da Junta Metropolitana do Porto, o autarca afirmou "Só os vejo preocupados com coisas menores. Em vez de gastarem milhares de páginas em processos como o Apito Dourado poderiam perder alguma energia com estes casos, os que lhes conferiam mais credibilidade". Considerando que o que está em causa é "criminalidade organizada" que pode acontecer em qualquer outra cidade, Rui Rio não se conforma, porém, com a "incapacidade que as polícias têm demonstrado para responder a estes crimes.

PORQUE SERÁ?!

Espectro disse...

Tou a ver que apenas mencionas nomes bem conotados .... o resto dos teus amigos é merda nao é ???
Tens uma boa agenda de contactos és mesmo de grande impostor e vai chamar Bimbo aos teus amigos que nao passam todos de grandes cromos


O Espectro

JM Coutinho Ribeiro disse...

Olá, Eugénio:
Este «Coutinho Ribeiro (também conhecido por Tó Manel)» de que falas é aqui o "praça"? Eu? Desculpar-me-ás a estultícia de pensar que sou eu, uma vez que os Coutinho Ribeiro não abundam, e não se confundem com os Pereira Coutinho que por aí andam, como o João, que é comunmente confundido com um conhecido vendedor de automóveis de Lisboa. Mas há três motivos que me levam a pensar que não sou eu: em primeiro lugar, porque, como diria o meu tio António, pai do João com apelido de vendedor de automóveis, nós - o meu tio e eu - viemos das "berças", de Soalhães, Marco de Canaveses, logo, não somos portuenses na verdadeira acepção da palavra, o que é mitigado pelo preclaro Jorge Fiel quando diz que o Marco deu três grandes figuras à Nação: a Carmen Miranda, o Tio Belmiro de Azevedo e eu - coisas de amigos, claro; em segundo lugar, não devo ser eu, porque me atribuis uma «grande dimensão cultural e humana», dimensão que essa que aceito na vertente humana, mas que obviamente falha na questão cultural, que há muito vendi ao João com apelido de vendedor de automóveis, porque estava farto que a família me violentasse os neurónios; em terceiro lugar, não devo ser eu, porque falas aí num tal TÓ Manel, e eu sou precisamente um tal Quim Manel.
Não sou eu, portanto.
Mas porque te ocupei o espaço, vou, logo a seguir, deixar-te aqui um um postal que escrevi há mais de um ano, ainda no Incursões, que vem a propósito. Vou procurá-lo. Até já.

eugenio disse...

Era Quim Manel que queria dizer...mas como aí pelo Marco toda a gente troca de nomes (ou não fosse o dr. o inventor do Torres Ferreira que se transformou em Ferreira Torres)...talvez possa ser desculpado

JM Coutinho Ribeiro disse...

Ah, ok. Lisongeado :-)

JM Coutinho Ribeiro disse...

Lisonjeado! (Confirma-se que não sou culto)

Anónimo disse...

Caro Eugénio,
receio bem que o seu diagnóstico esteja correcto.